Diante das previsões de chuvas intensas para os próximos dias no Rio Grande do Sul, associados da ABRHidro elaboraram uma nota técnica sobre previsão, alerta e preparação para eventos hidrometeorológicos. O material, atualizado em 16 de julho de 2026, às 18h, orienta a leitura qualificada do cenário e reforça a importância da preparação antecipada por parte da população, dos municípios e dos órgãos responsáveis pela resposta.
A análise alerta que o Estado volta a enfrentar condições capazes de produzir alagamentos, enxurradas, inundações e movimentos de massa, com possíveis impactos sobre moradias, estradas, pontes, comunidades e serviços essenciais. A nota destaca, porém, que previsão não significa certeza de impacto, mas representa uma janela de oportunidade para reduzir danos caso o evento se materialize.
O documento foi elaborado pelos associados Daniel Gustavo Allasia (UFSM), Fernando Dornelles (UFRGS), João Francisco Carlexo Horn (UFSM) e Rutineia Tassi (UFSM), com base em informações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, INMET e Cemaden/MCTI.
Entre os pontos centrais, o texto ressalta que o momento exige atenção, não pânico, e que as previsões devem ser acompanhadas continuamente, pois novos dados podem alterar a magnitude e a distribuição espacial do evento.
A nota também explica que chuvas intensas só se transformam em desastre quando encontram populações, infraestrutura e serviços expostos e vulneráveis. Por isso, recomenda medidas como integração entre previsão meteorológica e hidrológica, ativação de planos de contingência, pré-posicionamento de equipes e recursos, verificação de estruturas e serviços essenciais, comunicação clara e combate à desinformação.
A ABRHidro sugere a leitura integral da nota, especialmente por gestores públicos, profissionais da área, comunicadores, pesquisadores, representantes de instituições e comunidades localizadas em áreas suscetíveis.
Leia na íntegra aqui.
Fonte: ABRHidro, publicado em 17 jul.
Blog
Documento reforça que a água deve ocupar lugar central nas políticas públicas e apresenta compromissos essenciais para fortalecer a gestão das águas no Brasil.
O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) lançou uma Carta Aberta aos Candidatos e Candidatas aos cargos eletivos nas Eleições 2026, conclamando todos os postulantes aos cargos dos Poderes Executivo e Legislativo a assumirem um compromisso público com a gestão sustentável dos recursos hídricos e com a segurança hídrica do país.
No documento, o FNCBH destaca que a água é um bem público, finito e indispensável à vida, cuja governança exige planejamento, cooperação entre os entes federativos, participação social e decisões baseadas em critérios técnicos. Diante do agravamento da crise climática, da ocorrência de eventos extremos, da escassez hídrica e dos conflitos pelo uso da água, o Fórum defende que a pauta hídrica seja tratada como prioridade estratégica nos programas de governo e nas futuras ações da administração pública.
A Carta também reforça o papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas como espaços legítimos de participação, pactuação e gestão descentralizada das águas, ressaltando a necessidade de valorização dessas instâncias, do fortalecimento dos órgãos gestores e da garantia de recursos financeiros e institucionais para a implementação efetiva da Política Nacional de Recursos Hídricos.
Entre os compromissos apresentados aos candidatos e candidatas estão a defesa da água como direito humano e bem público, o fortalecimento da gestão participativa, a valorização dos Comitês de Bacias Hidrográficas, a implementação dos instrumentos de gestão, a ampliação da resiliência hídrica frente às mudanças climáticas e a proteção das bacias hidrográficas, nascentes, aquíferos e demais ecossistemas associados.
Ao divulgar a Carta, o FNCBH reafirma que não há desenvolvimento econômico, justiça social ou sustentabilidade ambiental sem segurança hídrica e convida todos os candidatos e candidatas a incorporarem essa agenda em seus compromissos de campanha e futuros mandatos.
A Carta Aberta está disponível para consulta e ampla divulgação. O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas permanece à disposição para o diálogo e para a construção conjunta de políticas públicas que fortaleçam a governança das águas no Brasil.Acesso a carta: https://fncbh.org/documentos/outro/outro-2026
Featured
Começoiu quarta-feira (01/07),o período proibitivo de uso do fogo em Mato Grosso, em decorrência dos riscos de incêndios florestais. Este ano, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas localizadas nos três biomas existentes no estado (Amazônia, Cerrado e Pantanal) será de 1º de julho a 30 de novembro.
A medida leva em consideração as previsões de condições climáticas adversas, como estiagem prolongada, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar e ventos intensos, que favorecem as ocorrências de incêndios florestais.
Conforme o decreto 2.015/26, em caso de alteração nas condições climáticas ao longo do ano, o período de restrição ao uso do fogo poderá ser prorrogado ou antecipado pelo órgão estadual competente.
A norma estabelece ainda que a proibição ao uso do fogo não se aplica às queimas excepcionais realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais.
O decreto instituiu também a Sala de Situação Central (SSC) que irá atuar como órgão consultivo e deliberativo para a fase de respostas durante a temporada de incêndios, que vai de 1º de julho a 30 de novembro.
Entre as atribuições da Sala estão o fortalecimento das ações de monitorização, deliberação técnica, otimização de recursos e resposta rápida às queimadas ilegais e aos incêndios florestais, de forma integrada com os diversos níveis de governo.
A coordenação da Sala de Situação Central está a cargo do Corpo de Bombeiros Militar, por meio de sua Diretoria Operacional.
Regras ambientais sobre uso do fogo
O período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso reforça a restrição às queimadas em áreas rurais, chácaras, fazendas e áreas com vegetação, devido ao aumento do risco de incêndios florestais. Na área urbana, porém, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
É proibido realizar:
Queima de lixo;
Queima de folhas, galhos e restos de poda;
Limpeza de lotes e terrenos;
Queima em quintais e áreas próximas a residências e comércios;
Qualquer prática que produza fumaça e ofereça risco à saúde, à vizinhança ou possa provocar incêndios.
Mesmo fora do período proibitivo, o uso do fogo no meio rural não é liberado e depende do cumprimento da legislação ambiental e das autorizações necessárias.
A Sema alerta que muitas ocorrências de incêndios florestais têm início nas áreas urbanas ou periurbanas. Uma queima aparentemente pequena pode se alastrar rapidamente, atingindo unidades de conservação, propriedades vizinhas, animais, residências e estruturas públicas.
*Texto: Clênia Goreth
Fonte: Sema MT, publicado em 2 de Julho de 2026
Featured
O coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH), Maurício Scalon, participou da abertura do 10º Encontro de Integração dos Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, realizado no Instituto Terra, em Aimorés (MG). A comitiva do Fórum também contou com a presença do assessor de imprensa do FNCBH e presidente do CBH Manhuaçu, Senisi Rocha; do coordenador-adjunto do Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas e presidente do CBH Piranga, Carlos Eduardo Silva; e do secretário do CBH Doce, Flamínio Guerra.
Durante sua participação, Scalon destacou a importância do fortalecimento dos Comitês de Bacias e ressaltou o papel da integração entre as diferentes regiões do país na construção de uma gestão das águas cada vez mais participativa.
O coordenador também destacou a participação da Bacia do Rio Doce no Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), que será realizado em dezembro, deste ano em Fortaleza (CE), reforçando a expectativa de ampliar o intercâmbio de experiências e fortalecer a atuação dos Comitês em âmbito nacional.
"O Rio Doce é uma referência nacional em mobilização e governança. Estar aqui, celebrando a décima edição deste encontro, reforça a importância de fortalecer os Comitês e de promover a troca de experiências entre as bacias hidrográficas brasileiras", afirmou.
O encerramento do 10º Encontro de Integração dos Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Doce acontece nesta quinta-feira (09).
Na foto: Carlos Eduardo Silva, Maurício Scalon, Senisi Rocha e Flamínio Guerra.
Assessoria de imprensa FNCBH
Featured
Aberta até 31 de outubro, a iniciativa pretende reunir experiências, propostas e prioridades sobre os desafios da água no Brasil.
Os desafios da água no Brasil aparecem de muitas formas: na nascente que precisa ser protegida, no rio que mudou ao longo dos anos, na dificuldade de acesso ao saneamento, na estiagem que afeta o abastecimento, na produção que depende do uso eficiente da água e nas iniciativas locais que ajudam a recuperar áreas degradadas.
São vivências, percepções e propostas como essas que a consulta pública nacional “Brasil rumo à Conferência da ONU sobre a Água” quer reunir. Aberta a cidadãos e instituições, a iniciativa busca ouvir diferentes realidades do país para apoiar a construção da participação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre a Água 2026.
A consulta está disponível na plataforma Brasil Participativo entre 8 de julho e 31 de outubro de 2026. Podem contribuir cidadãos, gestores públicos, Comitês de Bacia, Agências de Água, universidades, representantes do setor produtivo, organizações da sociedade civil e demais instituições interessadas.
Para o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba, que integra a mobilização nacional, o processo reforça um princípio central da gestão das águas no Brasil: decisões sobre recursos hídricos precisam considerar a participação social e a realidade dos territórios. O Comitê atua na gestão integrada e participativa da bacia e, nesta mobilização, busca aproximar a consulta pública de seus públicos e da realidade do rio Paranaíba.
O que pode ser levado à consulta
A participação não exige conhecimento técnico especializado. A consulta busca contribuições que ajudem a identificar problemas, soluções, prioridades e experiências relacionadas à água no país.
Entre os temas que podem ser abordados estão segurança hídrica, saneamento, revitalização de bacias hidrográficas, adaptação às mudanças climáticas, proteção de nascentes, uso eficiente da água, cooperação entre instituições, financiamento e fortalecimento da gestão dos recursos hídricos.
As contribuições podem partir de diferentes pontos de vista: uma experiência comunitária, uma pesquisa acadêmica, um projeto desenvolvido por uma instituição, uma preocupação sobre a realidade de um rio ou córrego, uma proposta para melhorar o acesso à água, uma ação de educação ambiental ou uma prioridade observada no território.
O objetivo é transformar essa escuta em insumos para o documento brasileiro que reunirá recomendações e propostas do país para a Conferência da ONU sobre a Água 2026.
A participação social na gestão das águas
No Brasil, a gestão dos recursos hídricos tem na participação social uma de suas bases. Os Comitês de Bacia reúnem representantes do poder público, dos usuários de água e da sociedade civil para debater o uso, a conservação e o planejamento das águas em cada território.
Por isso, a consulta pública dialoga diretamente com a atuação dos Comitês. Ao mobilizar a sociedade para contribuir, o Comitê do rio Paranaíba ajuda a fortalecer a presença da bacia em uma construção nacional que chegará ao debate internacional.
A mobilização brasileira para a Conferência pretende articular atores institucionais e sociais em todo o país, reunindo contribuições capazes de refletir a diversidade territorial e os desafios hídricos brasileiros.
A Conferência da ONU sobre a Água
A Conferência das Nações Unidas sobre a Água 2026 será realizada de 8 a 10 de dezembro de 2026, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O encontro será coorganizado pelos Emirados Árabes Unidos e Senegal e terá como foco acelerar avanços relacionados ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, voltado à água potável e ao saneamento.
Os debates internacionais serão organizados em seis eixos: Água para as Pessoas, Água para a Prosperidade, Água para o Planeta, Água para a Cooperação, Água e Processos Multilaterais e Financiamento para a Água. Esses temas abrangem questões como acesso à água, saneamento, uso sustentável, restauração de ecossistemas, cooperação, governança e investimentos.
---A iniciativa "Brasil rumo à Conferência da ONU sobre a água" convida a sociedade brasileira a participar de uma mobilização nacional para coletar propostas, experiências e prioridades que fortaleçam a segurança hídrica e a governança da água no país. Essa escuta pública e voluntária servirá para construir um Documento-Base que subsidiará a participação do Brasil na 3ª Conferência da Água da ONU, evento que visa acelerar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (Água Potável e Saneamento) e a Agenda 2030. Para o Brasil, o processo é uma oportunidade estratégica de fechar parcerias globais e impulsionar soluções integradas focadas em resiliência climática, políticas públicas eficazes e no atendimento a populações vulneráveis, garantindo transparência, inclusão e diversidade na construção dessa agenda. https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/
Fonte: CBH Paranaíba, publicado em 08/07/2026
Featured
A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) participaram, nesta quarta-feira (01), em Vera Cruz (BA), da cerimônia que marcou o início oficial das obras do Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, um dos maiores projetos de infraestrutura em execução no Brasil.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de autoridades federais, estaduais e representantes da concessionária responsável pelo empreendimento.
Presente no momento, a chefe de gabinete, Daniella Fernandes, destacou a importância do momento para a Bahia e ressaltou o papel do Inema no processo de licenciamento ambiental da obra. “Estamos aqui em Itaparica para celebrar este momento histórico e que representa uma importante conquista para os baianos. O empreendimento vai reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre Salvador e a ilha, promovendo desenvolvimento e integração regional. Hoje estamos marcando o início de uma grande obra para a Bahia”, afirmou.
O diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio, ressaltou que o projeto alia desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental, resultado do trabalho técnico realizado pelo órgão durante o processo de licenciamento. “Estamos dando início à construção de uma obra estratégica para o desenvolvimento da Bahia. Além de impulsionar a economia e melhorar a mobilidade, o projeto foi estruturado com uma série de medidas que garantem a sustentabilidade ambiental. O papel do Inema é justamente assegurar esse equilíbrio entre desenvolvimento e preservação, por meio de condicionantes ambientais, programas de monitoramento e ações voltadas ao fortalecimento das unidades de conservação e das áreas protegidas”, destacou.
Com investimento estimado em R$ 11,6 bilhões, sendo R$ 3 bilhões de aporte federal, R$ 3,1 bilhões do Governo da Bahia e R$ 5,5 bilhões da concessionária, o empreendimento integra o Novo PAC e representa um marco para a mobilidade, a integração regional e o desenvolvimento econômico do estado. O sistema contempla a construção da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, com 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, tornando-se a maior ponte da América Latina sobre o mar. O projeto inclui ainda novos acessos viários em Salvador, uma via expressa em Vera Cruz e a duplicação de trecho da BA-001.
Nesta fase inicial, mais de 300 profissionais já atuam nos três canteiros de obras implantados para a execução do projeto. Também foram mobilizadas mais de 4,7 mil toneladas de equipamentos e materiais, entre estruturas metálicas, tubos de aço, vergalhões, guindastes, embarcações de apoio e máquinas pesadas. Ao todo, 27 empresas brasileiras já foram contratadas para fornecer equipamentos, materiais e serviços.
Licenciamento ambiental
O Inema foi responsável pela emissão dos atos autorizativos que viabilizam o início das intervenções ambientais necessárias à execução do empreendimento. Entre os documentos publicados estão a Licença de Implantação (LI), a Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), a Autorização de Manejo de Fauna e a Medida Compensatória referente à Autorização de Servidão Ambiental. Os atos integram o conjunto de exigências legais para a execução da obra e estabelecem condicionantes, programas de monitoramento e medidas de controle ambiental que deverão ser cumpridos durante todas as etapas de implantação do Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Ilha de Itaparica.
Fonte: Inema - BA, publicado em 01/07/2026
Featured
Quase 1,7 mil novos barramentos foram cadastrados no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens em 2025.
Nesta sexta-feira, 3 de julho, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) lançou o Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026) durante webinário transmitido via YouTube. Conforme o levantamento com dados de 2025, foram identificadas 213 barragens prioritárias para gestão de sua segurança, que apresentam problemas de conservação ou para as quais os empreendedores (responsáveis) não cumpriram todos os requisitos de segurança exigidos na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Em caso de acidente com essas estruturas, há risco a pessoas ou a equipamentos importantes, que podem comprometer o fornecimento de serviços essenciais. Essas barragens que necessitam de maior atenção estão em 19 estados e no Distrito Federal.
Barragens prioritárias para gestão da segurança
Segundo o RSB 2026, existem 213 barragens prioritárias para gestão de segurança no Brasil, das quais, 26% (56) são do setor privado, 29% (62) de empreendedores públicos, 41% (87) sem informação e 4% (8) de sociedades de economia mista. As principais finalidades dessas barragens são a mineração com 26% (55 estruturas), abastecimento humano com 24% (51), irrigação com 14% (29), regularização de vazão com 9% (20), paisagismo com 8% (17), dessedentação de animais com 8% (16), entre outros.
Barragens prioritárias para gestão da segurança
Assim como vem acontecendo desde 2018, o RSB 2026 registrou um avanço na implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens com o aumento do cadastro das estruturas, que cresceu de 28.085 para 29.761 – um incremento de 6% entre 2024 e 2025. As barragens que se enquadram na PNSB, a Lei nº 12.334/2010, são aquelas que possuem pelo menos uma das seguintes características: capacidade total maior que 3 milhões de metros cúbicos (equivalente a 3 milhões de caixas d’água), reservatório que contenha resíduos perigosos, Dano Potencial Associado (DPA) médio ou alto ou altura do maciço (parede) da barragem maior que 15 metros.
Requisitos para enquadramento à PNSB
De acordo com a PNSB, o Dano Potencial Associado pode ser alto, médio ou baixo com base no potencial de perdas de vidas humanas, impactos econômicos e ambientais decorrentes de um eventual rompimento da barragem. Já a Categoria de Risco (CRI) pode ser alta, média ou baixa de acordo com as características técnicas, estado de conservação do empreendimento e atendimento ao Plano de Segurança da Barragem.
Evolução do cadastro de barragens
Dentre as 29.761 estruturas cadastradas pelos 33 órgãos fiscalizadores no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), 14.355 estruturas (48%) têm seu enquadramento à PNSB indefinido, sendo que essa falta de informação dificulta a fiscalização pelo Poder Público sobre as exigências quanto à gestão da segurança determinadas pela Política Nacional de Segurança de Barragens. Já 8.797 estruturas (30%) estão enquadradas na PNSB e 6.609 (22%) não estão enquadradas.
Quanto às 6.609 barragens enquadradas na PNSB, o RSB 2026 informa que 2.101 barramentos (32%) são destinados à irrigação, 1.317 (20%) ao abastecimento humano, 839 (13%) à geração hidrelétrica, 479 (7%) à disposição de rejeitos de mineração e 1.873 (28%) a outras finalidades. Dentre elas, os empreendedores com mais estruturas sob sua responsabilidade são: o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), Vale S.A., a Secretaria da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos da Paraíba (SEIRHMA/PB), a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (COGERH/CE), a Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA), a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte (SEMARH/RN) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF).
Barragens enquadradas na PNSB
Dentre os 6.609 barramentos enquadrados na PNSB, o RSB 2026 informa que 5.760 barragens (87%) possuem DPA alto ou médio, das quais 1.808 estruturas (30% dessas) possuem também CRI Alto. Ou seja, mesmo tendo identificado possíveis danos relevantes, os empreendedores não cumpriram todas as exigências necessárias para garantia da segurança, conforme previsto na PNSB.
O levantamento aponta, ainda, que 345 barragens (5%) não estão classificadas quanto ao Dano Potencial Associado e à Categoria de Risco, ou seja, não se tem a informação se elas podem trazer riscos a pessoas, infraestruturas ou meio ambiente e não é possível saber se esses barramentos possuem garantias da segurança dessas estruturas.
Conforme o RSB 2026, foram reportados 18 acidentes e 23 incidentes com barragens no Brasil em 2025 sem vítimas fatais e com consequências, como: evacuação de populações e danos a estradas e pontes. Em relação aos 24 acidentes e 45 incidentes reportados no RSB 2024/2025, houve uma redução nos registros de 25% para acidentes e de 49% para incidentes envolvendo barramentos no Brasil.
Acidentes e incidentes em barragens
De acordo com a PNSB, acidentes se caracterizam pelo comprometimento da integridade estrutural da barragem, resultando em colapso total ou parcial da estrutura. Já os incidentes afetam o comportamento da barragem ou estruturas anexas, que podem vir a causar acidentes caso não sejam sanados.
Outro aspecto abordado pelo RSB 2026 diz respeito às equipes dos órgãos fiscalizadores. Pela primeira vez desde o acidente com a barragem de Brumadinho, em 2019, houve queda no número de profissionais que atuam na fiscalização de barragens. Nas 33 instituições que desempenham esse papel de fiscalização há 333 profissionais trabalhando com essa temática, sendo 161 (48%) exclusivamente dedicados à segurança de barragens e 172 (52%) profissionais que dividem essa atuação com outras atividades. Em relação ao RSB 2024/2025, houve uma queda de 356 para 333 profissionais que atuam na temática, o que representa uma redução de 6% no quantitativo total do País. Além disso, para os 28 órgãos fiscalizadores que não atendem à equipe mínima recomendável, há um déficit total de pelo menos 221 profissionais exclusivos para atuação em segurança de barragens.
Mesmo com esse número de profissionais abaixo do adequado, as fiscalizações em segurança de barragens aumentaram entre 2024 e 2025 tanto para aquelas realizadas com visitas de campo quanto para as baseadas em checagens de documentos. Nesse período as fiscalizações em campo subiram de 2.859 para 2.924 (um aumento de 2%) e as fiscalizações documentais passaram de 3.162 para 4.712 (um incremento de 49%).
Estrutura e atualização dos fiscalizadores
A aplicação de recursos dos orçamentos públicos estadual e federal em ações de gestão da segurança de barragens diminuiu entre 2024 e 2025, passando de R$ 147 milhões, previstos no orçamento, para R$ 104 milhões executados, de modo que 29% dos recursos destinados no orçamento à temática não foram executados em 2025. Com isso, o RSB 2026 indica que se mantém o cenário em que destinação e aplicação dos recursos orçamentários continuam aquém do necessário para a adequada manutenção preventiva e o atendimento aos requisitos legais sobre segurança das barragens.
O RSB
O RSB é elaborado anualmente pela ANA com base em informações enviadas pelos 33 órgãos fiscalizadores de segurança de barragens ativos no País. O Relatório é enviado ao Conselho Nacional de Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e, após sua apreciação, ao Congresso Nacional. Os objetivos do levantamento são apresentar à sociedade um panorama da evolução da segurança das barragens brasileiras e da implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens. Além disso, o documento aponta diretrizes para a atuação de órgãos fiscalizadores e empreendedores desse tipo de estrutura, oferecendo insumos para a promoção de ações preventivas e corretivas junto aos envolvidos na temática de segurança de barragens.
A íntegra do relatório está disponível em: https://www.snisb.gov.br/portal-snisb/documentos-e-capacitacoes/rsb.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok
Fonte: Ana, publicado em 03/07/2026
Iniciativa será implementada na Aldeia Sapukai, em Angra dos Reis, e une saneamento, preservação ambiental e saúde pública
A Aldeia Sapukai, maior aldeia indígena do Estado do Rio de Janeiro e situada em Angra dos Reis, está recebendo um projeto de saneamento ecológico desenvolvido a partir das demandas da própria comunidade. A iniciativa conta com investimentos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FUNDRHI), mecanismo financeiro da política estadual de recursos hídricos gerido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS/Fiocruz). A ação prevê a implantação de soluções sustentáveis para o uso da água e o tratamento de efluentes na comunidade.
O projeto tem como principal intervenção a construção de um módulo de banheiros coletivos com sistema ecológico de tratamento de efluentes, além do aproveitamento da água da chuva e de ações de capacitação voltadas à operação e manutenção das estruturas. A ideia é ampliar o acesso ao saneamento respeitando as características ambientais, culturais e sociais da comunidade Guarani Mbya.
As obras começaram em janeiro deste ano e são executadas por equipes do Comitê de Bacia da Região Hidrográfica da Baía da Ilha Grande (CBH BIG) e do OTSS/Fiocruz, responsáveis pela metodologia participativa que orienta o desenvolvimento das soluções junto à comunidade. O primeiro módulo, atualmente em fase final de execução, conta com dois banheiros e dois chuveiros. Outros dois projetos estão sendo finalizados e serão implantados em diferentes pontos da aldeia: um no centro da comunidade e outro próximo à entrada da comunidade, para atender a demanda do turismo de base comunitária desenvolvido pelos moradores.O sistema de captação de água da chuva para abastecimento dos vasos sanitários será uma novidade para a comunidade. O sistema também utilizará água de uma nascente próxima à aldeia como fonte complementar de abastecimento.
A pauta do saneamento já era uma demanda recorrente entre comunidades tradicionais da região e ganhou força após Julio Karai, liderança da Aldeia Sapukai, levar o tema para discussão no Fórum de Comunidades Tradicionais, movimento social que reúne representantes indígenas, caiçaras e quilombolas do Litoral Sul Fluminense e Norte de São Paulo.
A partir dessa demanda, teve início um processo de construção coletiva envolvendo moradores, lideranças e equipes técnicas. O trabalho foi desenvolvido a partir de visitas à aldeia, mapeamento territorial, oficinas e reuniões para compreender a dinâmica da comunidade e identificar quais soluções seriam mais adequadas à realidade local.
Além de contribuir para a prevenção de doenças e melhorar as condições de vida dos moradores, o saneamento ecológico também reduz impactos ambientais. O sistema previsto no projeto realiza o tratamento dos efluentes de forma sustentável e permite o reaproveitamento de nutrientes no solo.
A iniciativa na Aldeia Sapukai é um dos exemplos de aplicação dos recursos do FUNDRHI, principal mecanismo de financiamento da política estadual de recursos hídricos. Gerido pelo Inea, autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), o fundo apoia ações voltadas à proteção das águas, recuperação ambiental e ampliação do saneamento, sobretudo em áreas rurais e periurbanas que não contam com cobertura dos serviços estruturados, em diferentes regiões do estado.
Fonte: Inea, publicado em 22.06.2026
Capacitação gratuita e híbrida é voltada a operadores, técnicos e gestores de ETAs; vagas são limitadas
A Escola da Água e Saneamento está com inscrições abertas para a Trilha Formativa I: Sistemas de Tratamento de Água (ETAs). A capacitação é gratuita, possui carga horária de 40 horas e será realizada em formato híbrido, com atividades presenciais e on-line. As vagas são limitadas a 40 participantes.
A Escola da Água e Saneamento é um projeto desenvolvido por meio de uma parceria entre Agência das Bacias PCJ/Comitês PCJ, Consórcio PCJ e Ares-PCJ. Trata-se de uma central de cursos presenciais e on-line voltada à qualificação de operadores e técnicos dos serviços de abastecimento de água, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população.
O novo curso tem como foco a operação de Sistemas de Tratamento de Água, abordando conceitos fundamentais, padrões operacionais, boas práticas, tecnologias aplicadas ao tratamento, cálculos de dimensionamento e outros temas essenciais para garantir a eficiência e a estabilidade dos processos nas Estações de Tratamento de Água (ETAs).
O curso é destinado a operadores, técnicos e gestores que atuam em sistemas e estações de tratamento de água. A programação inclui aula inaugural presencial, encontros on-line ao vivo, atividades complementares e uma visita técnica ao final da capacitação.
Aulas e conteúdos
A aula inaugural está prevista para o dia 12 de agosto de 2026. Ao longo do curso, serão realizados 14 encontros síncronos on-line, com frequência de duas aulas semanais e duração de duas horas cada. Os participantes também desenvolverão atividades assíncronas semanais. O encerramento ocorrerá em novembro, com a realização de um seminário e de uma visita técnica presencial.
Os conteúdos serão distribuídos em seis módulos: Gestão das Águas nas Bacias PCJ; Segurança e Meio Ambiente; Tecnologias para o tratamento de água e gestão de resíduos; Principais equipamentos e instrumentação em ETA; Boas práticas em procedimentos laboratoriais; e Visita técnica à uma ETA.
Os participantes que cumprirem os requisitos do curso receberão certificado de conclusão. As inscrições estão abertas e os interessados devem aguardar a confirmação da participação após o envio do cadastro, em razão do número limitado de vagas.
Serviço
Trilha Formativa I: Sistemas de Tratamento de Água (ETAs)
Público-alvo: operadores, técnicos e gestores de Sistemas e Estações de Tratamento de Água (ETAs)
Carga horária: 40 horas
Formato: híbrido (presencial e on-line)
Vagas: 40 participantes
Início: 12 de agosto de 2026
Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou WhatsApp (19) 3475-9405
Inscrições: https://bit.ly/Curso2026EscoladeÁguaeSaneamento
Fonte: Bacias PCJ, publicado em 17 de junho de 2026
Featured
Decreto regulamenta a Lei Estadual nº 1.325/2002 e estabelece que a operacionalização do programa será executada pelo Naturatins
O Governo do Tocantins instituiu o Programa Estadual de Conversão de Multas Ambientais, que permitirá direcionar recursos oriundos de infrações ambientais para ações práticas de recuperação e conservação do meio ambiente. Publicado na sexta-feira, 19 de junho, por meio do Decreto nº 7.184, o normativo regulamenta a Lei Estadual nº 1.325/2002 e prevê que os valores possam ser convertidos em bens e serviços aplicados em iniciativas como recuperação de áreas degradadas, revitalização de nascentes e bacias hidrográficas, restauração de ecossistemas, apoio às unidades de conservação e fortalecimento das ações de monitoramento e gestão ambiental, sob coordenação do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).
O governador Wanderlei Barbosa destaca que o programa amplia a efetividade das ações de preservação e conservação ambiental no estado. “Com o Programa Estadual de Conversão de Multas Ambientais, o valor das multas deixa de ter caráter exclusivamente arrecadatório e passa a se transformar em investimento efetivo na recuperação de áreas degradadas, na revitalização das nossas bacias hidrográficas e na preservação da fauna e da flora, sempre priorizando a região onde ocorreu o ilícito. Estamos incentivando a regularização e direcionando recursos para gerar impactos positivos e duradouros para toda a população tocantinense”, afirma.
O presidente do Naturatins, Cledson Lima, avalia que a medida contribuirá para ampliar a capacidade de atuação do órgão. “O programa fortalecerá a nossa estrutura física e operacional sem gerar impacto direto no orçamento estadual. Isso representa um avanço importante para a capacidade institucional de gestão ambiental e amplia as garantias de que os recursos oriundos das infrações sejam revertidos em melhorias efetivas para o meio ambiente e a estrutura de fiscalização do Estado”, pontua.
Decreto
O Decreto nº 7.184 estabelece duas modalidades de adesão ao programa. Na modalidade direta, o próprio autuado executa o projeto por meio da transferência de bens ou da prestação de serviços. Já na modalidade indireta, o infrator adere a iniciativas previamente definidas pelo Naturatins.
Em ambos os casos, as ações deverão ser executadas prioritariamente no mesmo bioma e na região onde ocorreu a infração. Entre as iniciativas previstas estão preservação da fauna e da flora; recuperação de áreas degradadas; restauração de ecossistemas; proteção de unidades de conservação; e revitalização de bacias hidrográficas.
Como incentivo à adesão, o decreto prevê descontos progressivos sobre o valor consolidado da multa. Na conversão direta, o abatimento é de 40%, quando o pedido for apresentado juntamente com a defesa administrativa; e de 35%, quando protocolado até a fase de alegações finais. Na modalidade indireta, os percentuais podem chegar a 60% e 50%, respectivamente.
A formalização ocorre por meio da assinatura de termo de compromisso entre o autuado e o Naturatins, suspendendo a exigibilidade da multa durante o prazo de execução, que poderá variar de 90 dias a dez anos, com possibilidade de uma única prorrogação.
O programa, no entanto, não se aplica a todas as situações. Estão vedados os casos de reincidência em infrações ambientais, as ocorrências que resultem em morte humana, utilização de métodos cruéis contra animais e débitos já inscritos em dívida ativa, ressalvadas as exceções previstas na regulamentação.
As novas regras alcançam processos administrativos em andamento e, em situações específicas, multas já definitivamente constituídas, desde que ainda não tenham sido integralmente quitadas.
Edição: Alba Cobo
Revisão Textual: Marynne Juliate
O governador Wanderlei Barbosa destaca que o programa amplia a efetividade das ações de preservação e conservação ambiental no estado - Esequias Araujo/Governo do Tocantins
O presidente do Naturatins, Cledson Lima, avalia que a medida contribuirá para ampliar a capacidade de atuação do órgão - Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins
Fonte: Naturantins, publicado em: 22/06/2026
A proposta é aproximar o público de temas fundamentais para a proteção das águas, apresentando de forma acessível e didática assuntos que fazem parte do dia a dia do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
Neste primeiro episódio, de número 221, você vai entender o que é o CBHSF, como funciona o colegiado e qual é o papel do Comitê na construção de soluções para os desafios da gestão das águas.
Nos próximos programas, a série abordará temas como os Instrumentos de Gestão previstos pela Lei Federal nº 9.433/1997 (conhecida como Lei das Águas) e como eles se aplicam no cotidiano dos Comitês, além da dinâmica de participação social no Colegiado, da aplicação dos recursos da Cobrança pelo Uso da Água, do desenvolvimento dos Planos de Recursos Hídricos e outras pautas essenciais para o futuro do Velho Chico e de outros rios nacionais.
Informação, conhecimento e participação são caminhos fundamentais para fortalecer a cultura da gestão compartilhada das águas.
Dê o play e embarque conosco nesta nova travessia pelo universo dos recursos hídricos.
cbhsaofrancisco · CBHSF: quem somos e o que fazemos? - Travessia 221
cbhsaofrancisco · CBHSF: quem somos e o que fazemos? – Travessia 221
Assessoria de Comunicação do CBHSF:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social*Produção: Luciano Mafra; Mariana Martins
Fonte: CBH São Francisco, publicado em 17/06/2026
Seminário marcou o início da implantação do Giswater, ferramenta que moderniza a gestão do abastecimento e apoia o planejamento operacional do sistema de água
Com o apoio da Agência das Bacias PCJ e dos Comitês PCJ, o município de Vinhedo deu mais um passo rumo à modernização da gestão dos serviços de abastecimento de água com a realização, na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, do Seminário Inicial de Implantação do projeto Giswater. O evento ocorreu no Centro de Convivência de Vinhedo, promovido pela Sanebavi (Saneamento Básico Vinhedo) e pela Prefeitura, reunindo autoridades municipais, representantes das instituições PCJ e técnicos do setor de saneamento.
O seminário marcou o início oficial da execução do contrato que levará o Giswater para o município. A ferramenta consiste em um sistema de informação geográfica voltado à gestão inteligente dos sistemas de abastecimento de água, integrando informações técnicas em uma única plataforma para apoiar o planejamento operacional, a tomada de decisões e a redução de perdas hídricas.
O projeto é financiado com recursos da Cobrança PCJ Federal, deliberados pelos Comitês PCJ, e prevê investimento de R$ 1.083.508,48 para implantação simultânea da ferramenta em Vinhedo e Cordeirópolis. A empresa vencedora da licitação é a CPS Engenharia, de São Paulo (SP) e a conclusão está prevista para o final de 2027. A iniciativa dá continuidade ao projeto piloto desenvolvido pela Agência das Bacias PCJ no SAAE de Capivari entre 2022 e 2024, experiência que se consolidou como referência nacional e internacional.
Durante a abertura do seminário, a superintendente da Sanebavi, Andréa Andrade de Campos, destacou que a nova ferramenta permitirá integrar informações hoje dispersas, proporcionando maior eficiência operacional e mais segurança no planejamento e na tomada de decisões. “O Giswater vai tornar as nossas operações mais eficientes. Essa tecnologia vai possibilitar reunir diversas informações em uma única ferramenta. Ela vai integrar dados de redes, reservatórios, válvulas, registros e muitos outros elementos do sistema. Isso dará à Sanebavi mais informações e mais segurança para priorizar ações, planejar investimentos e apoiar a tomada de decisões do dia a dia. Sabemos que um dos grandes desafios do saneamento é reduzir as perdas de água e utilizar os recursos disponíveis de forma mais eficiente. É exatamente isso que buscamos com essa ferramenta”, afirmou Andréa.
O prefeito de Vinhedo, Dario Pacheco, ressaltou os investimentos realizados pelo município nos últimos anos para ampliar a segurança hídrica, como a construção de reservatórios, adutoras e a setorização da rede de distribuição, e afirmou que o Giswater contribuirá para avançar ainda mais na redução das perdas. “Cuidamos da água. Fizemos a lição de casa. As perdas passavam de 37% e hoje estão em 32%. Ainda temos muito por fazer. Esperamos chegar, quem sabe, a 20% de perdas. Vinhedo poderá crescer com desenvolvimento sustentável, respeitando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida para todos”, ressaltou o prefeito.
O diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, reforçou que a adoção de tecnologias de gestão é essencial para garantir segurança hídrica e planejamento. “Vivemos em uma região privilegiada, com 1.200 milímetros de chuva por ano, mas, ao mesmo tempo, altamente urbanizada. Isso exige planejamento e engenharia. É nesse sentido que os Comitês e a Agência PCJ estão incentivando o uso do Giswater, um software livre, sem custo de licença, que representa uma ferramenta fundamental para combater as perdas de água nos sistemas públicos de abastecimento. Tenho certeza de que, com planejamento e capacidade técnica, Vinhedo conseguirá avançar ainda mais na redução das perdas”, declarou Razera.
O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, destacou que o controle de perdas é um dos principais desafios da gestão dos recursos hídricos nas Bacias PCJ. “Os Comitês PCJ abrangem 76 municípios e o controle de perdas é um dos principais desafios que encontramos em nossas bacias. Hoje é um momento de muita alegria. Esperamos que essa iniciativa também motive outros municípios a aderirem ao projeto”, afirmou.
Para o coordenador da Câmara Técnica de Saneamento(CT-SA) dos Comitês PCJ, Mateus Arantes, a implantação do Giswater representa mais um importante avanço na modernização da gestão do saneamento. “Este é um projeto de grande relevância e que vai ao encontro das pautas da CT-SA. Muito do trabalho realizado pela Sanebavi nos últimos anos se consolida com essa ferramenta. Vinhedo vai contar com informações ainda mais qualificadas para planejar seu crescimento de forma organizada e com segurança hídrica”, observou.
Após a cerimônia de abertura, a equipe da CPS Engenharia conduziu uma apresentação técnica sobre o projeto, detalhando a metodologia de trabalho, o cronograma de execução e as etapas previstas para a implantação do Giswater no sistema de abastecimento de Vinhedo.
Referência
Durante o seminário, o superintendente do Saae de Capivari, Guilherme Pereira Rego, destacou os resultados do projeto-piloto nas Bacias PCJ, que se tornou referência e foi apresentado no evento “Waterloss”, no Rio de Janeiro (RJ) em abril, com a participação de representantes de mais de 80 países.
“Nós tínhamos uma realidade antes do Giswater, na qual dependíamos exclusivamente do conhecimento e memória de um servidor do Saae. Com a chegada da ferramenta, conseguimos avançar significativamente no planejamento do nosso dia a dia, com projeções de novas redes, capacidade de aumento de rede, ganho em questões hídricas e com o avançar da cidade. Agora, com a chegada de novos empreendimentos, conseguimos fazer a simulação que garante que não trará prejuízos para o município”, explicou Guilherme. “O Giswater nos trouxe um novo horizonte. Com isso, hoje a gente consegue bater na porta da Agência PCJ, Governos do Estado e Federal, com números exatos e buscar os recursos que fazem a diferença no dia a dia. Se hoje nós temos essa realidade, é porque a Agência PCJ acreditou no nosso município para ser pioneiro”, concluiu.
Após o início das atividades em Vinhedo, o próximo município contemplado será Cordeirópolis, onde o Seminário Inicial de Implantação do Giswater está marcado para o dia 7 de julho.
Fonte: Bacias PCJ - Publicado em: 26 de junho de 2026
Featured
Área com seca diminui no Nordeste e ficou estável no Sul. No Centro-Oeste, Norte e Sudeste o fenômeno se expandiu. Porção total com seca no Brasil sobe de 41% para 50% do território nacional.
Segundo a última atualização do Monitor de Secas, entre abril e maio, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em nove unidades da Federação: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. No sentido oposto, a seca se intensificou no mês passado em cinco estados: Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins. Em nove estados o fenômeno ficou estável em termos de severidade nesse período: Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Pernambuco e Sergipe. No último mês a seca voltou a ser verificada no Acre e em Mato Grosso, enquanto o Amapá e Roraima ficaram livres do fenômeno.
Mapa do Monitor em abril e maio de 2026
Seca por grau de severidade por unidade da Federação em abril e maio de 2026
Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Sudeste teve, em maio, o quadro mais severo do fenômeno no País com seca grave em 2% da região. Já o Norte teve a condição mais branda do fenômeno no último mês. Entre abril e maio, a região com menor percentual de área com seca foi o Centro-Oeste: 25%. Já o Sul teve a maior porção percentual com presença do fenômeno: 84% de sua área.
Seca por grau de severidade por região geopolítica e no Brasil em abril e maio de 2026
Na comparação entre abril e maio, 11 estados registraram aumento da área com seca: Alagoas, Amazonas, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins. No sentido oposto, o Monitor identificou diminuição da área com seca em nove estados: Bahia, Ceará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Em três unidades da Federação, a área com seca se manteve estável: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Sergipe. Acre e Mato Grosso voltaram a registrar seca em maio. Já o Amapá e Roraima se tornaram os únicos estados livres de seca no último mês.
Percentual de seca por unidade da Federação entre abril e maio de 2026
As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.
Duas unidades da Federação registraram seca em 100% do território em maio deste ano: Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 0,45% a 86%.
Percentual da área com seca por unidade da Federação em maio de 2026
As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.
Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de maio, seguido por Bahia, Minas Gerais, Pará e Goiás. No total, entre abril e maio, a área com o fenômeno aumentou de 3,43 para 4,21 milhões de km², o equivalente a 50% do território brasileiro.
Área com seca por UF em maio de 2026 por km²
As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.
Situação por UF
UF
ÁREA
SEVERIDADE DA SECA
Acre
Em maio a seca voltou a ser registrada em 67% do Acre, sendo que o estado estava livre do fenômeno desde janeiro deste ano. É o maior percentual de seca no AC desde os 88% observados em novembro de 2025
A seca fraca voltou a ser verificada em 67% do Acre em maio, sendo que essa é a categoria de seca mais branda na escala do Monitor
Alagoas
Entre abril e maio, a área com seca em Alagoas aumentou de 22% para 34% do estado
A severidade do fenômeno se manteve estável em Alagoas entre abril e maio, com o registro de 9% de seca moderada em ambos os meses. É a condição mais branda em AL desde outubro de 2025, quando o território alagoano registrou 6% de seca moderada
Amapá
Em maio o Amapá deixou de registrar seca, o que não acontecia no estado desde agosto de 2025. Apenas o Amapá e Roraima ficaram livres de seca em maio dentre todas as unidades da Federação
O Amapá ficou livre de seca em maio juntamente com Roraima
Amazonas
Entre abril e maio, a área com seca no Amazonas aumentou de 45% para 60% do estado. É a maior porção com registro do fenômeno no território amazonense desde os 63% observados em setembro de 2025
A severidade do fenômeno se manteve estável no Amazonas entre abril e maio, pois a seca moderada seguiu no patamar de 6% do estado nesse período
Bahia
Entre abril e maio, a área com seca diminuiu na Bahia, passando de 81% para 75% do estado. É a menor área com seca na BA desde os 71% verificados em julho de 2024
Entre abril e maio, a severidade do fenômeno se manteve estável na Bahia, já que a seca moderada seguiu no patamar de 56% do estado. É a melhor condição de seca no estado desde janeiro de 2025
Ceará
A área com seca no Ceará diminuiu significativamente de 100% para 48% do estado. É a primeira vez que o CE registra áreas livres de seca desde setembro de 2025
A seca se abrandou no Ceará entre abril e maio, já que a seca grave deixou de ser verificada no estado. É a condição mais branda do fenômeno no território cearense desde maio de 2025
Distrito Federal
Em abril e maio, o Distrito Federal registrou seca na totalidade de seu território por dois meses consecutivos, o que aconteceu pela última vez entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Além disso, o DF teve o maior percentual de registro do fenômeno no Centro-Oeste em maio
A severidade do fenômeno se manteve estável no Distrito Federal entre abril e maio, já que houve somente o registro de seca fraca, categoria mais branda na escala do Monitor
Espírito Santo
Entre abril e maio, houve o aumento da área com seca de 18% para 23% do Espírito Santo, que é o maior percentual desde os 40% verificados em janeiro deste ano. Por outro lado, o ES teve o menor percentual de seca entre os estados da região Sudeste em maio
A severidade do fenômeno se manteve estável no Espírito Santo entre abril e maio, pois somente a seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor, foi observada no estado. Além disso, o ES teve a condição mais amena de seca na região Sudeste em maio
Goiás
Entre abril e maio, a área com seca aumentou de 64% para 86% de Goiás. É a maior porção com presença do fenômeno no estado desde os 100% verificados em janeiro deste ano
O fenômeno se intensificou em Goiás entre abril e maio com o aumento da área com seca moderada de 26% para 32% do estado. Além disso, o território goiano teve a maior intensidade do fenômeno no Centro-Oeste em maio
Maranhão
Entre abril e maio, a área com seca aumentou de 20% para 28% do Maranhão
A severidade do fenômeno se manteve estável no Maranhão entre abril e maio, pois houve somente o registro de seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor
Mato Grosso
Em maio a seca voltou a ser registrada em 0,45% de Mato Grosso. Apesar disso, o estado teve o menor percentual de área com seca do Centro-Oeste no último mês
A seca fraca voltou a ser observada em Mato Grosso em maio. Mesmo assim, o território mato-grossense teve a condição mais branda do fenômeno entre os estados do Centro-Oeste em maio
Mato Grosso do Sul
Entre abril e maio, a área com seca se manteve no patamar de 25% de Mato Grosso do Sul. É a menor área com registro do fenômeno no estado desde setembro de 2023, quando houve seca em 17% de MS
O fenômeno se abrandou em Mato Grosso do Sul entre abril e maio, já que a área com seca moderada caiu de 5% para 4% do estado. É a condição mais branda do fenômeno em Mato Grosso do Sul desde agosto de 2025
Minas Gerais
Entre abril e maio, a área com seca aumentou de 57% para 65% de Minas Gerais
O fenômeno se intensificou em Minas Gerais entre abril e maio, com o aumento da área com seca moderada de 26% para 27% do estado
Pará
Entre abril e maio, a área com seca aumentou de 3% para 29% do Pará. É a maior área com o registro do fenômeno no estado desde os 34% verificados em janeiro deste ano
A severidade da seca se manteve estável entre março e maio, já que somente a seca fraca, a mais branda na escala do Monitor, foi verificada nesse período
Paraíba
Entre abril e maio, a área com seca diminuiu de 80% para 74% da Paraíba. Essa é a menor área com registro do fenômeno desde os 45% verificados em agosto de 2024
A seca se abrandou na PB entre abril e maio, já que a área com seca moderada caiu de 53% para 40% do estado. É a condição mais branda do fenômeno na Paraíba desde março de 2025
Paraná
Entre abril e maio, a área com seca caiu de 100% para 62% do Paraná. É a menor área com o registro do fenômeno no estado desde os 52% observados em janeiro deste ano. Além disso, o PR teve o menor percentual de seca entre os estados da região Sul em maio
O fenômeno se abrandou no Paraná entre abril e maio com a redução da área com seca moderada de 29% para 17% do estado. Por outro lado, o Paraná teve a maior intensidade da seca entre os estados do Sul em maio
Pernambuco
Entre abril e maio, a área com seca caiu de 79% para 75% de Pernambuco. É a menor área com registro do fenômeno no território pernambucano desde os 60% observados em agosto de 2024
A severidade do fenômeno se manteve estável em Pernambuco entre abril e maio, pois a área com seca moderada se manteve no patamar de 67% do estado. É a condição mais branda no território pernambucano desde fevereiro de 2025. Por outro lado, Pernambuco registrou a condição mais intensa de seca em maio entre os estados nordestinos
Piauí
Entre abril e maio, a área com seca caiu de 100% para 85% do Piauí. É a primeira vez que o estado registra áreas livres de seca desde março de 2025. Ainda assim, o PI teve o maior percentual de área com seca no Nordeste em maio
O fenômeno se abrandou no Piauí entre abril e maio, já que a seca grave deixou de ser observada no estado. É a melhor condição do fenômeno no território piauiense desde janeiro de 2025
Rio de Janeiro
Entre abril e maio, a área com seca aumentou de 30% para 52% do Estado do Rio de Janeiro. É o maior percentual de área com seca no RJ desde os 79% verificados em janeiro deste ano
O fenômeno se intensificou no RJ entre abril e maio com o aumento da área com seca moderada de 12% para 21% do estado
Rio Grande do Norte
Entre abril e maio, a área com seca diminuiu de 69% para 53% do Rio Grande do Norte. É a menor área com seca desde os 34% verificados em março de 2025
O fenômeno se abrandou no RN entre abril e maio, pois a seca grave deixou de ser observada no período. É a condição mais branda no território potiguar desde março de 2025
Rio Grande do Sul
Entre abril e maio, a área com seca aumentou de 70% para 100% do Rio Grande do Sul. Com isso, o RS teve o maior percentual de registro do fenômeno entre os estados do Sul em maio. O estado gaúcho não registrava seca na totalidade do seu território desde maio de 2025
O fenômeno se abrandou no Rio Grande do Sul entre abril e maio, já que a seca moderada deixou de ser observada no território gaúcho. Além disso, o RS teve a condição mais branda de seca na região Sul em maio
Rondônia
Entre abril e maio, a área com seca aumentou de 15% para 59% de Rondônia. É a maior porção desde os 60% observados em novembro de 2025
O fenômeno se intensificou em Rondônia entre abril e maio, pois a seca moderada voltou a ser registrada em 24% do estado. Além disso, Rondônia teve a maior severidade do fenômeno entre os estados do Norte em maio
Roraima
Em maio a seca deixou de ser verificada em Roraima, o que não acontecia desde agosto de 2025. Apenas o Amapá e Roraima ficaram livres de seca em maio dentre todas as unidades da Federação
Roraima ficou livre de seca em maio juntamente com o Amapá
Santa Catarina
Entre abril e maio, a área com seca diminuiu de 93% para 81% de Santa Catarina
O fenômeno se abrandou em Santa Catarina entre abril e maio com a redução da área com seca moderada de 19% para 9% do estado. É a menor severidade do fenômeno em SC desde fevereiro deste ano
São Paulo
Entre abril e maio, a área com seca no Estado de São Paulo diminuiu de 100% para 84% de seu território. Ainda assim, o estado teve o maior percentual de área com seca no Sudeste em maio
O fenômeno se abrandou em São Paulo entre abril e maio, com a redução da área com seca grave de 9% para 7%. Por outro lado, o estado teve a condição mais severa de seca do Brasil em maio, sendo o único com registro de seca grave
Sergipe
Entre abril e maio, a área com seca seguiu no patamar de 7% de Sergipe. É a menor área com o fenômeno no estado desde junho de 2024, quando o território sergipano ficou livre de seca. Além disso, SE teve o menor percentual de área com seca entre os estados do Nordeste em maio
Entre abril e maio, a severidade da seca se manteve estável em Sergipe somente com o registro de seca fraca. Além disso, o território sergipano teve a condição mais branda do fenômeno entre os estados do Nordeste em maio
Tocantins
Entre abril e maio, a área com seca aumentou significativamente de 26% para 78% do Tocantins. É a maior área com seca no estado desde janeiro deste ano, quando houve seca em 100% do estado. O estado teve o maior percentual de registro do fenômeno na região Norte em maio
O fenômeno se intensificou no Tocantins entre abril e maio, pois a seca moderada aumentou de 3% para 23% do estado nesse período. É a condição mais severa da seca no TO desde janeiro deste ano
O Monitor de Secas
O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.
O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração. Por meio da ferramenta, é possível comparar a evolução das secas nos 26 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido. O Monitor de Secas teve início em julho de 2014, começando pela região Nordeste, sendo que o processo de expansão dessa iniciativa, a partir de 2018, foi concluído com a entrada do Amapá no Mapa do Monitor de dezembro de 2023, completando sua cobertura em todo o território nacional.
A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok
Fonte: Ana - Publicado em 22/06/2026
Featured
Medida amplia a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo e das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), reforçando o abastecimento de cerca de 10 milhões de pessoas
AAgência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e o Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (INEA/RJ) aprovaram, em caráter excepcional e temporário, a ampliação da captação suplementar de água do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari para o reservatório Atibainha, integrante do Sistema Cantareira. A decisão foi formalizada por meio de comunicado conjunto assinado pelas instituições nesta segunda-feira (22).
A medida atende solicitação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e recebeu apoio dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul, PCJ e do Alto Tietê, tendo como objetivo reforçar a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo e da região das Bacias PCJ diante da persistência das condições de estiagem e da necessidade de ampliar a resiliência do Sistema Integrado Metropolitano de abastecimento.
Com a autorização, o volume anual máximo de água passível de transposição da UHE Jaguari para o reservatório Atibainha em 2026 passa de 162 hm³ para até 268,28 hm³, representando um volume suplementar de 106,28 hm³ e uma vazão máxima de captação de 8,5 m³/s. A autorização tem validade até 31 de dezembro de 2026.
A ampliação da cota de transposição já foi adotada em situações excepcionais de escassez hídrica. Em 2021, durante a crise hídrica que atingiu o Sudeste, o limite anual de transposição foi elevado de 162 hm³ para até 202 hm³. Já em 2025, diante da persistência das condições de estiagem, os órgãos gestores aprovaram novo aumento temporário da cota anual para até 186,7 hm³, correspondente a um volume suplementar de 24,7 hm³.
Condições da autorização
O comunicado estabelece que o aumento da cota do volume de transposição será automaticamente suspenso caso o Sistema Cantareira opere acima de 60% de seu volume útil ou caso a Sabesp passe a utilizar a vazão média mensal de retirada de forma não restrita.
Hoje o Sistema Cantareira opera na faixa 2, mas com volume útil abaixo do determinado para a faixa, de 38,9%. Caso permaneça abaixo de 40% até dia 30 de junho, passará a operar na faixa 3 (Alerta). Nesta faixa a autorização de captação no Cantareira cai de 31 m3/s para 27m3/s.
Também caberá à companhia adotar todas as medidas necessárias para mitigar eventuais impactos decorrentes da redução dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Jaguari, Santa Branca, Paraibuna e Funil. Além disso, permanecem assegurados os limites mínimos de vazão a jusante do barramento de Santa Cecília, garantindo 71 m³/s de defluência mínima instantânea e 119 m³/s de bombeamento para o rio Guandu, conforme previsto na Resolução Conjunta ANA/DAEE/IGAM/INEA nº 1.382/2015.
Segurança hídrica
Além da autorização para o aumento da transposição, os órgãos gestores aprovaram, até dezembro de 2027, ajustes temporários nas regras de operação de alguns reservatórios do Sistema Hidráulico Paraíba do Sul. As medidas ampliam a flexibilidade para a gestão dos reservatórios e serão acompanhadas continuamente pelo Grupo de Assessoramento à Operação do Sistema Hidráulico Paraíba do Sul (GAOPS), que ficará responsável por estabelecer gatilhos e definir a adoção de medidas operativas adicionais em caso de aproximação ou eventual ultrapassagem da curva de segurança de armazenamento para operação normal.
ANA, SP Águas, IGAM, INEA e o Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP) também continuarão desenvolvendo estudos para avaliar os impactos da captação suplementar e identificar alternativas que aumentem a oferta de água nas bacias dos rios Paraíba do Sul, Piracicaba e Alto Tietê.
O comunicado foi assinado pela diretora-presidente interina da ANA, Larissa Oliveira Rêgo; pela diretora-presidente da SP Águas, Camila Rocha Cunha Viana; pelo diretor-geral do IGAM, Marcelo da Fonseca; e pela presidente do INEA, Denise Marçal Rambaldi, tendo como testemunhas a presidente do CEIVAP, Ana Larronda Asti, e a secretária do Comitê, Maria Aparecida Borges.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok
Fonte: Ana - Publicado em 23/06/2026
Governo do Tocantins mobiliza brigadistas para fortalecer ações de prevenção e combate aos incêndios
Ações integram estratégia estadual para reduzir os riscos de queimadas, minimizar os impactos ambientais e fortalecer a proteção dos recursos naturais durante o período mais crítico do ano
A preparação para o período de estiagem já está em andamento no Tocantins. Nesta semana, mais de 600 candidatos a brigadistas participaram do Teste de Aptidão Física (TAF), etapa que integra o Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais 2025/2026. Com investimento superior a R$ 25 milhões, o Governo do Estado executa ações de prevenção, monitoramento e combate ao fogo em todas as regiões, reforçando a estrutura operacional que contribuiu para a redução de 38,3% da área queimada em 2025 e de 30,98% nas Unidades de Conservação estaduais.
Desenvolvidas de forma integrada, as ações do plano incluem a seleção e a capacitação de brigadistas florestais; o monitoramento de focos de calor por meio do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) e do Painel do Fogo; a execução do projeto Foco no Fogo em dezenas de municípios; e o Manejo Integrado do Fogo (MIF) em unidades de conservação, além da aquisição de equipamentos, elaboração de boletins de risco e fortalecimento das equipes de resposta em todo o estado.
As iniciativas têm como objetivos reduzir os riscos de queimadas, minimizar os impactos ambientais e fortalecer a proteção dos recursos naturais durante o período mais crítico do ano.
O governador Wanderlei Barbosa destaca que o trabalho elaborado tem priorizado a preparação antecipada e a integração entre os órgãos responsáveis pelas ações de prevenção e combate. “O período de estiagem exige mais atenção e planejamento. Por isso, temos nos preparado para enfrentar esta época, unindo esforços de todos os órgãos e realizando investimentos para fortalecer as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, além de ampliar a capacidade operacional das equipes que atuam nessa área. Esse trabalho é fundamental para proteger nossos recursos naturais, minimizar os impactos do fogo e garantir uma resposta rápida sempre que necessário”, enfatiza o chefe do Executivo.
Brigadistas florestais
Como parte das atividades de preparação para o período de estiagem, a Defesa Civil Estadual realizou nessa terça-feira, 9, na pista da Universidade Federal do Tocantins (UFT), o Teste de Aptidão Física (TAF) dos brigadistas florestais. O teste integra a formação das equipes que atuarão durante os meses mais críticos do ano. Os brigadistas selecionados iniciarão as atividades em 1º de julho, em conformidade com a Lei Estadual nº 3.826, que institui o Serviço de Brigadista e Guarda-Vidas, reforçando as ações de prevenção e resposta às ocorrências de fogo.
O TAF dos brigadistas florestais consiste em percorrer 2.400 metros transportando uma bomba costal com cerca de 24 kg, em um tempo máximo de 29 minutos. Os selecionados irão atuar em todo o estado.
“As equipes serão distribuídas em 14 bases operacionais, sendo 11 em municípios que possuem quartéis e três bases avançadas instaladas em Lagoa da Confusão, Formoso do Araguaia e São Félix do Tocantins. Essa estrutura amplia a presença operacional da corporação e garante maior agilidade no atendimento às ocorrências”, explica o diretor- executivo da Defesa Civil, tenente-coronel Benvindo Filho de Queiroz.
Morador de Palmas há um ano, Natan Gustavo, de 25 anos, participa da seleção para brigadista florestal com o objetivo de ampliar sua qualificação profissional e adquirir experiência na área de prevenção e combate a incêndios. “Faço curso de bombeiro civil e, quando surgiu a oportunidade, vi uma chance de ganhar mais experiência na área. Também quero ampliar minha qualificação para futuramente trabalhar no aeroporto. Estou confiante e acredito que a prova será tranquila, porque me preparo com corrida, musculação e prática de esportes. Minha expectativa é muito positiva”, comenta.
Redução de área queimada
As ações de prevenção e combate aos incêndios florestais já se refletem em resultados positivos. Dados do MapBiomas Fogo mostram que, em 2025, o Tocantins registrou redução de 38,3% na área queimada em relação ao ano anterior, totalizando aproximadamente 1,8 milhão de hectares. O resultado demonstra os avanços alcançados no enfrentamento aos incêndios florestais diante das condições climáticas mais severas.
Para alcançar esses resultados, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) vem desenvolvendo, desde 2023, ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento dos incêndios florestais. Entre as principais iniciativas está a estruturação do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), responsável pela disponibilização do Painel do Fogo, ferramenta que permite o acompanhamento de focos de calor, áreas queimadas e riscos de ocorrência de incêndios. A plataforma reúne e qualifica dados ambientais, contribuindo para o planejamento das ações de combate ao desmatamento e às queimadas.
Também se destacam a elaboração de boletins climáticos e de risco de incêndios, ações preventivas e orientativas nos municípios, apoio às operações de combate por meio da contratação e indenização de brigadistas, aquisição de equipamentos e insumos, bem como o fortalecimento da governança ambiental e da articulação interfederativa para o enfrentamento das queimadas.
Como parte dos investimentos destinados à estruturação das ações de enfrentamento ao fogo, a Semarh celebrou, entre 2022 e 2025, Termos de Execução Descentralizada (TEDs) com o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) para a indenização de brigadistas e a aquisição de equipamentos, totalizando R$ 6.491 milhões. Nesse contexto, está prevista a celebração de novo Termo de Execução Descentralizada (TED) entre a Semarh e o CBMTO, no valor de R$ 1,4 milhão, para indenização de brigadistas que atuarão nas ações de combate aos incêndios florestais.
Projeto Foco no Fogo
Instituído pelo Decreto nº 7.140, de 7 de abril de 2026, o projeto Foco no Fogo é a principal política de educação ambiental do Estado voltada à prevenção de queimadas e incêndios florestais. Desenvolvido pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o projeto conta com a participação de mais de 30 instituições estaduais, federais, municipais e representantes do setor produtivo que integram o Comitê Estadual de Combate aos Incêndios Florestais e Controle de Queimadas. A iniciativa promove palestras, visitas técnicas a propriedades rurais, blitz educativas e atividades de conscientização voltadas à prevenção de queimadas irregulares e incêndios florestais. Com início em abril, o projeto segue até setembro, percorrendo os municípios.
O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, enfatiza a importância da educação ambiental como instrumento de prevenção e conscientização da população. “Nosso foco é atuar de forma antecipada, ao levar informação às comunidades, fortalecer ações preventivas e preparar as equipes para o período de estiagem. Também estamos investindo em monitoramento ambiental, capacitação de brigadistas e apoio às operações de combate, para reduzir a ocorrência de incêndios florestais e seus impactos”, pontua.
Durante o mês de junho, o projeto passará por municípios como Couto Magalhães, Pequizeiro, Rio Sono, Itacajá, Pedro Afonso, Ponte Alta do Tocantins, Mateiros, São Félix do Tocantins, Rio da Conceição, Dianópolis, Porto Alegre do Tocantins, Almas, Miracema do Tocantins, Araguacema e Dois Irmãos do Tocantins. Em julho, as atividades contemplam Guaraí, Bandeirantes do Tocantins, Arapoema e Pau D’Arco, antes da pausa temporária para execução das ações do projeto Praia Consciente.
Unidades de Conservação
O Tocantins registrou redução de 30,98% de área queimada nas Unidades de Conservação (UCs) estaduais em 2025. Conforme o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), o resultado está relacionado ao conjunto de ações desenvolvidas nos últimos três anos para prevenção, monitoramento e combate. Entre as medidas, estão a contratação e a capacitação de brigadistas; a execução do Manejo Integrado do Fogo (MIF); a atuação da Brigada Gavião Fumaça; e o monitoramento permanente das áreas protegidas.
O presidente do Naturatins, Cledson da Rocha Lima, destaca que a redução da área queimada nas Unidades de Conservação é resultado do fortalecimento das ações preventivas desenvolvidas pelo órgão. “Temos ampliado medidas voltadas à prevenção de incêndios, com a execução de queimas prescritas e preventivas para redução de material combustível, produção de materiais orientativos sobre Manejo Integrado do Fogo, reuniões comunitárias e ações de educação ambiental. Também trabalhamos com produtores rurais e comunidades tradicionais para incentivo à adoção de práticas preventivas e fortalecimento da proteção das unidades”, ressalta o presidente.
As ações também incluem rondas periódicas, monitoramento terrestre, uso de drones para identificação precoce de focos de calor, combate terrestre aos incêndios, construção e manutenção de aceiros, formação e apoio a brigadas comunitárias, capacitação de brigadas quilombolas no Jalapão, distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e ações de conscientização com as comunidades do entorno das UCs.
Com investimentos, tecnologia, capacitação e atuação integrada entre os órgãos estaduais, o objetivo é proteger o patrimônio ambiental, as comunidades e as atividades econômicas em todas as regiões do estado.
por Rafael de Oliveira/Governo do TocantinsEdição: Larissa MendesRevisão Textual: Marynne Juliate
Fonte: Naturantins - publicado: 10/06/2026 10:52