Estratégia visa compensar a falta de recarga no Açude Pacajus e reforçar abastecimento de Fortaleza e municípios vizinhos
A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) iniciou, nesta sexta-feira, dia 1º de maio, a operação de transferência de água do Açude Aracoiaba para o sistema hídrico da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A medida integra mais uma ação da Companhia voltada à garantia da segurança hídrica dos reservatórios que abastecem a capital e municípios vizinhos.
O gerente de Operações da Cogerh, Anatarino Torres, destaca que o reservatório passou quatro anos seguidos sem transferir água para a rede integrada da RMF. A necessidade atual surgiu após o monitoramento dos primeiros meses da quadra chuvosa de 2026.
“Os técnicos da Cogerh ficaram acompanhando o aporte dos reservatórios. Vimos que já tínhamos passado dois meses da quadra chuvosa, fevereiro e março, e nada do Pacajus aumentar o seu volume. Fizemos as simulações e levamos os cenários para o Comitê de Bacia da Metropolitana e para a Comissão Gestora do Aracoiaba“, explica Anatarino, ressaltando que a decisão foi tomada em conjunto com a sociedade, dentro do que rege a lei de gestão dos recursos hídricos do Ceará.
A água transferida é direcionada ao Açude Pacajus, que funciona como importante ponto de integração. “Essa perenização é fundamental para que o Pacajus continue, no decorrer do ano, transferindo água para o Pacoti. Através do Pacoti é que Fortaleza é abastecida, passando depois pelo Riachão e, por último, no Gavião, de onde cheja até a Estação de Tratamento da Cagece”, detalha o gerente.
A estratégia é favorecida pelo momento hídrico do Açude Aracoiaba, que hoje se encontra com cerca de 96% de sua capacidade total, próximo da cota de sangria. Esse volume elevado possibilita a transferência sem prejuízos ao atendimento das demandas locais.
De acordo com os estudos técnicos da Companhia, a operação poderá atingir vazões de até 5 m³ por segundo. O acerto firmado com a comissão gestora do açude Aracoiaba prevê que a transferência ocorra até o início de setembro, reforçando a capacidade de atendimento a cerca de 4 milhões de pessoas. O processo será continuamente monitorado e ajustado conforme a evolução das condições do reservatório.
Por Assessoria de Comunicação
Publicado em: 1 de maio de 2026 | Última atualização: 2 de maio de 2026
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Após quatro anos, o reservatório Santa Maria voltou a atingir sua cota máxima de 1.072 metros, registrando vertimento no fim da tarde de domingo (26/04) . O episódio é resultado das chuvas acumuladas nos últimos meses e marca um momento importante para a segurança hídrica do Distrito Federal.
No atual ano hidrológico, compreendido entre setembro de 2025 e março de 2026, o acumulado de precipitação na região da barragem foi de 1.038 mm, sendo 123 mm registrados apenas no mês de março.
A recuperação do reservatório decorre da atuação contínua da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) na gestão dos recursos hídricos. “Esse resultado é fruto de decisões técnicas e de uma gestão rigorosa dos recursos hídricos, que orienta a operação dos sistemas ao longo de todo o ano", afirma o diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro.
Entre as principais ferramentas de gestão está a definição anual da curva de referência do reservatório Santa Maria, que estabelece os volumes úteis a serem alcançados pela Caesb ao final de cada mês.
Elaborada a partir de estudos hidrológicos e da simulação do balanço hídrico do sistema, essa curva funciona como um importante instrumento de planejamento e regulação.
Nos últimos anos, os parâmetros definidos pela Adasa passaram a incorporar restrições operacionais à concessionária, como limites de captação e regras para transferências entre sistemas de abastecimento, com o objetivo de garantir a recuperação gradual do reservatório.
“O vertimento do Santa Maria é um marco importante e mostra não só as boas condições de chuva, mas todo um esforço de planejamento, regulação e monitoramento. A Adasa vai seguir atuando com base em dados e estudos para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda de água”, reforça Raimundo Ribeiro.
Além do reservatório de Santa Maria, cabe destacar que o do Descoberto já está vertendo desde 06 de janeiro e o Paranoá segue atendendo as cotas estabelecidas pela Adasa.
Embora o cenário atual seja positivo e indique segurança hídrica para o DF, a Adasa reforça a importância do consumo responsável de água por parte da população.
A Agência reitera ainda que o acompanhamento dos níveis dos reservatórios pode ser feito por qualquer cidadão, diariamente, por meio do Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos (SIRH), disponível no site oficial da Adasa.
Assessoria de Comunicação Institucional (ACI)
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Publicado em: 27/04/2026
Foto: Matheus Lemos (ASCOM/INEMA)
A Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador, foi palco, nesta terça-feira (06), do lançamento oficial da 13ª edição da campanha “Eu Viro Carranca para Defender o Velho Chico”. Com o tema “Velho Chico. Um rio, muitas mãos.”, a iniciativa reforça a importância da mobilização coletiva em defesa do Rio São Francisco e da construção de ações permanentes voltadas à sua preservação e revitalização.
Reconhecido como um dos principais rios do país, o Velho Chico atravessa territórios, culturas e histórias, sendo essencial para o abastecimento, a economia, a biodiversidade e a identidade de milhões de brasileiros. A campanha surge justamente como um chamado à união entre instituições, comitês de bacias hidrográficas, sociedade civil, comunidades ribeirinhas e demais parceiros comprometidos com a proteção do rio.
O evento reuniu representantes de órgãos públicos, entidades ambientais, integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas e convidados ligados à pauta dos recursos hídricos. Nesta edição, a campanha retoma seu formato original, com ações simultâneas em quatro municípios que representam as diferentes regiões fisiográficas da bacia do São Francisco: Paracatu (MG), Érico Cardoso (BA), Juazeiro (BA) e Canindé de São Francisco (SE).
As mobilizações da campanha acontecerão no dia 03 de junho, data em que os territórios envolvidos promoverão atividades de sensibilização, participação social e valorização do Velho Chico, fortalecendo o engajamento em torno da preservação do rio.
Participando do lançamento, a assessora de comunicação do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH), Thamires Mercês Gomes, destacou a relevância da campanha como instrumento de mobilização social e fortalecimento da governança das águas.
“Defender o Velho Chico é defender a vida, a cultura e a história de milhares de pessoas que dependem diretamente desse rio. A campanha tem um papel fundamental ao aproximar a sociedade dessa pauta e mostrar que a preservação do São Francisco precisa ser um compromisso coletivo e permanente”, afirmou.
Com o mote “Um rio, muitas mãos”, a campanha reafirma que o futuro do Velho Chico depende da participação integrada de diferentes setores da sociedade, fortalecendo o diálogo, a conscientização e o cuidado compartilhado com um dos maiores patrimônios hídricos do Brasil.
A programação completa da campanha pode ser acessada no site oficial: virecarranca.com.br/programacao
Vídeos curtos vão apresentar pesquisas e aproximar a população da gestão dos recursos hídricos em Minas Gerais
O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) lançou no dia 26 de abril, em suas redes sociais, o quadro “Momento RMRH”, uma iniciativa voltada à divulgação científica na área de recursos hídricos. A proposta é apresentar, em vídeos curtos, pesquisas publicadas na Revista Mineira de Recursos Hídricos (RMRH), destacando resultados e aplicações práticas dos estudos.
O primeiro episódio contou com a participação da pesquisadora Lívia Costa, autora do trabalho “O Plano Mineiro de Segurança Hídrica: desenvolvimento, impactos na gestão dos recursos hídricos em Minas Gerais e seus desafios”, publicado no volume 5 (2026) da revista. No vídeo, a autora apresentou os principais pontos da pesquisa, abordando a importância do planejamento estratégico para garantir a segurança hídrica no estado.
A iniciativa busca ampliar o alcance das produções científicas e tornar o conteúdo mais acessível ao público. Segundo a assessora de Programas, Projetos e Pesquisa em Recursos Hídricos do Igam, Camila Lacerda, o objetivo é fortalecer a conexão entre conhecimento técnico e sociedade.
“Todos os autores estão convidados a participar desse projeto, que busca ampliar a visibilidade dos trabalhos científicos publicados na RMRH, disseminar o conhecimento na área de gestão das águas e promover uma maior aproximação entre a ciência e a sociedade”, destaca.
Além de divulgar pesquisas relevantes, o quadro também pretende incentivar a participação de outros autores. Os interessados em integrar o “Momento RMRH” devem entrar em contato com a editoria de comunicação da revista pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. No primeiro contato, é necessário informar o título do estudo e o volume da publicação em que foi divulgado, para receber orientações técnicas sobre a produção dos vídeos.
Com a iniciativa, o Igam reforça o papel da comunicação científica como ferramenta estratégica para democratizar o acesso à informação e contribuir para uma gestão mais eficiente e participativa dos recursos hídricos em Minas Gerais.
Acesse aqui as publicações do Momento RMRH.
Ascom/Sisema
Publicado em:Seg, 27 abr 2026
O Governo de Mato Grosso publicou, nesta quarta-feira (29.4), o decreto que declara situação de emergência ambiental no Estado e estabelece o período proibitivo de uso do fogo, em decorrência dos riscos de incêndios florestais.
Este ano, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas localizadas nos três biomas existentes no estado (Amazônia, Cerrado e Pantanal) será de 1º de julho a 30 de novembro.
A medida leva em consideração as previsões de condições climáticas adversas, como estiagem prolongada, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar e ventos intensos, que favorecem as ocorrências de incêndios florestais.
Conforme o decreto, em caso de alteração nas condições climáticas ao longo do ano, o período de restrição ao uso do fogo poderá ser prorrogado ou antecipado pelo órgão estadual competente.
A norma estabelece ainda que a proibição ao uso do fogo não se aplica às queimas excepcionais realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais.
O decreto institui também a Sala de Situação Central (SSC) que irá atuar como órgão consultivo e deliberativo para a fase de respostas durante a temporada de incêndios, que vai de 1º de julho a 30 de novembro. Entre as atribuições da Sala estão o fortalecimento das ações de monitorização, deliberação técnica, otimização de recursos e resposta rápida às queimadas ilegais e aos incêndios florestais, de forma integrada com os diversos níveis de governo.
A coordenação da Sala de Situação Central ficará a cargo do Corpo de Bombeiros Militar, por meio de sua Diretoria Operacional.
Confira o decreto aqui.
*Texto: Clenia Goreth
SEMA-MT
Publicado: Quarta, 29 de Abril de 2026, 17h24 | Última atualização em Quarta, 29 de Abril de 2026, 17h24
A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades promove, entre os dias 4 e 8 de maio de 2026, uma série de transmissões ao vivo com orientações práticas para o preenchimento do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).
Os encontros serão realizados sempre às 10h (horário de Brasília), no canal oficial do Ministério das Cidades no YouTube, e contarão com a participação das equipes técnicas responsáveis pelo sistema.
Embora voltadas especialmente a gestores e prestadores de serviços, as lives são abertas a todos os interessados no setor de saneamento básico — uma excelente oportunidade para ampliar conhecimentos e esclarecer dúvidas.
Confira a programação:
🔹 04/05 – Abastecimento de Água🔹 05/05 – Esgotamento Sanitário🔹 06/05 – Gestão Municipal🔹 07/05 – Resíduos Sólidos Urbanos🔹 08/05 – Drenagem e Manejo de Águas Pluviais
⏱️ Cada transmissão terá duração aproximada de duas horas.
🔗 Acompanhe, participe e fortaleça a gestão do saneamento no Brasil!
Fonte:
https://meioambiente.mg.gov.br/w/participe-das-lives-sobre-o-sinisa-2026
Qui, 30 abr 2026
A Revista Velhas nº23, mais nova edição da publicação semestral do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), já está disponível em sua versão digital! A palavra de ordem da vez é ‘preservação’. Em um tempo em que os sinais da crise climática se tornam cada vez mais evidentes, preservar deixou de ser apenas um ideal e passou a ser uma urgência. Mas preservar também é construir. É planejar, investir, transformar realidades e, sobretudo, imaginar futuros possíveis para o nosso rio
Veja os destaques:
A bacia do Rio das Velhas entra em uma nova fase. Com a aprovação do Enquadramento dos corpos hídricos, abre-se um horizonte que exige mais do que diagnóstico: exige ação coordenada, compromisso e continuidade. O que está em jogo não é apenas a qualidade da água, mas a capacidade de traduzir planejamento em transformação concreta nos territórios.
Se o planejamento aponta caminhos, o cuidado cotidiano mostra que eles já começam a ser trilhados — muitas vezes onde menos se espera. Entre quintais, ruas e fragmentos de vegetação, as nascentes urbanas resistem e revelam algo poderoso: a água ainda encontra espaço para brotar, desde que haja atenção, vínculo e responsabilidade. Ao mesmo tempo, novas iniciativas ampliam esse olhar, integrando a proteção dessas fontes à segurança hídrica das cidades.
Jornalismo ambiental e turismo responsável
Mas para que essas histórias existam — e, sobretudo, para que ganhem força — é preciso que sejam contadas. Em um país marcado por conflitos ambientais e disputas de narrativa, o jornalismo socioambiental se afirma como ferramenta essencial de defesa da vida, dos territórios e dos bens comuns. Informar, aqui, é também proteger.
Há também caminhos concretos que mostram como conservação e desenvolvimento podem caminhar juntos. É o caso da TransCabral, travessia de longo curso que percorre a região da Serra do Cabral, no Baixo Velhas, articulando turismo de natureza, proteção ambiental e geração de renda para comunidades locais. Ao longo de seu trajeto, a iniciativa revela o potencial de um modelo de desenvolvimento que reconhece a paisagem como patrimônio e o rio como eixo estruturador de oportunidades.
Embarque com a gente nesse rio! Clique aqui e confira a versão digital na íntegra!
COP 30 e as mudanças climáticas na bacia
Nesta edição, cruzamos o país ao lado de Sergio Myssior e Thiago Metzker, que decidiram transformar o deslocamento até a COP-30 em uma jornada de escuta pelos territórios brasileiros. Ao percorrer milhares de quilômetros por diferentes biomas, reuniram relatos, impressões e evidências de um tempo em que os impactos da crise climática já são visíveis — mas também em que respostas locais emergem com criatividade e resiliência.
Porque, se o futuro está em disputa, ele também já começou. E os dados não deixam dúvidas: em apenas 25 anos, Belo Horizonte registrou um aumento significativo em sua temperatura média. A emergência climática não é mais projeção — é presença, e se impõe sobre o cotidiano das cidades e dos territórios.
Novos tempos e paisagens históricas
Nesse contexto, decisões estruturais ganham ainda mais peso. A privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) inaugura um novo capítulo para os municípios da bacia, trazendo incertezas, desafios e escolhas que terão impacto direto sobre tarifas, investimentos e, sobretudo, sobre a garantia do acesso à água e ao saneamento nas próximas décadas.
Seguimos também pelo território da UTE Poderoso Vermelho, onde história e natureza correm lado a lado, revelando como a preservação pode ser, ao mesmo tempo, memória e projeto de futuro. Em paisagens marcadas por patrimônio cultural e riqueza ambiental, vemos que proteger é também reconhecer identidades e fortalecer vínculos.
Há poesia na preservação
Na editoria Olhares, a poesia encontra o rio — lembrando que, antes de recurso, a água é símbolo, linguagem e imaginação. Entre dados e histórias, desafios e esperanças, esta edição reafirma um ponto essencial: preservar não é resistir ao futuro — é torná-lo possível.
Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Os Comitês Gestores dos Programas de Revitalização dos Recursos Hídricos, presididos pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), aprovaram R$ 32,5 milhões para a ampliação e o fortalecimento do Programa Produtor de Água na bacia do Rio Grande. O projeto foi elaborado e apresentado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que teve atuação central na estruturação técnica da proposta, a partir de demandas encaminhadas pelos projetos que são apoiados pelo Programa.
No total, o pacote de investimentos aprovado somou R$ 1,04 bilhão, destinado à revitalização de bacias hidrográficas estratégicas e ao fortalecimento da segurança hídrica em diferentes regiões do país, como parte do Eixo Revitalização de Bacias Hidrográficas do Programa Novo PAC do Governo Federal.
Os recursos das contas de revitalização são provenientes de aportes anuais da Eletrobras, que destinam R$ 350 milhões por ano ao CPR São Francisco e Parnaíba e R$ 230 milhões ao CPR Furnas, pelo período de dez anos. Após a aprovação, a execução dos recursos será realizada pela empresa AXIA (antiga Eletrobras), com apoio técnico da Agência, que continuará acompanhando a implementação das ações previstas.
Expansão de política hídrica
No CPR Furnas, onde o volume aprovado alcança R$ 634,6 milhões, a ANA foi a responsável por apresentar o projeto de ampliação e o fortalecimento do Programa Produtor de Água na bacia do Rio Grande e a avaliação integrada dos impactos e alternativas de mitigação da poluição hídrica na bacia do Alto Tietê.
A participação da instituição reforça a integração entre conservação ambiental, gestão de recursos hídricos e desenvolvimento regional, além de consolidar seu papel como referência técnica na estruturação de projetos voltados à segurança hídrica no país.
O Programa Produtor de Água
Desde 2001, o Programa Produtor de Água busca contribuir com a segurança hídrica por meio do apoio a projetos locais que induzam a adoção de práticas de conservação de água e solo no meio rural, tendo a microbacia hidrográfica como unidade de planejamento e gestão. O Programa é implementado a partir do apoio institucional, técnico e financeiro da ANA a projetos locais, os quais são desenvolvidos por um conjunto de parceiros interessados em resolver as questões que colocam em risco a segurança hídrica de uma determinada microbacia.
Sua metodologia incentiva a formação de estruturas locais de governança compostas por instituições que atuam no território – associação de produtores rurais, poder público municipal e estadual, comitês de bacias hidrográficas (CBHs), organizações não governamentais (ONGs), companhias de abastecimento, outros usuários de água e demais interessados. O Programa ainda incentiva a adoção do Pagamento pelos Serviços Ambientais, onde os produtores rurais são remunerados pelos seus serviços ambientais produzidos pelas práticas conservacionistas.
A ANA apoia projetos do Produtor de Água por todo o Brasil, que atendem habitantes das regiões metropolitanas de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Palmas (TO), Rio Branco (AC), entre outras regiões. Esses projetos contam com apoio de diversos parceiros, como prefeituras, comitês de bacias hidrográficas, universidades, organizações não governamentais (ONGs), empresas privadas e instituições públicas.
Com informações Ascom/MIDR
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) realiza, no próximo dia 13 de maio (quarta-feira), o I Encontro de Gestores Municipais da Bacia do Rio das Velhas: Caminhos e desafios do Enquadramento das águas. O evento acontecerá das 8h30 às 13h, no Auditório da Associação Mineira de Municípios (AMM), em Belo Horizonte.
A iniciativa é voltada a gestores públicos municipais inseridos na bacia e tem como objetivo central alinhar estratégias e fortalecer a atuação dos municípios frente aos desafios para o cumprimento das metas do enquadramento dos corpos d’água e da Meta 2034, com foco na melhoria da qualidade e da quantidade das águas.
A ação é realizada pelo CBH Rio das Velhas, por meio do Programa de Mobilização Social e Educação Ambiental, executado pela empresa TantoExpresso, e conta com a parceria da AMM, que sediará o encontro.
Integração e compromisso institucional
O encontro também marcará a assinatura da Carta de Belo Horizonte pelos gestores municipais da bacia, consolidando um compromisso político-institucional com o fortalecimento da governança interfederativa e a ampliação do protagonismo dos municípios na agenda hídrica.
A iniciativa busca apoiar o cumprimento das metas do enquadramento, promover ações estruturantes nas áreas de saneamento, conservação e gestão territorial, além de ampliar o acesso a financiamentos e parcerias institucionais.
Desafios para a gestão das águas
A programação do evento abordará os principais desafios enfrentados pelos municípios da bacia, como o déficit de saneamento urbano e rural, a insuficiência de infraestrutura para tratamento de esgoto e o lançamento de cargas poluidoras nos corpos d’água. Também estarão em pauta as pressões decorrentes da expansão urbana desordenada, das atividades industriais e agropecuárias e da degradação de nascentes e áreas de recarga.
Outro ponto de destaque será a necessidade de maior articulação entre municípios e instâncias da bacia, além da integração entre planejamento urbano e gestão hídrica, considerada essencial para o avanço das metas estabelecidas. A programação inclui momentos de debate técnico, apresentação de metas e troca de experiências entre gestores municipais.
Programação
8h30 às 9h – Recepção, coffee e credenciamento
9h – Abertura
9h30 – Desafio: Novo enquadramento do Rio das Velhas
10h – Apresentação da Meta 2034
10h15 – Estratégia: Possibilidades de parceria para saneamento municipal
11h20 – “Velhas eu faço parte”: roda de conversa com os gestores municipais
12h – Aprovação da Carta de Belo Horizonte
12h30 – Encerramento
O evento contará com a participação de representantes de instituições como Funasa, Codevasf, Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), CAOMA, Copasa e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD).
Serviço:
I Encontro de Gestores Municipais da Bacia do Rio das Velhas: Caminhos e desafios do Enquadramento das águasData: 13 de maio de 2026 (quarta-feira)Horário: 8h30 às 13hLocal: Auditório AMM – Av. Raja Gabaglia, 385, Cidade Jardim, Belo Horizonte/MGPúblico-alvo: Gestores públicos municipais da Bacia do Rio das Velhas
Mais informações: Karen Castelli (15) 99115-3014 – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
O novo episódio do podcast Travessia, produzido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), já está no ar. A edição #219 traz como tema central o VII Encontro de Comitês Afluentes do Rio São Francisco, realizado no início de abril, em Belo Horizonte (MG).
Com o tema “Juntos pelo PIRH-SF”, o encontro reuniu representantes de diferentes regiões da bacia, órgãos gestores, especialistas e instituições parceiras para fortalecer a atuação integrada e ampliar a participação na construção do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia do São Francisco.
No episódio, o ouvinte acompanha reflexões e contribuições de representantes de comitês afluentes, que destacam a importância da cooperação entre os territórios para enfrentar desafios comuns, como a segurança hídrica, os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de um planejamento mais conectado entre as regiões.
O Travessia #219 evidencia ainda o papel estratégico dos comitês afluentes na gestão descentralizada das águas, trazendo diferentes olhares sobre a realidade da bacia e reforçando a importância da escuta, do diálogo e da construção coletiva.
Ouça agora o episódio 219 do podcast Travessia e acompanhe esse importante debate sobre o futuro do Velho Chico.
O podcast está disponível nas principais plataformas digitais e também no site do CBHSF.
Assessoria de Comunicação do CBHSF:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Publicado: Sexta, 24 de Abril de 2026, 15h43 | Última atualização em Sexta, 24 de Abril de 2026, 15h47
O defeso da Piracema em Mato Grosso continuará no mesmo período dos últimos anos, entre os dias 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027, segundo decisão do Conselho Estadual de Pesca (Cepesca). A determinação ocorreu, nesta quinta-feira (23.4), durante a 2ª Reunião Ordinária do ano, transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Sema. A resolução será publicada no Diário Oficial nos próximos dias.
Nesse período, será permitida a pesca de subsistência desembarcada nos rios das bacias hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins. A medida reforça que a pesca de subsistência é a praticada artesanalmente por ribeirinhos ou comunidades tradicionais e garante apenas a alimentação familiar, sem fins comerciais. As demais modalidades estarão proibidas.
O Cepesca decidiu manter o período baseado nos estudos de monitoramento reprodutivo dos peixes de interesse pesqueiro no Estado. Os dados técnicos foram apresentados pela pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e conselheira do Cepesca, Lucia Mateus.
Em sua apresentação, a pesquisadora mostrou dados que indicam que o pico reprodutivo ocorre entre outubro e janeiro. Nestes meses, a probabilidade de encontrar peixes em atividade reprodutiva chega a 80%. “A definição do período de proibição deve buscar o equilíbrio entre a máxima proteção dos estoques com o mínimo prejuízo aos usuários do recurso. Neste período, os rios ainda estão com volume relativamente baixo de água e os peixes estão reunidos em cardumes para a migração, fator que aumenta o adensamento dos peixes e a vulnerabilidade”, explicou Lúcia.
O Monitoramento da Reprodução de Peixes de Interesse Pesqueiro no Estado de Mato Grosso tem 10 anos de análise. Desde 2015, o Cepesca, em atendimento à Notificação Recomendatória do Ministério Público, iniciou estudos e compilou dados técnicos científicos já existentes sobre o período reprodutivo dos peixes de interesse comercial nos principais rios do estado. A análise permitiu integrar dados que incluem informações mensais sobre a reprodução de várias espécies desde 2004. Os resultados desta análise vêm sendo atualizados anualmente.
“Mato Grosso é o único Estado do país que reúne o seu Conselho de Pesca para definir o período de defeso, pois temos acesso a este trabalho que é feito pelas universidades. São informações completas, de muito tempo, com dedicação de muitos profissionais. Os dados mostram que mais de 80% do período reprodutivo acontecem nestes três meses, então é uma decisão bem técnica que o Conselho coloca aqui do que é melhor para a reprodução dos peixes”, destacou o secretário executivo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e presidente do Cepesca, Alex Marega.
Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato GrossoTexto: Renata PrataFoto: Mayke Toscano Secom-MT
A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realizou, nesta terça-feira (7/4), a Audiência Pública n° 004/2026 para discutir o reajuste tarifário anual dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário prestados pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), referente ao ano de 2026.
A mesa foi presidida pelo diretor da Adasa, Vinicius Benevides, e contou com a participação do Ouvidor Fernando Martins, do Secretário-geral Rodrigo Sábato, do Assessor Ciro José de Freitas e do Superintendente de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira, Cássio Cossenzo.
O encontro teve como objetivo receber contribuições da sociedade sobre os cálculos apresentados pela agência, que consideram os custos, investimentos e demais componentes necessários à prestação eficiente dos serviços. A metodologia do reajuste está prevista no contrato de Prestação de Serviços n° 001/2006, firmado entre Adasa e Caesb.
O diretor da Adasa, Vinicius Benevides, destacou a importância do processo participativo:
“Gostaria de enfatizar a importância desta audiência, especialmente no que diz respeito à participação da sociedade e à transparência da concessionária em apresentar suas posições.”
Já a Coordenadora de Regulação Econômica da área de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira (SEF), Cristina de Saboya Gouveia Santos, responsável pela apresentação, explicou os fundamentos do reajuste: “A tarifa é definida, a cada 4 anos, por meio da revisão da estrutura de custos, incluindo investimentos e demais despesas necessárias, resultando em uma tarifa média. Anualmente, essa tarifa é atualizada para recompor as perdas inflacionárias, com o objetivo de preservar o equilíbrio econômico-financeiro da prestação, conforme previsto em contrato.”
Na sequência, a analista da Caesb, Lieda Medeiros Mendes, apresentou as contribuições elaboradas pela companhia no âmbito do processo.
Com base nos cálculos apresentados, a proposta inicial de reajuste foi de 2,51%. No entanto, após atualizações metodológicas, incluindo a publicação da Resolução nº 69/2026, que trata do incentivo à economia de energia, o percentual preliminar passou a ser de 2,97%.
O índice final ainda será definido após a análise das contribuições recebidas, tanto da Caesb quanto dos usuários, e posteriormente submetido à deliberação da diretoria colegiada da Adasa.
Os documentos e memória de cálculo do reajuste e a gravação da AP estão no site da Agência e podem ser consultados pelo link
https://www.adasa.df.gov.br/audiencias-publicas/audiencias-em-andamento/audiencias-publicas/audiencias-em-andamento/3025-audiencia-publica-n-004-2026
A data para envio de contribuições é até as 18h do dia 08/04/2026, quarta-feira, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Assessoria de Comunicação Institucional (ACI)
(61) 3961-4972 | (61) 3966-7514
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07/04/2026
Imagine cidades mais planejadas e populações com acesso universal aos serviços de saneamento básico. Longe de ser apenas uma idealização, esse cenário está prestes a se tornar realidade. Para isso, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari (CBH Araguari) vai investir R$ 59,5 milhões em um edital destinado a auxiliar as prefeituras dos municípios com sede na Bacia a tirarem seus projetos do papel.
O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) contemplará projetos executivos já elaborados, uma etapa essencial para viabilizar o início das obras de saneamento. Conforme diretrizes da Lei 11.445/07, o saneamento básico contempla o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
Logo, investir em saneamento básico é buscar a prevenção de doenças, a redução da mortalidade infantil e a melhoria nos índices de educação e empregabilidade. Além disso, a iniciativa impulsiona a expansão do turismo e garante mais dignidade, desenvolvimento econômico e qualidade de vida para milhares de pessoas.
Segundo o presidente do CBH Araguari, Sylvio Andreozzi, viabilizar a execução de projetos desse nível é, ainda, investir na preservação das águas da Bacia do Rio Araguari. “A partir do momento que nós organizamos o esgotamento sanitário e fazemos o tratamento do esgoto, a água que retorna para os nossos corpos d'água tem uma qualidade melhor e, portanto, será de boa qualidade no restante da bacia”, explica.
Como as Prefeituras podem participar
O edital de R$ 59,5 milhões do CBH Araguari é voltado para os municípios com sede na Bacia do Rio Araguari. Podem participar todas as cidades que já fazem a coleta de esgoto doméstico, independentemente de a água já receber tratamento adequado ou não. Além disso, o financiamento é válido para qualquer modelo de gestão local: seja o serviço de saneamento prestado diretamente pela prefeitura, por empresas públicas ou por concessionárias privadas.
O edital estabelece pré-requisitos rigorosos de modo a garantir a aplicação desse recurso com eficiência. As principais exigências incluem:
A cidade deve ter um Plano Municipal de Saneamento Básico aprovado por lei e regras claras de cobrança (tarifa) para os serviços de esgoto.
É obrigatório possuir um mapa técnico atualizado de toda a rede de tubulações de esgoto do município.
O participante não pode ter dívidas referentes ao uso da água com o Comitê, nem receber recursos de outros lugares para financiar a mesma obra.
É preciso apresentar projetos executivos já licenciados para a obra, assinados por engenheiros responsáveis e com orçamentos atualizados nos últimos 30 dias.
O processo de inscrição é 100% digital. Os municípios e empresas interessados devem reunir toda a documentação exigida e enviá-la para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. dentro do prazo estipulado no edital.
É importante destacar que cada município ou concessionária interessada deverá eleger a sua principal demanda estrutural. Isso porque o edital permite a candidatura de apenas um único projeto por participante. Confira o edital completo neste link.
Cobrança pelo uso da água e parcerias
Esse investimento milionário do CBH Araguari em saneamento básico é proveniente dos recursos adquiridos com a cobrança pelo uso da água, instrumento essencial para a atuação do Comitê. É por meio dos valores arrecadados com ela que o Comitê pode investir em projetos de melhoria para toda a Bacia, inclusive naqueles que necessitam de apoio do Poder Público Municipal, como o caso do PMI.
A Diretora Técnica da Abha Gestão de Águas, entidade equiparada do Comitê, Angélica Eulália Fernandes Spirandelli, ressalta que a união das prefeituras com o Comitê é um caminho seguro para garantir a execução dessas melhorias. “Essa parceria é fundamental para transformar a arrecadação em benefícios reais. O Comitê entra com o fomento financeiro e os municípios com a ponta da execução, criando uma engrenagem eficiente onde quem mais ganha é o meio ambiente e a população local.
Fonte: Assessoria de Comunicação do CBH Araguari
Projeto financiado pelo CBH Piracicaba celebra quatro anos de ações contínuas de preservação ambiental e melhorias na qualidade da água
Um trabalho contínuo de preservação ambiental desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos já apresenta resultados concretos na Bacia do Rio Piracicaba. Por meio do programa Rio Vivo, iniciativa financiada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH Piracicaba), mais de 1.000 nascentes foram protegidas, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade e da segurança hídrica da região.
Para celebrar o marco, foi realizada no dia 10 de abril uma solenidade na zona rural do município de Jaguaraçu (MG), no Vale do Aço. O evento reuniu representantes dos CBH Piracicaba e CBH Doce, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), da Agedoce, da Escola de Projetos da Unifei/Profágua, além de autoridades municipais, produtores rurais e estudantes da rede municipal de ensino.
Atualmente, Jaguaraçu conta com cerca de 40 nascentes protegidas pelo programa. Para o produtor rural Paulo Roberto Pires, os resultados já são perceptíveis. “Em pouco tempo, as ações já começam a apresentar resultados. É possível perceber a melhoria na qualidade da água, já que o gado não tem mais contato direto com as nascentes, pois o cercamento evita o pisoteio dos animais”, destacou.
As nascentes protegidas fazem parte da microbacia do Rio Piracicaba e estão alinhadas às diretrizes do Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH) do Rio Doce.
Segundo o secretário do CBH Doce, Flamínio Guerra, o número alcançado evidencia o compromisso das instituições envolvidas com a preservação ambiental. “A recuperação de nascentes está prevista no PIRH, que estabelece a meta de proteger e restaurar nascentes até 2042. Já observamos resultados concretos, como a melhoria da qualidade da água, maior estabilidade hídrica e o fortalecimento da resiliência ambiental da bacia”, afirmou.
Nascentes protegidas, rios mais seguros
O programa Rio Vivo é financiado com recursos da cobrança pelo uso da água, instrumento de gestão que incentiva o uso racional dos recursos hídricos e viabiliza investimentos na recuperação e preservação dos mananciais. As ações são definidas a partir de diagnósticos técnicos e incluem, além do cercamento de nascentes, a implantação de soluções de saneamento básico rural e o controle de sedimentos, com foco na ampliação da disponibilidade hídrica dos rios.
Para o presidente do CBH Piracicaba, José Augusto Gonçalves, o acompanhamento constante das iniciativas é fundamental. “Acompanhar o andamento dessas ações é essencial para garantir a efetividade das medidas de preservação e seus impactos positivos na bacia. Esperamos ampliar ainda mais o número de nascentes protegidas e avançar na execução das demais ações previstas no Rio Vivo”, ressaltou.
Presente na solenidade, o coordenador da Unidade Regional de Gestão das Águas (URGA) Leste Mineiro e representante do IGAM, Wyllan Melo, destacou o legado do projeto para as próximas gerações. “Proteger uma nascente é assumir um compromisso que vai além do presente. É garantir mais saúde, qualidade de vida e segurança hídrica para a população no futuro”, enfatizou.
Ao longo dos últimos quatro anos, o CBH Piracicaba já investiu mais de R$ 8 milhões na execução das ações do Rio Vivo na Bacia do Piracicaba. Até o momento, 1.036 nascentes foram protegidas na bacia, consolidando o programa como uma das principais iniciativas de recuperação ambiental e gestão sustentável dos recursos hídricos da região.
Fonte: Tribuna do Piracicaba
Publicado em 15/04/2026
Reunião reforçou a cooperação internacional e a troca de experiências em monitoramento e governança de recursos hídricos
7 de abril de 2026
A apresentação de especialistas do Escritório Internacional da Água (OiEau) e da Agência Francesa Loire-Bretagne, instituições parceiras dos Comitês e da Agência PCJ, foi o grande destaque da 278ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), realizada nesta terça-feira, 7 de abril, por videoconferência. Na pauta, Hervé Gilliard, delegado da agência francesa para as relações externas e internacionais, e Remi Boyer, chefe de projetos do OiEau, abordaram aspectos do sistema francês de gestão de recursos hídricos, com ênfase em monitoramento hidrológico, protocolos para situações de escassez e excesso hídrico, além de mecanismos de financiamento.
A agenda fez parte de uma nova etapa do Projeto Interagências, uma cooperação institucional liderada desde 2019 pelo OiEau, que reúne três agências de água no Brasil e na França: Agência de Águas Loire-Bretagne, Agência das Bacias PCJ e Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap). O objetivo é aperfeiçoar a gestão dos recursos hídricos e trocar experiências entre as instituições.
A reunião foi conduzida pelo coordenador da CT-MH, Alexandre Vilella, e contou com a participação do secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, da presidente do CBH-PJ1 (Comitê Mineiro), Mylena de Oliveira, e o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera. “Em nome da toda a diretoria colegiada dos Comitês PCJ, gostaria de ressaltar que é uma grande satisfação recebê-los, ainda que virtualmente. Nossos encontros têm sido um importante momento de troca de experiências e informações. Também parabenizo a coordenação da CT-MH por trazer a experiência francesa na gestão de recursos hídricos, especialmente quanto aos sistemas de monitoramento, protocolos de escassez e de cheias, bem como os sistemas de financiamento de ações para melhorar nossos mananciais. Que possamos seguir juntos na busca por soluções eficientes, sustentáveis e duradouras, sobretudo em um contexto de mudanças climáticas”, destacou Denis.Na apresentação, Gilliard explicou o funcionamento do modelo francês de gestão e destacou estratégias adotadas em períodos de estiagem. Somente na Bacia do Loire-Bretagne, que possui 150 mil km2 (28% da área da França) e 13 milhões de habitantes, são investidos R$ 60 milhões por ano, apenas em monitoramento hidrológico, que conta com 1.440 estações de medição. Já no financiamento de projetos – como soluções baseadas na natureza, saneamento e uso racional de água – , são aplicados R$ 2,4 bilhões anuais, com recursos provenientes da cobrança pelo uso da água. Em 2025, foram financiados 3.904 empreendimentos nesse modelo.
“O volume da arrecadação francesa é 20 ou 30 vezes maior – ou até mais, dependendo da conversão do euro – do que a gente arrecada aqui. No entanto, os indicadores podem ser desenvolvidos independentemente da ordem de grandeza dos recursos. Esse é um ponto em que precisamos evoluir”, comentou Vilella.Para exemplificar a gestão de crises, o especialista francês utilizou o caso do Rio Luar, onde duas barragens foram construídas 40 anos atrás para mitigar cheias e manter níveis mínimos durante períodos de seca. Diante do agravamento esperado das mudanças climáticas, o comitê de bacia iniciou um estudo de longo prazo (quatro anos) para projetar o futuro do rio, com base em análises integradas de hidrologia, ecologia, usos e clima. Entre os resultados preliminares, aponta-se a possível necessidade de liberar o dobro de água para garantir vazões mínimas em períodos críticos.
No debate com os membros da CT-MH, também foi abordado o instrumento francês dos “contratos de resiliência”, que financia entidades locais na busca por soluções como interconexão de sistemas e redução de perdas, garantindo o abastecimento em situações de crise. A agência francesa condiciona o financiamento a projetos prioritários alinhados a objetivos ambientais. “Para nós, é sempre um prazer e uma honra participar de diálogos sobre governança com nossos parceiros do Brasil nessa cooperação histórica”, ressaltou Boyer.
Outras apresentações
Na pauta tradicional da CT-MH, também foram apresentadas informações sobre a situação dos mananciais nas Bacias PCJ, o Sistema Cantareira, dados dos usuários e condições hidrometeorológicas.
A partir de abril, o Cantareira passou a operar na faixa de atenção, com volume acima de 40%. No dia 6 de abril, o volume do sistema estava em 43,6%. Na mesma dada em 2025, era de 58,6%, e, em 2024, atingiu 77,8%. Vilella observou que, em março, ocorreram chuvas generalizadas, intensas, porém bastante pontuais.
Duas ocorrências foram relatadas pelos membros. A primeira foi uma inundação no final de fevereiro, em Piracaia (SP), descrita pelo engenheiro Reginaldo Grunwald, da prefeitura local, como um evento atípico, com precipitação de 70 mm em 40 minutos, afetando cerca de 40 famílias. A segunda foi relatada por Luís Garcia, da Sanasa Campinas, sobre uma paralisação na captação no Rio Atibaia, em 7 de março, associada à mortandade de peixes. A ocorrência foi comunicada à Cetesb. Lúcio Lima, da companhia ambiental, destacou a necessidade de ampliar investimentos em saneamento, especialmente na melhoria da operação das ETEs. “Esses eventos pós-chuva têm se tornado frequentes na região, e há dificuldade de resposta imediata, pois estão relacionados às condições do sistema de saneamento”, comentou.
Houve ainda apresentação da coordenadora da Sala de Situação PCJ, Catia Casagrande, sobre chuvas e vazões em março de 2026 e perspectivas para os próximos meses. O coordenador do GT-Previsão do Tempo, Jorge Mercanti, abordou as previsões meteorológicas e climatológicas, enquanto Maria Fernanda Lima, da equipe de Hidrologia da Simepar, apresentou o relatório hidrometeorológico referente ao período de 25 de fevereiro a 27 de março.
GT-QualidadeDurante a reunião, a coordenadora do GT-Qualidade, Lilian Peres, destacou o projeto que viabilizou a alocação de mais de R$ 5 milhões da Cobrança PCJ Paulista para a expansão da rede automática de monitoramento da qualidade da água, com a instalação de quatro novas estações. A primeira parcela dos recursos já foi solicitada, e o contrato para aquisição dos equipamentos foi firmado.
A previsão é de que, até dezembro de 2026, três estações estejam em operação: duas no Rio Piracicaba (no Parque Aimaratá, em Americana, e no bairro Monte Alegre, em Piracicaba) e uma próxima à foz do Rio Atibaia (a montante de Paulínia). A quarta estação, no Rio Jaguari, nas proximidades da captação de Limeira, será instalada em 2027. O treinamento da equipe para operação e manutenção das estações, pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), já está em fase final. Segundo Vilella, com a ampliação, as Bacias PCJ passarão a contar com uma das maiores densidades de monitoramento automático do país.
Próxima reuniãoA 279ª Reunião Ordinária da CT-MH está agendada para o dia 5 de maio, a partir das 9h, por videoconferência.
fonte: Agência das Bacias PCJ