O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH do Rio Pará) lança a cartilha “Água em disputa: conflitos e soluções na Bacia do Rio Pará”, publicação que apresenta de forma didática como surgem os conflitos pelo uso dos recursos hídricos e quais instrumentos podem contribuir para sua prevenção e solução. O material aborda situações relacionadas à quantidade e à qualidade da água, à disputa entre diferentes usos e aos impactos que captações realizadas a montante podem provocar para usuários localizados a jusante.
Além de explicar a legislação e os instrumentos de gestão dos recursos hídricos, a cartilha destaca o papel dos Comitês de Bacia como espaços de diálogo e construção coletiva de soluções. A publicação também apresenta a atuação do CBH do Rio Pará na mediação de conflitos e mostra como a participação do poder público, dos usuários de água e da sociedade civil contribui para decisões mais equilibradas e para o uso sustentável dos recursos hídricos.
Clique aqui e confira o material na íntegra!
Fonte: XX, publicado em 30/07/2026
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Plenária dos colegiados, realizada em Mogi Mirim, também aprovou novo edital para financiar ações da Política de Mananciais PCJ em 2027, com previsão de até R$ 5 milhões disponíveis
Os Comitês PCJ destinarão cerca de R$ 24,3 milhões arrecadados nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí para ações voltadas à melhoria da gestão dos recursos hídricos. Os recursos contemplam oito empreendimentos em sete municípios: Amparo, Bragança Paulista, Piracicaba, Pedreira, Santo Antônio de Posse, São Pedro e Valinhos. As indicações foram aprovadas durante a 34ª Reunião Extraordinária dos colegiados — CBH-PCJ, PCJ FEDERAL e CBH-PJ1 — realizada nesta quinta-feira (27), no Clube Mogiano, em Mogi Mirim (SP). Outras importantes deliberações também receberam aval dos membros durante o encontro.
Na abertura, o presidente dos Comitês PCJ e prefeito de Piracicaba, Helinho Zanatta, destacou a importância da atuação dos colegiados no financiamento de ações para a melhoria da qualidade e da quantidade de água na região. “A atuação dos Comitês PCJ é um sucesso para que a gente avance no saneamento das nossas bacias daqui do estado de São Paulo e de Minas Gerais”, ressaltou.
O diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, ressaltou a importância das decisões tomadas durante a plenária. “Foi mais uma plenária, um marco importante na história dos Comitês PCJ, na qual foram deliberados assuntos importantes, desde recursos financeiros para tratamento de esgoto, para combate ao desperdício de água na rede de distribuição, para recomposição florestal e outras atividades. Isso tudo é importante porque está em um planejamento das Bacias PCJ, que visa melhorar tanto a quantidade de água que passa pelos nossos rios quanto a qualidade da água que está ali no rio. Isso tudo é fundamental para o dia a dia de hoje da nossa sociedade, mas também para garantir que haverá água em quantidade e qualidade para o futuro. Então, as decisões de hoje foram importantíssimas, com uma presença maciça aqui dos membros dos colegiados e vários prefeitos. Só engrandeceu as várias decisões que os Comitês tomaram hoje aqui”, afirmou.
Investimentos em saneamento
Os oito empreendimentos indicados pelos Comitês PCJ somam investimento global de aproximadamente R$ 28,5 milhões, sendo cerca de R$ 24,3 milhões em repasses dos Comitês PCJ e R$ 4,2 milhões em contrapartidas dos tomadores.
Os recursos serão destinados às prefeituras de Bragança Paulista, Pedreira, Piracicaba, São Pedro e Santo Antônio de Posse, além do Departamento de Água e Esgoto de Valinhos (DAEV S.A.) e dos Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs) de São Pedro e Amparo. Os repasses dos Comitês PCJ ocorrem desde 1994, um ano após a instalação do colegiado paulista.
Em Amparo, Bragança Paulista, Pedreira e Piracicaba, os recursos serão destinados à elaboração de Planos Diretores de Macrodrenagem e/ou de Manejo de Águas Pluviais. Em Valinhos, o investimento será aplicado em ações de combate às perdas de água, incluindo a substituição de redes de cimento-amianto, a setorização e a implantação de macromedidor no Jardim Pinheiros. Em Santo Antônio de Posse, será executada uma obra de setorização, com substituição de redes de distribuição de água em uma região do município. Já pelos SAAEs de São Pedro e Amparo serão implantadas Estações de Tratamento de Lodo (ETLs).
Os contratos de repasse deverão ser assinados até o final deste ano, e os tomadores serão responsáveis pela realização das licitações no primeiro semestre de 2027. Confira a tabela com a lista de empreendimentos neste link: https://bit.ly/RepassesPCJAgosto2026.
A partir de 2027, os valores máximos de repasse por tomador passarão a ser de R$ 12 milhões para obras, serviços e equipamentos na modalidade reembolsável e de R$ 8 milhões na modalidade não reembolsável. Para estudos, planos e projetos, permanece o limite máximo de R$ 1,5 milhão. A Agência das Bacias PCJ estima disponibilidade superior a R$ 70 milhões em recursos para o próximo exercício.
Os investimentos na gestão dos recursos hídricos são definidos pelos Comitês de Bacia Hidrográfica — órgãos colegiados compostos por poder público, sociedade civil e usuários de água. Com orçamento próprio, os recursos financeiros vêm da cobrança pelo uso da água e são aplicados após decisão colegiada dos Comitês e executada pelas Agências de Bacia em projetos e ações previstos nos Planos de Recursos Hídricos, voltados desde o saneamento até a recuperação e proteção dos mananciais.
Proteção de mananciais
Também foi aprovada a deliberação que institui o Ato Convocatório do Chamamento Público de Projetos nº 01/2026, voltado à proteção e conservação dos recursos hídricos, com execução prevista para 2027. A estimativa é de que sejam disponibilizados entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões para investimentos nos municípios.
As ações previstas buscam promover a recuperação, a conservação e a proteção dos mananciais das Bacias PCJ; contribuir para o cumprimento das metas do Caderno Temático de Uso da Água e do Solo no Meio Rural e Recomposição Florestal do Plano das Bacias PCJ 2020-2035; e incentivar iniciativas de adequação ambiental, restauração florestal, saneamento rural em áreas estratégicas e pagamento por serviços ambientais (PSA).
Na plenária, ficou definido que as contrapartidas financeiras dos tomadores variarão entre 2% e 10% do total do repasse, conforme o número de habitantes do município. No caso de PSA, a contrapartida será de 50%. Os investimentos serão realizados com recursos da Cobrança PCJ Federal.
O edital será publicado e divulgado pela Agência das Bacias PCJ em breve. O período de inscrições está previsto entre 8 de setembro e 11 de dezembro de 2026, enquanto a assinatura dos contratos deverá ocorrer em outubro de 2027, após a conclusão do processo seletivo.
O secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, reforçou os efeitos positivos da iniciativa, realizada anualmente pelos colegiados. “Esse edital é importante porque vai permitir que todas as prefeituras utilizem recursos da cobrança para fazer a restauração florestal nos seus municípios. Isso garante segurança hídrica. Uma vez que você vai ter investimentos tanto para questões relacionadas aos Projetos Integrais de Propriedade, como também os processos de revegetação das áreas lindeiras para que a gente consiga ter sustentabilidade tanto do ponto de vista de qualidade quanto da quantidade de água”, explicou.
Protocolo de Monitoramento da Governança das Águas
Os membros da plenária também aprovaram a adesão dos Comitês PCJ ao Protocolo de Monitoramento da Governança das Águas, apresentada por Ângelo Lima, secretário-executivo do Observatório de Governança das Águas (OGA). A formalização da adesão ocorreu durante a reunião.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer o acompanhamento da governança dos recursos hídricos por meio de indicadores voltados ao aprimoramento da gestão integrada, participativa e descentralizada.
A coleta, a organização e o acompanhamento das informações ficarão sob responsabilidade das coordenações das câmaras técnicas dos Comitês PCJ, que também deverão acompanhar a aplicação dos indicadores e o desenvolvimento do processo de monitoramento.
Regimento das câmaras técnicas, processo eleitoral e GT-Empreendimentos
A plenária também aprovou temas relacionados ao funcionamento interno dos Comitês PCJ. Na ocasião, foram ratificadas as normas do Regimento Geral das Câmaras Técnicas, reforçando a segurança jurídica para o funcionamento dos colegiados. A consulta à legislação interna pode ser feita neste link: https://legislacaodigital.com.br/FundacaoAgenciadasBaciasPCJ-SP.
“É uma organização de todos os três colegiados, uma vez que a gente fez um trabalho de pegar todas as deliberações ao longo da história dos Comitês, fazer um pente-fino e verificar todas as necessidades de ajustes que precisam ser feitas nas deliberações. E essa deliberação veio para ajustar todos esses problemas que identificamos desde o começo dos Comitês. Então, é um processo importante, de transparência e de governança bastante importante para as nossas bacias”, comentou Denis Herisson.
Também foi aprovada a deliberação que estabelece o calendário, o edital, as regras do processo eleitoral e a criação da Comissão Eleitoral para a eleição do CBH-PCJ e do PCJ Federal, para o mandato 2027-2029. A formação da comissão foi concluída durante o encontro.
Conforme deliberação recente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, os mandatos passarão a ter quatro anos a partir de 2029. O processo eleitoral atual, entretanto, seguirá com mandato de dois anos.
Os Comitês PCJ ainda ratificaram o referendo de pareceres técnicos emitidos pelo GT-Empreendimentos e aprovaram a atualização das regras de organização, atribuições e fluxo de trabalho de análises de projetos pelo grupo.
Edital de patrocínios
Ao final da reunião, os membros dos colegiados aprovaram a abertura de um edital de seleção de patrocínios para 2027, com orçamento de R$ 315 mil. Desse total, R$ 80 mil serão destinados a eventos e iniciativas selecionados por edital, enquanto R$ 235 mil serão direcionados a ações promovidas por instituições do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), como o CNRH, conselhos estaduais, órgãos gestores, comitês de bacias, a ANA e agências de água.
Também foram aprovadas cotas de patrocínio para o Encob 2026 (Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas), que será realizado em dezembro, em Fortaleza (CE), e para o II Fórum Latino-Americano da Água, previsto para o fim de novembro, em Foz do Iguaçu (PR).
Mesa de trabalho
Além de Zanatta, Razera e Denis Herisson, a mesa de trabalho da plenária foi formada pela presidente do Comitê Mineiro (CBH-PJ1) e 1ª vice-presidente do Comitê PCJ Federal, Mylena de Oliveira; secretário-executivo do CBH-PJ1, Adilson Ramos; e pelos prefeitos Paulo de Oliveira e Silva (Mogi Mirim), Carlos Alberto Martins (Amparo), Thiago Silvério da Silva (São Pedro) e José Ricardo Cortez (Santo Antônio de Posse).
O encontro ainda contou com a apresentação do maestro Carlos Lima, coordenador-geral da Banda Lyra Mojimiriana, e dos músicos Luis Eduardo Pimentel Joaquim e Daniela Sobottka.
A plenária é organizada pela Coordenação de Apoio ao Sistema de Gestão de Recursos Hídricos da Agência das Bacias PCJ, responsável também pela organização das reuniões das câmaras técnicas e dos grupos de trabalho dos Comitês PCJ.
Fonte: Comitês PCJ, publicado em 28 de agosto de 2026
Evento será realizado de 7 a 12 de dezembro, em Fortaleza (CE), reunindo representantes de Comitês de Bacias Hidrográficas, especialistas, gestores, instituições, sociedade civil e setor produtivo
A programação preliminar do 27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (27º ENCOB) já está disponível e começa a revelar a dimensão de um dos principais encontros brasileiros dedicados à gestão participativa das águas.
Com o tema “Água, Governança e Inclusão: Conexões para o Futuro das Bacias”, o 27º ENCOB será realizado de 7 a 12 de dezembro de 2026, em Fortaleza (CE), reunindo diferentes vozes e perspectivas para discutir os desafios e as oportunidades relacionados à água, à sustentabilidade e à governança dos recursos hídricos.
A programação foi construída para promover não apenas debates técnicos, mas também trocas de experiências, diálogo entre diferentes setores e reflexão sobre o futuro das bacias hidrográficas. A proposta é aproximar conhecimento, território e participação social, valorizando a diversidade de atores que fazem parte da gestão das águas no Brasil.
Segundo Thamires Mercês Gomes, componente da Comissão de Organização Geral do 27º ENCOB e integrante da Comissão de Programação, a construção da agenda buscou traduzir a pluralidade que caracteriza os Comitês de Bacias Hidrográficas.
“Estamos construindo uma programação que pretende ir além das discussões tradicionais sobre recursos hídricos. Queremos trazer diferentes olhares, experiências e conhecimentos para que o participante se reconheça nos debates e, ao mesmo tempo, saia provocado a pensar em novas possibilidades para a gestão das águas.”
Para Áquila Gondim, membro da Comissão de Programação, a agenda foi pensada para estimular conexões e ampliar o diálogo entre diferentes segmentos.
“A programação foi construída pensando na diversidade de pessoas e instituições que participam do ENCOB. A ideia é oferecer conteúdos relevantes, provocar discussões e criar espaços para que experiências diferentes possam se encontrar. O resultado é uma agenda bastante dinâmica e conectada aos desafios atuais da gestão das águas.”
Ao longo dos seis dias de evento, o público poderá acompanhar uma programação que reúne painéis, diálogos, debates e momentos de integração, abordando temas relacionados à governança da água, sustentabilidade, mudanças climáticas, cidades, produção, energia, inovação, participação social, povos e comunidades tradicionais, comunicação, dados, segurança hídrica e os diferentes usos da água.
Mais do que acompanhar uma série de atividades, participar do 27º ENCOB será uma oportunidade de encontrar quem vive, pesquisa, administra, utiliza e defende as águas brasileiras, fortalecendo a articulação entre os Comitês de Bacias e os diversos setores envolvidos na construção de uma gestão hídrica cada vez mais democrática e integrada.
A programação disponibilizada neste momento é preliminar e poderá passar por atualizações até a realização do evento.
A programação preliminar já está disponível para consulta. Acesse, confira os temas e prepare-se para viver o 27º ENCOB.
Clique aqui para baixar a programação preliminar do 27º ENCOB.
Programação Preliminar
27º ENCOB — Água, Governança e Inclusão: Conexões para o Futuro das Bacias7 a 12 de dezembro de 2026 | Fortaleza – Ceará
Nova data amplia a oportunidade para pesquisadores, profissionais e integrantes do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos apresentarem experiências e conhecimentos durante o maior encontro nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas
O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) prorrogou até 5 de setembro de 2026 o prazo para submissão de trabalhos ao 27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), que será realizado de 7 a 12 de dezembro, em Fortaleza (CE).
A prorrogação amplia a oportunidade para pesquisadores, profissionais, estudantes, integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas, instituições públicas e privadas e demais atores envolvidos na gestão dos recursos hídricos compartilharem conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas às águas e à governança das bacias hidrográficas.
As submissões podem ser realizadas nas modalidades artigo científico, revisão bibliográfica, relato de experiência e vídeo curto. Os modelos e orientações para elaboração dos trabalhos estão disponíveis na plataforma oficial de inscrições do evento.
Inscrições e submissão de trabalhos:27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas – 27º ENCOB
Para Maria Cristina Bueno Coelho, presidente da Comissão de Diferentes Saberes e Competências do FNCBH, a ampliação do prazo fortalece a participação e a diversidade de conhecimentos no encontro.
“A prorrogação do prazo é uma oportunidade para ampliar a participação de diferentes segmentos e territórios no ENCOB. Queremos reunir trabalhos que expressem a diversidade de saberes, experiências e práticas que contribuem para a gestão das águas no Brasil. É um espaço importante para dar visibilidade ao conhecimento produzido nos territórios e promover o diálogo entre diferentes perspectivas.”
De acordo com Matheus Machado Cremonese, membro da Comissão de Diferentes Saberes e Competências do FNCBH e representante do CEIVAP, a submissão de trabalhos contribui para aproximar a produção de conhecimento da realidade vivenciada nas bacias hidrográficas.
“O ENCOB é um espaço de troca e construção coletiva. A submissão de trabalhos permite que experiências desenvolvidas nos Comitês, nas universidades, nas instituições e nos territórios sejam compartilhadas nacionalmente. É uma oportunidade de mostrar soluções, desafios e aprendizados que podem inspirar outras bacias.”
Diversidade de formatos
Nesta edição, o ENCOB recebe trabalhos em quatro modalidades, permitindo diferentes formas de apresentação e compartilhamento do conhecimento:
Artigo científico – destinado à apresentação de pesquisas e estudos científicos relacionados à temática dos recursos hídricos;
Revisão bibliográfica – voltada à sistematização e análise de conhecimentos já produzidos sobre determinado tema;
Relato de experiência – espaço para compartilhar práticas, projetos, iniciativas e experiências desenvolvidas nos territórios;
Vídeo curto – formato destinado à apresentação audiovisual de experiências, iniciativas, conhecimentos e perspectivas relacionadas à gestão das águas.
A diversidade de formatos busca valorizar não apenas a produção acadêmica, mas também o conhecimento construído a partir da prática e das experiências vivenciadas nos territórios.
Com o tema “Água, Governança e Inclusão: Conexões para o Futuro das Bacias”, o 27º ENCOB reunirá representantes de Comitês de Bacias Hidrográficas de todo o país, gestores públicos, pesquisadores, sociedade civil, usuários de água e demais atores envolvidos na construção da governança dos recursos hídricos.
O novo prazo para submissão de trabalhos é 5 de setembro de 2026.
Não perca a oportunidade de compartilhar seu conhecimento, sua pesquisa ou sua experiência com participantes de todo o Brasil no 27º ENCOB.
Iniciativa busca destacar, por meio da fotografia, a riqueza das bacias hidrográficas, seus territórios, culturas e a importância da governança participativa das águas. As imagens selecionadas serão expostas durante o 27º ENCOB, em Fortaleza (CE).
O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) lançou oficialmente o Olhares das Bacias – Prêmio de Fotografia, concurso nacional que convida fotógrafos amadores e profissionais a registrar, por diferentes perspectivas, a relação entre as águas, os territórios e as pessoas que fazem parte das bacias hidrográficas brasileiras.
Com o tema "Olhares sobre as águas: Governança e inclusão para o amanhã", a iniciativa busca estimular a produção de imagens que revelem não apenas a beleza das paisagens, mas também a conexão entre a água, a cultura, a identidade dos povos e a gestão participativa dos recursos hídricos.
As fotografias selecionadas farão parte de uma exposição durante o 27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), que será realizado de 7 a 12 de dezembro de 2026, em Fortaleza (CE). Além da visibilidade nacional, os autores das imagens vencedoras receberão premiação e reconhecimento durante a programação oficial do evento.
Um convite para contar histórias por meio da fotografia
Mais do que um concurso, o Olhares das Bacias pretende aproximar a sociedade do universo da gestão das águas, incentivando um olhar sensível sobre os rios, nascentes, lagoas, comunidades tradicionais, práticas culturais e demais elementos que compõem as bacias hidrográficas do Brasil.
Para a assessora de Comunicação do FNCBH, Thamires Mercês Gomes, a fotografia é uma poderosa ferramenta de sensibilização e mobilização social.
"Cada fotografia tem o potencial de revelar uma história, despertar emoções e fortalecer o sentimento de pertencimento em relação às nossas bacias hidrográficas. O Olhares das Bacias nasce para ampliar esse diálogo, aproximando a sociedade da pauta da governança das águas e mostrando que proteger os recursos hídricos é uma responsabilidade compartilhada."
Fotografias que valorizam os territórios e suas identidades
De acordo com Laurentino Gonçalves Dias Júnior, integrante da Comissão Organizadora do Prêmio de Fotografia, a proposta é construir um mosaico de olhares sobre a diversidade hídrica e cultural do país.
"O Brasil possui uma riqueza extraordinária de paisagens, culturas e modos de vida conectados às águas. Esperamos receber registros que expressem essa diversidade e evidenciem como a água está presente na identidade dos territórios, na memória das comunidades e na construção de um futuro mais sustentável."
Categorias e premiação
O concurso contempla duas categorias:
Paisagem;
Água, Cultura e Sociedade.
Além delas, haverá uma Premiação por Voto Popular, permitindo que o público participe da escolha de uma das fotografias finalistas.
Cada participante poderá inscrever até duas fotografias inéditas e originais, conforme as regras estabelecidas no edital. As imagens serão avaliadas por uma comissão julgadora composta por especialistas, considerando critérios como adequação ao tema, originalidade, impacto visual e qualidade técnica.
As fotografias finalistas integrarão uma exposição durante o 27º ENCOB, fortalecendo o papel da fotografia como instrumento de valorização dos territórios e de promoção da cultura da água.
Inscrições abertas
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas conforme as orientações disponíveis no edital publicado pelo FNCBH.
O Fórum convida fotógrafos, integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas, estudantes, pesquisadores e toda a sociedade a participar da iniciativa, compartilhando imagens que evidenciem a importância das águas brasileiras e inspirem reflexões sobre a governança, a conservação e o uso sustentável dos recursos hídricos.
Confira o edital completo, inscreva sua fotografia e faça parte dessa iniciativa que celebra a riqueza das bacias hidrográficas brasileiras por meio da arte e da fotografia.Edital
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No dia 29 de julho de 2026, ocorreu o Seminário "Água que Une - integração, sensibilização e comunicação que transformam", promovido pelo Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do MIDR - Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, em parceria com o FNCBH - Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas. O evento aconteceu em Brasília, na sede da ANA - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.
A atividade evento teve como objetivo fortalecer a integração entre os integrantes do SINGREH - Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, promovendo debates sobre os desafios e perspectivas da Política Nacional de Recursos Hídricos, em preparação aos seus trinta anos de implantação e ao processo brasileiro rumo à Conferência da ONU sobre Água.
Durante a programação foram discutidos temas relacionados à comunicação e mobilização social, educação ambiental, governança dos comitês de bacias, revitalização de bacias hidrográficas, financiamento das ações, inovação, inteligência territorial e a proposta de criação da Rede de Secretarias Executivas dos Colegiados do SINGREH. Também foram realizadas oficinas temáticas que resultaram na consolidação de propostas e diretrizes estratégicas para o fortalecimento da gestão participativa das águas.
3ª Reunião Ordinária de 2026 do Colegiado Coordenador
Nos dias 30 e 31 de julho de 2026, no mesmo local foi promovida a 3ª Reunião Ordinária do Colegiado Coordenador do FNCBH. O encontro contemplou a apresentação da situação da gestão de recursos hídricos no Distrito Federal, informes da Coordenação Geral do FNCBH e dos representantes do CNRH - Conselho Nacional de Recursos Hídricos, além da aprovação do edital de moções do ENCOB 2026. Também foram promovidos debates sobre os impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos, incluindo visita técnica à Sala de Situação da ANA.
Na sequência, foram apresentados os relatos dos grupos de trabalho e das comissões temáticas do FNCBH, discutidas propostas para a organização dos futuros ERCOBs - Encontros Regionais de Comitês de Bacias Hidrográficas, a partir de uma divisão por bacias hidrográficas e não por regiões geopolíticas, como está estabelecido, atualmente. Foram feitos esclarecimentos e encaminhamentos para a realização do 27º ENCOB, programado para dezembro, e realizada uma mesa de diálogo sobre a cobrança pelo uso dos recursos hídricos como instrumento de fortalecimento das políticas nacional e estaduais de recursos hídricos e da atuação dos comitês de bacias hidrográficas.
A participação nos dois eventos contribuiu para o acompanhamento das discussões estratégicas relacionadas ao aperfeiçoamento da governança das águas no Brasil, ao fortalecimento institucional dos comitês e às ações preparatórias para os próximos desafios do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, permitindo que o CBH Doce permaneça alinhado às diretrizes e debates nacionais sobre a gestão integrada dos recursos hídricos.
Assessoria de imprensa do FNCBH
Monitoramento permanente das condições dos reservatórios, das vazões e das previsões climáticas fortalece a gestão integrada dos recursos hídricos da bacia
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) participou da 7ª Reunião da Sala de Acompanhamento do Sistema Hídrico do Rio São Francisco, promovida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Realizado de forma virtual, o encontro contou também com a participação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), além de representantes de outras instituições ligadas à gestão dos recursos hídricos.
A Sala de Acompanhamento integra o calendário permanente da ANA e tem como objetivo promover o compartilhamento de informações técnicas entre órgãos gestores, operadores do sistema elétrico, instituições de monitoramento meteorológico e representantes dos usuários da água. A iniciativa contribui para uma gestão cada vez mais integrada, transparente e baseada em dados, fortalecendo a segurança hídrica da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
Durante a reunião, foram apresentados os boletins hidrológicos atualizados, com informações sobre os níveis de armazenamento dos principais reservatórios, o comportamento das vazões observadas ao longo da bacia e as previsões meteorológicas e hidrológicas para as próximas semanas. Também foram discutidas as condições operativas dos reservatórios estratégicos do Sistema São Francisco, fundamentais para subsidiar decisões relacionadas aos múltiplos usos da água, como abastecimento humano, irrigação, geração de energia, navegação e conservação ambiental.
Cenário do período seco
As apresentações confirmaram que a bacia do Rio São Francisco está plenamente inserida no período seco, caracterizado pela baixa ocorrência de chuvas e maior previsibilidade das condições hidrológicas. Nos últimos 30 dias, a maior parte da bacia registrou precipitações reduzidas, situação considerada normal para esta época do ano. Em algumas áreas do Alto São Francisco foram observados volumes ligeiramente acima da média, enquanto trechos do Baixo São Francisco registraram chuvas abaixo da climatologia.
Ao analisar todo o ano hidrológico, iniciado em outubro, os especialistas destacaram que, embora as chuvas de janeiro, fevereiro e março tenham contribuído para recuperar parte das vazões, o acumulado da bacia permanece abaixo da média histórica. Segundo os dados apresentados, a precipitação acumulada representa cerca de 89% da média esperada para o período, reflexo de um início de estação chuvosa mais fraco, compensado parcialmente pelas chuvas registradas no primeiro trimestre de 2026.
Em Três Marias, o cenário foi considerado relativamente favorável. As chuvas registradas no início do ano permitiram que as vazões retornassem a patamares próximos da média histórica, embora o monitoramento indique condições de seca fraca na região. Já a área de influência de Sobradinho permanece em situação de maior restrição hídrica, com tendência de vazões naturais abaixo da média durante o restante do período seco.
Previsão indica continuidade do tempo seco
As previsões meteorológicas apresentadas pelo CEMADEN e pelo INMET convergem para a manutenção de condições predominantemente secas nas próximas semanas. Para grande parte da bacia, a expectativa é de ausência de chuvas significativas, com possibilidade apenas de precipitações pontuais no Alto São Francisco, especialmente na região de Três Marias, favorecidas por sistemas frontais que eventualmente podem alcançar o sul de Minas Gerais.
Também foi destacado que as temperaturas deverão permanecer acima da média durante os próximos meses, cenário associado à permanência do fenômeno El Niño. As projeções climáticas indicam que o fenômeno deve persistir até o final do ano, aumentando a probabilidade de temperaturas elevadas e reduzindo as chances de recuperação hídrica, principalmente nas regiões do Médio e Submédio São Francisco.
Reservatórios apresentam situação confortável
Apesar da redução gradual das afluências, o panorama dos principais reservatórios da bacia foi considerado satisfatório. Em Três Marias, o volume armazenado permanece próximo de 95% da capacidade útil, enquanto Sobradinho registra cerca de 85%. A avaliação apresentada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico indica que esses volumes garantem segurança operacional para o atendimento aos múltiplos usos da água durante o período seco.
As projeções operativas indicam que as defluências deverão permanecer praticamente estáveis nos próximos meses, acompanhando o comportamento esperado das vazões naturais. Em Três Marias, a expectativa é de manutenção das descargas em torno de 400 m³/s, enquanto Sobradinho deverá seguir operando com vazões compatíveis com a atual disponibilidade hídrica e as necessidades de abastecimento, geração de energia e demais usos múltiplos da água.
Monitoramento permanente
Durante a reunião, as instituições ressaltaram que o acompanhamento contínuo das condições meteorológicas, hidrológicas e operacionais continuará sendo fundamental ao longo dos próximos meses. Embora o cenário atual seja considerado estável, o comportamento da próxima estação chuvosa, especialmente entre outubro e dezembro, será decisivo para a recuperação das vazões e para o planejamento da operação dos reservatórios em 2027.
O trabalho integrado desenvolvido pela Sala de Acompanhamento permite reunir informações técnicas atualizadas e subsidiar decisões relacionadas à gestão do Sistema Hídrico do Rio São Francisco, contribuindo para a segurança hídrica da bacia e para o atendimento equilibrado dos diferentes usos da água.
Assista a reunião na íntegra em: https://www.youtube.com/live/LRFh7SfHyyEAs apresentações da reunião podem ser baixadas em: https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/monitoramento-e-eventos-criticos/eventos-criticos/apresentacoes-das-reunioes/apresentacoes-das-reunioes
Fonte: CBH São Francisco, publicado em 13/07/2026
Evento da Câmara Técnica de Saneamento reunirá especialistas, gestores e operadores para debater soluções em hidrometria, telemetria e gestão ativa dos sistemas de abastecimento
A busca por soluções capazes de reduzir as perdas de água nos sistemas de abastecimento será o foco do Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”, promovido pela Câmara Técnica de Saneamento (CT-SA) dos Comitês PCJ, com o apoio da Agência das Bacias PCJ, Ares-PCJ e Consórcio PCJ. O evento será realizado no dia 13 de agosto de 2026, das 9h às 12h15, no Auditório Planeta Água, na sede administrativa da DAE Jundiaí, em Jundiaí (SP).
Voltado a gestores públicos, engenheiros, técnicos de operadoras de saneamento, especialistas do setor, estudantes e demais interessados, o encontro reunirá profissionais para discutir tecnologias e estratégias que contribuem para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento de água, além de apresentar as soluções mais modernas do mercado de micromedição e no controle do consumo de água tratada.
Nas Bacias PCJ, o controle das perdas de água é um dos principais desafios para a gestão dos recursos hídricos. Além de comprometer a eficiência operacional dos serviços de abastecimento, as perdas aumentam a pressão sobre a disponibilidade hídrica da região. Nesse contexto, o evento busca apresentar ferramentas e experiências capazes de auxiliar os municípios e prestadores de serviços na modernização de seus sistemas.
Segundo o coordenador da CT-SA, Mateus Arantes, o encontro foi planejado para disseminar conhecimento técnico e promover a troca de experiências entre os prestadores de serviços de saneamento. “Este encontro tem como objetivo apresentar boas práticas e metodologias para orientar os prestadores de serviços de saneamento das Bacias PCJ sobre quando substituir os hidrômetros e qual tecnologia é a mais adequada para cada perfil de consumidor. Além da capacitação técnica, o evento fortalece a troca de experiências entre os municípios. Ao ampliar e padronizar o conhecimento sobre o combate às perdas de água, os serviços de saneamento ganham eficiência operacional, aumentam sua sustentabilidade financeira e garantem que a água tratada cumpra seu papel social e ambiental, em vez de ser desperdiçada por falhas de medição”, afirma.
A programação contará com painéis dedicados à hidrometria, à aplicação de tecnologias de transmissão de dados, como telemetria e Internet das Coisas (IoT), e à gestão ativa das redes de abastecimento. Os especialistas convidados abordarão critérios técnicos para a escolha do hidrômetro mais adequado a diferentes perfis de consumidores, desde ligações residenciais até grandes usuários industriais, além de apresentar um panorama das tecnologias atualmente disponíveis no mercado.
Outro destaque será a importância do monitoramento em tempo real dos dados de consumo, recurso que tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para identificar vazamentos ocultos, reduzir submedições, detectar fraudes e apoiar a tomada de decisões pelos operadores dos sistemas de abastecimento.
Para o secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, o encontro contribui diretamente para fortalecer a segurança hídrica da região. “As Bacias PCJ são uma região densamente povoada, onde a maior pressão sobre os recursos hídricos decorre da demanda pelo abastecimento público. Nesse contexto, este encontro representa uma importante oportunidade para que especialistas, operadores, gestores públicos, fabricantes e a academia compartilhem conhecimentos e desenvolvam soluções inovadoras para enfrentar um dos principais desafios apontados no Plano das Bacias PCJ: a redução das perdas de água. A hidrometria se mostra uma ferramenta estratégica para a gestão do abastecimento, pois permite monitorar o consumo em tempo real, identificar perdas e fraudes e subsidiar decisões mais precisas. Além disso, a escolha adequada dos equipamentos de medição aumenta a confiabilidade das informações, aprimora a eficiência operacional, reduz a necessidade de captação nos mananciais e fortalece a resiliência hídrica das Bacias PCJ, especialmente nos períodos de estiagem”, destaca.
GRATUITO
O Encontro Técnico “Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas” é gratuito. Para participar, é necessário realizar inscrição pelo link: https://bit.ly/Inscricao_CT-SA2026.
SERVIÇO
Encontro Técnico “ Hidrometria e Tecnologia da Medição de Água no Combate às Perdas”
Data: 13 de agosto de 2026 (quinta-feira)
Horário: das 9h às 12h15
Local: Auditório Planeta Água – sede administrativa da DAE Jundiaí
Endereço: Avenida Alexandre Ludke, 1500 – Vila Bandeirantes – Jundiaí (SP)
Inscrições gratuitas: https://bit.ly/Inscricao_CT-SA2026
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Realização: CT-SA / Comitês PCJ
Apoio: Agência das Bacias PCJ, Ares PCJ e Consórcio PCJ
Programação:
9h00 – Boas-vindas
9h30 – Abertura
DAE Jundiaí;Consórcio PCJ; Agência das Bacias PCJ; Ares PCJ; Comitês PCJ e Câmara Técnica de Saneamento
10:00 – Importância da medição e critérios da agência reguladora na fiscalização – A hidrometria no olhar da Regulação, critérios e normativas Rodrigo Leitão (Diretor da Ares-PCJ)
10:50 – A substituição de hidrômetros no olhar do prestador – Marcelo Costa (DAE-Jundiaí)
11:40 – Perguntas e Discussões
12:15 – Encerramento
Fonte: Bacias PCJ, publicado em 23 de julho de 2026
A configuração do El Niño 2026–2027 jdeve exigir atenção permanente de gestores, pesquisadores, órgãos de monitoramento e da sociedade. É o que destaca a presidente da ABRHidro, Suzana Montenegro, em áudio no qual comenta o cenário climático, seus possíveis impactos sobre os recursos hídricos e a importância de uma atuação preventiva diante do fenômeno.
Em sua análise, Suzana Montenegro ressalta que o aquecimento do Pacífico Equatorial já configura uma anomalia observada, e não apenas uma projeção. Segundo ela, o ponto central agora é acompanhar como o fenômeno irá se manifestar no Brasil e quais impactos poderá gerar em diferentes setores, como economia, saúde, turismo, agricultura e, especialmente, recursos hídricos e desastres relacionados à água.
A presidente observa que os impactos podem variar regionalmente, incluindo maior risco de enchentes no Sul e secas mais acentuadas no Nordeste e no Norte. No entanto, ela destaca que a magnitude desses efeitos ainda depende de fatores que precisam ser monitorados continuamente, como a influência do Oceano Atlântico, que pode atenuar ou modificar os impactos esperados em determinadas regiões.
Como é possível conferir no anexo, ele confirma que, em junho de 2026, o fenômeno já estava configurado, com modelos indicando probabilidade acima de 90% de permanência até, pelo menos, o início de 2027 e alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte entre a primavera e o verão de 2026.
De acordo com o boletim, a previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 aponta, de forma geral, para chuvas acima da média em áreas da Região Sul e chuvas abaixo da média no centro-norte do país. O documento também alerta para temperaturas acima da média no segundo semestre, com possibilidade de aumento de ondas de calor e incêndios florestais.
O boletim desperta para a necessidade de acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas, justamente para monitorar possíveis impactos em diferentes áreas da economia brasileira e orientar ações de autoproteção da Defesa Civil.
Para Suzana, uma diferença importante em relação a eventos anteriores, como o El Niño de 2015–2016, está no avanço das ferramentas de previsão meteorológica e climática, hoje mais modernas e capazes de antecipar cenários com maior qualidade. Ela avalia que esse aprimoramento permite uma mudança fundamental: sair da lógica da gestão de crise, quando os desastres já estão instalados, e avançar para uma gestão de risco, baseada em planejamento, monitoramento, preparação e resposta antecipada.
A presidente também destaca o fortalecimento das parcerias entre instituições nacionais e internacionais. No Brasil, órgãos como ANA, SGB, Cemaden, INMET, INPE e Defesa Civil vêm atuando de forma articulada na emissão de boletins e painéis de acompanhamento. O próprio boletim aponta que a atuação antecipada e coordenada entre diferentes níveis de governo e instituições parceiras é essencial para reduzir os impactos do El Niño sobre a população brasileira.
Outro ponto destacado por Suzana é que uma seca meteorológica nem sempre se transforma imediatamente em seca hidrológica ou agrícola. Por isso, o acompanhamento das condições dos reservatórios, da umidade do solo, das chuvas observadas e das respostas das bacias hidrográficas será determinante para orientar decisões ao longo dos próximos meses.
Por meio de suas Comissões Técnicas, Regionais e associados, a Associação pode contribuir com análises, debates, produção de conhecimento e apoio à construção de estratégias de adaptação, resiliência e enfrentamento aos extremos climáticos.
A recomendação central é clara: acompanhar os boletins oficiais, fortalecer alianças, qualificar a comunicação de riscos e investir em planejamento. Como resume a presidente da ABRHidro, não se trata de “combater” o fenômeno, mas de ampliar a capacidade de adaptação, reduzir vulnerabilidades e preparar o país para impactos potencialmente mais severos em um cenário de mudanças climáticas.
Ouça o áudio na íntegra e siga acompanhando os canais da ABRHidro.
Fonte: Abrhidro, publicado em 24 de julho
Diante das previsões de chuvas intensas para os próximos dias no Rio Grande do Sul, associados da ABRHidro elaboraram uma nota técnica sobre previsão, alerta e preparação para eventos hidrometeorológicos. O material, atualizado em 16 de julho de 2026, às 18h, orienta a leitura qualificada do cenário e reforça a importância da preparação antecipada por parte da população, dos municípios e dos órgãos responsáveis pela resposta.
A análise alerta que o Estado volta a enfrentar condições capazes de produzir alagamentos, enxurradas, inundações e movimentos de massa, com possíveis impactos sobre moradias, estradas, pontes, comunidades e serviços essenciais. A nota destaca, porém, que previsão não significa certeza de impacto, mas representa uma janela de oportunidade para reduzir danos caso o evento se materialize.
O documento foi elaborado pelos associados Daniel Gustavo Allasia (UFSM), Fernando Dornelles (UFRGS), João Francisco Carlexo Horn (UFSM) e Rutineia Tassi (UFSM), com base em informações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, INMET e Cemaden/MCTI.
Entre os pontos centrais, o texto ressalta que o momento exige atenção, não pânico, e que as previsões devem ser acompanhadas continuamente, pois novos dados podem alterar a magnitude e a distribuição espacial do evento.
A nota também explica que chuvas intensas só se transformam em desastre quando encontram populações, infraestrutura e serviços expostos e vulneráveis. Por isso, recomenda medidas como integração entre previsão meteorológica e hidrológica, ativação de planos de contingência, pré-posicionamento de equipes e recursos, verificação de estruturas e serviços essenciais, comunicação clara e combate à desinformação.
A ABRHidro sugere a leitura integral da nota, especialmente por gestores públicos, profissionais da área, comunicadores, pesquisadores, representantes de instituições e comunidades localizadas em áreas suscetíveis.
Leia na íntegra aqui.
Fonte: ABRHidro, publicado em 17 jul.
Documento reforça que a água deve ocupar lugar central nas políticas públicas e apresenta compromissos essenciais para fortalecer a gestão das águas no Brasil.
O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) lançou uma Carta Aberta aos Candidatos e Candidatas aos cargos eletivos nas Eleições 2026, conclamando todos os postulantes aos cargos dos Poderes Executivo e Legislativo a assumirem um compromisso público com a gestão sustentável dos recursos hídricos e com a segurança hídrica do país.
No documento, o FNCBH destaca que a água é um bem público, finito e indispensável à vida, cuja governança exige planejamento, cooperação entre os entes federativos, participação social e decisões baseadas em critérios técnicos. Diante do agravamento da crise climática, da ocorrência de eventos extremos, da escassez hídrica e dos conflitos pelo uso da água, o Fórum defende que a pauta hídrica seja tratada como prioridade estratégica nos programas de governo e nas futuras ações da administração pública.
A Carta também reforça o papel dos Comitês de Bacias Hidrográficas como espaços legítimos de participação, pactuação e gestão descentralizada das águas, ressaltando a necessidade de valorização dessas instâncias, do fortalecimento dos órgãos gestores e da garantia de recursos financeiros e institucionais para a implementação efetiva da Política Nacional de Recursos Hídricos.
Entre os compromissos apresentados aos candidatos e candidatas estão a defesa da água como direito humano e bem público, o fortalecimento da gestão participativa, a valorização dos Comitês de Bacias Hidrográficas, a implementação dos instrumentos de gestão, a ampliação da resiliência hídrica frente às mudanças climáticas e a proteção das bacias hidrográficas, nascentes, aquíferos e demais ecossistemas associados.
Ao divulgar a Carta, o FNCBH reafirma que não há desenvolvimento econômico, justiça social ou sustentabilidade ambiental sem segurança hídrica e convida todos os candidatos e candidatas a incorporarem essa agenda em seus compromissos de campanha e futuros mandatos.
A Carta Aberta está disponível para consulta e ampla divulgação. O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas permanece à disposição para o diálogo e para a construção conjunta de políticas públicas que fortaleçam a governança das águas no Brasil.Acesso a carta: https://fncbh.org/documentos/outro/outro-2026
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Começoiu quarta-feira (01/07),o período proibitivo de uso do fogo em Mato Grosso, em decorrência dos riscos de incêndios florestais. Este ano, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas localizadas nos três biomas existentes no estado (Amazônia, Cerrado e Pantanal) será de 1º de julho a 30 de novembro.
A medida leva em consideração as previsões de condições climáticas adversas, como estiagem prolongada, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar e ventos intensos, que favorecem as ocorrências de incêndios florestais.
Conforme o decreto 2.015/26, em caso de alteração nas condições climáticas ao longo do ano, o período de restrição ao uso do fogo poderá ser prorrogado ou antecipado pelo órgão estadual competente.
A norma estabelece ainda que a proibição ao uso do fogo não se aplica às queimas excepcionais realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais.
O decreto instituiu também a Sala de Situação Central (SSC) que irá atuar como órgão consultivo e deliberativo para a fase de respostas durante a temporada de incêndios, que vai de 1º de julho a 30 de novembro.
Entre as atribuições da Sala estão o fortalecimento das ações de monitorização, deliberação técnica, otimização de recursos e resposta rápida às queimadas ilegais e aos incêndios florestais, de forma integrada com os diversos níveis de governo.
A coordenação da Sala de Situação Central está a cargo do Corpo de Bombeiros Militar, por meio de sua Diretoria Operacional.
Regras ambientais sobre uso do fogo
O período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso reforça a restrição às queimadas em áreas rurais, chácaras, fazendas e áreas com vegetação, devido ao aumento do risco de incêndios florestais. Na área urbana, porém, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
É proibido realizar:
Queima de lixo;
Queima de folhas, galhos e restos de poda;
Limpeza de lotes e terrenos;
Queima em quintais e áreas próximas a residências e comércios;
Qualquer prática que produza fumaça e ofereça risco à saúde, à vizinhança ou possa provocar incêndios.
Mesmo fora do período proibitivo, o uso do fogo no meio rural não é liberado e depende do cumprimento da legislação ambiental e das autorizações necessárias.
A Sema alerta que muitas ocorrências de incêndios florestais têm início nas áreas urbanas ou periurbanas. Uma queima aparentemente pequena pode se alastrar rapidamente, atingindo unidades de conservação, propriedades vizinhas, animais, residências e estruturas públicas.
*Texto: Clênia Goreth
Fonte: Sema MT, publicado em 2 de Julho de 2026
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O coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH), Maurício Scalon, participou da abertura do 10º Encontro de Integração dos Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, realizado no Instituto Terra, em Aimorés (MG). A comitiva do Fórum também contou com a presença do assessor de imprensa do FNCBH e presidente do CBH Manhuaçu, Senisi Rocha; do coordenador-adjunto do Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas e presidente do CBH Piranga, Carlos Eduardo Silva; e do secretário do CBH Doce, Flamínio Guerra.
Durante sua participação, Scalon destacou a importância do fortalecimento dos Comitês de Bacias e ressaltou o papel da integração entre as diferentes regiões do país na construção de uma gestão das águas cada vez mais participativa.
O coordenador também destacou a participação da Bacia do Rio Doce no Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), que será realizado em dezembro, deste ano em Fortaleza (CE), reforçando a expectativa de ampliar o intercâmbio de experiências e fortalecer a atuação dos Comitês em âmbito nacional.
"O Rio Doce é uma referência nacional em mobilização e governança. Estar aqui, celebrando a décima edição deste encontro, reforça a importância de fortalecer os Comitês e de promover a troca de experiências entre as bacias hidrográficas brasileiras", afirmou.
O encerramento do 10º Encontro de Integração dos Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Doce acontece nesta quinta-feira (09).
Na foto: Carlos Eduardo Silva, Maurício Scalon, Senisi Rocha e Flamínio Guerra.
Assessoria de imprensa FNCBH
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Aberta até 31 de outubro, a iniciativa pretende reunir experiências, propostas e prioridades sobre os desafios da água no Brasil.
Os desafios da água no Brasil aparecem de muitas formas: na nascente que precisa ser protegida, no rio que mudou ao longo dos anos, na dificuldade de acesso ao saneamento, na estiagem que afeta o abastecimento, na produção que depende do uso eficiente da água e nas iniciativas locais que ajudam a recuperar áreas degradadas.
São vivências, percepções e propostas como essas que a consulta pública nacional “Brasil rumo à Conferência da ONU sobre a Água” quer reunir. Aberta a cidadãos e instituições, a iniciativa busca ouvir diferentes realidades do país para apoiar a construção da participação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre a Água 2026.
A consulta está disponível na plataforma Brasil Participativo entre 8 de julho e 31 de outubro de 2026. Podem contribuir cidadãos, gestores públicos, Comitês de Bacia, Agências de Água, universidades, representantes do setor produtivo, organizações da sociedade civil e demais instituições interessadas.
Para o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba, que integra a mobilização nacional, o processo reforça um princípio central da gestão das águas no Brasil: decisões sobre recursos hídricos precisam considerar a participação social e a realidade dos territórios. O Comitê atua na gestão integrada e participativa da bacia e, nesta mobilização, busca aproximar a consulta pública de seus públicos e da realidade do rio Paranaíba.
O que pode ser levado à consulta
A participação não exige conhecimento técnico especializado. A consulta busca contribuições que ajudem a identificar problemas, soluções, prioridades e experiências relacionadas à água no país.
Entre os temas que podem ser abordados estão segurança hídrica, saneamento, revitalização de bacias hidrográficas, adaptação às mudanças climáticas, proteção de nascentes, uso eficiente da água, cooperação entre instituições, financiamento e fortalecimento da gestão dos recursos hídricos.
As contribuições podem partir de diferentes pontos de vista: uma experiência comunitária, uma pesquisa acadêmica, um projeto desenvolvido por uma instituição, uma preocupação sobre a realidade de um rio ou córrego, uma proposta para melhorar o acesso à água, uma ação de educação ambiental ou uma prioridade observada no território.
O objetivo é transformar essa escuta em insumos para o documento brasileiro que reunirá recomendações e propostas do país para a Conferência da ONU sobre a Água 2026.
A participação social na gestão das águas
No Brasil, a gestão dos recursos hídricos tem na participação social uma de suas bases. Os Comitês de Bacia reúnem representantes do poder público, dos usuários de água e da sociedade civil para debater o uso, a conservação e o planejamento das águas em cada território.
Por isso, a consulta pública dialoga diretamente com a atuação dos Comitês. Ao mobilizar a sociedade para contribuir, o Comitê do rio Paranaíba ajuda a fortalecer a presença da bacia em uma construção nacional que chegará ao debate internacional.
A mobilização brasileira para a Conferência pretende articular atores institucionais e sociais em todo o país, reunindo contribuições capazes de refletir a diversidade territorial e os desafios hídricos brasileiros.
A Conferência da ONU sobre a Água
A Conferência das Nações Unidas sobre a Água 2026 será realizada de 8 a 10 de dezembro de 2026, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O encontro será coorganizado pelos Emirados Árabes Unidos e Senegal e terá como foco acelerar avanços relacionados ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, voltado à água potável e ao saneamento.
Os debates internacionais serão organizados em seis eixos: Água para as Pessoas, Água para a Prosperidade, Água para o Planeta, Água para a Cooperação, Água e Processos Multilaterais e Financiamento para a Água. Esses temas abrangem questões como acesso à água, saneamento, uso sustentável, restauração de ecossistemas, cooperação, governança e investimentos.
---A iniciativa "Brasil rumo à Conferência da ONU sobre a água" convida a sociedade brasileira a participar de uma mobilização nacional para coletar propostas, experiências e prioridades que fortaleçam a segurança hídrica e a governança da água no país. Essa escuta pública e voluntária servirá para construir um Documento-Base que subsidiará a participação do Brasil na 3ª Conferência da Água da ONU, evento que visa acelerar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (Água Potável e Saneamento) e a Agenda 2030. Para o Brasil, o processo é uma oportunidade estratégica de fechar parcerias globais e impulsionar soluções integradas focadas em resiliência climática, políticas públicas eficazes e no atendimento a populações vulneráveis, garantindo transparência, inclusão e diversidade na construção dessa agenda. https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/
Fonte: CBH Paranaíba, publicado em 08/07/2026
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A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) participaram, nesta quarta-feira (01), em Vera Cruz (BA), da cerimônia que marcou o início oficial das obras do Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, um dos maiores projetos de infraestrutura em execução no Brasil.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de autoridades federais, estaduais e representantes da concessionária responsável pelo empreendimento.
Presente no momento, a chefe de gabinete, Daniella Fernandes, destacou a importância do momento para a Bahia e ressaltou o papel do Inema no processo de licenciamento ambiental da obra. “Estamos aqui em Itaparica para celebrar este momento histórico e que representa uma importante conquista para os baianos. O empreendimento vai reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre Salvador e a ilha, promovendo desenvolvimento e integração regional. Hoje estamos marcando o início de uma grande obra para a Bahia”, afirmou.
O diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio, ressaltou que o projeto alia desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental, resultado do trabalho técnico realizado pelo órgão durante o processo de licenciamento. “Estamos dando início à construção de uma obra estratégica para o desenvolvimento da Bahia. Além de impulsionar a economia e melhorar a mobilidade, o projeto foi estruturado com uma série de medidas que garantem a sustentabilidade ambiental. O papel do Inema é justamente assegurar esse equilíbrio entre desenvolvimento e preservação, por meio de condicionantes ambientais, programas de monitoramento e ações voltadas ao fortalecimento das unidades de conservação e das áreas protegidas”, destacou.
Com investimento estimado em R$ 11,6 bilhões, sendo R$ 3 bilhões de aporte federal, R$ 3,1 bilhões do Governo da Bahia e R$ 5,5 bilhões da concessionária, o empreendimento integra o Novo PAC e representa um marco para a mobilidade, a integração regional e o desenvolvimento econômico do estado. O sistema contempla a construção da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, com 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, tornando-se a maior ponte da América Latina sobre o mar. O projeto inclui ainda novos acessos viários em Salvador, uma via expressa em Vera Cruz e a duplicação de trecho da BA-001.
Nesta fase inicial, mais de 300 profissionais já atuam nos três canteiros de obras implantados para a execução do projeto. Também foram mobilizadas mais de 4,7 mil toneladas de equipamentos e materiais, entre estruturas metálicas, tubos de aço, vergalhões, guindastes, embarcações de apoio e máquinas pesadas. Ao todo, 27 empresas brasileiras já foram contratadas para fornecer equipamentos, materiais e serviços.
Licenciamento ambiental
O Inema foi responsável pela emissão dos atos autorizativos que viabilizam o início das intervenções ambientais necessárias à execução do empreendimento. Entre os documentos publicados estão a Licença de Implantação (LI), a Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), a Autorização de Manejo de Fauna e a Medida Compensatória referente à Autorização de Servidão Ambiental. Os atos integram o conjunto de exigências legais para a execução da obra e estabelecem condicionantes, programas de monitoramento e medidas de controle ambiental que deverão ser cumpridos durante todas as etapas de implantação do Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Ilha de Itaparica.
Fonte: Inema - BA, publicado em 01/07/2026