Entidades privadas sem fins lucrativos podem enviar propostas até 16 de outubro para desempenhar as funções de Agência de Bacia nas regiões do Semiárido e Nordeste Mineiro
O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) está com inscrições abertas para a seleção de uma entidade privada sem fins lucrativos que desempenhará as funções de Agência de Bacia Hidrográfica para seis comitês de bacias hidrográficas das regiões do Semiárido e Nordeste Mineiro. As propostas devem ser enviadas até as 23h59 do dia 16 de outubro de 2026, exclusivamente por meio eletrônico.
A seleção é regulamentada pelo Edital Conjunto de Seleção nº 001/2026 e contempla os Comitês de Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Alto Jequitinhonha (JQ1), do Rio Araçuaí (JQ2), do Médio e Baixo Jequitinhonha (JQ3), do Rio Mucuri (MU1), do Rio Mosquito e Demais Afluentes do Rio Pardo (PA1) e do Rio São Mateus (SM1).
A iniciativa busca ampliar o suporte técnico, administrativo e financeiro aos seis comitês, contribuindo para o fortalecimento da gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos e para a implementação dos instrumentos da Política Estadual de Recursos Hídricos.
A seleção também representa uma etapa para ampliar a estrutura de apoio à gestão das águas nessas regiões, conforme previsto na Lei Estadual nº 13.199/1999, que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos, e no Decreto Estadual nº 49.023/2025.
Participação e envio das propostas
Podem participar do processo seletivo entidades privadas sem fins lucrativos que atendam aos requisitos de habilitação jurídica, regularidade fiscal e qualificação técnica estabelecidos no edital.
A entidade selecionada será indicada pelos respectivos comitês ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos de Minas Gerais (CERH-MG), para fins de equiparação ao exercício das funções de Agência de Bacia Hidrográfica. Posteriormente, está prevista a celebração de Contrato de Gestão com o Igam, com a interveniência dos comitês envolvidos.
As propostas devem ser encaminhadas exclusivamente para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., até as 23h59 de 16 de outubro. O prazo é improrrogável, e os interessados devem observar todas as condições e exigências previstas no instrumento convocatório.
O edital completo, os anexos e as demais informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no site do Igam, em www.igam.mg.gov.br/editais.
Dúvidas e solicitações de informações técnicas podem ser encaminhadas a Michael Jacks de Assunção, da Gerência de Apoio às Agências de Bacias Hidrográficas e Entidades Equiparadas (GEABE/DGAS), pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Ascom/Sisema
Fonte: Igam, publicado em 09/10/2026
Blog
Mais de uma década depois de surgir como uma reivindicação dos moradores da Região Norte de Belo Horizonte, o Parque Ciliar Comunitário do Ribeirão do Onça começa a sair do papel. A Prefeitura de Belo Horizonte assinou, nesse mês de setembro, o contrato para a execução das obras, que terão investimento de R$ 122,2 milhões. Com cerca de 5,5 quilômetros de extensão, o parque será implantado a partir de um projeto que combina controle de inundações, recuperação ambiental, mobilidade urbana e a criação de áreas de lazer e convivência para a população.
O contrato prevê até 1.500 dias para a execução dos serviços, equivalente a cerca de quatro anos, contados a partir da emissão da ordem de serviço. O contrato, assinado entre a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi) e o Consórcio Vereda Itamaracá Terrayam, tem vigência até meados de abril de 2031.
O projeto pretende enfrentar dois problemas simultaneamente: a vulnerabilidade da região às inundações e a degradação ambiental do ribeirão. A expectativa é que o parque transforme uma área hoje marcada por problemas ambientais em um espaço público de convivência, preservação e lazer.
O projeto prevê intervenções de natureza hidráulica e de drenagem ao longo do Ribeirão do Onça, com o objetivo de ampliar a capacidade de escoamento e contribuir para a redução das áreas sujeitas a inundações. Também estão previstas obras de contenção e estabilização de encostas, entre outras medidas de infraestrutura.
A intervenção ganha importância diante da própria história do Ribeirão Onça. Um dos principais e mais impactados afluentes do Rio das Velhas, o curso d’água atravessa uma das áreas de maior concentração populacional de sua bacia. Ao longo do percurso, problemas como a perda de mata ciliar, o acúmulo de sedimentos, o descarte clandestino de resíduos, o lançamento de efluentes domésticos, as ocupações irregulares e a impermeabilização do solo contribuíram para degradar o ambiente.
O projeto também pretende mudar a relação cotidiana dos moradores com o ribeirão. Ao longo dos cerca de 5,5 quilômetros do parque serão implantadas 18 áreas de lazer, esporte e convivência ecológica. Estão previstos playgrounds, praças, quadras esportivas, pistas de skate, academias ao ar livre, quiosques com banheiros e vestiários, pomares, hortas comunitárias e viveiros de mudas.
Também serão criados espaços para educação ambiental e atividades culturais, além de mirantes. Entre os pontos previstos estão áreas de convivência e esporte nas proximidades das ruas Antônio Ribeiro de Abreu, Juazeiro e 2, da avenida Estrela de Belém e da Ponte São Judas Tadeu. O projeto inclui ainda mirantes da Cachoeira, das Nascentes e da Serra Mantiqueira e uma área esportiva próxima ao Quilombo de Mangueiras.
A circulação entre os bairros também deverá ser alterada. O projeto prevê três pontes e cinco passarelas para conectar as duas margens do Ribeirão do Onça, facilitando principalmente o deslocamento de pedestres e ciclistas. As pontes serão construídas nos pontos denominados Dom Aquino, São Judas Tadeu e Serra Geral.
Ciclovias, passeios, pavimentação, sinalização, iluminação, irrigação, mobiliário urbano e estruturas de acessibilidade completam o conjunto de intervenções. Também estão previstas áreas reflorestadas, sistemas agroflorestais e hortas urbanas.
A área de intervenção passa por bairros como São Gabriel, Vila São Gabriel, Ouro Minas, Vila Fazendinha, Novo Aarão Reis, Belmonte, Ribeiro de Abreu, Conjunto CBTU (Novo Tupi), Conjunto Ribeiro de Abreu, Casas Populares e Monte Azul.
Clique aqui e veja fotos da região e de eventos de mobilização social, ao longo da última década, em prol da instauração do Parque Ciliar:
Reivindicação popular
A história do parque, porém, começou muito antes da assinatura do contrato. Ainda na primeira década dos anos 2000, o Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu (Comupra), em parceria com o movimento Deixem o Onça Beber Água Limpa, começaram a idealizar o espaço. Assim, ano após ano, moradores, movimentos comunitários e a Prefeitura de Belo Horizonte trabalharam na formalização de uma proposta para transformar a região às margens do ribeirão em um grande parque.
A ideia surgiu de uma necessidade das famílias que vivem no entorno. A população pressionava o poder público por mais segurança e qualidade de vida e defendia a retirada de famílias de áreas de risco às margens do Ribeirão do Onça, com a transformação desses espaços em uma área pública de preservação, lazer e convivência.
Ao longo desse processo de mobilização e construção da proposta, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) e o Subcomitê Ribeirão Onça também foram parceiros de iniciativas relacionadas à reivindicação comunitária e à valorização do território.
Na proposta construída em 2015, o parque já era pensado para muito além de uma área verde. O projeto previa espaços de preservação e conservação ambiental, agricultura urbana, práticas esportivas, interação com a natureza, parque equestre, atividades terapêuticas, espaço cultural, um Centro de Referência Ambiental e mecanismos de gestão participativa.
A construção chegou a ser anunciada durante a gestão do ex-prefeito Alexandre Kalil, mas a promessa não saiu do papel. Em 2024, no Dia Mundial do Meio Ambiente, o então prefeito Fuad Noman anunciou a implantação de quatro novos parques em Belo Horizonte, entre eles o Parque Ciliar Comunitário do Ribeirão do Onça. A partir dali, o projeto voltou a avançar dentro da estrutura da Prefeitura, com etapas de planejamento, ações no território e, posteriormente, a licitação da obra no ano seguinte.
Entre abril e junho deste ano, a Prefeitura também decretou a desapropriação de imóveis em bairros no entorno para viabilizar as obras de urbanização do Ribeirão do Onça e a implantação do parque.
Uma área já preservada pela própria comunidade simboliza a relação dos moradores com o território. A Nascente Fundamental do Onça é cuidada por moradores desde a década de 1980 e, nos últimos anos, recebeu mutirões e iniciativas de preservação, como cercamento, contenção de encosta, paisagismo e plantio de pomar para utilização da comunidade.
A nascente também já integrou o Programa de Valorização de Nascentes Urbanas do CBH Rio das Velhas, iniciativa voltada ao reconhecimento, à proteção e à recuperação de nascentes localizadas em áreas urbanas da bacia.
Transparência institucional
Esta publicação decorre do dever de transparência da administração pública e apresenta, de forma objetiva, informações sobre atividade ordinária da rotina institucional do CBH Rio das Velhas, em conformidade com as orientações vigentes para o período eleitoral.
Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social*Texto: Luiz Ribeiro*Fotos: Ohana Padilha; Michelle Parron; João Alves; Yasmim Paulino; TantoExpresso
Fonte: CBH Velhas, publicado em 01/10/2026
Plataforma atualizada reúne novas bases de dados, funcionalidades e informações técnicas para apoiar consultas, estudos, planejamento e gestão dos recursos hídricos
Mapas, indicadores, dados geográficos e informações técnicas sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba estão reunidos na versão atualizada do Geoportal do CBH Paranaíba. A plataforma passou por uma reformulação que amplia o conteúdo disponível e facilita o acesso a dados que podem subsidiar estudos, análises, planejamento e a gestão integrada dos recursos hídricos.
Entre as mudanças estão novas bases de dados e funcionalidades, uma nova interface e uma navegação mais intuitiva. O Geoportal também passa a incorporar informações relacionadas aos Programas Estruturantes do CBH Paranaíba, reunindo em um mesmo ambiente diferentes conteúdos sobre a bacia.
A atualização amplia as formas de utilização da plataforma por diferentes públicos. Gestores públicos podem recorrer aos dados como subsídio ao planejamento e à gestão territorial; pesquisadores e instituições de ensino encontram bases para estudos e análises; órgãos ambientais e consultorias podem utilizar as informações em diagnósticos e projetos; e usuários de recursos hídricos e a sociedade têm acesso público a conteúdos sobre a bacia.
Para os Comitês de Bacias Hidrográficas Afluentes, o Geoportal também funciona como referência de consulta, contribuindo para o compartilhamento de informações e para o planejamento no contexto da gestão integrada dos recursos hídricos.
Webinar apresenta novas funcionalidades
Para apresentar a atualização e demonstrar os recursos da plataforma, será realizado, no dia 13 de outubro de 2026, às 10h, o webinar técnico “Novas funcionalidades do Geoportal do CBH Paranaíba”, com transmissão pelo canal do CBH Paranaíba no YouTube.
A programação terá início com o presidente do CBH Paranaíba, Fabio Bakker, que abordará o tema “Informação que transforma: conhecimento para fortalecer a gestão das águas”. Em seguida o Especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Leonardo Julian Rodrigues Klosovski, apresentará “Dados e informação como pilares da gestão integrada dos recursos hídricos”.
O webinar contará ainda com uma demonstração prática das novas funcionalidades do Geoportal e espaço para perguntas e esclarecimento de dúvidas. O nome do responsável pela demonstração prática será confirmado posteriormente.
Serviço
Webinar técnico – Novas funcionalidades do Geoportal do CBH Paranaíba
Data: 13 de outubro de 2026
Horário: 10h
Transmissão: YouTube do CBH Paranaíba youtube.com/@cbhparanaiba
Geoportal: geoportal-sigaparanaiba.hub.arcgis.com
Fonte: CBH Paranaíba, publicado em 07/10/2026
O Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul (CBH-PS) convida ao V Simpósio de Recursos Hídricos da Bacia Paulista do Rio Paraíba do Sul, que será realizado nos dias 26 e 27 de novembro de 2026, em Taubaté (SP).
A programação reunirá representantes do poder público, dos comitês de bacias, da sociedade civil, da academia e de instituições técnicas para a troca de conhecimentos e experiências sobre os desafios relacionados à gestão e à segurança hídrica. Os temas dos painéis e os eixos temáticos para submissão de trabalhos já estão disponíveis no site do evento. A programação completa também será divulgada na página.
O evento conta com a parceria da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, do Governo Federal, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro (SEAS/RJ), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), da Defesa Civil do Estado de São Paulo, da Fundação de Apoio a Pesquisa Agrícola, FEHIDRO e de outras instituições comprometidas com a gestão e a proteção das águas.
Os trabalhos poderão ser submetidos para apresentação durante o Simpósio ou somente para publicação nos anais do evento, de acordo com a modalidade escolhida. A submissão é gratuita e poderá ser realizada até o dia 15 de outubro de 2026.
Informações e submissão de trabalhos:https://comiteps.sp.gov.br/eventos/simposio/
Também convidamos os representantes dos Comitês a colaborarem como avaliadores dos trabalhos submetidos. O cadastro para integrar a equipe de avaliação poderá ser realizado até o dia 25 de setembro de 2026.
Cadastro de avaliadores:https://forms.gle/bwuwNGJFZWtJm5Sd9
O encontro fortalece a cooperação entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e contribui para a construção de soluções integradas diante das secas, dos eventos climáticos extremos e dos desafios que afetam a Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. A participação dos Comitês será muito importante para ampliar a integração entre as instituições, qualificar as discussões e fortalecer a gestão participativa dos recursos hídricos.
Mais informações estão disponíveis nos canais oficiais do CBH-PS no Instagram e LinkedIn: @cbhparaibadosul e pelo telefone: (12) 3632-0100
Fonte: SigRH - 09/10/2026
O Período de defeso da Piracema começou no dia 1 de outubro de 2026 e segue até dia 31 de janeiro de 2027, em todos os rios das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins, em Mato Grosso. A proibição da pesca amadora e profissional tem por objetivo garantir que os cardumes de peixes consigam chegar aos locais de reprodução para repovoar os rios e manter o estoque pesqueiro.
Nestes quatro meses, fica permitida apenas a pesca de subsistência, desembarcada, que é aquela praticada artesanalmente por populações ribeirinhas ou tradicionais para garantir a alimentação familiar, sem fins comerciais. Nesses casos, é permitida a cota diária de três quilos ou um exemplar de qualquer peso por pescador, respeitando os tamanhos mínimos e espécies permitidas de captura estabelecidas pela legislação vigente.
Durante o período, a fiscalização do cumprimento das regras de pesca será feita por equipes responsáveis pelo monitoramento ambiental, com barreiras, patrulhamento terrestre e fluvial.
O período da Piracema é embasado na legislação de pesca e no manejo dos recursos pesqueiros, realizados por meio de estudos da biologia das espécies mais importantes, incluindo época, idade, tamanho, tipo de reprodução, estudos de crescimento e de estrutura da população de peixes e estudos de dinâmica de populações, que incluem estimativas de taxas de crescimento e de mortalidade populacional.
Declaração de Estoque PesqueiroPescadores profissionais e estabelecimentos comerciais devem declarar o estoque de peixes de rio, iscas vivas e peixes ornamentais até o dia 05 de outubro (segunda-feira). A declaração do estoque pesqueiro é obrigatória para armazenamento e comercialização durante o período de defeso da piracema, que se inicia na próxima quinta-feira, 1º de outubro de 2026.O documento pode ser enviado ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou entregue na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), tanto na sede quanto nas regionais de forma presencial. O termo de declaração padrão está disponível no site da Sema pelo link Pesca
Rios de Divisa e Unidades de ConservaçãoNos rios de divisa, em que uma margem fica em Mato Grosso e outra margem em outro Estado, a proibição à pesca na margem localizada fora do Estado segue o período estabelecido pela União, que se inicia em novembro e termina no fim de fevereiro.
Em Mato Grosso, 17 rios se encaixam nessa característica de rio de divisa. Entre os mais conhecidos estão o rio Piquiri, na bacia do Paraguai, que uma margem está em Mato Grosso e outra em Mato Grosso do Sul, o rio Araguaia, na bacia Araguaia-Tocantins, que faz divisa com Goiás e, na bacia Amazônica, o trecho do rio Teles Pires que faz divisa com o Pará.
A Sema alerta que nas unidades de conservação da categoria de proteção integral a atividade da pesca é proibida durante todo o ano. Ao todo, Mato Grosso abriga 68 áreas protegidos sob a jurisdição da União, do Estado ou do Município.
DenúnciasA pesca ilegal e outros crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, pelos números 3613-7398 ou 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp) pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo aplicativo MT Cidadão ou em uma das regionais da Sema.
Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.
*Texto: Renata Prata
Fonte: Sema MT, publicado em Quarta, 07 de Outubro de 2026
O Período de defeso da Piracema começou no dia 1 de outubro de 2026 e segue até dia 31 de janeiro de 2027, em todos os rios das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins, em Mato Grosso. A proibição da pesca amadora e profissional tem por objetivo garantir que os cardumes de peixes consigam chegar aos locais de reprodução para repovoar os rios e manter o estoque pesqueiro.
Nestes quatro meses, fica permitida apenas a pesca de subsistência, desembarcada, que é aquela praticada artesanalmente por populações ribeirinhas ou tradicionais para garantir a alimentação familiar, sem fins comerciais. Nesses casos, é permitida a cota diária de três quilos ou um exemplar de qualquer peso por pescador, respeitando os tamanhos mínimos e espécies permitidas de captura estabelecidas pela legislação vigente.
Durante o período, a fiscalização do cumprimento das regras de pesca será feita por equipes responsáveis pelo monitoramento ambiental, com barreiras, patrulhamento terrestre e fluvial.
O período da Piracema é embasado na legislação de pesca e no manejo dos recursos pesqueiros, realizados por meio de estudos da biologia das espécies mais importantes, incluindo época, idade, tamanho, tipo de reprodução, estudos de crescimento e de estrutura da população de peixes e estudos de dinâmica de populações, que incluem estimativas de taxas de crescimento e de mortalidade populacional.
Declaração de Estoque PesqueiroPescadores profissionais e estabelecimentos comerciais devem declarar o estoque de peixes de rio, iscas vivas e peixes ornamentais até o dia 05 de outubro (segunda-feira). A declaração do estoque pesqueiro é obrigatória para armazenamento e comercialização durante o período de defeso da piracema, que se inicia na próxima quinta-feira, 1º de outubro de 2026.O documento pode ser enviado ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou entregue na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), tanto na sede quanto nas regionais de forma presencial. O termo de declaração padrão está disponível no site da Sema pelo link Pesca
Rios de Divisa e Unidades de ConservaçãoNos rios de divisa, em que uma margem fica em Mato Grosso e outra margem em outro Estado, a proibição à pesca na margem localizada fora do Estado segue o período estabelecido pela União, que se inicia em novembro e termina no fim de fevereiro.
Em Mato Grosso, 17 rios se encaixam nessa característica de rio de divisa. Entre os mais conhecidos estão o rio Piquiri, na bacia do Paraguai, que uma margem está em Mato Grosso e outra em Mato Grosso do Sul, o rio Araguaia, na bacia Araguaia-Tocantins, que faz divisa com Goiás e, na bacia Amazônica, o trecho do rio Teles Pires que faz divisa com o Pará.
A Sema alerta que nas unidades de conservação da categoria de proteção integral a atividade da pesca é proibida durante todo o ano. Ao todo, Mato Grosso abriga 68 áreas protegidos sob a jurisdição da União, do Estado ou do Município.
DenúnciasA pesca ilegal e outros crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, pelos números 3613-7398 ou 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp) pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo aplicativo MT Cidadão ou em uma das regionais da Sema.
Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.
*Texto: Renata Prata
Fonte: Sema MT, publicado em Quarta, 07 de Outubro de 2026
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH do Rio Pará) lança a cartilha “Água em disputa: conflitos e soluções na Bacia do Rio Pará”, publicação que apresenta de forma didática como surgem os conflitos pelo uso dos recursos hídricos e quais instrumentos podem contribuir para sua prevenção e solução. O material aborda situações relacionadas à quantidade e à qualidade da água, à disputa entre diferentes usos e aos impactos que captações realizadas a montante podem provocar para usuários localizados a jusante.
Além de explicar a legislação e os instrumentos de gestão dos recursos hídricos, a cartilha destaca o papel dos Comitês de Bacia como espaços de diálogo e construção coletiva de soluções. A publicação também apresenta a atuação do CBH do Rio Pará na mediação de conflitos e mostra como a participação do poder público, dos usuários de água e da sociedade civil contribui para decisões mais equilibradas e para o uso sustentável dos recursos hídricos.
Clique aqui e confira o material na íntegra!
Fonte: XX, publicado em 30/07/2026
Plenária dos colegiados, realizada em Mogi Mirim, também aprovou novo edital para financiar ações da Política de Mananciais PCJ em 2027, com previsão de até R$ 5 milhões disponíveis
Os Comitês PCJ destinarão cerca de R$ 24,3 milhões arrecadados nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí para ações voltadas à melhoria da gestão dos recursos hídricos. Os recursos contemplam oito empreendimentos em sete municípios: Amparo, Bragança Paulista, Piracicaba, Pedreira, Santo Antônio de Posse, São Pedro e Valinhos. As indicações foram aprovadas durante a 34ª Reunião Extraordinária dos colegiados — CBH-PCJ, PCJ FEDERAL e CBH-PJ1 — realizada nesta quinta-feira (27), no Clube Mogiano, em Mogi Mirim (SP). Outras importantes deliberações também receberam aval dos membros durante o encontro.
Na abertura, o presidente dos Comitês PCJ e prefeito de Piracicaba, Helinho Zanatta, destacou a importância da atuação dos colegiados no financiamento de ações para a melhoria da qualidade e da quantidade de água na região. “A atuação dos Comitês PCJ é um sucesso para que a gente avance no saneamento das nossas bacias daqui do estado de São Paulo e de Minas Gerais”, ressaltou.
O diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, ressaltou a importância das decisões tomadas durante a plenária. “Foi mais uma plenária, um marco importante na história dos Comitês PCJ, na qual foram deliberados assuntos importantes, desde recursos financeiros para tratamento de esgoto, para combate ao desperdício de água na rede de distribuição, para recomposição florestal e outras atividades. Isso tudo é importante porque está em um planejamento das Bacias PCJ, que visa melhorar tanto a quantidade de água que passa pelos nossos rios quanto a qualidade da água que está ali no rio. Isso tudo é fundamental para o dia a dia de hoje da nossa sociedade, mas também para garantir que haverá água em quantidade e qualidade para o futuro. Então, as decisões de hoje foram importantíssimas, com uma presença maciça aqui dos membros dos colegiados e vários prefeitos. Só engrandeceu as várias decisões que os Comitês tomaram hoje aqui”, afirmou.
Investimentos em saneamento
Os oito empreendimentos indicados pelos Comitês PCJ somam investimento global de aproximadamente R$ 28,5 milhões, sendo cerca de R$ 24,3 milhões em repasses dos Comitês PCJ e R$ 4,2 milhões em contrapartidas dos tomadores.
Os recursos serão destinados às prefeituras de Bragança Paulista, Pedreira, Piracicaba, São Pedro e Santo Antônio de Posse, além do Departamento de Água e Esgoto de Valinhos (DAEV S.A.) e dos Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs) de São Pedro e Amparo. Os repasses dos Comitês PCJ ocorrem desde 1994, um ano após a instalação do colegiado paulista.
Em Amparo, Bragança Paulista, Pedreira e Piracicaba, os recursos serão destinados à elaboração de Planos Diretores de Macrodrenagem e/ou de Manejo de Águas Pluviais. Em Valinhos, o investimento será aplicado em ações de combate às perdas de água, incluindo a substituição de redes de cimento-amianto, a setorização e a implantação de macromedidor no Jardim Pinheiros. Em Santo Antônio de Posse, será executada uma obra de setorização, com substituição de redes de distribuição de água em uma região do município. Já pelos SAAEs de São Pedro e Amparo serão implantadas Estações de Tratamento de Lodo (ETLs).
Os contratos de repasse deverão ser assinados até o final deste ano, e os tomadores serão responsáveis pela realização das licitações no primeiro semestre de 2027. Confira a tabela com a lista de empreendimentos neste link: https://bit.ly/RepassesPCJAgosto2026.
A partir de 2027, os valores máximos de repasse por tomador passarão a ser de R$ 12 milhões para obras, serviços e equipamentos na modalidade reembolsável e de R$ 8 milhões na modalidade não reembolsável. Para estudos, planos e projetos, permanece o limite máximo de R$ 1,5 milhão. A Agência das Bacias PCJ estima disponibilidade superior a R$ 70 milhões em recursos para o próximo exercício.
Os investimentos na gestão dos recursos hídricos são definidos pelos Comitês de Bacia Hidrográfica — órgãos colegiados compostos por poder público, sociedade civil e usuários de água. Com orçamento próprio, os recursos financeiros vêm da cobrança pelo uso da água e são aplicados após decisão colegiada dos Comitês e executada pelas Agências de Bacia em projetos e ações previstos nos Planos de Recursos Hídricos, voltados desde o saneamento até a recuperação e proteção dos mananciais.
Proteção de mananciais
Também foi aprovada a deliberação que institui o Ato Convocatório do Chamamento Público de Projetos nº 01/2026, voltado à proteção e conservação dos recursos hídricos, com execução prevista para 2027. A estimativa é de que sejam disponibilizados entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões para investimentos nos municípios.
As ações previstas buscam promover a recuperação, a conservação e a proteção dos mananciais das Bacias PCJ; contribuir para o cumprimento das metas do Caderno Temático de Uso da Água e do Solo no Meio Rural e Recomposição Florestal do Plano das Bacias PCJ 2020-2035; e incentivar iniciativas de adequação ambiental, restauração florestal, saneamento rural em áreas estratégicas e pagamento por serviços ambientais (PSA).
Na plenária, ficou definido que as contrapartidas financeiras dos tomadores variarão entre 2% e 10% do total do repasse, conforme o número de habitantes do município. No caso de PSA, a contrapartida será de 50%. Os investimentos serão realizados com recursos da Cobrança PCJ Federal.
O edital será publicado e divulgado pela Agência das Bacias PCJ em breve. O período de inscrições está previsto entre 8 de setembro e 11 de dezembro de 2026, enquanto a assinatura dos contratos deverá ocorrer em outubro de 2027, após a conclusão do processo seletivo.
O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, reforçou os efeitos positivos da iniciativa, realizada anualmente pelos colegiados. “Esse edital é importante porque vai permitir que todas as prefeituras utilizem recursos da cobrança para fazer a restauração florestal nos seus municípios. Isso garante segurança hídrica. Uma vez que você vai ter investimentos tanto para questões relacionadas aos Projetos Integrais de Propriedade, como também os processos de revegetação das áreas lindeiras para que a gente consiga ter sustentabilidade tanto do ponto de vista de qualidade quanto da quantidade de água”, explicou.
Protocolo de Monitoramento da Governança das Águas
Os membros da plenária também aprovaram a adesão dos Comitês PCJ ao Protocolo de Monitoramento da Governança das Águas, apresentada por Ângelo Lima, secretário-executivo do Observatório de Governança das Águas (OGA). A formalização da adesão ocorreu durante a reunião.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer o acompanhamento da governança dos recursos hídricos por meio de indicadores voltados ao aprimoramento da gestão integrada, participativa e descentralizada.
A coleta, a organização e o acompanhamento das informações ficarão sob responsabilidade das coordenações das câmaras técnicas dos Comitês PCJ, que também deverão acompanhar a aplicação dos indicadores e o desenvolvimento do processo de monitoramento.
Regimento das câmaras técnicas, processo eleitoral e GT-Empreendimentos
A plenária também aprovou temas relacionados ao funcionamento interno dos Comitês PCJ. Na ocasião, foram ratificadas as normas do Regimento Geral das Câmaras Técnicas, reforçando a segurança jurídica para o funcionamento dos colegiados. A consulta à legislação interna pode ser feita neste link: https://legislacaodigital.com.br/FundacaoAgenciadasBaciasPCJ-SP.
“É uma organização de todos os três colegiados, uma vez que a gente fez um trabalho de pegar todas as deliberações ao longo da história dos Comitês, fazer um pente-fino e verificar todas as necessidades de ajustes que precisam ser feitas nas deliberações. E essa deliberação veio para ajustar todos esses problemas que identificamos desde o começo dos Comitês. Então, é um processo importante, de transparência e de governança bastante importante para as nossas bacias”, comentou Denis Herisson.
Também foi aprovada a deliberação que estabelece o calendário, o edital, as regras do processo eleitoral e a criação da Comissão Eleitoral para a eleição do CBH-PCJ e do PCJ Federal, para o mandato 2027-2029. A formação da comissão foi concluída durante o encontro.
Conforme deliberação recente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, os mandatos passarão a ter quatro anos a partir de 2029. O processo eleitoral atual, entretanto, seguirá com mandato de dois anos.
Os Comitês PCJ ainda ratificaram o referendo de pareceres técnicos emitidos pelo GT-Empreendimentos e aprovaram a atualização das regras de organização, atribuições e fluxo de trabalho de análises de projetos pelo grupo.
Edital de patrocínios
Ao final da reunião, os membros dos colegiados aprovaram a abertura de um edital de seleção de patrocínios para 2027, com orçamento de R$ 315 mil. Desse total, R$ 80 mil serão destinados a eventos e iniciativas selecionados por edital, enquanto R$ 235 mil serão direcionados a ações promovidas por instituições do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), como o CNRH, conselhos estaduais, órgãos gestores, comitês de bacias, a ANA e agências de água.
Também foram aprovadas cotas de patrocínio para o Encob 2026 (Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas), que será realizado em dezembro, em Fortaleza (CE), e para o II Fórum Latino-Americano da Água, previsto para o fim de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).
Mesa de trabalho
Além de Zanatta, Razera e Denis Herisson, a mesa de trabalho da plenária foi formada pela presidente do Comitê Mineiro (CBH-PJ1) e 1ª vice-presidente do Comitê PCJ Federal, Mylena de Oliveira; secretário-executivo do CBH-PJ1, Adilson Ramos; e pelos prefeitos Paulo de Oliveira e Silva (Mogi Mirim), Carlos Alberto Martins (Amparo), Thiago Silvério da Silva (São Pedro) e José Ricardo Cortez (Santo Antônio de Posse).
O encontro ainda contou com a apresentação do maestro Carlos Lima, coordenador-geral da Banda Lyra Mojimiriana, e dos músicos Luis Eduardo Pimentel Joaquim e Daniela Sobottka.
A plenária é organizada pela Coordenação de Apoio ao Sistema de Gestão de Recursos Hídricos da Agência das Bacias PCJ, responsável também pela organização das reuniões das câmaras técnicas e dos grupos de trabalho dos Comitês PCJ.
Fonte: Comitês PCJ, publicado em 28 de agosto de 2026
Evento será realizado de 7 a 12 de dezembro, em Fortaleza (CE), reunindo representantes de Comitês de Bacias Hidrográficas, especialistas, gestores, instituições, sociedade civil e setor produtivo
A programação preliminar do 27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (27º ENCOB) já está disponível e começa a revelar a dimensão de um dos principais encontros brasileiros dedicados à gestão participativa das águas.
Com o tema “Água, Governança e Inclusão: Conexões para o Futuro das Bacias”, o 27º ENCOB será realizado de 7 a 12 de dezembro de 2026, em Fortaleza (CE), reunindo diferentes vozes e perspectivas para discutir os desafios e as oportunidades relacionados à água, à sustentabilidade e à governança dos recursos hídricos.
A programação foi construída para promover não apenas debates técnicos, mas também trocas de experiências, diálogo entre diferentes setores e reflexão sobre o futuro das bacias hidrográficas. A proposta é aproximar conhecimento, território e participação social, valorizando a diversidade de atores que fazem parte da gestão das águas no Brasil.
Segundo Thamires Mercês Gomes, componente da Comissão de Organização Geral do 27º ENCOB e integrante da Comissão de Programação, a construção da agenda buscou traduzir a pluralidade que caracteriza os Comitês de Bacias Hidrográficas.
“Estamos construindo uma programação que pretende ir além das discussões tradicionais sobre recursos hídricos. Queremos trazer diferentes olhares, experiências e conhecimentos para que o participante se reconheça nos debates e, ao mesmo tempo, saia provocado a pensar em novas possibilidades para a gestão das águas.”
Para Áquila Gondim, membro da Comissão de Programação, a agenda foi pensada para estimular conexões e ampliar o diálogo entre diferentes segmentos.
“A programação foi construída pensando na diversidade de pessoas e instituições que participam do ENCOB. A ideia é oferecer conteúdos relevantes, provocar discussões e criar espaços para que experiências diferentes possam se encontrar. O resultado é uma agenda bastante dinâmica e conectada aos desafios atuais da gestão das águas.”
Ao longo dos seis dias de evento, o público poderá acompanhar uma programação que reúne painéis, diálogos, debates e momentos de integração, abordando temas relacionados à governança da água, sustentabilidade, mudanças climáticas, cidades, produção, energia, inovação, participação social, povos e comunidades tradicionais, comunicação, dados, segurança hídrica e os diferentes usos da água.
Mais do que acompanhar uma série de atividades, participar do 27º ENCOB será uma oportunidade de encontrar quem vive, pesquisa, administra, utiliza e defende as águas brasileiras, fortalecendo a articulação entre os Comitês de Bacias e os diversos setores envolvidos na construção de uma gestão hídrica cada vez mais democrática e integrada.
A programação disponibilizada neste momento é preliminar e poderá passar por atualizações até a realização do evento.
A programação preliminar já está disponível para consulta. Acesse, confira os temas e prepare-se para viver o 27º ENCOB.
Clique aqui para baixar a programação preliminar do 27º ENCOB.
Programação Preliminar
27º ENCOB — Água, Governança e Inclusão: Conexões para o Futuro das Bacias7 a 12 de dezembro de 2026 | Fortaleza – Ceará
Nova data amplia a oportunidade para pesquisadores, profissionais e integrantes do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos apresentarem experiências e conhecimentos durante o maior encontro nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas
O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) prorrogou até 5 de setembro de 2026 o prazo para submissão de trabalhos ao 27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), que será realizado de 7 a 12 de dezembro, em Fortaleza (CE).
A prorrogação amplia a oportunidade para pesquisadores, profissionais, estudantes, integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas, instituições públicas e privadas e demais atores envolvidos na gestão dos recursos hídricos compartilharem conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas às águas e à governança das bacias hidrográficas.
As submissões podem ser realizadas nas modalidades artigo científico, revisão bibliográfica, relato de experiência e vídeo curto. Os modelos e orientações para elaboração dos trabalhos estão disponíveis na plataforma oficial de inscrições do evento.
Inscrições e submissão de trabalhos:27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas – 27º ENCOB
Para Maria Cristina Bueno Coelho, presidente da Comissão de Diferentes Saberes e Competências do FNCBH, a ampliação do prazo fortalece a participação e a diversidade de conhecimentos no encontro.
“A prorrogação do prazo é uma oportunidade para ampliar a participação de diferentes segmentos e territórios no ENCOB. Queremos reunir trabalhos que expressem a diversidade de saberes, experiências e práticas que contribuem para a gestão das águas no Brasil. É um espaço importante para dar visibilidade ao conhecimento produzido nos territórios e promover o diálogo entre diferentes perspectivas.”
De acordo com Matheus Machado Cremonese, membro da Comissão de Diferentes Saberes e Competências do FNCBH e representante do CEIVAP, a submissão de trabalhos contribui para aproximar a produção de conhecimento da realidade vivenciada nas bacias hidrográficas.
“O ENCOB é um espaço de troca e construção coletiva. A submissão de trabalhos permite que experiências desenvolvidas nos Comitês, nas universidades, nas instituições e nos territórios sejam compartilhadas nacionalmente. É uma oportunidade de mostrar soluções, desafios e aprendizados que podem inspirar outras bacias.”
Diversidade de formatos
Nesta edição, o ENCOB recebe trabalhos em quatro modalidades, permitindo diferentes formas de apresentação e compartilhamento do conhecimento:
Artigo científico – destinado à apresentação de pesquisas e estudos científicos relacionados à temática dos recursos hídricos;
Revisão bibliográfica – voltada à sistematização e análise de conhecimentos já produzidos sobre determinado tema;
Relato de experiência – espaço para compartilhar práticas, projetos, iniciativas e experiências desenvolvidas nos territórios;
Vídeo curto – formato destinado à apresentação audiovisual de experiências, iniciativas, conhecimentos e perspectivas relacionadas à gestão das águas.
A diversidade de formatos busca valorizar não apenas a produção acadêmica, mas também o conhecimento construído a partir da prática e das experiências vivenciadas nos territórios.
Com o tema “Água, Governança e Inclusão: Conexões para o Futuro das Bacias”, o 27º ENCOB reunirá representantes de Comitês de Bacias Hidrográficas de todo o país, gestores públicos, pesquisadores, sociedade civil, usuários de água e demais atores envolvidos na construção da governança dos recursos hídricos.
O novo prazo para submissão de trabalhos é 5 de setembro de 2026.
Não perca a oportunidade de compartilhar seu conhecimento, sua pesquisa ou sua experiência com participantes de todo o Brasil no 27º ENCOB.
Iniciativa busca destacar, por meio da fotografia, a riqueza das bacias hidrográficas, seus territórios, culturas e a importância da governança participativa das águas. As imagens selecionadas serão expostas durante o 27º ENCOB, em Fortaleza (CE).
O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) lançou oficialmente o Olhares das Bacias – Prêmio de Fotografia, concurso nacional que convida fotógrafos amadores e profissionais a registrar, por diferentes perspectivas, a relação entre as águas, os territórios e as pessoas que fazem parte das bacias hidrográficas brasileiras.
Com o tema "Olhares sobre as águas: Governança e inclusão para o amanhã", a iniciativa busca estimular a produção de imagens que revelem não apenas a beleza das paisagens, mas também a conexão entre a água, a cultura, a identidade dos povos e a gestão participativa dos recursos hídricos.
As fotografias selecionadas farão parte de uma exposição durante o 27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), que será realizado de 7 a 12 de dezembro de 2026, em Fortaleza (CE). Além da visibilidade nacional, os autores das imagens vencedoras receberão premiação e reconhecimento durante a programação oficial do evento.
Um convite para contar histórias por meio da fotografia
Mais do que um concurso, o Olhares das Bacias pretende aproximar a sociedade do universo da gestão das águas, incentivando um olhar sensível sobre os rios, nascentes, lagoas, comunidades tradicionais, práticas culturais e demais elementos que compõem as bacias hidrográficas do Brasil.
Para a assessora de Comunicação do FNCBH, Thamires Mercês Gomes, a fotografia é uma poderosa ferramenta de sensibilização e mobilização social.
"Cada fotografia tem o potencial de revelar uma história, despertar emoções e fortalecer o sentimento de pertencimento em relação às nossas bacias hidrográficas. O Olhares das Bacias nasce para ampliar esse diálogo, aproximando a sociedade da pauta da governança das águas e mostrando que proteger os recursos hídricos é uma responsabilidade compartilhada."
Fotografias que valorizam os territórios e suas identidades
De acordo com Laurentino Gonçalves Dias Júnior, integrante da Comissão Organizadora do Prêmio de Fotografia, a proposta é construir um mosaico de olhares sobre a diversidade hídrica e cultural do país.
"O Brasil possui uma riqueza extraordinária de paisagens, culturas e modos de vida conectados às águas. Esperamos receber registros que expressem essa diversidade e evidenciem como a água está presente na identidade dos territórios, na memória das comunidades e na construção de um futuro mais sustentável."
Categorias e premiação
O concurso contempla duas categorias:
Paisagem;
Água, Cultura e Sociedade.
Além delas, haverá uma Premiação por Voto Popular, permitindo que o público participe da escolha de uma das fotografias finalistas.
Cada participante poderá inscrever até duas fotografias inéditas e originais, conforme as regras estabelecidas no edital. As imagens serão avaliadas por uma comissão julgadora composta por especialistas, considerando critérios como adequação ao tema, originalidade, impacto visual e qualidade técnica.
As fotografias finalistas integrarão uma exposição durante o 27º ENCOB, fortalecendo o papel da fotografia como instrumento de valorização dos territórios e de promoção da cultura da água.
Inscrições abertas
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas conforme as orientações disponíveis no edital publicado pelo FNCBH.
O Fórum convida fotógrafos, integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas, estudantes, pesquisadores e toda a sociedade a participar da iniciativa, compartilhando imagens que evidenciem a importância das águas brasileiras e inspirem reflexões sobre a governança, a conservação e o uso sustentável dos recursos hídricos.
Confira o edital completo, inscreva sua fotografia e faça parte dessa iniciativa que celebra a riqueza das bacias hidrográficas brasileiras por meio da arte e da fotografia.Edital
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No dia 29 de julho de 2026, ocorreu o Seminário "Água que Une - integração, sensibilização e comunicação que transformam", promovido pelo Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do MIDR - Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, em parceria com o FNCBH - Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas. O evento aconteceu em Brasília, na sede da ANA - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.
A atividade evento teve como objetivo fortalecer a integração entre os integrantes do SINGREH - Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, promovendo debates sobre os desafios e perspectivas da Política Nacional de Recursos Hídricos, em preparação aos seus trinta anos de implantação e ao processo brasileiro rumo à Conferência da ONU sobre Água.
Durante a programação foram discutidos temas relacionados à comunicação e mobilização social, educação ambiental, governança dos comitês de bacias, revitalização de bacias hidrográficas, financiamento das ações, inovação, inteligência territorial e a proposta de criação da Rede de Secretarias Executivas dos Colegiados do SINGREH. Também foram realizadas oficinas temáticas que resultaram na consolidação de propostas e diretrizes estratégicas para o fortalecimento da gestão participativa das águas.
3ª Reunião Ordinária de 2026 do Colegiado Coordenador
Nos dias 30 e 31 de julho de 2026, no mesmo local foi promovida a 3ª Reunião Ordinária do Colegiado Coordenador do FNCBH. O encontro contemplou a apresentação da situação da gestão de recursos hídricos no Distrito Federal, informes da Coordenação Geral do FNCBH e dos representantes do CNRH - Conselho Nacional de Recursos Hídricos, além da aprovação do edital de moções do ENCOB 2026. Também foram promovidos debates sobre os impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos, incluindo visita técnica à Sala de Situação da ANA.
Na sequência, foram apresentados os relatos dos grupos de trabalho e das comissões temáticas do FNCBH, discutidas propostas para a organização dos futuros ERCOBs - Encontros Regionais de Comitês de Bacias Hidrográficas, a partir de uma divisão por bacias hidrográficas e não por regiões geopolíticas, como está estabelecido, atualmente. Foram feitos esclarecimentos e encaminhamentos para a realização do 27º ENCOB, programado para dezembro, e realizada uma mesa de diálogo sobre a cobrança pelo uso dos recursos hídricos como instrumento de fortalecimento das políticas nacional e estaduais de recursos hídricos e da atuação dos comitês de bacias hidrográficas.
A participação nos dois eventos contribuiu para o acompanhamento das discussões estratégicas relacionadas ao aperfeiçoamento da governança das águas no Brasil, ao fortalecimento institucional dos comitês e às ações preparatórias para os próximos desafios do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, permitindo que o CBH Doce permaneça alinhado às diretrizes e debates nacionais sobre a gestão integrada dos recursos hídricos.
Assessoria de imprensa do FNCBH
Monitoramento permanente das condições dos reservatórios, das vazões e das previsões climáticas fortalece a gestão integrada dos recursos hídricos da bacia
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) participou da 7ª Reunião da Sala de Acompanhamento do Sistema Hídrico do Rio São Francisco, promovida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Realizado de forma virtual, o encontro contou também com a participação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), além de representantes de outras instituições ligadas à gestão dos recursos hídricos.
A Sala de Acompanhamento integra o calendário permanente da ANA e tem como objetivo promover o compartilhamento de informações técnicas entre órgãos gestores, operadores do sistema elétrico, instituições de monitoramento meteorológico e representantes dos usuários da água. A iniciativa contribui para uma gestão cada vez mais integrada, transparente e baseada em dados, fortalecendo a segurança hídrica da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
Durante a reunião, foram apresentados os boletins hidrológicos atualizados, com informações sobre os níveis de armazenamento dos principais reservatórios, o comportamento das vazões observadas ao longo da bacia e as previsões meteorológicas e hidrológicas para as próximas semanas. Também foram discutidas as condições operativas dos reservatórios estratégicos do Sistema São Francisco, fundamentais para subsidiar decisões relacionadas aos múltiplos usos da água, como abastecimento humano, irrigação, geração de energia, navegação e conservação ambiental.
Cenário do período seco
As apresentações confirmaram que a bacia do Rio São Francisco está plenamente inserida no período seco, caracterizado pela baixa ocorrência de chuvas e maior previsibilidade das condições hidrológicas. Nos últimos 30 dias, a maior parte da bacia registrou precipitações reduzidas, situação considerada normal para esta época do ano. Em algumas áreas do Alto São Francisco foram observados volumes ligeiramente acima da média, enquanto trechos do Baixo São Francisco registraram chuvas abaixo da climatologia.
Ao analisar todo o ano hidrológico, iniciado em outubro, os especialistas destacaram que, embora as chuvas de janeiro, fevereiro e março tenham contribuído para recuperar parte das vazões, o acumulado da bacia permanece abaixo da média histórica. Segundo os dados apresentados, a precipitação acumulada representa cerca de 89% da média esperada para o período, reflexo de um início de estação chuvosa mais fraco, compensado parcialmente pelas chuvas registradas no primeiro trimestre de 2026.
Em Três Marias, o cenário foi considerado relativamente favorável. As chuvas registradas no início do ano permitiram que as vazões retornassem a patamares próximos da média histórica, embora o monitoramento indique condições de seca fraca na região. Já a área de influência de Sobradinho permanece em situação de maior restrição hídrica, com tendência de vazões naturais abaixo da média durante o restante do período seco.
Previsão indica continuidade do tempo seco
As previsões meteorológicas apresentadas pelo CEMADEN e pelo INMET convergem para a manutenção de condições predominantemente secas nas próximas semanas. Para grande parte da bacia, a expectativa é de ausência de chuvas significativas, com possibilidade apenas de precipitações pontuais no Alto São Francisco, especialmente na região de Três Marias, favorecidas por sistemas frontais que eventualmente podem alcançar o sul de Minas Gerais.
Também foi destacado que as temperaturas deverão permanecer acima da média durante os próximos meses, cenário associado à permanência do fenômeno El Niño. As projeções climáticas indicam que o fenômeno deve persistir até o final do ano, aumentando a probabilidade de temperaturas elevadas e reduzindo as chances de recuperação hídrica, principalmente nas regiões do Médio e Submédio São Francisco.
Reservatórios apresentam situação confortável
Apesar da redução gradual das afluências, o panorama dos principais reservatórios da bacia foi considerado satisfatório. Em Três Marias, o volume armazenado permanece próximo de 95% da capacidade útil, enquanto Sobradinho registra cerca de 85%. A avaliação apresentada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico indica que esses volumes garantem segurança operacional para o atendimento aos múltiplos usos da água durante o período seco.
As projeções operativas indicam que as defluências deverão permanecer praticamente estáveis nos próximos meses, acompanhando o comportamento esperado das vazões naturais. Em Três Marias, a expectativa é de manutenção das descargas em torno de 400 m³/s, enquanto Sobradinho deverá seguir operando com vazões compatíveis com a atual disponibilidade hídrica e as necessidades de abastecimento, geração de energia e demais usos múltiplos da água.
Monitoramento permanente
Durante a reunião, as instituições ressaltaram que o acompanhamento contínuo das condições meteorológicas, hidrológicas e operacionais continuará sendo fundamental ao longo dos próximos meses. Embora o cenário atual seja considerado estável, o comportamento da próxima estação chuvosa, especialmente entre outubro e dezembro, será decisivo para a recuperação das vazões e para o planejamento da operação dos reservatórios em 2027.
O trabalho integrado desenvolvido pela Sala de Acompanhamento permite reunir informações técnicas atualizadas e subsidiar decisões relacionadas à gestão do Sistema Hídrico do Rio São Francisco, contribuindo para a segurança hídrica da bacia e para o atendimento equilibrado dos diferentes usos da água.
Assista a reunião na íntegra em: https://www.youtube.com/live/LRFh7SfHyyEAs apresentações da reunião podem ser baixadas em: https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/monitoramento-e-eventos-criticos/eventos-criticos/apresentacoes-das-reunioes/apresentacoes-das-reunioes
Fonte: CBH São Francisco, publicado em 13/07/2026
Evento da Câmara Técnica de Saneamento reunirá especialistas, gestores e operadores para debater soluções em hidrometria, telemetria e gestão ativa dos sistemas de abastecimento
A busca por soluções capazes de reduzir as perdas de água nos sistemas de abastecimento será o foco do Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”, promovido pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) dos Comitês PCJ, com o apoio da Agência das Bacias PCJ, Ares-PCJ e Consórcio PCJ. O evento será realizado no dia 13 de agosto de 2026, das 9h às 12h15, no Auditório Planeta Água, na sede administrativa da DAE Jundiaí, em Jundiaí (SP).
Voltado a gestores públicos, engenheiros, técnicos de operadoras de saneamento, especialistas do setor, estudantes e demais interessados, o encontro reunirá profissionais para discutir tecnologias e estratégias que contribuem para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento de água, além de apresentar as soluções mais modernas do mercado de micromedição e no controle do consumo de água tratada.
Nas Bacias PCJ, o controle das perdas de água é um dos principais desafios para a gestão dos recursos hídricos. Além de comprometer a eficiência operacional dos serviços de abastecimento, as perdas aumentam a pressão sobre a disponibilidade hídrica da região. Nesse contexto, o evento busca apresentar ferramentas e experiências capazes de auxiliar os municípios e prestadores de serviços na modernização de seus sistemas.
Segundo o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, o encontro foi planejado para disseminar conhecimento técnico e promover a troca de experiências entre os prestadores de serviços de saneamento. “Este encontro tem como objetivo apresentar boas práticas e metodologias para orientar os prestadores de serviços de saneamento das Bacias PCJ sobre quando substituir os hidrômetros e qual tecnologia é a mais adequada para cada perfil de consumidor. Além da capacitação técnica, o evento fortalece a troca de experiências entre os municípios. Ao ampliar e padronizar o conhecimento sobre o combate às perdas de água, os serviços de saneamento ganham eficiência operacional, aumentam sua sustentabilidade financeira e garantem que a água tratada cumpra seu papel social e ambiental, em vez de ser desperdiçada por falhas de medição”, afirma.
A programação contará com painéis dedicados à hidrometria, à aplicação de tecnologias de transmissão de dados, como telemetria e Internet das Coisas (IoT), e à gestão ativa das redes de abastecimento. Os especialistas convidados abordarão critérios técnicos para a escolha do hidrômetro mais adequado a diferentes perfis de consumidores, desde ligações residenciais até grandes usuários industriais, além de apresentar um panorama das tecnologias atualmente disponíveis no mercado.
Outro destaque será a importância do monitoramento em tempo real dos dados de consumo, recurso que tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para identificar vazamentos ocultos, reduzir submedições, detectar fraudes e apoiar a tomada de decisões pelos operadores dos sistemas de abastecimento.
Para o secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, o encontro contribui diretamente para fortalecer a segurança hídrica da região. “As Bacias PCJ são uma região densamente povoada, onde a maior pressão sobre os recursos hídricos decorre da demanda pelo abastecimento público. Nesse contexto, este encontro representa uma importante oportunidade para que especialistas, operadores, gestores públicos, fabricantes e a academia compartilhem conhecimentos e desenvolvam soluções inovadoras para enfrentar um dos principais desafios apontados no Plano das Bacias PCJ: a redução das perdas de água. A hidrometria se mostra uma ferramenta estratégica para a gestão do abastecimento, pois permite monitorar o consumo em tempo real, identificar perdas e fraudes e subsidiar decisões mais precisas. Além disso, a escolha adequada dos equipamentos de medição aumenta a confiabilidade das informações, aprimora a eficiência operacional, reduz a necessidade de captação nos mananciais e fortalece a resiliência hídrica das Bacias PCJ, especialmente nos períodos de estiagem”, destaca.
GRATUITO
O Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas” é gratuito. Para participar, é necessário realizar inscrição pelo link: https://bit.ly/Inscricao_CT-SA2026.
SERVIÇO
Encontro Técnico “ Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”
Data: 13 de agosto de 2026 (quinta-feira)
Horário: das 9h às 12h15
Local: Auditório Planeta Água – sede administrativa da DAE Jundiaí
Endereço: Avenida Alexandre Ludke, 1500 – Vila Bandeirantes – Jundiaí (SP)
Inscrições gratuitas: https://bit.ly/Inscricao_CT-SA2026
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Informações para a imprensa: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Realização: CT-SA / Comitês PCJ
Apoio: Agência das Bacias PCJ, Ares PCJ e Consórcio PCJ
Programação:
9h00 – Boas-vindas
9h30 – Abertura
DAE Jundiaí;Consórcio PCJ; Agência das Bacias PCJ; Ares PCJ; Comitês PCJ e Câmara Técnica de Saneamento
10:00 – Importância da medição e critérios da agência reguladora na fiscalização – A hidrometria no olhar da Regulação, critérios e normativas Rodrigo Leitão (Diretor da Ares-PCJ)
10:50 – A substituição de hidrômetros no olhar do prestador – Marcelo Costa (DAE-Jundiaí)
11:40 – Perguntas e Discussões
12:15 – Encerramento
Fonte: Bacias PCJ, publicado em 23 de julho de 2026
A configuração do El Niño 2026–2027 jdeve exigir atenção permanente de gestores, pesquisadores, órgãos de monitoramento e da sociedade. É o que destaca a presidente da ABRHidro, Suzana Montenegro, em áudio no qual comenta o cenário climático, seus possíveis impactos sobre os recursos hídricos e a importância de uma atuação preventiva diante do fenômeno.
Em sua análise, Suzana Montenegro ressalta que o aquecimento do Pacífico Equatorial já configura uma anomalia observada, e não apenas uma projeção. Segundo ela, o ponto central agora é acompanhar como o fenômeno irá se manifestar no Brasil e quais impactos poderá gerar em diferentes setores, como economia, saúde, turismo, agricultura e, especialmente, recursos hídricos e desastres relacionados à água.
A presidente observa que os impactos podem variar regionalmente, incluindo maior risco de enchentes no Sul e secas mais acentuadas no Nordeste e no Norte. No entanto, ela destaca que a magnitude desses efeitos ainda depende de fatores que precisam ser monitorados continuamente, como a influência do Oceano Atlântico, que pode atenuar ou modificar os impactos esperados em determinadas regiões.
Como é possível conferir no anexo, ele confirma que, em junho de 2026, o fenômeno já estava configurado, com modelos indicando probabilidade acima de 90% de permanência até, pelo menos, o início de 2027 e alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte entre a primavera e o verão de 2026.
De acordo com o boletim, a previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 aponta, de forma geral, para chuvas acima da média em áreas da Região Sul e chuvas abaixo da média no centro-norte do país. O documento também alerta para temperaturas acima da média no segundo semestre, com possibilidade de aumento de ondas de calor e incêndios florestais.
O boletim desperta para a necessidade de acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas, justamente para monitorar possíveis impactos em diferentes áreas da economia brasileira e orientar ações de autoproteção da Defesa Civil.
Para Suzana, uma diferença importante em relação a eventos anteriores, como o El Niño de 2015–2016, está no avanço das ferramentas de previsão meteorológica e climática, hoje mais modernas e capazes de antecipar cenários com maior qualidade. Ela avalia que esse aprimoramento permite uma mudança fundamental: sair da lógica da gestão de crise, quando os desastres já estão instalados, e avançar para uma gestão de risco, baseada em planejamento, monitoramento, preparação e resposta antecipada.
A presidente também destaca o fortalecimento das parcerias entre instituições nacionais e internacionais. No Brasil, órgãos como ANA, SGB, Cemaden, INMET, INPE e Defesa Civil vêm atuando de forma articulada na emissão de boletins e painéis de acompanhamento. O próprio boletim aponta que a atuação antecipada e coordenada entre diferentes níveis de governo e instituições parceiras é essencial para reduzir os impactos do El Niño sobre a população brasileira.
Outro ponto destacado por Suzana é que uma seca meteorológica nem sempre se transforma imediatamente em seca hidrológica ou agrícola. Por isso, o acompanhamento das condições dos reservatórios, da umidade do solo, das chuvas observadas e das respostas das bacias hidrográficas será determinante para orientar decisões ao longo dos próximos meses.
Por meio de suas Comissões Técnicas, Regionais e associados, a Associação pode contribuir com análises, debates, produção de conhecimento e apoio à construção de estratégias de adaptação, resiliência e enfrentamento aos extremos climáticos.
A recomendação central é clara: acompanhar os boletins oficiais, fortalecer alianças, qualificar a comunicação de riscos e investir em planejamento. Como resume a presidente da ABRHidro, não se trata de “combater” o fenômeno, mas de ampliar a capacidade de adaptação, reduzir vulnerabilidades e preparar o país para impactos potencialmente mais severos em um cenário de mudanças climáticas.
Ouça o áudio na íntegra e siga acompanhando os canais da ABRHidro.
Fonte: Abrhidro, publicado em 24 de julho