Notícias das Águas

R$ 59,5 milhões para saneamento: edital do Comitê da Bacia do Rio Araguari ajuda prefeituras a tirarem obras do papel
07/04/2026   Imagine cidades mais planejadas e populações com acesso universal aos serviços de saneamento básico. Longe de ser apenas uma idealização, esse cenário está prestes a se tornar realidade. Para isso, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari (CBH Araguari) vai investir R$ 59,5 milhões em um edital destinado a auxiliar as prefeituras dos municípios com sede na Bacia a tirarem seus projetos do papel. O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) contemplará projetos executivos já elaborados, uma etapa essencial para viabilizar o início das obras de saneamento. Conforme diretrizes da Lei 11.445/07, o saneamento básico contempla o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Logo, investir em saneamento básico é buscar a prevenção de doenças, a redução da mortalidade infantil e a melhoria nos índices de educação e empregabilidade. Além disso, a iniciativa impulsiona a expansão do turismo e garante mais dignidade, desenvolvimento econômico e qualidade de vida para milhares de pessoas. Segundo o presidente do CBH Araguari, Sylvio Andreozzi, viabilizar a execução de projetos desse nível é, ainda, investir na preservação das águas da Bacia do Rio Araguari. “A partir do momento que nós organizamos o esgotamento sanitário e fazemos o tratamento do esgoto, a água que retorna para os nossos corpos d'água tem uma qualidade melhor e, portanto, será de boa qualidade no restante da bacia”, explica.   Como as Prefeituras podem participar O edital de R$ 59,5 milhões do CBH Araguari é voltado para os municípios com sede na Bacia do Rio Araguari. Podem participar todas as cidades que já fazem a coleta de esgoto doméstico, independentemente de a água já receber tratamento adequado ou não. Além disso, o financiamento é válido para qualquer modelo de gestão local: seja o serviço de saneamento prestado diretamente pela prefeitura, por empresas públicas ou por concessionárias privadas. O edital estabelece pré-requisitos rigorosos de modo a garantir a aplicação desse recurso com eficiência. As principais exigências incluem: A cidade deve ter um Plano Municipal de Saneamento Básico aprovado por lei e regras claras de cobrança (tarifa) para os serviços de esgoto. É obrigatório possuir um mapa técnico atualizado de toda a rede de tubulações de esgoto do município. O participante não pode ter dívidas referentes ao uso da água com o Comitê, nem receber recursos de outros lugares para financiar a mesma obra. É preciso apresentar projetos executivos já licenciados para a obra, assinados por engenheiros responsáveis e com orçamentos atualizados nos últimos 30 dias. O processo de inscrição é 100% digital. Os municípios e empresas interessados devem reunir toda a documentação exigida e enviá-la para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. dentro do prazo estipulado no edital. É importante destacar que cada município ou concessionária interessada deverá eleger a sua principal demanda estrutural. Isso porque o edital permite a candidatura de apenas um único projeto por participante. Confira o edital completo neste link.   Cobrança pelo uso da água e parcerias Esse investimento milionário do CBH Araguari em saneamento básico é proveniente dos recursos adquiridos com a cobrança pelo uso da água, instrumento essencial para a atuação do Comitê. É por meio dos valores arrecadados com ela que o Comitê pode investir em projetos de melhoria para toda a Bacia, inclusive naqueles que necessitam de apoio do Poder Público Municipal, como o caso do PMI. A Diretora Técnica da Abha Gestão de Águas, entidade equiparada do Comitê, Angélica Eulália Fernandes Spirandelli, ressalta que a união das prefeituras com o Comitê é um caminho seguro para garantir a execução dessas melhorias. “Essa parceria é fundamental para transformar a arrecadação em benefícios reais. O Comitê entra com o fomento financeiro e os municípios com a ponta da execução, criando uma engrenagem eficiente onde quem mais ganha é o meio ambiente e a população local.   Fonte: Assessoria de Comunicação do CBH Araguari
Iniciativa Rio Vivo ultrapassa marca de mil nascentes protegidas na Bacia do Rio Piracicaba
Projeto financiado pelo CBH Piracicaba celebra quatro anos de ações contínuas de preservação ambiental e melhorias na qualidade da água Um trabalho contínuo de preservação ambiental desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos já apresenta resultados concretos na Bacia do Rio Piracicaba. Por meio do programa Rio Vivo, iniciativa financiada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH Piracicaba), mais de 1.000 nascentes foram protegidas, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade e da segurança hídrica da região. Para celebrar o marco, foi realizada no dia 10 de abril uma solenidade na zona rural do município de Jaguaraçu (MG), no Vale do Aço. O evento reuniu representantes dos CBH Piracicaba e CBH Doce, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), da Agedoce, da Escola de Projetos da Unifei/Profágua, além de autoridades municipais, produtores rurais e estudantes da rede municipal de ensino. Atualmente, Jaguaraçu conta com cerca de 40 nascentes protegidas pelo programa. Para o produtor rural Paulo Roberto Pires, os resultados já são perceptíveis. “Em pouco tempo, as ações já começam a apresentar resultados. É possível perceber a melhoria na qualidade da água, já que o gado não tem mais contato direto com as nascentes, pois o cercamento evita o pisoteio dos animais”, destacou. As nascentes protegidas fazem parte da microbacia do Rio Piracicaba e estão alinhadas às diretrizes do Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH) do Rio Doce. Segundo o secretário do CBH Doce, Flamínio Guerra, o número alcançado evidencia o compromisso das instituições envolvidas com a preservação ambiental. “A recuperação de nascentes está prevista no PIRH, que estabelece a meta de proteger e restaurar nascentes até 2042. Já observamos resultados concretos, como a melhoria da qualidade da água, maior estabilidade hídrica e o fortalecimento da resiliência ambiental da bacia”, afirmou.   Nascentes protegidas, rios mais seguros O programa Rio Vivo é financiado com recursos da cobrança pelo uso da água, instrumento de gestão que incentiva o uso racional dos recursos hídricos e viabiliza investimentos na recuperação e preservação dos mananciais. As ações são definidas a partir de diagnósticos técnicos e incluem, além do cercamento de nascentes, a implantação de soluções de saneamento básico rural e o controle de sedimentos, com foco na ampliação da disponibilidade hídrica dos rios. Para o presidente do CBH Piracicaba, José Augusto Gonçalves, o acompanhamento constante das iniciativas é fundamental. “Acompanhar o andamento dessas ações é essencial para garantir a efetividade das medidas de preservação e seus impactos positivos na bacia. Esperamos ampliar ainda mais o número de nascentes protegidas e avançar na execução das demais ações previstas no Rio Vivo”, ressaltou. Presente na solenidade, o coordenador da Unidade Regional de Gestão das Águas (URGA) Leste Mineiro e representante do IGAM, Wyllan Melo, destacou o legado do projeto para as próximas gerações. “Proteger uma nascente é assumir um compromisso que vai além do presente. É garantir mais saúde, qualidade de vida e segurança hídrica para a população no futuro”, enfatizou. Ao longo dos últimos quatro anos, o CBH Piracicaba já investiu mais de R$ 8 milhões na execução das ações do Rio Vivo na Bacia do Piracicaba. Até o momento, 1.036 nascentes foram protegidas na bacia, consolidando o programa como uma das principais iniciativas de recuperação ambiental e gestão sustentável dos recursos hídricos da região.   Fonte: Tribuna do Piracicaba Publicado em 15/04/2026
CT-MH recebe especialistas franceses para apresentação de modelo de gestão hídrica
Reunião reforçou a cooperação internacional e a troca de experiências em monitoramento e governança de recursos hídricos 7 de abril de 2026 A apresentação de especialistas do Escritório Internacional da Água (OiEau) e da Agência Francesa Loire-Bretagne, instituições parceiras dos Comitês e da Agência PCJ, foi o grande destaque da 278ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH), realizada nesta terça-feira, 7 de abril, por videoconferência.  Na pauta, Hervé Gilliard, delegado da agência francesa para as relações externas e internacionais, e Remi Boyer, chefe de projetos do OiEau, abordaram aspectos do sistema francês de gestão de recursos hídricos, com ênfase em monitoramento hidrológico, protocolos para situações de escassez e excesso hídrico, além de mecanismos de financiamento. A agenda fez parte de uma nova etapa do Projeto Interagências, uma cooperação institucional liderada desde 2019 pelo OiEau, que reúne três agências de água no Brasil e na França: Agência de Águas Loire-Bretagne, Agência das Bacias PCJ e Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap). O objetivo é aperfeiçoar a gestão dos recursos hídricos e trocar experiências entre as instituições. A reunião foi conduzida pelo coordenador da CT-MH, Alexandre Vilella, e contou com a participação do secretário-executivo dos Comitês PCJ, Denis Herisson da Silva, da presidente do CBH-PJ1 (Comitê Mineiro), Mylena de Oliveira, e o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera.  “Em nome da toda a diretoria colegiada dos Comitês PCJ, gostaria de ressaltar que é uma grande satisfação recebê-los, ainda que virtualmente. Nossos encontros têm sido um importante momento de troca de experiências e informações. Também parabenizo a coordenação da CT-MH por trazer a experiência francesa na gestão de recursos hídricos, especialmente quanto aos sistemas de monitoramento, protocolos de escassez e de cheias, bem como os sistemas de financiamento de ações para melhorar nossos mananciais.  Que possamos seguir juntos na busca por soluções eficientes, sustentáveis e duradouras, sobretudo em um contexto de mudanças climáticas”, destacou Denis.Na apresentação, Gilliard explicou o funcionamento do modelo francês de gestão e destacou estratégias adotadas em períodos de estiagem. Somente na Bacia do Loire-Bretagne, que possui 150 mil km2 (28% da área da França) e 13 milhões de habitantes, são investidos R$ 60 milhões por ano, apenas em monitoramento hidrológico, que conta com 1.440 estações de medição. Já no financiamento de projetos – como soluções baseadas na natureza, saneamento e uso racional de água – , são aplicados R$ 2,4 bilhões anuais, com recursos provenientes da cobrança pelo uso da água. Em 2025, foram financiados 3.904 empreendimentos nesse modelo. “O volume da arrecadação francesa é 20 ou 30 vezes maior – ou até mais, dependendo da conversão do euro – do que a gente arrecada aqui. No entanto, os indicadores podem ser desenvolvidos independentemente da ordem de grandeza dos recursos. Esse é um ponto em que precisamos evoluir”, comentou Vilella.Para exemplificar a gestão de crises, o especialista francês utilizou o caso do Rio Luar, onde duas barragens foram construídas 40 anos atrás para mitigar cheias e manter níveis mínimos durante períodos de seca. Diante do agravamento esperado das mudanças climáticas, o comitê de bacia iniciou um estudo de longo prazo (quatro anos) para projetar o futuro do rio, com base em análises integradas de hidrologia, ecologia, usos e clima. Entre os resultados preliminares, aponta-se a possível necessidade de liberar o dobro de água para garantir vazões mínimas em períodos críticos. No debate com os membros da CT-MH, também foi abordado o instrumento francês dos “contratos de resiliência”, que financia entidades locais na busca por soluções como interconexão de sistemas e redução de perdas, garantindo o abastecimento em situações de crise. A agência francesa condiciona o financiamento a projetos prioritários alinhados a objetivos ambientais. “Para nós, é sempre um prazer e uma honra participar de diálogos sobre governança com nossos parceiros do Brasil nessa cooperação histórica”, ressaltou Boyer. Outras apresentações Na pauta tradicional da CT-MH, também foram apresentadas informações sobre a situação dos mananciais nas Bacias PCJ, o Sistema Cantareira, dados dos usuários e condições hidrometeorológicas. A partir de abril, o Cantareira passou a operar na faixa de atenção, com volume acima de 40%. No dia 6 de abril, o volume do sistema estava em 43,6%. Na mesma dada em 2025, era de 58,6%, e, em 2024, atingiu 77,8%. Vilella observou que, em março, ocorreram chuvas generalizadas, intensas, porém bastante pontuais. Duas ocorrências foram relatadas pelos membros. A primeira foi uma inundação no final de fevereiro, em Piracaia (SP), descrita pelo engenheiro Reginaldo Grunwald, da prefeitura local, como um evento atípico, com precipitação de 70 mm em 40 minutos, afetando cerca de 40 famílias. A segunda foi relatada por Luís Garcia, da Sanasa Campinas, sobre uma paralisação na captação no Rio Atibaia, em 7 de março, associada à mortandade de peixes. A ocorrência foi comunicada à Cetesb. Lúcio Lima, da companhia ambiental, destacou a necessidade de ampliar investimentos em saneamento, especialmente na melhoria da operação das ETEs. “Esses eventos pós-chuva têm se tornado frequentes na região, e há dificuldade de resposta imediata, pois estão relacionados às condições do sistema de saneamento”, comentou. Houve ainda apresentação da coordenadora da Sala de Situação PCJ, Catia Casagrande, sobre chuvas e vazões em março de 2026 e perspectivas para os próximos meses.  O coordenador do GT-Previsão do Tempo, Jorge Mercanti, abordou as previsões meteorológicas e climatológicas, enquanto Maria Fernanda Lima, da equipe de Hidrologia da Simepar, apresentou o relatório hidrometeorológico referente ao período de 25 de fevereiro a 27 de março. GT-QualidadeDurante a reunião, a coordenadora do GT-Qualidade, Lilian Peres, destacou o projeto que viabilizou a alocação de mais de R$ 5 milhões da Cobrança PCJ Paulista para a expansão da rede automática de monitoramento da qualidade da água, com a instalação de quatro novas estações. A primeira parcela dos recursos já foi solicitada, e o contrato para aquisição dos equipamentos foi firmado. A previsão é de que, até dezembro de 2026, três estações estejam em operação: duas no Rio Piracicaba (no Parque Aimaratá, em Americana, e no bairro Monte Alegre, em Piracicaba) e uma próxima à foz do Rio Atibaia (a montante de Paulínia). A quarta estação, no Rio Jaguari, nas proximidades da captação de Limeira, será instalada em 2027. O treinamento da equipe para operação e manutenção das estações, pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), já está em fase final. Segundo Vilella, com a ampliação, as Bacias PCJ passarão a contar com uma das maiores densidades de monitoramento automático do país. Próxima reuniãoA 279ª Reunião Ordinária da CT-MH está agendada para o dia 5 de maio, a partir das 9h, por videoconferência.   fonte: Agência das Bacias PCJ
CBH do Rio Pará divulga a Expedição Rio Pará Vivo 2026
Vem aí a Expedição Rio Pará Vivo 2026   Entre os dias 11 e 16 de maio de 2026, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH do Rio Pará) realizará a Expedição Rio Pará Vivo 2026, uma mobilização inédita que, pela primeira vez, percorrerá o rio diretamente por suas águas. Depois da jornada terrestre realizada em 2023, quando a iniciativa percorreu municípios da bacia promovendo encontros com comunidades, escolas e autoridades, o Comitê dá agora um passo simbólico e histórico: entrar no Rio Pará. Em caiaques, canoístas irão descer trechos navegáveis do rio, conectando municípios e comunidades ribeirinhas e transformando conhecimento técnico em experiência viva no território. A expedição passará por Resende Costa/Passa Tempo, Carmo do Cajuru, Divinópolis, Pitangui/Conceição do Pará, Martinho Campos e Pompéu, reforçando o Rio Pará como eixo estruturante da vida, da produção, da cultura e da identidade regional. Em cada parada, a chegada dos expedicionários será marcada por eventos públicos, solenidades, atividades educativas, encontros com escolas, comunidades, entidades da sociedade civil, usuários de recursos hídricos e representantes do poder público. Mais do que uma travessia física, a Expedição Rio Pará Vivo 2026 é também um gesto educativo, político e simbólico. Ao percorrer o rio pelo seu próprio leito, o CBH convida a sociedade a olhar o território a partir da água e a reconhecer a importância de conhecer o rio para cuidar dele. “Navegar pelo Rio Pará é mais do que percorrer quilômetros de água: é levar conhecimento às comunidades, fortalecer o vínculo das pessoas com o rio e mostrar que cuidar da bacia é responsabilidade de todos”, afirma José Hermano Franco, presidente do CBH do Rio Pará.       Em 2023, no encerramento da ‘Expedição Esse Rio é Meu’, o Comitê navegou nas águas da foz do Rio Pará. Agora, em 2026, o Colegiado retorna às águas do rio. José Hermano Franco celebrou a iniciativa.     A iniciativa acontece na esteira do Projeto de Mapeamento da Navegabilidade do Rio Pará, recentemente concluído pelo Comitê. O estudo percorreu cerca de 294 km do rio, do município de Passa Tempo até sua foz, reunindo tecnologias como drones de alta resolução, batimetria de precisão e sistemas de posicionamento GNSS. O resultado é um conjunto robusto de dados técnicos agora disponibilizados em uma plataforma digital interativa aberta à sociedade. Com a expedição, esses dados deixam de ser apenas mapas e relatórios e passam a se transformar em narrativa, vivência e mobilização social. Cada trecho navegado e cada encontro com a população reforçam a ideia de que a preservação do rio depende do conhecimento e do engajamento coletivo. A Expedição Rio Pará Vivo 2026 também dá continuidade a um ciclo de mobilização iniciado nos últimos anos pelo Comitê. Após a Expedição Rio Pará 2023, voltada à aproximação com os municípios da bacia, vieram a Semana Rio Pará 2024, dedicada à educação ambiental, e a Semana Rio Pará 2025, centrada no debate sobre a Cobrança pelo Uso da Água. Em 2026, a jornada pelo rio reafirma o papel do CBH do Rio Pará como articulador de saberes, territórios e pessoas em defesa das águas da bacia. Ao descer o Rio Pará de caiaque, o Comitê não apenas percorre um caminho mapeado: ativa memórias, provoca pertencimento e aponta futuros possíveis. A Expedição Rio Pará Vivo 2026 é, acima de tudo, um convite para que toda a sociedade caminhe — ou melhor, navegue — junto na defesa, recuperação e preservação das águas que sustentam o território. Conheça o roteiro da Expedição Rio Pará Vivo 2026 Dia 1 (11/05)Resende Costa (manhã)Passa Tempo (tarde) Dia 2 (12/05)Carmo do Cajuru Dia 3 (13/05)Divinópolis Dia 4 (14/05)Pitangui / Conceição do Pará Dia 5 (15/05)Martinho Campos Dia 6 (16/05)Pompéu (foz) * Programação detalhada em breve. Para mais informações:CBH do Rio Pará – ComunicaçãoEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.(31) 98849-1845   Assessoria de Comunicação do CBH do Rio Pará:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social*Texto: Luiz Ribeiro*Fotos: João Alves
ANA lança Portal da Qualidade da Água
Agora ficou mais fácil entender a situação das águas no Brasil. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) lançou o Portal da Qualidade da Água (https://qualidadedaagua.ana.gov.br/), uma plataforma que apresenta análises elaboradas com dados produzidos pelas Unidades da Federação que integram a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água (RNQA). “O Portal permite explorar, de forma simples e interativa, dados de monitoramento da qualidade da água em todo o país, transformando informações técnicas em subsídios para a gestão e o acompanhamento das condições dos corpos hídricos”, explica Ana Paula Fioreze, superintendente de Estudos Hídricos e Socioeconômicos (SHE) da ANA. Funcionalidades A ferramenta apresenta indicadores importantes como o Índice de Qualidade da Água (IQA), oxigênio dissolvido, DBO e fósforo, combinando gráficos, mapas e conteúdos explicativos que transformam dados técnicos em informação acessível e útil para diferentes públicos: • Índice de Qualidade das Águas (IQA): resume, em uma escala de 0 a 100, classificada como ótima, boa, regular, ruim ou péssima, a situação geral de um corpo hídrico, integrando múltiplos parâmetros em um único número de fácil compreensão;• Oxigênio Dissolvido (OD): indica se a água possui oxigênio suficiente para sustentar a vida aquática. Reduções no OD podem sinalizar poluição ou excesso de matéria orgânica;• Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO): mede a quantidade de matéria orgânica na água, refletindo impactos de esgotos e resíduos industriais;• Fósforo Total (PT): aponta a presença de nutrientes que, em excesso, provocam o crescimento excessivo de algas, fenômeno conhecido como eutrofização, e comprometem o abastecimento de água. Os dados de monitoramento produzidos entre 2010 e 2024 são apresentados nos mapas interativos para esses indicadores, além de valores médios das séries históricas. Com exceção do IQA, os mapas também mostram as frequências de não conformidade dos indicadores em relação ao instrumento do enquadramento dos corpos de água, conectando as informações de monitoramento com a gestão dos recursos hídricos. Ao integrar análise, visualização e interpretação dos dados em escala nacional, o portal também fortalece o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), apoiando a tomada de decisão, o planejamento e o acompanhamento das condições da água no país. Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)(61) 2109-5129/5495/5103www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok 
Preparativos finais para o XXI Encob
Ao estruturar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, tal como é, com diversos entes, coube ao Comitê de Bacias Hidrográficas a extremidade desta estrutura, onde materializa as orientações da Política Nacional de Recursos Hídricos, como a descentralização, integração e participação. É por meio dos comitês de bacias que o Estado Brasileiro se aproxima dos usuários e é como os cidadãos se aproximam do Estado numa relação de negociação para melhor gerenciar e diminuir os conflitos sobre os recursos hídricos locais. Portanto, é neste espaço que se discute os anseios e desejos locais sobre os usos dos recursos hídricos. O ENCOB possibilita que os Comitês de Bacias Hidrográficas identifiquem as oportunidades e desafios para a promoção da gestão integrada das águas, de forma participativa e descentralizada, de modo a indicar para a toda a sociedade a efetiva sustentabilidade dos recursos hídricos, sendo um dos principais objetivos desse grande encontro. Hoje, logo cedo, várias equipes davam continuidade a arrumação dos espaços e testes de equipamentos. 
Prazo para usuários fazerem a Declaração Anual de Uso de Recursos Hídricos termina no final de março
Será o primeiro ano em que os usuários poderão enviar a DAURH por meio de um sistema específico para tal  Os usuários de recursos hídricos em Minas Gerais têm até o último dia útil do mês de março para enviar a Declaração Anual de Recursos Hídricos (DAURH) para o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Regulamentada pelo Decreto Estadual n. 48.160/2021, a DAURH é a ferramenta que permite ao usuário de recursos hídricos prestar informações sobre a utilização da água no ano anterior. Ela abrange os volumes captados, dragados e a carga de poluentes lançados em corpos hídricos de domínio do Estado. Deve ser apresentada anualmente pelos usuários de recursos hídricos até o último dia útil do mês de março.   A DAURH deverá ser encaminhada via Ecossistemas. Neste ano, o Igam irá recepcionar os dados de 34 Circunscrições Hidrográficas, sendo 17 novas (veja lista completa no fim da matéria).   Segundo o diretor-geral do Igam, Marcelo da Fonseca, a expectativa é receber mais de dez mil declarações já que a cobrança será enviada para quase todo o estado. “Isso mostra o quanto Minas Gerais é inovadora e pioneira na implementação dos instrumentos de gestão”, afirma.   O Igam elaborou um manual técnico para auxiliar no acesso ao site e preenchimento da declaração. Clique aqui para acessar o manual.    Simulador   Para auxiliar os usuários no cálculo do valor devido para cada outorga, foi criado pelo Igam um simulador. Assim, é possível que o usuário saiba o valor que irá pagar antes da emissão do Documento de Arrecadação Estadual (DAE).?O simulador é composto por duas abas: uma para calcular o valor da captação e de consumo e outra para calcular o valor do lançamento de efluentes.   O simulador, no entanto, não gera o cálculo definitivo e nem os DAEs para pagamento. É somente uma ferramenta para que o usuário saiba com antecedência o valor que irá pagar. Para que o valor seja calculado corretamente é preciso que as informações estejam em conformidade com a outorga e os dados de medição, ou o lançamento de efluentes precisa estar declarado na DAURH.   Clique aqui para ter acesso ao simulador.   Bacias com obrigatoriedade de preenchimento da DAURH:   DO1 - Bacia Hidrográfica do Rio PirangaDO2 - Bacia Hidrográfica do Rio PiracicabaDO3 - Bacia Hidrográfica do Rio Santo AntônioDO4 - Bacia Hidrográfica do Rio SuaçuíDO5 - Bacia Hidrográfica do Rio CaratingaDO6 - Bacia Hidrográfica Águas do Rio ManhuaçuPJ1 - Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba e JaguariPS1 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Preto e ParaíbunaPS2 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Pomba e MuriaéSF1 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes do Alto São FranciscoSF2 - Bacia Hidrográfica do Rio ParáSF3 - Bacia Hidrográfica do Rio ParaopebaSF4 - Bacia Hidrográfica do Entorno da Represa de Três MariasSF5 - Bacia Hidrográfica do Rio das VelhasSF6 - Bacia Hidrográfica dos Rios Jequitaí e PacuíSF7 - Bacia Hidrográfica do Rio ParacatuSF8 - Sub Bacia Mineira do Rio UrucuiaSF9 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Médio São FranciscoSF10 - Bacia Hidrográfica do Rio Verde GrandeGD1 - Bacia Hidrográfica do Alto Rio GrandeGD2 - Bacia Hidrográfica Vertentes do Rio GrandeGD3 - Bacia Hidrográfica do Entorno do Reservatório de FurnasGD4 - Bacia Hidrográfica do Rio VerdeGD5 - Bacia Hidrográfica do Rio SapucaíGD6 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Mogi-Guaçu e PardoGD7 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Médio Rio GrandeGD8 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes do Baixo Rio GrandePN1 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros Alto ParanaíbaPN2 - Bacia Hidrográfica do Rio AraguariPN3 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Baixo ParanaíbaJQ1 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Alto JequitinhonhaJQ2 - Bacia Hidrográfica do Rio AraçuaíMU1 - Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Rio MucuriSM1 - Bacia Hidrográfica do Rio São Mateus   Emerson GomesAscom/Sisema  
Nova edição do boletim sobre El Niño indica que fenômeno está com intensidade moderada
A 6ª edição do boletim Painel El Niño 2023-2024 já está disponível no site da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A publicação atualiza mensalmente as informações sobre o monitoramento, previsões e impactos do fenômeno climático El Niño no Brasil. Segundo o informe, as previsões dos modelos climáticos indicam a diminuição da intensidade do fenômeno em relação aos meses anteriores, classificando-o atualmente como de intensidade moderada. De acordo com as projeções do (IRI na sigla em inglês), as anomalias de temperatura da superfície do mar atingirão a neutralidade ainda no 2º trimestre (abril, maio e junho), com possibilidade da formação do fenômeno La Niña no segundo semestre deste ano.   Ao contrário do El Niño, o La Niña é um fenômeno que consiste no resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico e é responsável tanto por chuvas fortes no Norte e Nordeste do Brasil quanto por secas no Sul. O boletim é produzido em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD). Essa edição do Boletim destaca que a previsão climática para o Brasil em março, abril e maio indica maior probabilidade de chuva abaixo do normal em parte das regiões Norte e Nordeste. Em parte da região Sul, de Mato Grosso do Sul, São Paulo e áreas da região Norte; a previsão indica maior probabilidade de chuva acima do normal. A tendência é de precipitações abaixo da média para a porção norte do Nordeste, devido ao El Niño e a condições mais quentes do que o normal no Atlântico Tropical Norte. Em relação à temperatura, a previsão indica maior probabilidade de que ela fique acima do normal, principalmente no Centro-Norte do País. O Painel também aborda a situação e os impactos sobre os recursos hídricos, como as condições de seca em todo o País, retratada pelo Monitor de Secas. De dezembro de 2023 a janeiro de 2024, a ferramenta da ANA indicou redução de áreas com seca extrema no Amazonas, além do surgimento de uma área com seca grave a leste do Pará e aumento da área com seca grave em Roraima. Também registrou a manutenção das áreas de seca excepcional ao sul de Rondônia e a oeste e noroeste de Mato Grosso. No Nordeste, surgiram áreas de seca grave no interior do Maranhão, Pernambuco e sul do Ceará; mas foram reduzidas as áreas com seca grave na Bahia e ao sul do Piauí. Por fim, surgiram áreas com seca grave no interior de Goiás, além da ampliação da área com seca fraca no interior de São Paulo. No Sul do País, todas as estações monitoradas apresentaram níveis d’água normais nos últimos 30 dias. No Sudeste, foram atingidos níveis de atenção e alerta de inundações nas bacias dos rios Doce e Paraíba do Sul. Na bacia do rio Paraguai, formadora do Pantanal, ainda persiste situação de seca na principal estação de monitoramento, Porto Murtinho (MS), ao sul da bacia. Na região Norte, as vazões continuam em elevação nos rios afluentes do rio Amazonas, com a ocorrência de uma das maiores cheias do rio Acre, resultando em inundações em diversas cidades, como Rio Branco (AC). No sentido oposto, permanece a situação de estiagem na bacia do rio Branco, em Roraima. No rio Madeira, em fevereiro, as vazões naturais em Porto Velho (RO) foram de 70% da média de longo termo (MLT) do mês e, em março, atingiram cerca de 93% da média do mês nas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Em fevereiro, as vazões naturais nas usinas de Serra da Mesa, Tucuruí e Belo Monte estão respectivamente em 98%, 76% e 66% da média para o mês. Do início de fevereiro até 4 de março, o armazenamento nos reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) aumentou de 57,3% para 67,1%. No fim de fevereiro, os principais reservatórios do Nordeste ficaram praticamente estáveis e o volume total do conjunto de reservatórios atingiu 44%, com aumento de 3 pontos percentuais desde o fim de janeiro. Nove reservatórios regulados pela ANA ainda seguem em situação crítica. O Painel El Niño 2023-2024 é disponibilizado mensalmente em https://www.gov.br/ana/pt-br/sala-de-situacao/todos-os-boletins-mensais-1/todos-os-boletins-mensais/todos-os-boletins-mensais com as informações mais atualizadas acerca do fenômeno para, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais na tomada de decisões. O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais responsáveis pelo monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. El Niño O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento da superfície do Oceano Pacífico e alteração nos padrões de circulação atmosférica em todo o planeta. Desde junho de 2023, as condições de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno, com uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial. De acordo com o Boletim, o El Niño atual possui intensidade forte. Plano de Contingência Tendo em vista os impactos do El Niño sobre os recursos hídricos e usos múltiplos das águas, a ANA elaborou um Plano de Contingência, aprovado pela Diretoria Colegiada em junho de 2023. As medidas que já foram implementadas são a instalação as Salas de Crise das Regiões Norte e Nordeste. Além disso, foi dada continuidade à Sala de Crise da Região Sul. As reuniões envolvem a participação de diversas instituições envolvidas na gestão de recursos hídricos e riscos de desastres e são transmitidas ao vivo pelo canal da ANA no YouTube. Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)(61) 2109-5129/5495/5103
Cadastramento do Comitê de Bacia dos Rios Santo Antônio e Santa Tereza
Hoje, mergulhamos nas águas do município de Jaú, e ontem exploramos Peixe! Estamos em pleno processo de recadastramento dos legalmente habilitados para reorganizar nosso comitê, visando as eleições em 15 de março. Visitamos membros existentes e incluímos novos da sociedade civil e usuários de água. Hoje, a mineradora local e as águas termais a 39 graus, em Jaú, entraram para nossa lista! Nas últimas 48 horas, registramos a Associação do Sindicato dos Agricultores de Sucupira Peixe de Jaú e recadastramos a Associação Rural de Peixe. Amanhã, continuaremos nossa jornada em Sucupira. Juntos, estamos fortalecendo a gestão hídrica e promovendo a sustentabilidade na Bacia. 💧🌿
CBH Manhuaçu promove cercamento de nascentes no dia da água
Parceria com o Movimento Todos Pelo Rio Doce continua. Como forma de celebra o Dia Mundial da Água voluntário realizaram cercamento de várias nascentes ao longo da Bacia do Rio Manhuaçu. A promoção foi do CBH - Comitê da Bacia Hidrográfica Águas do Rio Manhuaçu - com o apoio do Movimento Todos Pelo Rio Doce e das comunidades locais. O Movimento Todos Pelo Rio Doce, que visa proteger mil nascentes na Bacia do Rio Doce, fornece os materiais: mourões, arame e grampos. O Comitê realiza a articulação e mobilização para a execução das atividades por meio de seus membros e apoiadores. Alguns dados são aproveitados de cadastros de produtores feitos pelo Instituto Terra, há alguns anos, outros são colhidos por integrantes do CBH, que sensibilizam os proprietários e lideram a equipe para o trabalho. Essa parceria entre o Movimento e o CBH resultou no isolamento de mais de 120 nascentes, em 2018. Agora, a ação vai compreender o cercamento de quase vinte olhos d'águas, envolvendo os municípios de São João do Manhuaçu, Ipanema, Durandé, São José do Mantimento e Vermelho Novo, com uma cerca cada, Reduto, Mutum e Lajinha, com duas, Alvarenga com três e quatro em Manhuaçu. Em alguns lugares, devido às chuvas, os mutirões foram adiados para próxima semana. Membros do CBH Manhuaçu aproveitaram a oportunidade para realizar palestras educativas em salas de aulas ou no campo, próximo das nascentes. Até em municípios onde não houve cercamento foram promovidos trabalhos de educação ambiental motivados pelo Comitê. O Movimento Todos Pelo Rio Doce foi inspirado na Campanha "Let's Do It" (Vamos Fazer), realizada no dia três de maio de 2008, quando cinqüenta mil voluntários recolheram mais de dez mil toneladas de lixo na Estônia, deixando o país praticamente limpo. Fotos: arquivo do CBH Manhuaçu Texto: Senisi Rocha / Comitê da Bacia Hidrográfica Águas do Rio Manhuaçu
Capacitação e avaliação do Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos
A  proposta dos organizadores da Oficina "Capacitação e avaliação do Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos (SNIRH) para comitê de bacia e sociedade civil" é apresentar o sistema nacional de informações sobre recursos hídricos, com foco em suas funcionalidades, suas bases de dados e formas de acesso, bem como coletar avaliações e subsídios dos comitês e participantes em geral para melhoria e aperfeiçoamento destes. Como o sistema de informações é um dos instrumentos de gestão da política nacional de recursos hídricos, é imprescindível a participação de todos os integrantes do sistema de gestão das águas brasileiras no aprimoramento do SNIRH. A oficina se integra a um processo atual de Iniciativa para Governo Aberto, coordenada no Brasil pela CGU, da qual um dos compromissos trata do tema recursos hídricos. A expectativa da oficina é apresentar o panorama atual do SNIRH aos participantes bem como coletar importantes críticas e sugestões para a expansão e  desenvolvimento contínuo do sistema, coordenado pela ANA. A atividade será promovida por Especialistas em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas-ANA, será realizada no dia 22 de outubro de 2019 (terça-feira) durante a programação do Encob, e será promovida por:  Marcus Fuckner, Licenciado e Bacharel em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2004), Mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE (2007) e Doutor em Geografia pela Universidade de Brasília - UnB (2015). Trabalha como Especialista em Geoprocessamento na Agência Nacional de Águas - ANA em Brasília/DF desde 2010. Gonzalo Álvaro Vázquez Fernández, possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1991) e Mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1996) e MBA em Gestão Estratégica de TI (2015).  É Especialista em Geoprocessamento da Agência Nacional de Águas, alocado no momento na Coordenação de Planos de Recursos Hídricos.  
Encontro da Juventude​ no XXI ENCOB
O Encontro da Juventude acontecerá no dia 22/10 (terça-feira), segundo dia do XXI ENCOB.  Por que a juventude deve participar das decisões envolvendo a gestão das águas? Como apontado pelo Ministério do Meio Ambiente, os jovens, pelo o Estatuto da Juventude, têm o direito à sustentabilidade e ao meio ambiente, assim como o direito à água, expresso na Política Nacional de Recursos Hídricos. Por isso, a juventude não só pode como deve participar dessa consulta pública e colocar a sua voz! Por sua vez, o Plano Nacional de Juventude e Meio Ambiente (PNJMA), instituído por meio de Portaria Interministerial no final de 2015 tem como um dos seus objetivos “Ampliar a Participação da Juventude na Gestão de Recursos Hídricos”. Assim sendo, estimular a participação da juventude nesta consulta pública contribui para alcançarmos esse objetivo.   Confira a programação do encontro:    9h a 9h20 - Apresentação dos Presentes e Contextualização do Encontro 9h20 a 9h50 - 1º Momento - Apresentação Debatedores (Convidamos dois professores universitários para ajudar na exposição) Política Pública de Meio Ambiente e Juventude (Universidade Federal do Paraná) - 15min Política Pública de Recursos Hídricos e Juventude (CEFET/Rio) - 15min 9h50 a 10h20 - Debate 10h20 a 11h05 -2º Momento - Experiências Exitosas Paraná - Grupo Juventude e Meio Ambiente da Bacia do Paraná 3 - 15 min Sergipe - Conselho de juventude Juventude- 15min Rio de Janeiro - Fórum das Juventudes em Recursos Hídricos - 15 min 11h05 a 11h30 - Debate 11h30 a 12h  - 3º Momento - Futuros Caminhos (Proposições e Carta Aberta)   Conheça os organizadores da atividade:   Nélio Miguel Jr, Conselheiro Nacional de Juventude, membro do Comitê do Rio Sergipe, Secretário executivo do Conselho Estadual de Juventude de Sergipe  e graduando em Saneamento Ambiental pelo Instituto Federal de Sergipe. João Paulo Angeli, Graduando em Antropologia - Diversidade Cultural Latino Americana na UNILA (Universidade Federal da Integração Latino Americana). Coordenador Geral Adjunto do Parlamento Nacional da Juventude Pela Água - PNJA, atua como Gestor de Educação Ambiental na cidade de Foz do Iguaçu/PR - CEMFI e na Bacia do Paraná 3 junto ao Coletivo Jovem da BP3. Compõe a Articulação Nacional dos Coletivos Jovens pela região Sul do Brasil e o Observatório dos ODS Paraná. Tendo experiência no debate e na implementação de Políticas Públicas de Juventude e Meio Ambiente, Educação Ambiental, na Agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e no trabalho de empoderamento e protagonismo das juventudes frente às diversas temáticas Latino Americanas. Marcos Lacerda, 
Segurança Hídrica será debatida durante o XXI ENCOB
No dia 22/10/2019 das 14:00 às 16:00 durante a XXI edição do Encontro Nacional de Comitês de Bacia acontecerá a mesa de diálogo sobre Segurança Hídrica. A mesa será coordenada por Lupercio Ziroldo Antônio, Presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas e Governador honorário do Conselho Mundial da Água.  Sergio Ayrimoraes, Superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA apresentará os resultados do Plano de Segurança Hídrica desenvolvido pela Agência Nacional de Águas e sua abrangência no território nacional.  Ailton Francisco Rocha, Superintendente de Recursos Hídricos de Sergipe dissertará sobre os aspectos da segurança hídrica no Nordeste brasileiro e aponta os avanços e desafios hoje em foco.  A gestão das águas no Nordeste Brasileiro representa um desafio a ser enfrentado. É preciso que, tratando-se de fator escasso na Região, a água seja administrada de forma eficiente e eficaz. Assegurar que a água esteja disponível para as diferentes formas de consumo implica viabilizar investimentos de distintas naturezas e, sobretudo, gerenciar cuidadosamente sua oferta e o uso. Isso se torna mais complexo diante da realidade climática da Região e dos vários interesses que envolvem desde as instâncias de governo até as diversas categorias de usuários". Carlos Varela, Promotor do MP/MG de Uberaba e Coordenador Regional das Promotorias de Meio Ambiente apresentará a visão do Ministério Público sobre a garantia de água [ara as pessoas com destaques aos aspectos de governança e responsabilidades.  Paulo Lopes Varela Neto, Presidente do Comitê de Bacia dos Rios Piancó e Piranhas-Açu  apresentará o conceito de segurança hídrica na relação entre o Estado e os Comitês de Bacia, exemplificando sobre o caso do CBH no qual participa. Nessa apresentação será analisado o conceito de segurança hídrica sob a ótica de sua relação com o tema da disponibilidade e do desenvolvimento econômico e social.Na sequência, será contextualizado o papel de centralidade da gestão de recursos hídricos no âmbito da obtenção da segurança hídrica: “água todo o tempo, o tempo todo” , no atendimento às diversas demandas dos usos múltiplos das águas. Renato Saraiva Ferreira, Diretor de Recursos Hídricos e Revitalização de Bacia Hidrográfica do Ministério do Desenvolvimento Regional apresentará os programas, projetos e propostas do Ministério para a segurança hídrica nas diversas regiões do país, apontando os desafios a serem enfrentados e a interface com o trabalho dos comitês de bacia.  
Encontro sobre os ODS e os Recursos Hídricos
Venha participar do minicurso sobre a agenda 2030, documento que foi assinado em setembro de 2015, mais de 150 líderes mundiais na Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em Nova York, para aprovar a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável. O documento final, intitulado "Transforme o nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável", foi adotado pelos 193 países. Este documento inclui os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para acabar com a pobreza, lutar contra a desigualdade e a injustiça e combater as mudanças climáticas e garantir água limpa e saneamento básico para todos, sem que ninguém fique para trás até 2030, logo queremos incluir os comitês de bacias hidrográficas do brasil na implementação dos ODS e na construção do desenvolvimento sustentável local e nacional. A atividade será realizada por Mauro André Santos Pereira, Gesmar Rosa dos Santos, Virgínia Villas Boas Sá Rego no dia 22/10 (terça-feira) durante a programação do XXI ENCOB. Conheça mais sobre os instrutores:  Mauro Pereira é formado em ciências biológicas pela UFRRJ, pós-graduado em Gestão de resíduos sólidos pela Gama Filho, e tem Mestrado em eco toxicologia pela Université Paris – Diderot 7 França . É diretor executivo da Defensores do planeta, Negociador da sociedade civil para América latina na conferência mundial sobre mudanças climáticas -COP 21, Membro do GT de cooperação Sul – Sul para agenda 2030 na ONU – Fórum de ministros de meio ambiente da américa latina e o Caribe – Buenos Aires 2018- Negociador da agenda 2030. Representante da justiça sócio ambiental da América latina na agenda 2030 da ONU – 2019. Representante brasileiro do primeiro fórum da juventude da américa latina e caribe sobre a agenda 2030 – 2018 CEPAL. Coordenador da Agenda 21 – da zona oeste do Rio de janeiro – UNESCO, e membro do CBH Guandu. Gesmar é pesquisador do Ipea desde 2009, doutor em Desenvolvimento Sustentável (UnB), trabalhou na Companhia de Água e Saneamento de Brasília, no Ministério do Planejamento e no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Atualmente realiza estudos sobre políticas públicas de agricultura, inovação tecnológica, energias renováveis, água e saneamento. Possui publicações sobre o ODS 6 - Água e Saneamento e coordenou o projeto de pesquisa da parceria ANA/IPEA/PNUD/IPC-IG. Assessora o IPEA e a Comissão Nacional dos ODS (CNODS) no tema. Virgínia é doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente (UERJ); Mestre em Educação; Licenciada em Ciências Sociais e Bacharel em Sociologia e Política. Atua como docente nos cursos da Universidade Cândido Mendes, campus Nova Friburgo(RJ), e pesquisa os temas cidadania e participação social. Professora aposentada da Educação Básica,  trabalhou no Colégio Estadual José Martins da Costa (Nova Friburgo-RJ), onde desenvolveu diversos projetos de Educação Ambiental.  Atualmente é representante da Associação de Moradores e Amigos de São Pedro da Serra no Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental de Macaé de Cima e na Plenária do Comitê de Bacia Hidrográfica dos Rios Macaé e das Ostras - setor sociedade civil, onde é membro do Diretório Colegiado e Coordenadora adjunta da Câmara Técnica de Educação Ambiental, Comunicação e Mobilização, propondo e acompanhando projetos voltados para o fortalecimento da gestão participativa e integrada dos recursos hídricos, com destaque para ações destinadas à mobilização e capacitação da juventude, como os Fóruns Água e Juventude do Comitê Macaé.   Programação do curso: 9:00 até 10:00 – Mauro Pereira – Defensores do planeta ponto focal da américa latina para justiça sócio ambiental da agenda 2030 – ONU Apresentação da agenda 2030 e os ODS aos CBHS 10:00 até 11:00 – Gesmar dos Santos - IPEA    "ODS 6 e a gestão participativa da água: desafios e caminhos para 2030". 11:00 ATÉ 12:00 -  Mauro Pereira, Virginia Villa boas Sá Rego – Incluindo a juventude na implementação da agenda 2030 nos CBHS  12:10 FINAL – Foto oficial
Diálogo ProfÁgua-Comitês: em busca dos grandes temas para a gestão das águas no Brasil
A atividade será promovida pelo Prof. Dr. Jefferson Nascimento de Oliveira, Coordenador Geral do ProfÁgua, no dia 21/10 (segunda-feira) de 09:00 às 17:00, dentro da programação do XXI ENCOB.  O PROFÁGUA é um Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação dos Recursos Hídricos, sticto sensu e gratuito, financiando pela Agência Nacional de Águas - ANA e apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, que visa capacitar representantes dos diversos setores que atuam no Sistema de Gestão de Recursos Hídricos, gerando conhecimento, inovações e melhorias técnico-científicas. ​ A proposição da oficina visa articulação com este importante componente da gestão das águas, os Comitês, para que seja possível discutir e identificar demandas de temas que possam ser pesquisados no PROFÁGUA, além de apresentar e divulgar os trabalhos já realizados pelo discentes do Programa, que participam de comitês de Bacias.  Conheça mais sobre o Prof. Jefferson: Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Alagoas (1988), mestrado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo (1994) e doutorado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo (2002), tendo realizado doutorado sanduíche na Stanford University (2000). Foi coordenador do Programa de Pós graduação em Engenharia Civil da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, campus de Ilha Solteira de 2013 a 2017. Tem experiência na área de Engenharia Sanitária, com ênfase em Recursos Hídricos, atuando principalmente nos seguintes temas: águas subterrâneas, gerenciamento de recursos hídricos, drenagem urbana. Preside a Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia - CTCT, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos- CNRH, desde 2013. Foi representante da UNESP na Comissão Técnica das Universidades Públicas (estaduais e federais) do Estado de São Paulo, desde fevereiro de 2015. Conselheiro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos - CNRH, representando as Instituições de Ensino, junto as Organizações Técnicas de Ensino e Pesquisa - OTEP, eleito para o mandato 2015-2018. Atualmente é o Coordenador Geral do Programa de Pós-Graduação - Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos - ProfÁgua.   Confira alguns dos temas que serão apresentados durante a oficina e seus respectivos autores: