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Podcast Travessia #219 destaca integração dos comitês no VII Encontro de Afluentes do São Francisco
O novo episódio do podcast Travessia, produzido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), já está no ar. A edição #219 traz como tema central o VII Encontro de Comitês Afluentes do Rio São Francisco, realizado no início de abril, em Belo Horizonte (MG). Com o tema “Juntos pelo PIRH-SF”, o encontro reuniu representantes de diferentes regiões da bacia, órgãos gestores, especialistas e instituições parceiras para fortalecer a atuação integrada e ampliar a participação na construção do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia do São Francisco. No episódio, o ouvinte acompanha reflexões e contribuições de representantes de comitês afluentes, que destacam a importância da cooperação entre os territórios para enfrentar desafios comuns, como a segurança hídrica, os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de um planejamento mais conectado entre as regiões. O Travessia #219 evidencia ainda o papel estratégico dos comitês afluentes na gestão descentralizada das águas, trazendo diferentes olhares sobre a realidade da bacia e reforçando a importância da escuta, do diálogo e da construção coletiva.    Ouça agora o episódio 219 do podcast Travessia e acompanhe esse importante debate sobre o futuro do Velho Chico. O podcast está disponível nas principais plataformas digitais e também no site do CBHSF. Assessoria de Comunicação do CBHSF:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Período de defeso da Piracema será entre 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027 em MT
Publicado: Sexta, 24 de Abril de 2026, 15h43 | Última atualização em Sexta, 24 de Abril de 2026, 15h47   O defeso da Piracema em Mato Grosso continuará no mesmo período dos últimos anos, entre os dias 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027, segundo decisão do Conselho Estadual de Pesca (Cepesca). A determinação ocorreu, nesta quinta-feira (23.4), durante a 2ª Reunião Ordinária do ano, transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Sema. A resolução será publicada no Diário Oficial nos próximos dias. Nesse período, será permitida a pesca de subsistência desembarcada nos rios das bacias hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins. A medida reforça que a pesca de subsistência é a praticada artesanalmente por ribeirinhos ou comunidades tradicionais e garante apenas a alimentação familiar, sem fins comerciais. As demais modalidades estarão proibidas. O Cepesca decidiu manter o período baseado nos estudos de monitoramento reprodutivo dos peixes de interesse pesqueiro no Estado. Os dados técnicos foram apresentados pela pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e conselheira do Cepesca, Lucia Mateus. Em sua apresentação, a pesquisadora mostrou dados que indicam que o pico reprodutivo ocorre entre outubro e janeiro. Nestes meses, a probabilidade de encontrar peixes em atividade reprodutiva chega a 80%. “A definição do período de proibição deve buscar o equilíbrio entre a máxima proteção dos estoques com o mínimo prejuízo aos usuários do recurso. Neste período, os rios ainda estão com volume relativamente baixo de água e os peixes estão reunidos em cardumes para a migração, fator que aumenta o adensamento dos peixes e a vulnerabilidade”, explicou Lúcia. O Monitoramento da Reprodução de Peixes de Interesse Pesqueiro no Estado de Mato Grosso tem 10 anos de análise. Desde 2015, o Cepesca, em atendimento à Notificação Recomendatória do Ministério Público, iniciou estudos e compilou dados técnicos científicos já existentes sobre o período reprodutivo dos peixes de interesse comercial nos principais rios do estado. A análise permitiu integrar dados que incluem informações mensais sobre a reprodução de várias espécies desde 2004. Os resultados desta análise vêm sendo atualizados anualmente. “Mato Grosso é o único Estado do país que reúne o seu Conselho de Pesca para definir o período de defeso, pois temos acesso a este trabalho que é feito pelas universidades. São informações completas, de muito tempo, com dedicação de muitos profissionais. Os dados mostram que mais de 80% do período reprodutivo acontecem nestes três meses, então é uma decisão bem técnica que o Conselho coloca aqui do que é melhor para a reprodução dos peixes”, destacou o secretário executivo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e presidente do Cepesca, Alex Marega.   Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato GrossoTexto: Renata PrataFoto: Mayke Toscano Secom-MT
Adasa realiza Audiência Pública sobre reajuste tarifário dos serviços de água e esgoto
A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realizou, nesta terça-feira (7/4), a Audiência Pública n° 004/2026 para discutir o reajuste tarifário anual dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário prestados pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), referente ao ano de 2026. A mesa foi presidida pelo diretor da Adasa, Vinicius Benevides, e contou com a participação do Ouvidor Fernando Martins, do Secretário-geral Rodrigo Sábato, do Assessor Ciro José de Freitas e do Superintendente de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira, Cássio Cossenzo. O encontro teve como objetivo receber contribuições da sociedade sobre os cálculos apresentados pela agência, que consideram os custos, investimentos e demais componentes necessários à prestação eficiente dos serviços. A metodologia do reajuste está prevista no contrato de Prestação de Serviços n° 001/2006, firmado entre Adasa e Caesb. O diretor da Adasa, Vinicius Benevides, destacou a importância do processo participativo: “Gostaria de enfatizar a importância desta audiência, especialmente no que diz respeito à participação da sociedade e à transparência da concessionária em apresentar suas posições.” Já a Coordenadora de Regulação Econômica da área de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira (SEF), Cristina de Saboya Gouveia Santos, responsável pela apresentação, explicou os fundamentos do reajuste: “A tarifa é definida, a cada 4 anos,  por meio da revisão da estrutura de custos, incluindo investimentos e demais despesas necessárias, resultando em uma tarifa média. Anualmente, essa tarifa é atualizada para recompor as perdas inflacionárias, com o objetivo de preservar o equilíbrio econômico-financeiro da prestação, conforme previsto em contrato.” Na sequência, a analista da Caesb, Lieda Medeiros Mendes, apresentou as contribuições elaboradas pela companhia no âmbito do processo. Com base nos cálculos apresentados, a proposta inicial de reajuste foi de 2,51%. No entanto, após atualizações metodológicas, incluindo a publicação da Resolução nº 69/2026, que trata do incentivo à economia de energia, o percentual preliminar passou a ser de 2,97%. O índice final ainda será definido após a análise das contribuições recebidas, tanto da Caesb quanto dos usuários, e posteriormente submetido à deliberação da diretoria colegiada da Adasa. Os documentos e memória de cálculo do reajuste e a gravação da AP estão no site da Agência e podem ser consultados pelo link https://www.adasa.df.gov.br/audiencias-publicas/audiencias-em-andamento/audiencias-publicas/audiencias-em-andamento/3025-audiencia-publica-n-004-2026 A data para envio de contribuições é até as 18h do dia 08/04/2026, quarta-feira, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.           Assessoria de Comunicação Institucional (ACI) (61) 3961-4972 | (61) 3966-7514 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
R$ 59,5 milhões para saneamento: edital do Comitê da Bacia do Rio Araguari ajuda prefeituras a tirarem obras do papel
07/04/2026   Imagine cidades mais planejadas e populações com acesso universal aos serviços de saneamento básico. Longe de ser apenas uma idealização, esse cenário está prestes a se tornar realidade. Para isso, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari (CBH Araguari) vai investir R$ 59,5 milhões em um edital destinado a auxiliar as prefeituras dos municípios com sede na Bacia a tirarem seus projetos do papel. O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) contemplará projetos executivos já elaborados, uma etapa essencial para viabilizar o início das obras de saneamento. Conforme diretrizes da Lei 11.445/07, o saneamento básico contempla o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Logo, investir em saneamento básico é buscar a prevenção de doenças, a redução da mortalidade infantil e a melhoria nos índices de educação e empregabilidade. Além disso, a iniciativa impulsiona a expansão do turismo e garante mais dignidade, desenvolvimento econômico e qualidade de vida para milhares de pessoas. Segundo o presidente do CBH Araguari, Sylvio Andreozzi, viabilizar a execução de projetos desse nível é, ainda, investir na preservação das águas da Bacia do Rio Araguari. “A partir do momento que nós organizamos o esgotamento sanitário e fazemos o tratamento do esgoto, a água que retorna para os nossos corpos d'água tem uma qualidade melhor e, portanto, será de boa qualidade no restante da bacia”, explica.   Como as Prefeituras podem participar O edital de R$ 59,5 milhões do CBH Araguari é voltado para os municípios com sede na Bacia do Rio Araguari. Podem participar todas as cidades que já fazem a coleta de esgoto doméstico, independentemente de a água já receber tratamento adequado ou não. Além disso, o financiamento é válido para qualquer modelo de gestão local: seja o serviço de saneamento prestado diretamente pela prefeitura, por empresas públicas ou por concessionárias privadas. O edital estabelece pré-requisitos rigorosos de modo a garantir a aplicação desse recurso com eficiência. As principais exigências incluem: A cidade deve ter um Plano Municipal de Saneamento Básico aprovado por lei e regras claras de cobrança (tarifa) para os serviços de esgoto. É obrigatório possuir um mapa técnico atualizado de toda a rede de tubulações de esgoto do município. O participante não pode ter dívidas referentes ao uso da água com o Comitê, nem receber recursos de outros lugares para financiar a mesma obra. É preciso apresentar projetos executivos já licenciados para a obra, assinados por engenheiros responsáveis e com orçamentos atualizados nos últimos 30 dias. O processo de inscrição é 100% digital. Os municípios e empresas interessados devem reunir toda a documentação exigida e enviá-la para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. dentro do prazo estipulado no edital. É importante destacar que cada município ou concessionária interessada deverá eleger a sua principal demanda estrutural. Isso porque o edital permite a candidatura de apenas um único projeto por participante. Confira o edital completo neste link.   Cobrança pelo uso da água e parcerias Esse investimento milionário do CBH Araguari em saneamento básico é proveniente dos recursos adquiridos com a cobrança pelo uso da água, instrumento essencial para a atuação do Comitê. É por meio dos valores arrecadados com ela que o Comitê pode investir em projetos de melhoria para toda a Bacia, inclusive naqueles que necessitam de apoio do Poder Público Municipal, como o caso do PMI. A Diretora Técnica da Abha Gestão de Águas, entidade equiparada do Comitê, Angélica Eulália Fernandes Spirandelli, ressalta que a união das prefeituras com o Comitê é um caminho seguro para garantir a execução dessas melhorias. “Essa parceria é fundamental para transformar a arrecadação em benefícios reais. O Comitê entra com o fomento financeiro e os municípios com a ponta da execução, criando uma engrenagem eficiente onde quem mais ganha é o meio ambiente e a população local.   Fonte: Assessoria de Comunicação do CBH Araguari
Iniciativa Rio Vivo ultrapassa marca de mil nascentes protegidas na Bacia do Rio Piracicaba
Projeto financiado pelo CBH Piracicaba celebra quatro anos de ações contínuas de preservação ambiental e melhorias na qualidade da água Um trabalho contínuo de preservação ambiental desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos já apresenta resultados concretos na Bacia do Rio Piracicaba. Por meio do programa Rio Vivo, iniciativa financiada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH Piracicaba), mais de 1.000 nascentes foram protegidas, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade e da segurança hídrica da região. Para celebrar o marco, foi realizada no dia 10 de abril uma solenidade na zona rural do município de Jaguaraçu (MG), no Vale do Aço. O evento reuniu representantes dos CBH Piracicaba e CBH Doce, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), da Agedoce, da Escola de Projetos da Unifei/Profágua, além de autoridades municipais, produtores rurais e estudantes da rede municipal de ensino. Atualmente, Jaguaraçu conta com cerca de 40 nascentes protegidas pelo programa. Para o produtor rural Paulo Roberto Pires, os resultados já são perceptíveis. “Em pouco tempo, as ações já começam a apresentar resultados. É possível perceber a melhoria na qualidade da água, já que o gado não tem mais contato direto com as nascentes, pois o cercamento evita o pisoteio dos animais”, destacou. As nascentes protegidas fazem parte da microbacia do Rio Piracicaba e estão alinhadas às diretrizes do Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH) do Rio Doce. Segundo o secretário do CBH Doce, Flamínio Guerra, o número alcançado evidencia o compromisso das instituições envolvidas com a preservação ambiental. “A recuperação de nascentes está prevista no PIRH, que estabelece a meta de proteger e restaurar nascentes até 2042. Já observamos resultados concretos, como a melhoria da qualidade da água, maior estabilidade hídrica e o fortalecimento da resiliência ambiental da bacia”, afirmou.   Nascentes protegidas, rios mais seguros O programa Rio Vivo é financiado com recursos da cobrança pelo uso da água, instrumento de gestão que incentiva o uso racional dos recursos hídricos e viabiliza investimentos na recuperação e preservação dos mananciais. As ações são definidas a partir de diagnósticos técnicos e incluem, além do cercamento de nascentes, a implantação de soluções de saneamento básico rural e o controle de sedimentos, com foco na ampliação da disponibilidade hídrica dos rios. Para o presidente do CBH Piracicaba, José Augusto Gonçalves, o acompanhamento constante das iniciativas é fundamental. “Acompanhar o andamento dessas ações é essencial para garantir a efetividade das medidas de preservação e seus impactos positivos na bacia. Esperamos ampliar ainda mais o número de nascentes protegidas e avançar na execução das demais ações previstas no Rio Vivo”, ressaltou. Presente na solenidade, o coordenador da Unidade Regional de Gestão das Águas (URGA) Leste Mineiro e representante do IGAM, Wyllan Melo, destacou o legado do projeto para as próximas gerações. “Proteger uma nascente é assumir um compromisso que vai além do presente. É garantir mais saúde, qualidade de vida e segurança hídrica para a população no futuro”, enfatizou. Ao longo dos últimos quatro anos, o CBH Piracicaba já investiu mais de R$ 8 milhões na execução das ações do Rio Vivo na Bacia do Piracicaba. Até o momento, 1.036 nascentes foram protegidas na bacia, consolidando o programa como uma das principais iniciativas de recuperação ambiental e gestão sustentável dos recursos hídricos da região.   Fonte: Tribuna do Piracicaba Publicado em 15/04/2026
CT-MH recebe especialistas franceses para apresentação de modelo de gestão hídrica
Reunião reforçou a cooperação internacional e a troca de experiências em monitoramento e governança de recursos hídricos 7 de abril de 2026 A apresentação de especialistas do Escritório Internacional da Água (OiEau) e da Agência Francesa Loire-Bretagne, instituições parceiras dos Comitês e da Agência PCJ, foi o grande destaque da 278ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), realizada nesta terça-feira, 7 de abril, por videoconferência.  Na pauta, Hervé Gilliard, delegado da agência francesa para as relações externas e internacionais, e Remi Boyer, chefe de projetos do OiEau, abordaram aspectos do sistema francês de gestão de recursos hídricos, com ênfase em monitoramento hidrológico, protocolos para situações de escassez e excesso hídrico, além de mecanismos de financiamento. A agenda fez parte de uma nova etapa do Projeto Interagências, uma cooperação institucional liderada desde 2019 pelo OiEau, que reúne três agências de água no Brasil e na França: Agência de Águas Loire-Bretagne, Agência das Bacias PCJ e Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap). O objetivo é aperfeiçoar a gestão dos recursos hídricos e trocar experiências entre as instituições. A reunião foi conduzida pelo coordenador da CT-MH, Alexandre Vilella, e contou com a participação do secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, da presidente do CBH-PJ1 (Comitê Mineiro), Mylena de Oliveira, e o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera.  “Em nome da toda a diretoria colegiada dos Comitês PCJ, gostaria de ressaltar que é uma grande satisfação recebê-los, ainda que virtualmente. Nossos encontros têm sido um importante momento de troca de experiências e informações. Também parabenizo a coordenação da CT-MH por trazer a experiência francesa na gestão de recursos hídricos, especialmente quanto aos sistemas de monitoramento, protocolos de escassez e de cheias, bem como os sistemas de financiamento de ações para melhorar nossos mananciais.  Que possamos seguir juntos na busca por soluções eficientes, sustentáveis e duradouras, sobretudo em um contexto de mudanças climáticas”, destacou Denis.Na apresentação, Gilliard explicou o funcionamento do modelo francês de gestão e destacou estratégias adotadas em períodos de estiagem. Somente na Bacia do Loire-Bretagne, que possui 150 mil km2 (28% da área da França) e 13 milhões de habitantes, são investidos R$ 60 milhões por ano, apenas em monitoramento hidrológico, que conta com 1.440 estações de medição. Já no financiamento de projetos – como soluções baseadas na natureza, saneamento e uso racional de água – , são aplicados R$ 2,4 bilhões anuais, com recursos provenientes da cobrança pelo uso da água. Em 2025, foram financiados 3.904 empreendimentos nesse modelo. “O volume da arrecadação francesa é 20 ou 30 vezes maior – ou até mais, dependendo da conversão do euro – do que a gente arrecada aqui. No entanto, os indicadores podem ser desenvolvidos independentemente da ordem de grandeza dos recursos. Esse é um ponto em que precisamos evoluir”, comentou Vilella.Para exemplificar a gestão de crises, o especialista francês utilizou o caso do Rio Luar, onde duas barragens foram construídas 40 anos atrás para mitigar cheias e manter níveis mínimos durante períodos de seca. Diante do agravamento esperado das mudanças climáticas, o comitê de bacia iniciou um estudo de longo prazo (quatro anos) para projetar o futuro do rio, com base em análises integradas de hidrologia, ecologia, usos e clima. Entre os resultados preliminares, aponta-se a possível necessidade de liberar o dobro de água para garantir vazões mínimas em períodos críticos. No debate com os membros da CT-MH, também foi abordado o instrumento francês dos “contratos de resiliência”, que financia entidades locais na busca por soluções como interconexão de sistemas e redução de perdas, garantindo o abastecimento em situações de crise. A agência francesa condiciona o financiamento a projetos prioritários alinhados a objetivos ambientais. “Para nós, é sempre um prazer e uma honra participar de diálogos sobre governança com nossos parceiros do Brasil nessa cooperação histórica”, ressaltou Boyer. Outras apresentações Na pauta tradicional da CT-MH, também foram apresentadas informações sobre a situação dos mananciais nas Bacias PCJ, o Sistema Cantareira, dados dos usuários e condições hidrometeorológicas. A partir de abril, o Cantareira passou a operar na faixa de atenção, com volume acima de 40%. No dia 6 de abril, o volume do sistema estava em 43,6%. Na mesma dada em 2025, era de 58,6%, e, em 2024, atingiu 77,8%. Vilella observou que, em março, ocorreram chuvas generalizadas, intensas, porém bastante pontuais. Duas ocorrências foram relatadas pelos membros. A primeira foi uma inundação no final de fevereiro, em Piracaia (SP), descrita pelo engenheiro Reginaldo Grunwald, da prefeitura local, como um evento atípico, com precipitação de 70 mm em 40 minutos, afetando cerca de 40 famílias. A segunda foi relatada por Luís Garcia, da Sanasa Campinas, sobre uma paralisação na captação no Rio Atibaia, em 7 de março, associada à mortandade de peixes. A ocorrência foi comunicada à Cetesb. Lúcio Lima, da companhia ambiental, destacou a necessidade de ampliar investimentos em saneamento, especialmente na melhoria da operação das ETEs. “Esses eventos pós-chuva têm se tornado frequentes na região, e há dificuldade de resposta imediata, pois estão relacionados às condições do sistema de saneamento”, comentou. Houve ainda apresentação da coordenadora da Sala de Situação PCJ, Catia Casagrande, sobre chuvas e vazões em março de 2026 e perspectivas para os próximos meses.  O coordenador do GT-Previsão do Tempo, Jorge Mercanti, abordou as previsões meteorológicas e climatológicas, enquanto Maria Fernanda Lima, da equipe de Hidrologia da Simepar, apresentou o relatório hidrometeorológico referente ao período de 25 de fevereiro a 27 de março. GT-QualidadeDurante a reunião, a coordenadora do GT-Qualidade, Lilian Peres, destacou o projeto que viabilizou a alocação de mais de R$ 5 milhões da Cobrança PCJ Paulista para a expansão da rede automática de monitoramento da qualidade da água, com a instalação de quatro novas estações. A primeira parcela dos recursos já foi solicitada, e o contrato para aquisição dos equipamentos foi firmado. A previsão é de que, até dezembro de 2026, três estações estejam em operação: duas no Rio Piracicaba (no Parque Aimaratá, em Americana, e no bairro Monte Alegre, em Piracicaba) e uma próxima à foz do Rio Atibaia (a montante de Paulínia). A quarta estação, no Rio Jaguari, nas proximidades da captação de Limeira, será instalada em 2027. O treinamento da equipe para operação e manutenção das estações, pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), já está em fase final. Segundo Vilella, com a ampliação, as Bacias PCJ passarão a contar com uma das maiores densidades de monitoramento automático do país. Próxima reuniãoA 279ª Reunião Ordinária da CT-MH está agendada para o dia 5 de maio, a partir das 9h, por videoconferência.   fonte: Agência das Bacias PCJ
CBH do Rio Pará divulga a Expedição Rio Pará Vivo 2026
Vem aí a Expedição Rio Pará Vivo 2026   Entre os dias 11 e 16 de maio de 2026, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH do Rio Pará) realizará a Expedição Rio Pará Vivo 2026, uma mobilização inédita que, pela primeira vez, percorrerá o rio diretamente por suas águas. Depois da jornada terrestre realizada em 2023, quando a iniciativa percorreu municípios da bacia promovendo encontros com comunidades, escolas e autoridades, o Comitê dá agora um passo simbólico e histórico: entrar no Rio Pará. Em caiaques, canoístas irão descer trechos navegáveis do rio, conectando municípios e comunidades ribeirinhas e transformando conhecimento técnico em experiência viva no território. A expedição passará por Resende Costa/Passa Tempo, Carmo do Cajuru, Divinópolis, Pitangui/Conceição do Pará, Martinho Campos e Pompéu, reforçando o Rio Pará como eixo estruturante da vida, da produção, da cultura e da identidade regional. Em cada parada, a chegada dos expedicionários será marcada por eventos públicos, solenidades, atividades educativas, encontros com escolas, comunidades, entidades da sociedade civil, usuários de recursos hídricos e representantes do poder público. Mais do que uma travessia física, a Expedição Rio Pará Vivo 2026 é também um gesto educativo, político e simbólico. Ao percorrer o rio pelo seu próprio leito, o CBH convida a sociedade a olhar o território a partir da água e a reconhecer a importância de conhecer o rio para cuidar dele. “Navegar pelo Rio Pará é mais do que percorrer quilômetros de água: é levar conhecimento às comunidades, fortalecer o vínculo das pessoas com o rio e mostrar que cuidar da bacia é responsabilidade de todos”, afirma José Hermano Franco, presidente do CBH do Rio Pará.       Em 2023, no encerramento da ‘Expedição Esse Rio é Meu’, o Comitê navegou nas águas da foz do Rio Pará. Agora, em 2026, o Colegiado retorna às águas do rio. José Hermano Franco celebrou a iniciativa.     A iniciativa acontece na esteira do Projeto de Mapeamento da Navegabilidade do Rio Pará, recentemente concluído pelo Comitê. O estudo percorreu cerca de 294 km do rio, do município de Passa Tempo até sua foz, reunindo tecnologias como drones de alta resolução, batimetria de precisão e sistemas de posicionamento GNSS. O resultado é um conjunto robusto de dados técnicos agora disponibilizados em uma plataforma digital interativa aberta à sociedade. Com a expedição, esses dados deixam de ser apenas mapas e relatórios e passam a se transformar em narrativa, vivência e mobilização social. Cada trecho navegado e cada encontro com a população reforçam a ideia de que a preservação do rio depende do conhecimento e do engajamento coletivo. A Expedição Rio Pará Vivo 2026 também dá continuidade a um ciclo de mobilização iniciado nos últimos anos pelo Comitê. Após a Expedição Rio Pará 2023, voltada à aproximação com os municípios da bacia, vieram a Semana Rio Pará 2024, dedicada à educação ambiental, e a Semana Rio Pará 2025, centrada no debate sobre a Cobrança pelo Uso da Água. Em 2026, a jornada pelo rio reafirma o papel do CBH do Rio Pará como articulador de saberes, territórios e pessoas em defesa das águas da bacia. Ao descer o Rio Pará de caiaque, o Comitê não apenas percorre um caminho mapeado: ativa memórias, provoca pertencimento e aponta futuros possíveis. A Expedição Rio Pará Vivo 2026 é, acima de tudo, um convite para que toda a sociedade caminhe — ou melhor, navegue — junto na defesa, recuperação e preservação das águas que sustentam o território. Conheça o roteiro da Expedição Rio Pará Vivo 2026 Dia 1 (11/05)Resende Costa (manhã)Passa Tempo (tarde) Dia 2 (12/05)Carmo do Cajuru Dia 3 (13/05)Divinópolis Dia 4 (14/05)Pitangui / Conceição do Pará Dia 5 (15/05)Martinho Campos Dia 6 (16/05)Pompéu (foz) * Programação detalhada em breve. Para mais informações:CBH do Rio Pará – ComunicaçãoEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.(31) 98849-1845   Assessoria de Comunicação do CBH do Rio Pará:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social*Texto: Luiz Ribeiro*Fotos: João Alves
ANA lança Portal da Qualidade da Água
Agora ficou mais fácil entender a situação das águas no Brasil. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) lançou o Portal da Qualidade da Água (https://qualidadedaagua.ana.gov.br/), uma plataforma que apresenta análises elaboradas com dados produzidos pelas Unidades da Federação que integram a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água (RNQA). “O Portal permite explorar, de forma simples e interativa, dados de monitoramento da qualidade da água em todo o país, transformando informações técnicas em subsídios para a gestão e o acompanhamento das condições dos corpos hídricos”, explica Ana Paula Fioreze, superintendente de Estudos Hídricos e Socioeconômicos (SHE) da ANA. Funcionalidades A ferramenta apresenta indicadores importantes como o Índice de Qualidade da Água (IQA), oxigênio dissolvido, DBO e fósforo, combinando gráficos, mapas e conteúdos explicativos que transformam dados técnicos em informação acessível e útil para diferentes públicos: • Índice de Qualidade das Águas (IQA): resume, em uma escala de 0 a 100, classificada como ótima, boa, regular, ruim ou péssima, a situação geral de um corpo hídrico, integrando múltiplos parâmetros em um único número de fácil compreensão;• Oxigênio Dissolvido (OD): indica se a água possui oxigênio suficiente para sustentar a vida aquática. Reduções no OD podem sinalizar poluição ou excesso de matéria orgânica;• Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO): mede a quantidade de matéria orgânica na água, refletindo impactos de esgotos e resíduos industriais;• Fósforo Total (PT): aponta a presença de nutrientes que, em excesso, provocam o crescimento excessivo de algas, fenômeno conhecido como eutrofização, e comprometem o abastecimento de água. Os dados de monitoramento produzidos entre 2010 e 2024 são apresentados nos mapas interativos para esses indicadores, além de valores médios das séries históricas. Com exceção do IQA, os mapas também mostram as frequências de não conformidade dos indicadores em relação ao instrumento do enquadramento dos corpos de água, conectando as informações de monitoramento com a gestão dos recursos hídricos. Ao integrar análise, visualização e interpretação dos dados em escala nacional, o portal também fortalece o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), apoiando a tomada de decisão, o planejamento e o acompanhamento das condições da água no país. Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)(61) 2109-5129/5495/5103www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok 
Colegiado Coordenador do FNCBH realiza 1ª Reunião Extraordinária de 2026 e reforça compromisso com transparência e governança.
Colegiado Coordenador do FNCBH realiza 1ª Reunião Extraordinária de 2026 e reforça compromisso com transparência e governança. O Colegiado Coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) realizou, no dia 27 de fevereiro de 2026, a 1ª Reunião Extraordinária do ano, em formato virtual, reunindo representantes da instância nacional. A reunião teve como foco os alinhamentos estratégicos para o exercício de 2026, além da apresentação da prestação de contas do 26º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), realizada pela Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), entidade responsável pela execução do evento. Durante a reunião, foram reforçados os princípios da transparência, da responsabilidade institucional e da gestão participativa, pilares que sustentam a atuação do Fórum em âmbito nacional. O Coordenador Geral, Maurício Scalon destacou a importância do momento como etapa fundamental de organização e planejamento do ano: “Iniciamos 2026 reafirmando nosso compromisso com a transparência, o diálogo e o fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas em todo o país. O Colegiado Coordenador é um espaço estratégico de construção coletiva e de alinhamento das ações nacionais”, afirmou Eliel Ferreira, Secretário Geral do FNCBH. Sobre a prestação de contas do 26º ENCOB, foi ressaltada a relevância do processo como instrumento de governança “A apresentação detalhada das ações e dos resultados do ENCOB demonstra maturidade institucional e respeito aos Comitês. Transparência é um valor inegociável para o Fórum”, pontuou Maria Cristina, Coordenadora Adjunta I. O Coordenador Adjunto II, Aridiano Belk também enfatizou a importância da integração entre as regiões “O fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos passa, necessariamente, pela articulação entre os estados e pela atuação coordenada dos Comitês de Bacias. O Fórum é esse elo de integração”. A reunião foi encerrada com encaminhamentos voltados à agenda estratégica para 1 Reunião Ordinária nos dias 24 e 25 de março, reforçando o compromisso do FNCBH com a defesa da gestão descentralizada, participativa e integrada das águas no Brasil.
FNCBH inicia planejamento dos trabalhos para 2026 com foco no fortalecimento da governança das águas
O Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) iniciou, no começo de 2026, o processo de planejamento interno de suas ações para o ano, com o objetivo de organizar prioridades, alinhar estratégias e fortalecer a atuação dos Comitês de Bacias Hidrográficas em todo o país. Neste momento, a coordenação do Fórum vem realizando reuniões internas de planejamento, que antecedem a primeira reunião oficial do FNCBH em 2026, prevista para ocorrer no mês de março. Esse período tem sido dedicado à construção de uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, à ampliação da participação social e ao enfrentamento dos desafios relacionados à gestão das águas no atual contexto climático e institucional e, principalmente, na organização do 27º ENCOB – Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, previsto para novembro, em Fortaleza-CE. O novo ciclo de trabalho tem como perspectiva ampliar o diálogo federativo, fortalecer a participação social, apoiar os Comitês de Bacias em seus desafios institucionais e contribuir para a consolidação da Política Nacional de Recursos Hídricos, especialmente diante dos cenários de mudanças climáticas, eventos extremos e crescentes conflitos pelo uso da água. Para o Coordenador Geral do FNCBH, Maurício Marques Scalon, representante do CBH PN3/MG, 2026 será um ano estratégico para avançar na articulação nacional dos Comitês. “Iniciamos 2026 com o desafio de fortalecer ainda mais o papel dos Comitês de Bacias como espaços legítimos de governança das águas. Nosso foco é ampliar a articulação entre os Comitês, os órgãos gestores e a sociedade, garantindo que as decisões sobre os recursos hídricos sejam cada vez mais participativas, técnicas e alinhadas à realidade dos territórios”, destacou. A Coordenadora Adjunta I do FNCBH, Maria Cristina Bueno Coelho, do CBH Santo Antônio e Santa Tereza/TO, ressalta a importância do Fórum como espaço de integração e troca de experiências entre diferentes realidades do país. “O FNCBH tem um papel fundamental na integração dos Comitês de Bacias, respeitando suas diversidades regionais e fortalecendo a troca de experiências. Em 2026, queremos avançar na capacitação, na comunicação e no apoio aos Comitês, contribuindo para uma atuação cada vez mais qualificada e representativa”, afirmou. Já o Coordenador Adjunto II, Aridiano Belk de Oliveira, do CBH Baixo Jaguaribe/CE, destaca a necessidade de enfrentar os desafios atuais da gestão das águas com planejamento e cooperação. “Vivemos um contexto de grandes desafios, como a escassez hídrica, os eventos climáticos extremos e os conflitos pelo uso da água. O FNCBH seguirá atuando para fortalecer os Comitês de Bacias, promover o diálogo e contribuir para soluções integradas e sustentáveis para a gestão dos recursos hídricos”, pontuou. Ao longo de 2026, o FNCBH pretende intensificar sua atuação institucional, junto às instituições relacionadas com suas pautas, mais, ainda, no congresso nacional, fortalecer a comunicação com os Comitês de Bacias, apoiar processos participativos e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de recursos hídricos, reafirmando seu compromisso com a gestão democrática e sustentável das águas no Brasil.Como parte desse processo de transparência e organização institucional, o Fórum também disponibilizou em seu portal oficial o Termo de Referência para a contratação da empresa responsável pelo planejamento, organização, produção e execução do 27º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), que será realizado em Fortaleza (CE). A publicação do documento reforça o compromisso do FNCBH com a publicidade dos atos institucionais, permitindo que parceiros, patrocinadores, fornecedores e a sociedade acompanhem as etapas preparatórias do principal evento de recursos hídricos do país.  
Feira das Águas foi destaque no 26º ENCOB
Durante o 26º Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), realizado em Vitória/ES, a Feira das Águas foi um dos grandes atrativos do evento, reunindo expositores de diversas regiões do país e promovendo interação, conhecimento e inovação em torno da gestão participativa das águas. Com uma estrutura moderna e surpreendente, a feira encantou os participantes e se consolidou como espaço de troca entre instituições públicas, privadas, artesãos e representantes da sociedade civil. Entre os expositores estiveram: 🔹 ASSEMAE 🔹 SENAR ES / CNA 🔹 AGEVAP DOCE 🔹 MONNDOGS Cervejaria 🔹 AGEVAP Paraíba do Sul 🔹 Arte na Pedra 🔹 CBHSF – Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco 🔹 Sustentabilidade Assemae 🔹 Comitês PCJ 🔹 Lumiar Ambiental 🔹 Casa Duett Artesanato 🔹 Instituto Água e Terra – PR 🔹 ABHA Paranaíba 🔹 Governo do Estado do Espírito Santo 🔹 FNCBH 🔹 FUNASA 🔹 Fórum Fluminense e SEMA RJ 🔹 Linguiça Thompsom O Coordenador-Geral do FNCBH, Maurício Marques Scalon, visitou todos os estandes, reforçando o compromisso institucional com os Comitês e com os parceiros que atuam na promoção da governança hídrica. A Feira das Águas foi um verdadeiro sucesso de visitação e engajamento, mostrando que o ENCOB vai muito além dos debates técnicos — é também um espaço de convivência, cultura e valorização das iniciativas que fazem a diferença nos territórios. 📅 Em 2026 tem mais! A expectativa já é grande para a próxima edição do ENCOB, que segue fortalecendo a participação social e a construção coletiva em defesa da água como bem comum.
Nova gestão do FNCBH é eleita durante o 26º ENCOB, com organização inédita da Assemae
Na sexta-feira, 12 de setembro, foi realizada a eleição da nova coordenação geral do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH), durante o 26º Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), sediado no Espírito Santo. Pela primeira vez, o evento foi organizado pela Assemae, marcando um novo capítulo na articulação nacional pela gestão participativa das águas. A chapa reeleita conduzirá o FNCBH no triênio 2026–2028, reafirmando o compromisso com a continuidade das ações e o fortalecimento dos Comitês de Bacias em todo o país. 🔹 Maurício Marques Scalon (CBH Araguari/MG) foi reconduzido ao cargo de Coordenador-Geral 🔹 Maria Cristina Bueno Coelho (CBH Santo Antônio e Santa Tereza/TO) assume como Coordenadora Adjunta I 🔹 Aridiano Belk de Oliveira (CBH Baixo Jaguaribe/CE) como Coordenador Adjunto II Durante o ENCOB, que teve como tema “A água é que nos une”, foram debatidos os impactos da emergência climática e os desafios da gestão hídrica sob a perspectiva ambiental e social. Segundo Maurício Scalon, “na maioria, os comitês do Brasil estão procurando as decisões de continuidade do nosso trabalho”, reforçando a importância da união e da escuta ativa para a construção de soluções coletivas. A nova gestão do FNCBH segue com a missão de representar os Comitês de Bacias Hidrográficas em nível nacional, promovendo o diálogo entre sociedade civil, poder público e instituições, em defesa da água como bem comum e direito de todos.
Presidente da Funasa no 26º ENCOB: "Diálogo com Comitês é fundamental para o saneamento"
Durante o 26º Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), realizado no Espírito Santo, entidades e representantes de todo o país buscam interagir e fortalecer o debate público sobre os desafios atuais na gestão da água e seus efeitos nas diversas regiões do Brasil. Com o tema "A água é que nos une", o encontro demonstra o poder institucional e a força da participação de todos nesse processo democrático, principalmente na construção de soluções coletivas para mitigar riscos e atuar em ações de saneamento básico. Isso possibilita um resultado prático na qualidade de vida e na proteção da saúde de toda a população. Nesse sentido, diversas autoridades ligadas ao Governo Federal estão presentes, interagindo de forma institucional no 26º ENCOB. Para o presidente da Funasa, Alexandre Ribeiro Motta, é fundamental o diálogo com todos os setores, principalmente aqueles diretamente focados no saneamento básico. Ele ressalta que atuar em eventos como o promovido pelo Fórum Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH) possibilita a união de um pensamento único. "É justamente esse pensamento, aliado aos Comitês, que nos permite adquirir conhecimento e perceber as preocupações, ouvindo as propostas e soluções", disse Motta. Segundo ele, "a Funasa é uma instituição que se preocupa em estar próxima de todos os setores de saneamento e de todos os setores que se preocupam em melhorar as condições de vida e a saúde da população. Sabemos da importância de promover uma discussão, em nível de governo, instituições e população, sobre a questão do saneamento, e os Comitês têm sido parceiros nessa luta, uma luta de todos no Brasil", enfatizou. Nas declarações durante o evento Motta enfatiza a universalização do saneamento e a mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Ele destaca a importância da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém, no Pará, de 10 a 21 de novembro de 2025. Durante este evento, especificamente, os países signatários do acordo vão revisar o progresso alcançado, estabelecer novas metas e negociar compromissos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas. Conforme dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA) ano-base 2022 (divulgadas em 2024) apenas 84,9% da população era abastecida com água potável. E, no caso do esgoto coletado, o indicador alcança apenas 55%. Ou seja, o tratamento ainda não é universalizado, impedindo avanços significativos e potencializado riscos à saúde de milhões de lares brasileiros. A Funasa é referência nacional no desenvolvimento, articulação e implementação de soluções inovadoras e sustentáveis em saneamento e saúde ambiental, atuando na promoção da saúde pública e na qualidade de vida.  
Guia do Participante – 26º ENCOB
O Guia do Participante do 26º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB) permanece disponível para consulta e download abaixo. O material foi entregue aos participantes que se credenciaram presencialmente no Centro de Eventos de Vitória e reúne informações completas sobre a programação, os espaços do evento, orientações logísticas e conteúdos de apoio. 📥 Clique aqui para acessar o guia e relembrar os principais momentos do maior encontro sobre gestão participativa das águas no Brasil.
Carta de Vitória-ES
Documento Final do 26º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB)   Introdução O Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), realizado de 8 a 13 de setembro de 2025, em Vitória, ES, é o principal fórum brasileiro de diálogo, articulação e construção coletiva sobre a gestão das águas. Realizado anualmente, o evento reúne representantes dos Comitês de Bacias, gestores públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil, setor privado e demais atores envolvidos na governança dos recursos hídricos. Em sua 26ª edição, sediada na cidade de Vitória, Espírito Santo, o ENCOB reafirma seu papel estratégico como espaço legítimo de participação democrática, troca de experiências e formulação de propostas para o fortalecimento da Política Nacional de Recursos Hídricos. Neste contexto, a Carta de Vitória-ES consolida os principais consensos e diretrizes debatidos ao longo do encontro, com foco especial na adaptação às mudanças climáticas e na gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos. Diante dos desafios crescentes impostos pela crise climática, este documento representa o compromisso coletivo dos Comitês de Bacias e demais instituições com a construção de soluções resilientes, inclusivas e inovadoras, capazes de garantir segurança hídrica, justiça socioambiental e desenvolvimento sustentável para as presentes e futuras gerações.   1. Os impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos são múltiplos, complexos e se manifestam em diferentes escalas espaciais e temporais. Em âmbito global, os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam que haverá intensificação de eventos extremos, como secas e inundações, afetando diretamente os sistemas de água doce. Regiões áridas e semiáridas devem enfrentar maior frequência e severidade de secas, enquanto áreas em latitudes mais altas podem experimentar aumento da precipitação. 2. Em escala regional, grandes bacias hidrográficas devem sofrer alterações significativas em suas vazões, impactando a agricultura em vastas áreas, a geração de energia hidrelétrica e colocando grandes aglomerados urbanos sob risco de insegurança hídrica. Essas regiões exigem soluções de engenharia de grande porte. Já em nível local, os efeitos são mais imediatos e tangíveis. Comunidades devem enfrentar escassez de água potável, degradação da qualidade da água devido ao aumento das temperaturas e à poluição, além da maior frequência de enchentes e secas. Áreas urbanas, mesmo de menor porte, sofrem com inundações causadas pela impermeabilização do solo, enquanto regiões rurais enfrentam redução da disponibilidade hídrica para a agricultura, comprometendo a segurança alimentar. 3. A adaptação às mudanças climáticas pode ocorrer de forma autônoma ou planejada. A adaptação autônoma é aquela que surge espontaneamente, sem intervenção institucional, como agricultores ajustando seus calendários de plantio, comunidades costeiras construindo barreiras improvisadas ou indivíduos reduzindo o consumo doméstico de água em períodos de seca. Já a adaptação planejada resulta de ações deliberadas e coordenadas por governos, ONGs ou outras instituições, com políticas públicas de gestão hídrica, projetos de infraestrutura verde e planejamento urbano voltado à mitigação de inundações. 4. A adaptação autônoma tende a ser local e imediata, porém limitada por recursos e conhecimento técnico. A planejada, embora mais lenta, é abrangente e sustentável, apoiada por recursos institucionais, financeiros e tecnológicos. Ambas são fundamentais: a autônoma permite respostas rápidas em contextos vulneráveis, enquanto a planejada viabiliza estratégias estruturadas e integradas às políticas públicas. 5. As mudanças climáticas afetam o ciclo hidrológico, alterando padrões de precipitação, evaporação e armazenamento de água. A frequência e intensidade de eventos extremos como secas, inundações e tempestades tendem a aumentar, comprometendo também a qualidade da água, que devem sofrer com maior concentração de poluentes e redução da capacidade de diluição. 6. Os impactos sociais e econômicos tendem a ser expressivos. A segurança hídrica e alimentar encontra-se ameaçada, especialmente em comunidades vulneráveis. A produção de alimentos deverá sofrer com redução da produtividade, perdas econômicas e maior suscetibilidade a pragas. A matriz energética torna-se mais vulnerável, elevando os custos de produção. O abastecimento público exige investimentos em infraestrutura de armazenamento e distribuição, além de aumento nas despesas com energia. A indústria enfrentará perda de competitividade, amentando a necessidade de otimização de processos e riscos de paralisação por impactos diretos e indiretos, como escassez de insumos e dificuldades logísticas. 7. As estratégias de adaptação incluem infraestrutura verde, como restauração de ecossistemas e proteção de bacias hidrográficas; infraestrutura cinza, como barragens e sistemas de irrigação; gestão da demanda de água, com foco na eficiência e redução do consumo; e planejamento urbano e rural que incorpore políticas de adaptação nos planos de desenvolvimento territorial. 8. É necessário aprimorar os instrumentos de gestão com estudos sobre impactos nas vazões em diferentes cenários do IPCC, modelagens quali-quanti que considerem alterações abruptas nos regimes hídricos, incorporação de cenários em instrumentos regulatórios, protocolos operacionais para cobrança e outorga em situações críticas e padronização nacional da comunicação dos cenários à população. 9. A governança deve ser multinível, com coordenação entre diferentes esferas de governo e instituições. O processo decisório participativo deve ser fortalecido, valorizando os Comitês de Bacias como espaços legítimos e envolvendo as comunidades locais na gestão e adaptação. É essencial enfrentar estruturas paralelas de decisão que fragilizam a governança democrática da água. Neste espaço de diálogo e construção coletiva, reconhecemos a importância vital da inclusão dos povos originários, das comunidades quilombolas e de toda a nossa ancestralidade, que nos ensina, desde tempos imemoriais, a compreender a água não apenas como recurso, mas como sagrado, fonte de vida e elo entre todos os seres. 10. A inovação tecnológica é aliada estratégica. Tecnologias de monitoramento, como sensores, satélites e SIG, sistemas de alerta precoce, inteligência artificial e internet das coisas para controle da demanda dos grandes usuários, além de tecnologias de conservação como reuso, dessalinização e irrigação eficiente, devem ser amplamente incorporadas. 11. A educação e capacitação são pilares da adaptação. Programas de educação ambiental em recursos hídricos devem promover conscientização sobre os impactos climáticos. A população precisa ser preparada para eventos extremos em parceria com as Defesas Civis, e os profissionais devem ser capacitados para implementar estratégias de adaptação. 12. O financiamento é condição essencial. Devem ser mobilizados mecanismos internacionais, nacionais e locais para apoiar projetos de adaptação previstos nos planos de bacias hidrográficas. Incentivos econômicos, como subsídios, créditos e benefícios fiscais, devem estimular iniciativas sustentáveis no uso e armazenamento da água bruta. É urgente estabelecer um mecanismo institucional claro e robusto para financiar a gestão de recursos hídricos. 13. A colaboração internacional é indispensável. Acordos e parcerias globais voltados à adaptação climática e à gestão de recursos hídricos transfronteiriços devem ser fortalecidos. A cooperação entre países em bacias compartilhadas exige protocolos integrados, balanços hídricos e informações compartilhadas. 14. Reconhece-se o modelo de gestão interfederativa do Sistema Nacional de Recursos Hídricos como uma experiência exitosa de governança multinível, com potencial de contribuição ampliada na implementação de políticas de adaptação. É necessário incorporar esse modelo de forma mais efetiva nas estratégias nacionais de enfrentamento às mudanças do clima em sua interface com a questão hídrica. 15. Por fim, recomenda-se ampliar os arranjos de financiamento das ações de adaptação previstas nos planos de bacias hidrográficas, utilizando os recursos da cobrança como mecanismos de alavancagem e contrapartida no âmbito do SNRH.   Conclusão Os comitês de bacias hidrográficas reunidos em Vitória-ES reafirmam o compromisso coletivo com a construção de um Brasil mais resiliente, justo e sustentável diante dos desafios hídricos e climáticos que se impõem. A Carta de Vitória-ES  representa não apenas um registro técnico e político das reflexões e propostas debatidas, mas também um chamado à ação urgente e coordenada em defesa das águas brasileiras. Agradecemos profundamente a todos os envolvidos na realização deste encontro: aos membros dos Comitês de Bacias de todo o país, às instituições públicas e privadas, às organizações da sociedade civil, aos pesquisadores, técnicos e lideranças comunitárias que contribuíram com suas experiências e saberes. Estendemos nosso reconhecimento aos patrocinadores, apoiadores institucionais e parceiros locais, cujo empenho e dedicação tornaram possível a concretização deste evento. Que esta carta inspire políticas públicas eficazes, fortaleça os instrumentos de gestão e promova a integração entre os diversos setores da sociedade. Que sirva como guia para a construção de soluções inovadoras e inclusivas, capazes de garantir segurança hídrica, justiça socioambiental e qualidade de vida para todas as brasileiras e brasileiros. As águas do Brasil clamam por atenção, cuidado e compromisso. Que cada rio, cada nascente e cada comunidade seja parte ativa na transformação que precisamos realizar. O tempo de agir é agora. “Emergência Climática: Povos e Territórios – Água é o que nos une”