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Workshop Segurança de barragens
A Segurança de Barragens foi regulamentada no Brasil pela Lei 12.334, de 20 de setembro de 2010. A lei abrange barragens com altura do maciço maior ou igual a 15 m e capacidade total do reservatório maior ou igual a 3.000.000 m3, além dos reservatórios que contenham resíduos perigosos conforme normas técnicas aplicáveis e barragens que enquadram na categoria de dano potencial associado, médio ou alto, em termos econômicos, sociais, ambientais ou de perda de vidas humanas. A norma ainda estabelece os entes responsáveis pela fiscalização da segurança de barragens, que no caso do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos, atribui ao órgão outorgante a competência de fiscalização para barragens de água. Em que pese a competência de fiscalização para requisitos de segurança se ater às barragens de água, as barragens de rejeitos de atividades minerárias, geração de energia e efluentes industriais estando localizadas em corpos de água de domínio estadual ou federal, se relacionam diretamente com a gestão das bacias hidrográficas. As barragens dos diversos tipos têm funções importantes na reservação de água para a garantia da segurança hídrica, geração de energia, amortecimento de cheias, como também traz desafios à gestão das bacias. As barragens de rejeitos e de efluentes industriais geram riscos à qualidade das águas e provimento aos usos múltiplos. Pretende-se abordar as seguintes questões: 1- O papel dos seus entes integrantes, como órgão gestor e comitês de bacias. 2- Como os instrumentos de gestão, planos de bacias, por exemplo, podem contribuir para o aprimoramento na gestão de barragens e sua relação com a gestão das bacias hidrográficas. A moderação será realizada por Marília de Carvalho Melo, diretora do Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM, e contará com presença de:  ​ Rodrigo Flecha Ferreira Alves, da ANA - Agência Nacional de Águas​ Marcus Vinicius Polignano, Coordenador do Fórum Mineiro de CBHs;  José Generoso, Promotor de Justiça – Coordenador Regional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente das Bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba;  José Silva, Coordenador da Comissão Externa de Brumadinho na Câmara dos Deputados;  Victor Hugo Froner, Diretor da Agência Nacional de Mineração;  Vicente Andreu, Ex diretor da da ANA - Agência Nacional de Águas​ ENCOB2019  
As inscrições para as visitas técnicas do XXI ENCOB já estão abertas
Em parceria com a Itaipu Binacional foram selecionados 8 roteiros para as visitas técnicas do XXI ENCOB. As atividades serão realizadas simultaneamente. ​  Requisitos para participação: estar inscrito no XXI ENCOB;  O inscrito  deverá preencher o formulário especifico para visita técnica (na interface de inscrição do ENCOB) preenchendo todos os dados solicitados (nome, RG, CPF, data de nascimento, nome da mãe).   Selecionar a visita e o dia que deseja participar. As visitas técnicas ocorrerão no mesmo horário, concomitantemente. (cada participante poderá se inscrever apenas em um roteiro por dia).   ATENÇÃO AO PREENCHIMENTO CORRETO DO FORMULÁRIO. Qualquer divergência poderá impedir o EMBARQUE do inscrito e acesso ao local pretendido para visitar.   As inscrições para as visitas técnicas ocorrerão, impreterivelmente, até o dia 17/10/2019 a 00:00.  Em estrito cumprimento às normas da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu e da Itaipu Binacional, os participantes do XXI ENCOB que não se inscreverem para as visitas técnicas até a data limite do dia 17/10/2019 não poderão participar das atividades.   O inscrito deverá comparecer ao ponto de Embarque do Hotel Rafain Palace com 15 minutos de antecedência (7h15), portando seu crachá de inscrito e documento de identificação constando o número da identidade e CPF digitados no formulário de inscrição. Roteiros VISITA 1. Gestão integrada de resíduos sólidos (Santa Terezinha de Itaipu)  Descrição: visita técnica à unidade modelo de triagem de resíduos sólidos do município de Santa Terezinha de Itaipu. Os participantes irão conhecer como se dá o trabalho associativo dos catadores, a importância das parceiras entre o poder público (prefeituras), a iniciativa privada e governamental juntamente com a organização dos próprios catadores. O barracão é referência regional e nacional e funciona atualmente como um centro de capacitação para os demais municípios, tornando-se uma estrutura educadora.  ​  Conteúdos: gestão integrada de resíduos sólidos, coleta seletiva, educação ambiental, segurança hídrica, parcerias institucionais, inclusão social, desenvolvimento territorial sustentável.   VISITA 2. Refúgio Biológico Bela Vista  Descritivo: os participantes irão percorrer com técnicos da Itaipu as trilhas da fauna e da flora do Refúgio Biológico Bela Vista, uma estrutura voltada à conservação da biodiversidade, à pesquisa e ao turismo educativo. Além das trilhas e seus conteúdos específicos também será visitada a Casa da Semente e a produção de mudas que são usadas nos reflorestamentos da região incluindo as ações do Programa de Gestão de Bacias Hidrográficas.​  Conteúdos: conservação da biodiversidade (fauna e flora), reprodução assistida de espécies ameaçadas, seqüestro de carbono, reflorestamento. ​  ​ VISITA 3. Gestão de Bacias Hidrográficas (Itaipulândia/Missal)  Descritivo: os participantes irão conhecer através de um gestor de bacias da Itaipu as ações realizadas através dos convênios estabelecidos entre a Itaipu e os Municípios que compõem seu território de abrangência, tais como adequação de estradas, recuperação de nascentes, reflorestamento, abastecedouros comunitários, educação ambiental com os agricultores, entre outros. ​  Conteúdos abordados: conceito de microbacia e bacia hidrográfica, ações para a segurança hídrica (recuperação de nascentes, recomposição da mata ciliar e cerca, adequação de estradas, terraceamento, abastecedouros comunitários) convênios Itaipu e Municípios, parcerias institucionais, educação ambiental e desenvolvimento territorial sustentável.  VISITA 4. Usina de Itaipu – Planta de Biogás e Mobilidade Elétrica Sustentável (Central Hidrelétrica de Itaipu) ​  Descritivo: Os participantes irão conhecer a Unidade Geradora de Biogás que fica dentro a Usina Hidrelétrica de Itaipu, uma parceria da Itaipu com o Centro Internacional de Biogás do Parque Tecnológico. A unidade serve de referência para a construção de outras unidades e realiza um trabalho de pesquisa e desenvolvimento. O biogás produzido é utilizado em parte da frota da Itaipu. Na sequência será realizada a visita ao Centro de Mobilidade Elétrica Sustentável da Itaipu que, em parceria com diversas instituições e o Parque Tecnológico, realiza a fabricação de transportes elétricos e o desenvolvimento de baterias.​  Conteúdos: gestão integrada de resíduos, desenvolvimento territorial, veículos elétricos, pesquisa e desenvolvimento de baterias, combate às mudanças climáticas, emissão zero, smart grid e parcerias institucionais.    VISITA 5. Parque Nacional do Iguaçu (Foz do Iguaçu)  ​  Descritivo: Visita ao Parque Nacional do Iguaçu e Cataratas do Iguaçu, história do Parque, importância das Unidades de Conservação e recursos hídricos do PNI.   Conteúdos: conversação da biodiversidade, turismo sustentável e recursos hídricos.   VISITA 6. Agricultura familiar e orgânica (Foz do Iguaçu)  ​  Descritivo: os participantes irão conhecer uma propriedade orgânica modelo no município de Foz do Iguaçu e, juntamente com o dono da propriedade e um técnico do Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável da Itaipu, obter informações sobre esse tipo de agricultura e seus desdobramentos.   Conteúdos: agricultura sustentável,  Rede ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural), conservação da biodiversidade, segurança hídrica, segurança alimentar, certificação participativa, parcerias institucionais.  VISITA 7. Ecomuseu  ​  Descritivo: visita ao Ecomuseu de Itaipu acompanhada por uma museóloga da Itaipu que irá apresentar o acervo e conteúdos de forma mais aprofundada. O Ecomuseu é uma estrutura educadora da Itaipu e visa preservar a memória institucional da Itaipu e do território aliada a preservação ambiental.  ​  Conteúdos: memória, cultura, patrimônio, conceito de ecomuseu, território e desenvolvimento cultural, acervo histórico da Itaipu e região.   VISITA 8. Canal da Piracema, Laboratório de Ictiologia e Bioflocos   Descritivo: a visita guiada por um bióloga da Itaipu irá apresentar o canal da piracema e seu funcionamento detalhado, as pesquisas desenvolvidas pelo laboratório na marcação de espécies e a tecnologia dos bioflocos (BFT) que utiliza partículas suspensas como uma espécie de filtro biológico, deixando a água sempre em condições para o cultivo de peixe.  ​  Conteúdos: reprodução e migração de peixes, conversação da biodiversidade, usos múltiplos do reservatório, pesquisa e desenvolvimento, bioflocos.   Informações importantes:  Horário de embarque: 07:30 Local de embarque: Entrada do Hotel Rafain Palace   Datas 22 de outubro de 2019 (TERÇA-FEIRA)  23 de outubro de 2019 (QUARTA-FEIRA)   Duração da Visita: 07h30 até às 12h00 Vagas: Serão disponibilizadas 40 vagas por Visita (por dia).    AS VAGAS PARA CADA VISITA SERÃO PRENCHIDAS POR ORDEM DE CHEGADA. Recomendações: É aconselhável que os participantes usem roupas confortáveis, tenis, boné e protetor solar.   SE VOCÊ JÁ SE INSCREVEU NO XXI ENCOB Acesse a interface de inscrição e clique em ADICIONAR VISITA. Se você já se inscreveu em uma oficina clique no botão editar ou alterar localizado na coluna ações ao lado da sua atual opção de atividade   SE VOCÊ AINDA NÃO SE INSCREVEU NO XXI ENCOB Clique aqui e se inscreva no evento, e no final do processo de inscrição, clique em finalizar para acessar a interface de inscrição, oportunidade em que deverá clicar em ADICIONAR VISITA.
Estratégias e Ferramentas para apoio à implementação de Planos - XXI ENCOB
A Oficina "Estratégias e Ferramentas para apoio à implementação de Planos" será promovida por Especialistas em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas-ANA, no primeiro dia do XXI ENCOB (21 de outubro de 2019, segunda-feira). A atividade contará com palestras introdutórias, discussão dirigida em grupos e trabalho prático. Tendo como objetivo geral oferecer capacitação aos participantes na compreensão dos Planos de Recursos Hídricos – PRH e articulações necessárias para a sua implementação, assim como no acompanhamento da execução das ações e disponibilização das informações da implementação dos PRHs. Outros pontos também importantes: Oferecer noções para a compreensão dos PRHs; Sensibilizar organismos de bacia e órgãos gestores de recursos hídricos da necessidade de divulgação periódica das informações da implementação dos PRHs; Demonstrar metodologias e ferramentas que podem ser aplicadas no acompanhamento da implementação dos PRHs; Disponibilizar um modelo de relatório simplificado para divulgação periódica das informações relativas ao estágio atual da implementação de um plano de bacia; Dar compreensão do que é um Manual Operativo do Plano; Apresentar um conjunto de indicadores de acompanhamento de um PRH Público alvo Membros de comitês de bacia hidrográficas, de escritórios de apoio de comitês, de agências de bacias, técnicos e profissionais de órgãos gestores de recursos hídricos, membros do Ministério Público e Tribunal de Contas, sociedade civil.  Atenção: esta atividade possui um número de vagas limitados a 50 participantes.  A Oficina será realizada por Luciana Aparecida Zago de Andrade; Gonzalo Álvaro Vázquez Fernández; Carolina Arantes; Marcelo Mazzola. Conheça um pouco mais sobre os especialistas: Luciana Aparecida Zago de Andrade Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (1997), especialização em Ecologia pela Universidade de Brasília (1999) e doutorado em Ecologia pela Universidade de Brasília (2002). É Especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas, atuando atualmente como Coordenadora de Planos de Recursos Hídricos. Tem experiência nas áreas de Ecologia de Ecossistemas, Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos. Gonzalo Álvaro Vázquez Fernández Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1991) e Mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1996) e MBA em Gestão Estratégica de TI (2015).  É Especialista em Geoprocessamento da Agência Nacional de Águas, alocado no momento na Coordenação de Planos de Recursos Hídricos no acompanhamento da implementação de planos de recursos hídricos e compatibilização de bases de dados. Carolina Arantes Possui Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (2000) e Mestrado em Biologia Animal pela Universidade de Brasília (2004). É Especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas e atua na Coordenação de Gestão de Projetos. Experiência na área de recursos hídricos e qualidade da água Marcelo Mazzola Possui graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual de Campinas (2000) e mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual de Campinas (2003). É Especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas e atualmente é Coordenador de Gestão de Projetos. Tem experiência na área de recursos hídricos e saneamento.   Ementa Módulo 1A • Elaboração dos PRHs e seus avanços; • A importância dos objetivos dos PRHs e o foco na implementação; • Manual Operativo dos Planos – MOP; • Indicadores de desempenho e indicadores de resultado; • O PRH como ponto de partida para outros instrumentos e planos. Módulo 1B • A necessidade da implementação dos PRHs e importância do seu acompanhamento; • Metodologias e ferramentas para acompanhamento da implementação dos PRHs; • Modelo de relatório de acompanhamento da implementação dos PRHs; • Periodicidade de divulgação dos relatórios de acompanhamento dos PRHs. Módulo 2 (3 horas) Trabalho prático.   Recomendações aos inscritos Aqueles que puderem deverão trazer notebook ou laptop para realização das atividades práticas, que demandarão pesquisas nas páginas oficiais dos comitês de bacias e dos órgãos gestores.   Todas as atividades são gratuitas e haverá emissão de certificado aos participantes.  Para se inscrever no ENCOB, nos cursos e saber mais detalhes sobre o evento acesse o site: https://www.encob.org/encob2019
Estudo detalhado sobre o Ribeirão Santa Isabel, em Paracatu, orienta iniciativas
Trabalho apoiado pelo Sebrae Minas visa garantir o abastecimento de água para a população e a sustentabilidade das atividades produtivas da região Passados dois anos da maior crise hídrica já registrada na história de Paracatu, que afetou moradores e paralisou importantes atividades econômicas no município, obras para a revitalização da bacia hidrográfica do Ribeirão Santa Isabel estão sendo executadas na região. Com a entrega do resultado do estudo de Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP), feito pelo Sebrae Minas e pela Associação dos Produtores Rurais e Irrigantes do Noroeste de Minas Gerais (Irriganor), com apoio da Prefeitura de Paracatu, em 22 de março deste ano, ações e recursos estão sendo direcionados para resolver o problema do ribeirão que abastece a cidade e propriedades rurais. Um recurso de R$ 800 mil do Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas (Seapa), está sendo utilizado na construção de bacias de captação de águas pluviais, terraceamento e adequação de trechos de estradas. O projeto executado pela Emater-MG, desde julho, está na terceira das quatro etapas previstas de intervenção na região.  Com apoio da Prefeitura de Paracatu, por meio das secretarias de Meio Ambiente e Agricultura, estão sendo construídas 810 barraginhas para a captação de águas da chuva e 100 quilômetros de terraços (curva de nível) para drenagem e infiltração da água. “A ideia é que, em médio prazo, o volume da água do ribeirão aumente de acordo com os regimes de chuvas”, explica o extensionista agropecuário da Emater Carlos Henrique da Silva. A previsão é que o projeto seja finalizado até o final de 2019. Outro recurso destinado à revitalização da bacia já está aprovado pela diretoria do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF). Serão aplicados R$ 1,5 milhão para a adequação das estradas que cortam a região. De acordo com o coordenador da câmara consultiva do CBH do Alto São Francisco, Adson Ribeiro, o Comitê indicou, a partir do estudo de Zoneamento Ambiental Produtivo, a revitalização do Ribeirão Santa Isabel como projeto especial do Alto São Francisco. “Os dados do estudo indicam que os pontos mais críticos da bacia são as estradas, principais responsáveis pela morte dos corpos d'água. Portanto, vamos utilizar esse recurso para a adequação das estradas da bacia, onde teremos o retorno mais rápido”, explica.  Para o presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, a bacia do Rio Paracatu, que pertence à sub-bacia do Santa Isabel, é estratégica para o São Francisco como um todo. “Estamos muito felizes com a escolha do Santa Isabel para aplicar o recurso na região. O Rio Paracatu, por ser o maior afluente do São Francisco, precisa de ações estratégicas, em conjunto com os irrigantes, com intervenções capazes de melhorar as condições ambientais e possibilitar o aumento da produção de água na bacia”. A expectativa é que a Agência Peixe Vivo, braço executivo do CBHSF, comece as obras na região no início de 2020. Entre outras propostas apontadas pelo ZAP estão a proteção de nascentes, recuperação de áreas degradadas e a construção de quatro barragens ao longo da calha do rio. No que se refere à construção de barragens, a presidente da Irriganor, Rowena Petroll, explica que a entidade está trabalhando no sentido de criar um ambiente favorável para mudar a legislação estadual, que atualmente impede esse tipo de intervenção. “Estamos tentando, junto à Secretaria Estadual de Agricultura, a adequação da legislação para que possamos resolver essa adversidade. Com as barragens poderemos ampliar a disponibilidade hídrica da bacia e solucionar o problema de abastecimento de água em Paracatu”. Segundo ela, o ZAP realizado em Paracatu apontou, com precisão, os pontos prioritários para a revitalização da Bacia do Ribeirão Santa Isabel. Este modelo de estudo será usado como referência para iniciativas orientadas para as outras 62 bacias hidrográficas de Minas Gerais. Para o gerente da Regional Noroeste e Alto Paranaíba do Sebrae Minas, Marcos Alves, o ZAP possibilita ações mais adequadas para resolver a questão da escassez hídrica no município. Segundo ele, embora a cidade esteja passando novamente por um período de seca, com baixa do nível de água no ribeirão, intervenções importantes estão sendo feitas na bacia. “A partir dos dados do ZAP do Santa Isabel está sendo possível direcionar a atuação da Emater na recuperação da região e também atrair recursos do Comitê da Bacia do Rio São Francisco. Isso demonstra que as entidades estão preocupadas em resolver de uma vez por todas a crise hídrica do município.” Entenda o ZAP O Zoneamento Ambiental Produtivo é uma metodologia mineira, desenvolvida pelas secretarias estaduais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O ZAP visa a caracterização socioeconômica e ambiental de sub-bacias hidrográficas, com o objetivo de disponibilizar uma base de dados e informações para subsidiar o aprimoramento da gestão ambiental nos territórios.  O zoneamento da Bacia do Santa Isabel foi realizado pelo Sebrae Minas, por meio do Sebraetec, programa que amplia o acesso dos pequenos negócios à inovação, a um custo acessível – 70% subsidiado. O programa oferece possibilidades de intervenção nas áreas de design, desenvolvimento tecnológico, produção, qualidade e sustentabilidade.   O ZAP é de domínio público e está disponível no endereço www.meioambiente.mg.gov.br.   Paracatu.net Fonte: Assessoria de Imprensa | Prefácio Comunicação FOTO: ASCOM/Prefeitura de Paracatu
Sociedade participa de oficina e colabora para fase final do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do
Representantes da sociedade civil, usuários de água, técnicos da área, empresas, entidades e Poder Público participaram da oficina “Enquadramento dos corpos hídricos da bacia hidrográfica do Rio Urussanga”. O encontro foi conduzido pela equipe técnica do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga, sob responsabilidade da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) com apoio financeiro da Fundação de Amparo a Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) e acompanhamento do Comitê da Bacia do Rio Urussanga e Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE). Na oportunidade foram debatidas propostas de classificação dos trechos dos rios que pertencem à bacia com base nos usos e na qualidade da água. “A oficina faz parte da etapa D do Plano e busca fazer um diagnóstico junto com os atores sociais para desenvolver essa proposta de enquadramento. Rio com classe zero, por exemplo, é extremamente conservado, enquanto o de classe quatro absorve contaminantes. Nesta oficina os participantes contribuíram apontando as situações em trechos de rios. Agora vamos confrontar as informações junto com os dados do cadastro de usuários de água”, esclarece o coordenador geral do Plano, Celso Albuquerque. A intenção nesta esta etapa é garantir que a qualidade da água seja compatível com a sua demanda expondo os usos pretendidos para a bacia, os parâmetros de qualidade prioritários, as principais fontes poluidoras, entre outras questões. “O Plano está na reta final e este enquadramento também vai passar por aprovações e outras regulamentações”, pontua a presidente do Comitê da Bacia do Rio Urussanga, Carla Possamai Della. Recentemente, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) finalizou o repasse no valor de R$ 360 mil para o processo de elaboração do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga. A última etapa do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga abordará as ações e metas estratégicas. A previsão de lançamento oficial do documento final será no início de 2020.
Agerh promoveu oficina para promoção de ações de preservação da água
Os Comitês das Bacias Hidrográficas dos rios Novo, Itapemirim e Itabapoana receberam a equipe da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) para uma oficina em Cachoeiro de Itapemirim. O encontro aconteceu na semana, no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) do município. Realizada pela Agerh, com o apoio do Ifes e dos Comitês das Bacias Hidrográficas (CBH’s), a oficina reuniu cerca de 30 pessoas, entre elas a presidente do CBH Itapemirim, Carina Silva; o presidente do CBH Rio Novo, Julio Glauco Silva; e a representante do CBH Itabapoana, Dalva Ringuier; além de outros atores da gestão de recursos hídricos do sul do Estado. Durante as atividades, os participantes puderam conhecer melhor o Manual Operativo (MOP), identificar as ações e seus respectivos responsáveis, simular a elaboração de fluxos para o processo relativo a essas informações e, também, contribuir para melhorias das metodologias aplicadas pela Agerh e pelos CBH’s em seus planos de recursos hídricos. A região sul foi a segunda a receber uma Oficina de Capacitação para o MOP no Estado. Os Comitês das Bacias dos rios Itaúnas e São Mateus, no norte do Estado, foram os primeiros a serem capacitados, no início do mês de setembro, em Boa Esperança. O que são Manuais Operativos? O Manual Operativo (MOP) aplicado à gestão de Recursos Hídricos consiste no detalhamento das ações e atividades para serem executadas em um determinado intervalo de tempo. As ações necessárias para a recuperação e preservação de bacias são descritas nos Planos de Recursos Hídricos. Com este instrumento em mãos, os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBH’s) poderão evoluir com mais regularidade, na implementação dos planos. O MOP orienta os responsáveis a tirarem as ações do papel e as colocarem em prática por meio de fluxogramas e fichas, onde são identificados, também, os responsáveis pelas tarefas. É uma estratégia recém-empregada no Brasil e o Espírito Santo é o primeiro, em nível de gestão de bacias estaduais, a construir Manuais Operativos para suas bacias hidrográficas. O trabalho é coordenado pela Agerh, em parceria com o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapes), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb). A sociedade também é ouvida por meio de consultas e oficinas. A equipe está elaborando Manuais Operativos para nove Planos de Recursos Hídricos do Espírito Santo, entre eles, o Plano Estadual de Recursos Hídricos (Perh/ES). O projeto conta ainda com o desenvolvimento de pesquisas e relatórios técnicos escritos por pesquisadores selecionados pela Agerh, em conjunto com os CBH’s. Aqui Notícias
Representantes da FPI participam de oficina do I Encontro das Carrancas
O segundo dia do I Encontro das Carrancas que ocorreu em Maceió (AL) na última terça-feira (1º de outubro) e foi promovido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) em parceria com o Núcleo de Defesa da Bacia do São Francisco (Nusf) do Ministério Público da Bahia teve apresentação e diálogos sobre os indicadores com a cooperação da Tatiana Scalco, consultora em planejamento e representante do Instituto 17. No período da tarde, ocorreu uma oficina onde cada equipe da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) dos cinco estados da Bacia do São Francisco falou a respeito das ações e desdobramentos em sua região no que se referiu a pesca, fauna, saneamento, gestão ambiental e agrotóxicos. Os representantes de Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe assistiram de forma atenta a palestra da consultora que falou sobre os indicadores que irão nivelar e ajudar a construir dados e informações da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI). “A ideia desta oficina foi a de colaborar para a organização e construção de dados, nivelamento de indicação, aferição dos resultados, bem como melhorar a comunicação com a sociedade”, explicou Tatiana Scalco. Segundo o promotor de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público e coordenador da FPI no estado de Alagoas, Alberto Fonseca, “o encontro foi uma grande oportunidade de agregar experiências e passar os conhecimentos para que, em conjunto tudo se dê de maneira uniforme onde cada equipe possa, em sua região, contribuir na melhoria da qualidade da água, da sua quantidade com o intuito de ajudar os povos da região da bacia”. Fonseca complementou que as atuações em AL tem sido intensificadas na área de saneamento com encerramento dos lixões, matadouros e outros locais que funcionam de forma clandestina. “A atuação da FPI serve para dar um basta nesse processo de degradação da bacia”. Veja as fotos do segundo dia de evento:  O capitão Ferreira, representante do Comando de Policiamento do Meio Ambiente da Polícia Militar de Minas Gerais, pontuou que a oficina foi bem interessante e produtiva. “Trocamos experiências com representantes de outros estados buscando aprimorar metodologias de trabalho e reconhecendo as agendas que são diferentes, absorvemos conhecimentos de extrema importância e passamos os nossos. A metodologia de planejamento das ações e fiscalização são baseadas nas prioridades da região a ser fiscalizada”. O vice-presidente do CBHSF, Maciel Oliveira, disse que o segundo e último dia de evento teve muitos aspectos positivos, com troca de experiências, alinhamento de informações, valorização do trabalho coletivo e isso fortalece todo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, um dos financiadores do programa FPI. “Esse encontro foi fundamental também para a pactuação de metodologias e métodos onde cada estado participante possa continuar realizando os trabalhos de forma alinhada”, finalizou.   Assessoria de Comunicação CBHSF: TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social *Texto: Deisy Nascimento *Fotos: Edson Oliveira
Comitês de bacia do DF discutem nesta sexta cobrança pelo dos recursos hídricos
Os Comitês de Bacias Hidrográficas do Distrito Federal (Preto, Paranaíba-DF e Maranhão) realizam nesta sexta-feira (27/9) na sede da Adasa, reunião conjunta para discutir a proposta de cobrança pelo uso dos recursos hídricos. Prevista na Lei Federal 9.433/97, (Lei das Águas) a cobrança é um dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos, definida a partir de acordo entre usuários de água, sociedade civil e poder público, no âmbito dos comitês de bacia. Todos o dinheiro arrecadado é aplicado integralmente em ações de recuperação da própria bacia hidrográfica. Atualmente, a cobrança incide sobre o uso dos recursos hídricos de domínio da União e foi implantada em 58 comitês estaduais de bacias. No encontro desta sexta-feira, o grupo de trabalho constituído para o estudo de alternativas apresentará seu relatório para avaliação. Após o acolhimento de sugestões, a proposta deve seguir para o Conselho de Recursos Hídricos para a definição dos últimos procedimentos. A previsão é de que a cobrança pelo uso dos recursos hídricos no DF seja a partir de 2022. A programação da reunião conjunta inclui a apresentação do Relatório Analítico Anual (2018) da Superintendência de Recursos Hídricos da Adasa e exposição da Secretaria do Meio Ambiente do DF (SEMA), sobre o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais. Os comitês de bacia são organismos colegiados com poder de decisão sobre a gestão dos recursos hídricos. Como órgão regulador, compete à Adasa apoiar e auxiliar os comitês em suas atividades.    ADASA
Programa de gestão eficiente da água envolve escolas
O aumento do consumo de água nos últimos anos devido ao crescimento populacional gera preocupação a muitas instituições. Diante deste cenário e com base nas decisões mundiais, o Comitê da Bacia do Rio Urussanga promove a discussão e conscientização da proteção, preservação e recuperação da água. Em 2019, um novo programa foi lançado. Intitulado “Gestão eficiente da água em espaços públicos da bacia do rio Urussanga”, ele está envolvendo escolas em três municípios com o projeto “Águas da Minha Escola”. Nesta semana, alunos do Colégio Interação, de Morro da Fumaça, acompanhados de professoras de Geografia e Língua Portuguesa, percorreram a bacia do Rio Urussanga a fim de conhecer o uso do solo e os agentes poluidores. Segundo a professora de Geografia, Flavia Niero, o objetivo foi alinhar os conteúdos expostos em sala de aula com a realidade e mostrar que o uso do solo está relacionado com o uso da água. “Os alunos conseguiram observar que é necessário cuidar dos recursos hídricos para que se tenha água disponível e de boa qualidade para as atividades econômicas e o consumo humano. Ao longo dos últimos meses, os estudantes identificaram também o uso da água no ambiente escolar e buscaram soluções para economizá-la na escola”, pontua. O resultado do projeto desenvolvido na escola será exposto na VI Feira Científica Cultural do Colégio Interação, que será realizada nos dias 26 e 27 de setembro. “Tanto os alunos quantos professores e funcionários passam grande parte do dia na escola e usam a água encanada para realização de limpeza do estabelecimento, alimentação, higiene pessoal, dessedentação e necessidades ­fisiológicas. As ações do programa podem ser a base para a implantação de um legado de gestão e­ficiente da água voltado às questões socioambientais e da água, pois serão elaboradas de forma participativa”, comenta a técnica de recursos hídricos da AGUAR para o Comitê da Bacia do Rio Urussanga, Rose Adami.
Câmara técnica contribuirá no planejamento estratégico do Comitê Araranguá
Os membros do Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba formaram uma câmara técnica para contribuir com o planejamento estratégico do órgão. A ação foi definida em Assembleia Extraordinária realizada na tarde desta quinta-feira, 19, no Centro de Treinamentos da Epagri, em Araranguá. Conforme o presidente do Comitê, Luiz Leme, a câmara técnica foi criada com objetivo de fortalecer o Comitê Araranguá frente ao processo de gestão de recursos hídricos. “E para buscar estratégias para a implantação efetiva das ações do Plano de Recursos Hídricos”, completa. O grupo será integrado por membros representantes do poder público, sociedade civil e usuários de água, como uma maneira de proporcionar maior representatividade a todos os envolvidos nesse momento importante do processo. “Nosso Plano de Recursos Hídricos elencou 32 metas, sendo 12 prioritárias. Com esta câmara técnica, o planejamento estratégico irá apontar os procedimentos necessários para executar tais ações, de forma a suprir a demanda crescente da bacia”, acrescenta a assessora técnica do Comitê Araranguá, engenheira ambiental Michele Pereira da Silva. Além do planejamento estratégico, entraram em debate durante a Assembleia Extraordinária desta quinta-feira, outros importantes assuntos envolvendo o Comitê, tais como: o plano de monitoramento quali-quantitativo das Bacias dos Rios Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba; e o relato da situação da Outorga pelo Uso da Água na área de abrangência da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá.
4° Seminário das Instituições de Ensino Superior terá apresentação de trabalhos acadêmicos
O Seminário das Instituições de Ensino Superior (IES) é realizado um evento promovido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema (CBH Paranapanema) anualmente e tem como principal estabelecer estratégias de articulação entre as instituições de ensino da Bacia para a produção de conhecimento, bem como levantar os estudos e projetos que estão sendo desenvolvidos por estas entidades na área do Paranapanema. Neste ano, o evento chega a sua 4ª edição e terá também um cunho acadêmico, de forma que aproxime os alunos e pesquisadores da Bacia. Desta maneira, a programação será dividida em três momentos: apresentação de resumos, com exposição de painéis; rodas de diálogo; e oficinas de capacitação. Espera-se cerca de 100 alunos e pesquisadores de graduações e pós-graduações de áreas afins com a gestão dos recursos hídricos. As vagas para participar do 4º Seminário são gratuitas e limitadas. As inscrições se iniciam em 28 de outubro. Já os interessados em a submeter trabalhos, devem encaminhar os resumos, conforme critérios estabelecidos abaixo, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., entre os dias 16 de setembro a 21 de outubro de 2019. 4º Seminário das Instituições de Ensino Superior da UGRH Paranapanema 07 e 08 de novembro de 2019 Unesp – Ourinhos/SP Submissão de trabalhos: 16/09/19 a 21/10/19 Inscrição para o 4º Seminário: 28/10/19 a 04/11/19 (em breve link será liberado) Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | (14) 3316-9290 PROGRAMAÇÃO: 07/11/2019 (quinta-feira) 13h00 – Recepção e credenciamento; 13h30 – Abertura; 14h00 – Contextualização; 14h30 – Apresentação de Trabalhos; 16h00 – Coffee; 16h30 – Apresentação de Trabalhos (cont.); 18h00 – Encerramento. 08/11/2019 (sexta-feira) 09h00 – Roda de Diálogo: Cooperação nas Universidades; 11h00 – Diálogo em Plenário; 12h00 – Intervalo para almoço; 13h30 – Minicursos; 16h00 – Coffee; 16h30 – Rede UniParanapanema; 17h00 – Encerramento. Minicurso 01 – Hidrogeologia da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema; Emílio Prandi – Geólogo pela Universidade Federal do Paraná, com mestrado pela Universidade de São Paulo e doutorado pela Universidade Estadual Paulista. Há mais de 37 anos atuando na área de Gestão de Recursos Hídricos no Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Luiz Fornazzari Neto – Geólogo pela Universidade Federal do Paraná, com mestrado em Geologia Exploratório, pós-graduado em Geoprocessamento e especialista em Auditoria de Recursos Hídricos na instituição Bagozzi de Curitiba. Atualmente é chefe de departamento na Diretoria de Gestão de Bacias Hidrográficas do Instituto das Águas do Paraná. Minicurso 02 – Modelagem hidrológica em bacias hidrográficas com o HEC-HMS; Júlio Cesar Demarchi – Geógrafo pela Universidade Estadual Paulista, com mestrado em Agronomia (Energia na Agricultura) pela Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp e doutorado em Geografia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp. É servidor administrativo na UNESP – Câmpus de Ourinhos, na função de Assistente Administrativo II. Tem experiência nas áreas de Sensoriamento Remoto, Geoprocessamento, Pedologia e Hidrologia. Minicurso 03 – Manejo de águas pluviais em microbacias hidrográficas rurais e urbanas. Edson Piroli – Engenheiro Florestal, Mestre em Engenharia Agrícola, pela UFSM, Doutor em Agronomia na Área de Concentração em Energia na Agricultura, pela Unesp. Livre Docente em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento pela Unesp. Professor Associado da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, no curso de graduação em Geografia, no Campus de Ourinhos e no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp de Presidente Prudente. Atualmente é o Coordenador Executivo do Campus da Unesp Ourinhos. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DOS TRABALHOS A SEREM APRESENTADOS Submissão de trabalhos 1. Prazos Envio dos resumos: 16/09/2019 a 21/10/2019; Divulgação dos trabalhos aceitos: até 28/10/2019; Envio do trabalho completo: até 01/11/2019. 2. Regras para apresentação dos resumos dos trabalhos: Os resumos dos trabalhos deverão apresentar de 300 a 500 palavras, com margens superior e esquerda de 3 cm e inferior e direita de 2 cm, fonte Arial 12, espaçamento de parágrafo 1,5, com citações conforme as regras da ABNT e conter os seguintes elementos: a) título; b) eixo temático escolhido c) delimitação do problema da pesquisa; d) justificativa; e) objetivos; f) metodologia; g) síntese dos resultados obtidos, h) conclusões parciais ou finais. Não serão aceitos resumos que não estiverem de acordo com essas regras. Serão aceitas propostas em português. Abaixo do título, deverá contar: a) nome completo; b) titulação; c) instituição de origem; d) instituição financiadora da pesquisa (se houver); e) endereço eletrônico do pesquisador/autor correspondente. Linhas temáticas: Gestão de Recursos hídricos, Tecnologias Ambientais Aplicadas, Sociedade e Água, e Meio Ambiente. OBS.: Os trabalhos deverão ser voltados para a Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema. Os resumos deverão ser enviados exclusivamente para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Condições dos candidatos e da autoria: poderão enviar trabalhos alunos regularmente matriculados em cursos de graduação, pós-graduação em nível de especialização, mestrado e doutorado, em áreas relacionadas à gestão dos recursos hídricos. Também estão aptos ao envio docentes, pesquisadores e profissionais cuja atuação e estudos tenham relação ao Seminário. A relação com os temas propostos é essencial, de maneira que o não cumprimento desse requisito impede a aprovação do resumo. Critérios de avaliação dos resumos: os trabalhos serão selecionados por meio de avaliação cega realizada por 2 (dois) pareceristas ad hoc, considerando-se os seguintes critérios: a) adequação temática ao evento; b) relevância e delimitação do objeto da investigação; c) adequação da metodologia ao problema investigado; d) fundamentação teórica; e) estágio de desenvolvimento da pesquisa; f) coerência, coesão e adequação do texto apresentado às normas da Língua Portuguesa. Não haverá recurso das decisões sobre admissão ou não e aprovação ou não dos resumos e trabalhos para apresentação. A Comissão Julgadora se reserva no direito de resolver os casos omissos e de criar ou complementar as regras acima conforme os critérios mais adequados para promover os melhores resultados científicos no evento. 2. Regras para apresentação dos trabalhos completos Os ARTIGOS COMPLETOS devem ser inéditos (ainda não publicados) e serão publicados em número especial da revista ____________ como Anais do IV Seminário, os trabalhos completos deverão ser enviados exclusivamente pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..   Instruções para elaboração do artigo: o artigo deve ser redigido em coluna simples, usando fonte Arial 12, em espaço 1,5, formatado em papel A4 (212 x 297 mm) com 2,0 cm de margens e alinhamento justificado. Deve ter a extensão máxima de 20 páginas numeradas a partir da página título e conter os seguintes tópicos: TÍTULO: o Título do artigo deve conter até 20 palavras em português e inglês em maiúsculas. Nesta página e também ao longo do artigo não devem ser colocados nomes dos autores e afiliação institucional, nem qualquer referência ao endereço ou e-mail dos autores. A identificação dos autores e de suas afiliações institucionais é realizada no momento do cadastramento e submissão do artigo no Sistema on-line. RESUMO E PALAVRAS-CHAVE: o Resumo deve ser redigido em parágrafo único com até 300 palavras, contendo a síntese do trabalho (compreendendo objetivo, material e métodos, resultados e conclusões). Ao final do Resumo devem ser fornecidas de 3 a 5 palavras-chave correspondentes do artigo, para facilitar sua indexação posterior. As palavras devem ser separadas por ponto e vírgula, em ordem alfabética, em letras minúsculas e não constar no título. ABSTRACT E KEYWORDS: na sequência apresentar o Abstract também em parágrafo único com até 300 palavras, o qual deve ser a tradução fiel do resumo para o idioma inglês. INTRODUÇÃO: a Introdução deve conter uma revisão bibliográfica sucinta do assunto, que seja suficiente para sua contextualização e o(s) objetivo(s) deve(m) ser mencionado(s) no último parágrafo. CITAÇÕES NO TEXTO: até 2 autores separar os sobrenomes pela letra “e” quando inserido no texto. Exemplo: Castro e Vieira (2012) observaram…; quando citado no fim do parágrafo, entre parênteses, separar com ponto e vírgula. Exemplo: (CASTRO; VIEIRA, 2012); e, para mais de 3 autores, menciona-se o primeiro seguido pela expressão et al. Exemplo: (GONÇALVES et al., 2010) MATERIAL E MÉTODOS: deve conter uma descrição do modelo experimental empregado, com detalhes técnicos suficientes dos procedimentos que possam permitir a reprodução do estudo apresentado, bem como o modelo estatístico utilizado e referenciado. RESULTADOS E DISCUSSÃO: os resultados e discussão devem ser apresentados no mesmo tópico, em sequência lógica no texto, enfatizando somente as observações importantes e evitando a repetição de dados apresentados em tabelas ou figuras, as quais devem ser numeradas em sequência com algarismos arábicos e inseridas logo após sua menção no texto. TABELAS: cada tabela deve ser apresentada e digitada em espaço simples e suas linhas verticais não devem ficar visíveis. As informações no rodapé da tabela devem aparecer em letra tamanho 10. FIGURAS: incluem gráficos, desenhos esquemáticos e fotos. Devem ser numeradas em arábico na sequência de seu aparecimento no texto. Após sua preparação original, os arquivos devem ser convertidos nos seguintes formatos: figuras (.xls ou .jpg), desenhos esquemáticos (.jpg) e fotos (.jpg – podem ser coloridas), sendo inseridas em seus locais no texto. As letras, os números e os símbolos inseridos nas figuras devem ser claros e de tamanho suficiente para serem legíveis, mesmo após redução (se necessária) para publicação. AGRADECIMENTOS: nesta seção podem ser incluídos: (i) contribuições que necessitem agradecimentos, mas não justifiquem autoria, (ii) agradecimentos a auxílio técnico, financeiro e material, incluindo auxílio governamental e/ou de laboratórios farmacêuticos. COMITÊ DE ÉTICA E BIOSSEGURANÇA: (obrigatório quando envolver animais e organismos geneticamente modificados) apresentar número do protocolo com indicação de que o estudo foi aprovado pela Comissão de Ética do Hospital ou Instituição de Pesquisa onde o estudo foi realizado, seguindo as orientações e os Princípios Éticos na Experimentação Animal do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) e do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). REFERÊNCIAS: as referências devem ser editadas em ordem alfabética do sobrenome dos autores, de acordo com as normas da ABNT Todas as páginas de internet (homepages ou endereços URL) citados nas referências devem estar corretas e ativas para permitir o acesso pelos interessados. 3. Regras para elaboração e apresentação do painel Um dos autores deverá estar inscrito no evento. O pôster deve conter dados relevantes para a compreensão do trabalho; serão aceitos apenas trabalhos que serão avaliados pela comissão científica e aprovados. Os painéis devem ser confeccionados em tamanho de 90 cm de largura e 110 cm de altura. O Título (fonte 54) deve ser destacado em negrito e os nomes dos autores (fonte 36) e a instituição de origem (fonte 36) devem vir logo abaixo do título. O texto é apresentado de forma resumida e deve conter: introdução, objetivos, metodologia, resultados, discussões e conclusões (referências, se houver citações no texto). Os resultados devem ser apresentados preferencialmente na forma de tabelas, gráficos ou figuras, com seus respectivos títulos e legendas. Sugere-se distribuir o texto, tabelas e figuras em duas colunas e usar fonte 28 ou maior. Os pôsteres deverão ser afixados às 11 horas do dia 07/11/2019, a apresentação ocorrerá no mesmo dia das 14h30 às 17h30. O painel deverá ser retirado no fim do evento, no dia 08/11/2019, até às 17h30. A Comissão Organizadora não se responsabilizará pelos pôsteres cujos autores não procederam à retirada. 4. Regras para as Comunicações Orais As sessões de comunicações orais serão realizadas no dia 07/11/2019, no campus da Unesp em Ourinhos/SP, das 14h30 às 17h30. Serão selecionados, no máximo, dez (10) trabalhos.  Estarão disponíveis para a apresentação um notebook ou PC com o software Power Point e projetor multimídia. As apresentações deverão ser entregues até às 13h, do dia 07/11/2019, à organização do evento para arquivo e teste. A ordem será determinada pelo coordenador da sessão e o tempo máximo para cada apresentação será de 10 minutos, com mais 5 minutos para perguntas e discussões com a plateia. Recomenda-se que no primeiro slide conste, além do título e nome do apresentador, também nomes dos coautores, instituição e o tipo de trabalho. Os certificados serão disponibilizados posteriormente, por meio do e-mail de inscrição. Certifique-se de ter assinado a lista de presença. Caso o autor principal não possa apresentar, poderá ser substituído por um dos coautores.  
CBH PPA reúne prefeitos para debater abastecimento em municípios do Seridó
O Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Piancó-Piranhas-Açu (CBH PPA) reuniu prefeitos dos municípios de Caicó, Jardim de Piranhas, São Fernando e Timbaúba dos Batistas para discutir a garantia e manutenção do abastecimento d’água nas referidas cidades. A reunião aconteceu na manhã desta quarta-feira (18/09) e foi coordenada pelo presidente do CBH PPA, Paulo Varela. Estiveram presentes o secretário da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, João Maria Cavalcanti; os prefeitos Batata Araújo (Caicó), Elídio Queiroz (Jardim de Piranhas), Polion Maia (São Fernando); Rosy Gurgel, gerente regional da Caern; Givanildo Ananias, gerente da Caern em Jardim de Piranhas; Emanuel Sabino, secretário de Meio Ambiente de Caicó; e representantes da Project e da Associação dos Municípios do Seridó Ocidental. Durante a reunião, foi apresentada, aos prefeitos, a proposta de limpeza no rio Piranhas, no trecho que compreende do município de Coremas até Jardim de Piranhas. A ideia foi bem aceita e os gestores se comprometeram a colaborar com a limpeza. Além disso, acontecerá uma nova reunião sobre o assunto nesta quinta-feira (19/09), em João Pessoa, com representantes da ANA, do comitê e da AESA para discutir outras alternativas para o abastecimento. “Precisamos aprender como lidar com a crise. Um desses aprendizados é a antecipação dos problemas. O que nós estamos fazendo é planejar esse abastecimento enquanto ainda temos água para nos antecipar ao prejuízo. Neste contexto, o papel do comitê é exatamente reunir esses atores. Hoje conversamos com os prefeitos e nesta quinta vamos conversar com a ANA e com os governos da Paraíba e do RN. Vamos enfrentar mais essa crise com solidariedade e em conjunto”, destacou Paulo Varela, presidente do CBH PPA. Para o secretário João Maria, “fizemos esse encontro com os prefeitos porque são eles que estão na porta dos problemas e eles nos ajudam nessas ações. Os prefeitos estão dispostos a fazer uma força-tarefa para nos ajudar. Já temos ideia de como o rio está, mas vamos fazer um monitoramento para que possamos desobstruir algumas vias do rio Piranhas”, explicou. De acordo com Polion Maia, “São Fernando está um ponto fora da curva já que tem água suficiente e reservatório próprio com água. Porém, o nosso município está sendo solidário para com as ações que estão sendo propostas. Estamos colocando as nossas máquinas e nossos homens a disposição para a limpeza no rio”, frisou. Situação do rio Piranhas Durante a reunião desta quarta-feira (18/09), os técnicos da Project fizeram uma explanação sobre a real situação de obstrução do rio Piranhas, sobretudo no trecho que compreende Coremas até Jardim de Piranhas. “Da cidade de Coremas até Jardim de Piranhas são 111,8 km de rio, dos quais cerca de 63,98 estão obstruídos, seja de forma natural ou artificial. Dentro desses 111,8 km, nós temos treze barramentos que foram construídos seja de pedra ou de saco de areia. Dessa forma, essa água acaba ficando empossada e não segue o fluxo normal. O mais recomendável é a limpeza, a remoção dos barramentos artificiais e da vegetação natural”, finalizou Iuri Araújo, técnico da Project.
Presidente do Comitê Jacutinga reforça a importância da implementação dos Instrumentos de Gestão da
O enquadramento é um instrumento de gestão que tem como objetivo garantir que a qualidade da água seja compatível com a sua demanda”. A afirmação foi feita pelo presidente do Comitê Jacutinga, Alexandre Matthiensen, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia, durante o Curso “Água e os Instrumentos de Gestão” realizado nesta terça-feira, 17 de setembro de 2019, no plenário do bloco R, Auditório da Unochapecó, em Chapecó, SC, no qual foi um dos palestrantes. Matthiensen explicou, ainda, que a classificação permite um maior controle da poluição e permite avaliar a evolução da qualidade da água, garantindo que esta esteja de acordo com o seu uso. “Ou seja, a água começa a ser classificada desde seu uso mais nobre, até usos menos nobres”, exemplificou. O Curso buscou discutir a importância dos instrumentos de gestão e a inter-relação que deve a haver entre eles. Segundo os organizadores, com a implementação deles espera-se a diminuição dos efeitos negativos pela ocorrência de eventos climáticos extremos, principalmente de estiagens, que têm ocorrido com frequência na região Oeste. Outros instrumentos de gestão também foram destacados durante o encontro. Pela manhã ocorreu a apresentação do Plano de recursos hídricos, com o relato da experiência do comitê Rio das Antas, pelo atual presidente Giovani José Teixeira. À tarde foi a vez da Gerente Estadual de Outorga da SDE/SC, engenheira ambiental  Marcieli Bonfante Visentin, com o tema Outorga pelo Uso da Água,. E o quarto e último instrumento apresentado foi a Cobrança pelo Uso da Água, com a Dra. Moema Mersiani Acselrad, do INEA/RJ – Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro.        O Curso teve a participação de 120 pessoas entre membros de Comitês de Bacia, Entidade Executiva Ecopef, agentes sociais estratégicos, usuários de água e população de um modo geral. Foi promovido pelos quatro comitês do Oeste Catarinense: Comitê Rio Chapecó, Comitê Rio das Antas, Comitê Rio Jacutinga e Comitê Rio do Peixe. A organização e coordenação da Entidade Executiva Ecopef e SDE, com o apoio da Embrapa, SDE, INEA-RJ, Seara Itapiranga-SC, Consórcio Iberê e UNOCHAPECÓ.   Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ecônomico Sustentável
Expedição Amigos da Água: 30 anos de dedicação e amor ao Velho Chico
A Expedição Científica Amigos das Águas, uma iniciativa apoiada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), completou 30 anos em 2019. O objetivo dessa empreitada, que entre os dias 6 e 8 de setembro, percorreu um trecho de aproximadamente 150 quilômetros, de Três Marias a Pirapora, em Minas Gerias, é de avaliar a qualidade das águas do Rio São Francisco e seus afluentes, bem monitorar a poluição e dejetos de metais contaminantes que podem comprometer a qualidade da água e causar a mortandade dos peixe. A cada descida os expedicionários registram aspectos positivos e negativos e assim, a expedição ganhou um caráter científico! Esses dados são convertidos em ações benéficas ao rio, seja numa campanha educativa de conscientização ou numa discussão mais ampla, sobre a qualidade da água e recuperação da mata ciliar. São registros como o de Adelson Toledo de Almeida da Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco – AMMESF e membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). Aos 70 anos ele é um apaixonado pelo rio e observador nato, por isso, um detalhe chamou atenção dele na descida deste ano. “Ficamos focados na quantidade de peixe, porém observei que a cor da água em alguns trechos esta turva, neste período do ano era para estar clara num tom esverdeado. Teremos que esperar a análise da água, para saber se está dentro da normalidade”, avaliou Adelson. Parceiro da expedição o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Pirapora é um dos responsáveis pelas coletas e análises das águas do Velho Chico. A cada ano os colaboradores captam água em pontos diferentes, com o intuito de ter vários parâmetros de comparação e um vasto material, tanto qualitativo quanto quantitativo. “É um trabalho bastante técnico, com registros fotográficos e coleta de amostras de água. Em cada ponto analisamos 16 parâmetros diferentes”, explicou o biólogo da autarquia, Patrick Nascimento Valim. De acordo com Valim, o rio aparenta estar se recuperando em alguns trechos, principalmente em virtude da melhoria da qualidade da água dos afluentes. “Ano passado vimos muitos bancos de areia e praias formadas, isso aconteceu pela baixa vazão do rio, menos que 300 m³/s. Este ano não vimos isso, pois a vazão aumentou para 470 m³/s. Temos que ressaltar que com mais água, o rio consegue diluir mais os poluentes. Outro dado positivo é que este ano não encontramos peixe morto pelo trajeto. Observamos também que a turbidez do rio Abaeté, afluente do Velho Chico, estava baixa. Não era uma turbidez alta, como em anos anteriores, isso pode ter ocorrido devido as melhorias de condições em toda a bacia do rio Abaeté. Mas, tudo isso só será comprovado com os resultados das análises das águas que coletamos”, observou o biólogo do SAAE. História com o Velho Chico Os expedicionários Amigos da Água são apaixonados pelo Velho Chico! A missão deles de cuidar, preservar e defender o São Francisco é a mesma de 30 anos atrás, quando três amigos decidiram navegar por essas águas, nascendo assim a Expedição. As histórias dos participantes também são inúmeras. Na memória uma biografia vai sendo escrita. Uma história montada a partir das observações de cada um. O agrônomo, Paolo Sequenzia, faz a descida há quatro anos. “Percebemos que o São Francisco anda sofrendo em alguns trechos. Muitos não respeitam a Área de Proteção Permanente (APP), por isso, a importância dessa expedição, pois é uma forma de monitorarmos o rio, observando os aspectos negativos e positivos, além de ser uma oportunidade de analisarmos as águas do Velho Chico e dos afluentes”, explicou o agrônomo. Segundo Paolo, todos os registros feitos na expedição geram um relatório anual. “Temos uma compilação de dados ambientais que é fundamental, pois o rio São Francisco é magnífico, todo ano ele está diferente, muda uma curva, aparece uma ilha, por isso, é importante ter um olhar ambiental, para entendermos se essas mudanças são por motivos naturais ou ações do homem”, disse Sequenzia. O paisagista e ambientalista Mac Donald Morais, coordenador da expedição, finalizou a empreitada bastante contente. “Este ano estou muito feliz, pois tinha água em abundância para navegar durante todo o percurso. Encontramos muitos pássaros, o que é sinal que tem peixes nas partes rasas para a alimentação deles. Esses cardumes de piabas são um bom indicador da recuperação do rio”, apontou Mac. O coordenador também observou que em alguns trechos a mata está com um aspecto melhor. “Ainda existem áreas degradas com nada de mata ciliar, porém, vimos matas com um aparência bem melhor, devido ao aumento do nível do rio, que fez o lençol freático chegar até a vegetação rasteira e arbustos, que normalmente ficam com um aspecto feio. Agora é aguardar os resultados das análises das coletas de água feitas pelo SAAE. Será uma oportunidade de acabarmos com as especulações e desinformações sobre a chegada do rejeito de Brumadinho no rio São Francisco, em especial no trecho de Três Marias à Pirapora”, finaliza Mac. Assessoria de Comunicação CBHSF:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social *Texto: Tiago Rodrigues *Fotos: Tiago Rodrigues
IV Seminário Ambiental em Recursos Hídricos: Conquistas e desafios
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba irá promover o IV Seminário Ambiental em Recursos Hídricos: Conquistas e Desafios.  O evento faz parte da Semana Interamericana da Água do ano de 2019 e será realizado em Torres, no dia 2 de outubro, na Casa da Terra (antigo Centro de Cultura da Prefeitura de Torres). Ocorrerão palestra de técnicos especialistas em assuntos do Meio Ambiente que tratarão de temas como Esgotamento Sanitário, Arroz Ecológico, Pagamentos de Serviços Ambientais (inclusive tema de projeto de lei em Brasília). Programação: - Esgotamento Sanitário – Sec. Mun. Meio Ambiente do Passo de Torres (Roger Maciel); - Arroz Ecológico – IRGA (Edivane Portela); - Pagamento de Serviços Ambientais – CBH Camaquã e Pref. Mun. Camaquã (Renato Zenker e Rafael Sofia); - Plano de Bacia do Rio Mampituba – DRHS (Paulo Paim).   Público alvo: associações, sindicatos, clubes, escolas, condomínios, gestores e legislativos municipais, ONGs e comunidade em geral (Entrada Franca).   Realização: Comitê Local da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba   Apoio: DRHS-RS, CBH Camaquã, IRGA e Pref. Passo de Torres.   Informações e inscrições: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.