Notícias das Águas

Inscrições para o 2 º Encontro do Programa Produtor de Água se iniciarão em 11 de maio
Publicado em 07/05/2026 10h56 Atualizado em 07/05/2026 17h49   a segunda-feira da próxima semana, 11 de maio, começará o prazo de inscrições para o 2º Encontro do Programa Produtor de Água. O evento será realizado no Auditório Flávio Terra Barth, na sede da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em Brasília (DF), de 9 a 11 de junho, no formato híbrido e com transmissão via YouTube da Agência. Essa ação é realizada para debater os caminhos do Programa no contexto das mudanças do clima, com foco em três grandes desafios: o ganho de escala e a replicação da metodologia; o aprimoramento do monitoramento e das métricas de impacto na segurança hídrica; e a mobilização de recursos financeiros para ampliar o alcance das ações de conservação. Além disso, o 2º Encontro do Programa Produtor oferecerá capacitação sobre a série Manuais do Programa Produtor de Água. Durante o evento também será estimulada a aproximação do tema com outros atores que atuam em soluções baseadas na natureza. Difundir e promover a troca de conhecimentos sobre a condução de projetos e a adoção de práticas de conservação, recuperação e manejo que aumentem a resiliência hídrica e ambiental das bacias hidrográficas é outro objetivo do 2º Encontro.  Essa ação da ANA busca, ainda, mostrar as ações do Programa Produtor de Água sob o conceito da lente climática, identificando oportunidades e assegurando coerência com diretrizes nacionais de adaptação, mitigação e resiliência. O evento também visa a apresentar a situação atual do monitoramento das ações dos projetos do Produtor de Água e seus impactos, por meio de evidências técnicas, científicas, experiências práticas e benefícios ambientais e socioeconômicos alcançados.  Desde 2001, o Programa Produtor de Água busca contribuir com a segurança hídrica por meio do apoio a projetos locais que induzam a adoção de práticas de conservação de água e solo no meio rural, tendo a microbacia hidrográfica como unidade de planejamento e gestão. O Programa é implementado a partir do apoio institucional, técnico e financeiro da ANA a projetos locais, os quais são desenvolvidos por um conjunto de parceiros interessados em resolver as questões que colocam em risco a segurança hídrica de uma determinada microbacia.  Sua metodologia incentiva a formação de estruturas locais de governança compostas por instituições que atuam no território – associação de produtores rurais, poder público municipal e estadual, comitês de bacias hidrográficas (CBHs), organizações não governamentais (ONGs), companhias de abastecimento, outros usuários de água e demais interessados. O Programa ainda incentiva a adoção do Pagamento pelos Serviços Ambientais, onde os produtores rurais são remunerados pelos seus serviços ambientais produzidos pelas práticas conservacionistas.  A ANA apoia projetos do Produtor de Água por todo o Brasil, que atendem habitantes das regiões metropolitanas de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Palmas (TO), Rio Branco (AC), entre outras regiões. Esses projetos contam com apoio de diversos parceiros, como prefeituras, comitês de bacias hidrográficas, universidades, organizações não governamentais (ONGs), empresas privadas e instituições públicas.  Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok
Projeto Centrais das Águas avança no semiárido baiano com adesão de novas comunidades
O acesso à água potável no meio rural baiano segue avançando com a adesão de novas comunidades ao Projeto Centrais das Águas da Bahia, iniciativa do Governo do Estado, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB). As ações integram a estratégia do Governo no Território Semiárido Nordeste II e têm como objetivo garantir o acesso regular à água potável para famílias do meio rural. A iniciativa faz parte do projeto Bahia que Produz e Alimenta, fortalecendo políticas públicas voltadas à segurança hídrica e ao desenvolvimento sustentável. Desde o dia 22 de abril, estão sendo realizadas reuniões de adesão em comunidades dos municípios de Jeremoabo, Tucano e Banzaê. Durante os encontros, moradores conhecem o funcionamento das Centrais das Águas, esclarecem dúvidas e participam do processo coletivo de decisão sobre a adesão ao projeto. A metodologia adotada prioriza o diálogo com as famílias e a participação ativa das comunidades, que decidem, por meio de votação, sobre a adesão ao projeto. A proposta vai além da implantação de sistemas, envolvendo também a organização comunitária, a melhoria da qualidade da água e a maior regularidade no abastecimento. Atualmente, as Centrais das Águas estão em funcionamento nos municípios de Seabra, Jacobina e Caetité. No âmbito do projeto Bahia que Produz e Alimenta, a CAR prevê a implantação de três novas Centrais nos municípios de Ribeira do Pombal, Vitória da Conquista e Feira de Santana, além da instalação de cerca de 20 mil ligações de água em comunidades rurais. A iniciativa amplia a cobertura do serviço, fortalece a gestão comunitária e reforça a política pública de segurança hídrica no estado. Nova Central reforça expectativa de melhoria no abastecimentoA chegada da Central da região de Ribeira do Pombal tem gerado expectativa positiva entre os moradores. Emerson de Jesus, presidente da associação local da comunidade de Feira Nova, em Jeremoabo, que participa das reuniões, destaca a importância da iniciativa após conhecer experiências já consolidadas no estado. “A gente já tinha ouvido falar das Centrais, mas quando visitei a estrutura da Central de Jacobina, fiquei realmente surpreso com a organização, com a qualidade do serviço e com o cuidado com a água. Ver tudo funcionando de perto deu ainda mais confiança. Agora, com a chegada da Central de Ribeira do Pombal, a expectativa é muito grande de melhorar a vida das comunidades rurais da região”, afirma Emerson. Fonte: Ascom/CAR Publicado em: 30/04/2026
Seca se abranda no Centro-Oeste, Norte, Sudeste e Nordeste. Área com o fenômeno aumenta no Sul, de acordo com atualização do Monitor de Secas
Área com seca cresce no Sul e no Norte, mas diminui no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Porção total com o fenômeno no Brasil cai de 54% para 49% do território nacional. De acordo com a última atualização do Monitor de Secas, relativa ao mês de março de 2026, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em 19 unidades da Federação: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins. No sentido oposto, a seca se intensificou em março apenas em Santa Catarina. Em quatro unidades da Federação, o fenômeno ficou estável em termos de severidade: Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rondônia. Acre, Distrito Federal e Espírito Santo se mantiveram livres de seca em março. Mapa do Monitor em fevereiro e março de 2026   Seca por grau de severidade por unidade da Federação em fevereiro e março de 2026   Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Nordeste manteve, em março, o quadro mais severo do fenômeno no País, sendo a única a registrar seca extrema, e o maior percentual de área com registro de seca: 88% da região. Já o Norte teve a condição mais branda do fenômeno em março, com menos de 1% do território com seca moderada. O Centro-Oeste registrou o menor percentual de área com seca: 30%. Entre fevereiro e março, a área com seca aumentou no Norte e no Sul e diminuiu no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Quanto à severidade, o fenômeno se abrandou nas 5 Regiões, com os seguintes destaques: Região Centro-Oeste - Deixou de registrar seca grave, que ainda afetava municípios em Goiás e Mato Grosso do Sul no mês de fevereiro; Região Nordeste - Redução da seca extrema de 5% para 2% do território, categoria que deixou de ser verificada na Paraíba e em Pernambuco no mês de março; Região Norte - Redução da área com seca moderada, severidade que, em março, só foi observada em Tocantins; Região Sudeste - Redução da área com seca grave, categoria que deixou de ser verificada em Minas Gerais no mês de março; Região Sul - Deixou de registrar seca grave, que ainda afetava municípios no nordeste do Paraná no mês de fevereiro Seca por grau de severidade por região geopolítica e no Brasil em fevereiro e março de 2026   Na comparação entre fevereiro e março, seis estados registraram aumento da área com seca: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. No sentido oposto, o Monitor identificou diminuição da área com seca em 12 estados: Alagoas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Em seis unidades da Federação, a área com seca se manteve estável: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. Acre, Distrito Federal e Espírito Santo seguiram livres de seca. Percentual de seca por unidade da Federação entre fevereiro e março de 2026   Sete unidades da Federação registraram seca em 100% do território em março deste ano: Ceará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e São Paulo. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 10% a 93%. Percentual da área com seca por unidade da Federação em março de 2026 Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de março, seguido por Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Piauí. No total, entre fevereiro e março, a área com o fenômeno diminuiu de 4,6 para 4,2 milhões de km², o equivalente a 49% do território brasileiro. Área com seca por UF em março de 2026 por km²   Situação por UF  UF ÁREA SEVERIDADE DA SECA Acre Entre janeiro e março de 2026, o Acre se manteve livre de seca. Desde a entrada do estado no Mapa do Monitor, em novembro de 2022, é a primeira vez que o AC fica livre do fenômeno por três meses consecutivos. O Acre segue em sua melhor condição quanto ao fenômeno desde novembro de 2022, permanecendo completamente livre de seca pelo terceiro mês consecutivo. Alagoas Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 100% para 68% de Alagoas. É a menor área com o fenômeno no estado desde novembro de 2025. Em março, o fenômeno se abrandou em Alagoas, pois a seca grave deixou de ser observada. É a condição mais branda no estado desde novembro de 2025. Amapá Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 68% para 55% do Amapá. O fenômeno se abrandou no Amapá entre fevereiro e março, já que a seca moderada deixou de ser observada. O estado registrou somente seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor. Amazonas Entre fevereiro e março, a área com seca aumentou de 33% para 45% do Amazonas. A severidade do fenômeno se manteve estável no Amazonas, com registro somente de seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor. Bahia Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 88% para 83% da Bahia. O fenômeno se abrandou na Bahia entre fevereiro e março, com a redução da área com seca grave de 11% para 3% do estado. Ceará A área com seca no Ceará se manteve em 100% do território do estado entre fevereiro e março de 2026. O estado acumula seis meses consecutivos com seca na totalidade de seu território. A severidade da seca se manteve estável no Ceará entre fevereiro e março, com manutenção da seca extrema em cerca de 14% do estado. Distrito Federal O Distrito Federal se manteve livre de seca em março pelo segundo mês consecutivo. Em fevereiro de 2026, o DF havia deixado de registrar seca pela primeira vez desde setembro de 2023. O Distrito Federal permanece livre de seca pelo segundo mês consecutivo, mantendo a melhor condição desde setembro de 2023. Espírito Santo O Espírito Santo se manteve livre de seca em março pelo segundo mês consecutivo. Em fevereiro, o ES havia ficado livre de seca pela primeira vez desde fevereiro de 2023. O Espírito Santo permanece livre de seca pelo segundo mês consecutivo, mantendo a melhor condição desde fevereiro de 2023. Goiás Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 76% para 57% de Goiás. É a menor porção com o fenômeno no estado desde o início do monitoramento, em junho de 2020. O fenômeno se abrandou em Goiás entre fevereiro e março, com a seca grave deixando de ser observada no estado. É a condição mais branda no território goiano desde fevereiro de 2025. Maranhão Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 100% para 78% do Maranhão. O fenômeno se abrandou significativamente no Maranhão entre fevereiro e março, com o recuo da seca moderada de 47% para apenas 3% do estado. Mato Grosso Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu significativamente de 57% para 18% de Mato Grosso. É a menor área com o fenômeno no estado desde agosto de 2025. Em março, o fenômeno se abrandou em Mato Grosso, pois a seca moderada deixou de ser observada. O estado passou a registrar somente seca fraca, a mais branda na escala do Monitor. Mato Grosso do Sul Entre fevereiro e março, a área com seca se manteve estável no patamar de 35% de Mato Grosso do Sul. A severidade do fenômeno se abrandou em Mato Grosso do Sul entre fevereiro e março, com pequena redução da seca moderada de 12% para 9% do estado. A seca grave, que era registrada em menos de 1% do território em fevereiro, deixou de ser observada em março. Minas Gerais Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu significativamente de 83% para 56% de Minas Gerais. É a menor área com o fenômeno no estado desde janeiro de 2025. O fenômeno se abrandou em Minas Gerais entre fevereiro e março, com a seca grave deixando de ser observada no estado. É a condição mais branda em MG desde fevereiro de 2025. Pará Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 11% para 10% do Pará. É a menor área com seca no estado desde setembro de 2025. O fenômeno se abrandou no Pará entre fevereiro e março, com a seca moderada deixando de ser observada. O estado passou a registrar somente seca fraca, a mais branda na escala do Monitor. Paraíba A área com seca se manteve em 100% da Paraíba entre fevereiro e março de 2026. O estado acumula quatro meses consecutivos com seca na totalidade de seu território. A seca se abrandou significativamente na Paraíba entre fevereiro e março, com a diminuição da seca extrema de 43% para 0%. É a melhor condição no estado desde outubro de 2025. Paraná Entre fevereiro e março, a área com seca aumentou de 75% para 100% do Paraná. É a primeira vez que o estado registra seca na totalidade de seu território desde julho de 2021. O fenômeno se abrandou no Paraná entre fevereiro e março, pois a seca grave deixou de ser observada. Ainda assim, o Paraná registrou a pior situação de seca do Sul em março. Pernambuco A área com seca se manteve em 100% de Pernambuco entre fevereiro e março de 2026. O estado acumula quatro meses consecutivos com seca na totalidade de seu território. O fenômeno se abrandou em Pernambuco entre fevereiro e março, com a seca extrema deixando de ser observada e a seca grave recuando de 78% para 40% do estado. Piauí A área com seca se manteve em 100% do Piauí entre fevereiro e março de 2026. O estado acumula 12 meses consecutivos com seca na totalidade de seu território. O fenômeno se abrandou no Piauí entre fevereiro e março, com o recuo da seca grave de 38% para 14% do estado. Rio de Janeiro Entre fevereiro e março, a área com seca se manteve estável no patamar de 37% do Estado do Rio de Janeiro. A severidade da seca se manteve estável no Rio de Janeiro entre fevereiro e março, com manutenção de seca fraca e moderada e ausência de categorias mais severas. Rio Grande do Norte Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 100% para 93% do Rio Grande do Norte. É a menor área com seca no estado desde novembro de 2025. O fenômeno se abrandou no RN entre fevereiro e março com a redução da área com seca extrema de 49% para 19% do estado. Mesmo assim, o Rio Grande do Norte registrou a pior condição do Nordeste em março. Rio Grande do Sul Entre fevereiro e março, a área com seca teve pequeno aumento, passando de 63% para 65% do Rio Grande do Sul. A severidade do fenômeno se manteve estável no Rio Grande do Sul entre fevereiro e março, com registro somente de seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor. Rondônia Entre fevereiro e março, a área com seca aumentou de 8% para 17% de Rondônia. A severidade do fenômeno se manteve estável em Rondônia entre fevereiro e março, com registro somente de seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor. Roraima Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 67% para 57% de Roraima. O fenômeno se abrandou em Roraima entre fevereiro e março, pois a seca moderada deixou de ser observada no estado, passando a registrar somente seca fraca. Santa Catarina Entre fevereiro e março, a área com seca aumentou significativamente de 39% para 100% de Santa Catarina. É a primeira vez que o estado registra seca na totalidade de seu território desde agosto de 2025. A seca se intensificou em Santa Catarina entre fevereiro e março, pois a seca moderada voltou a ser registrada no estado, o que não acontecia desde agosto de 2025. São Paulo Entre fevereiro e março, a área com seca aumentou de 94% para 100% do Estado de São Paulo. É a primeira vez que o estado registra seca em todo o seu território desde dezembro de 2025. O fenômeno se abrandou em São Paulo entre fevereiro e março, com a redução da área com seca grave de 12% para 9% do estado.  É a situação mais branda em SP desde junho de 2025. Sergipe Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 90% para 78% de Sergipe. O fenômeno se abrandou em Sergipe entre fevereiro e março, com a seca grave deixando de ser observada no estado. É a condição mais branda do fenômeno em SE desde novembro de 2025. Tocantins Entre fevereiro e março, a área com seca diminuiu de 65% para 58% do Tocantins. O fenômeno se abrandou no Tocantins entre fevereiro e março, com redução da seca moderada de 12% para 6% do estado.  O Monitor de Secas  O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS. O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração. Por meio da ferramenta, é possível comparar a evolução das secas nos 26 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido. O Monitor de Secas teve início em julho de 2014, começando pela região Nordeste, sendo que o processo de expansão dessa iniciativa, a partir de 2018, foi concluído com a entrada do Amapá no Mapa do Monitor de dezembro de 2023, completando sua cobertura em todo o território nacional.  A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.  Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok Publicado em 28/04/2026 16h06
Cogerh inicia transferência de água do Açude Aracoiaba para reforçar segurança hídrica da RMF
Estratégia visa compensar a falta de recarga no Açude Pacajus e reforçar abastecimento de Fortaleza e municípios vizinhos A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) iniciou, nesta sexta-feira, dia 1º de maio, a operação de transferência de água do Açude Aracoiaba para o sistema hídrico da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A medida integra mais uma ação da Companhia voltada à garantia da segurança hídrica dos reservatórios que abastecem a capital e municípios vizinhos. O gerente de Operações da Cogerh, Anatarino Torres, destaca que o reservatório passou quatro anos seguidos sem transferir água para a rede integrada da RMF. A necessidade atual surgiu após o monitoramento dos primeiros meses da quadra chuvosa de 2026. “Os técnicos da Cogerh ficaram acompanhando o aporte dos reservatórios. Vimos que já tínhamos passado dois meses da quadra chuvosa, fevereiro e março, e nada do Pacajus aumentar o seu volume. Fizemos as simulações e levamos os cenários para o Comitê de Bacia da Metropolitana e para a Comissão Gestora do Aracoiaba“, explica Anatarino, ressaltando que a decisão foi tomada em conjunto com a sociedade, dentro do que rege a lei de gestão dos recursos hídricos do Ceará. A água transferida é direcionada ao Açude Pacajus, que funciona como importante ponto de integração. “Essa perenização é fundamental para que o Pacajus continue, no decorrer do ano, transferindo água para o Pacoti. Através do Pacoti é que Fortaleza é abastecida, passando depois pelo Riachão e, por último, no Gavião, de onde cheja até a Estação de Tratamento da Cagece”, detalha o gerente. A estratégia é favorecida pelo momento hídrico do Açude Aracoiaba, que hoje se encontra com cerca de 96% de sua capacidade total, próximo da cota de sangria. Esse volume elevado possibilita a transferência sem prejuízos ao atendimento das demandas locais. De acordo com os estudos técnicos da Companhia, a operação poderá atingir vazões de até 5 m³ por segundo. O acerto firmado com a comissão gestora do açude Aracoiaba prevê que a transferência ocorra até o início de setembro, reforçando a capacidade de atendimento a cerca de 4 milhões de pessoas. O processo será continuamente monitorado e ajustado conforme a evolução das condições do reservatório. Por Assessoria de Comunicação Publicado em: 1 de maio de 2026 | Última atualização: 2 de maio de 2026
Reservatório Santa Maria volta a verter após quatro anos e reforça cenário hídrico positivo no DF
Após quatro anos, o reservatório Santa Maria voltou a atingir sua cota máxima de 1.072 metros, registrando vertimento no fim da tarde de domingo (26/04) . O episódio é resultado das chuvas acumuladas nos últimos meses e marca um momento importante para a segurança hídrica do Distrito Federal.   No atual ano hidrológico, compreendido entre setembro de 2025 e março de 2026, o acumulado de precipitação na região da barragem foi de 1.038 mm, sendo 123 mm registrados apenas no mês de março.   A recuperação do reservatório decorre da atuação contínua da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) na gestão dos recursos hídricos. “Esse resultado é fruto de decisões técnicas e de uma gestão rigorosa dos recursos hídricos, que orienta a operação dos sistemas ao longo de todo o ano", afirma o diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro.   Entre as principais ferramentas de gestão está a definição anual da curva de referência do reservatório Santa Maria, que estabelece os volumes úteis a serem alcançados pela Caesb ao final de cada mês.   Elaborada a partir de estudos hidrológicos e da simulação do balanço hídrico do sistema, essa curva funciona como um importante instrumento de planejamento e regulação.    Nos últimos anos, os parâmetros definidos pela Adasa passaram a incorporar restrições operacionais à concessionária, como limites de captação e regras para transferências entre sistemas de abastecimento, com o objetivo de garantir a recuperação gradual do reservatório.   “O vertimento do Santa Maria é um marco importante e mostra não só as boas condições de chuva, mas todo um esforço de planejamento, regulação e monitoramento. A Adasa vai seguir atuando com base em dados e estudos para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda de água”, reforça Raimundo Ribeiro.   Além do reservatório de Santa Maria, cabe destacar que o do Descoberto já está vertendo desde 06 de janeiro e o Paranoá segue  atendendo as cotas estabelecidas pela Adasa.   Embora o cenário atual seja positivo e indique segurança hídrica para o DF, a Adasa reforça a importância do consumo responsável de água por parte da população.   A Agência reitera ainda que o acompanhamento dos níveis dos reservatórios pode ser feito por qualquer cidadão, diariamente, por meio do Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos (SIRH), disponível no site oficial da Adasa.   Assessoria de Comunicação Institucional (ACI) (61) 3961-4972 | (61) 3966-7514 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Publicado em: 27/04/2026
Fundação Casa de Jorge Amado sedia lançamento da 13ª edição da campanha “Eu Viro Carranca para Defender o Velho Chico”
Foto: Matheus Lemos (ASCOM/INEMA) A Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador, foi palco, nesta terça-feira (06), do lançamento oficial da 13ª edição da campanha “Eu Viro Carranca para Defender o Velho Chico”. Com o tema “Velho Chico. Um rio, muitas mãos.”, a iniciativa reforça a importância da mobilização coletiva em defesa do Rio São Francisco e da construção de ações permanentes voltadas à sua preservação e revitalização. Reconhecido como um dos principais rios do país, o Velho Chico atravessa territórios, culturas e histórias, sendo essencial para o abastecimento, a economia, a biodiversidade e a identidade de milhões de brasileiros. A campanha surge justamente como um chamado à união entre instituições, comitês de bacias hidrográficas, sociedade civil, comunidades ribeirinhas e demais parceiros comprometidos com a proteção do rio. O evento reuniu representantes de órgãos públicos, entidades ambientais, integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas e convidados ligados à pauta dos recursos hídricos. Nesta edição, a campanha retoma seu formato original, com ações simultâneas em quatro municípios que representam as diferentes regiões fisiográficas da bacia do São Francisco: Paracatu (MG), Érico Cardoso (BA), Juazeiro (BA) e Canindé de São Francisco (SE). As mobilizações da campanha acontecerão no dia 03 de junho, data em que os territórios envolvidos promoverão atividades de sensibilização, participação social e valorização do Velho Chico, fortalecendo o engajamento em torno da preservação do rio. Participando do lançamento, a assessora de comunicação do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH), Thamires Mercês Gomes, destacou a relevância da campanha como instrumento de mobilização social e fortalecimento da governança das águas. “Defender o Velho Chico é defender a vida, a cultura e a história de milhares de pessoas que dependem diretamente desse rio. A campanha tem um papel fundamental ao aproximar a sociedade dessa pauta e mostrar que a preservação do São Francisco precisa ser um compromisso coletivo e permanente”, afirmou. Com o mote “Um rio, muitas mãos”, a campanha reafirma que o futuro do Velho Chico depende da participação integrada de diferentes setores da sociedade, fortalecendo o diálogo, a conscientização e o cuidado compartilhado com um dos maiores patrimônios hídricos do Brasil. A programação completa da campanha pode ser acessada no site oficial: virecarranca.com.br/programacao
Igam lança quadro “Momento RMRH” para aproximar ciência e sociedade sobre gestão das águas em Minas
Vídeos curtos vão apresentar pesquisas e aproximar a população da gestão dos recursos hídricos em Minas Gerais O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) lançou no dia 26 de abril, em suas redes sociais, o quadro “Momento RMRH”, uma iniciativa voltada à divulgação científica na área de recursos hídricos. A proposta é apresentar, em vídeos curtos, pesquisas publicadas na Revista Mineira de Recursos Hídricos (RMRH), destacando resultados e aplicações práticas dos estudos. O primeiro episódio contou com a participação da pesquisadora Lívia Costa, autora do trabalho “O Plano Mineiro de Segurança Hídrica: desenvolvimento, impactos na gestão dos recursos hídricos em Minas Gerais e seus desafios”, publicado no volume 5 (2026) da revista. No vídeo, a autora apresentou os principais pontos da pesquisa, abordando a importância do planejamento estratégico para garantir a segurança hídrica no estado. A iniciativa busca ampliar o alcance das produções científicas e tornar o conteúdo mais acessível ao público. Segundo a assessora de Programas, Projetos e Pesquisa em Recursos Hídricos do Igam, Camila Lacerda, o objetivo é fortalecer a conexão entre conhecimento técnico e sociedade. “Todos os autores estão convidados a participar desse projeto, que busca ampliar a visibilidade dos trabalhos científicos publicados na RMRH, disseminar o conhecimento na área de gestão das águas e promover uma maior aproximação entre a ciência e a sociedade”, destaca. Além de divulgar pesquisas relevantes, o quadro também pretende incentivar a participação de outros autores. Os interessados em integrar o “Momento RMRH” devem entrar em contato com a editoria de comunicação da revista pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. No primeiro contato, é necessário informar o título do estudo e o volume da publicação em que foi divulgado, para receber orientações técnicas sobre a produção dos vídeos. Com a iniciativa, o Igam reforça o papel da comunicação científica como ferramenta estratégica para democratizar o acesso à informação e contribuir para uma gestão mais eficiente e participativa dos recursos hídricos em Minas Gerais. Acesse aqui as publicações do Momento RMRH.   Ascom/Sisema Publicado em:Seg, 27 abr 2026
SEMAGoverno de Mato Grosso publica decreto que estabelece período proibitivo de uso do fogo
O Governo de Mato Grosso publicou, nesta quarta-feira (29.4), o decreto que declara situação de emergência ambiental no Estado e estabelece o período proibitivo de uso do fogo, em decorrência dos riscos de incêndios florestais. Este ano, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas localizadas nos três biomas existentes no estado (Amazônia, Cerrado e Pantanal) será de 1º de julho a 30 de novembro.  A medida leva em consideração as previsões de condições climáticas adversas, como estiagem prolongada, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar e ventos intensos, que favorecem as ocorrências de incêndios florestais. Conforme o decreto, em caso de alteração nas condições climáticas ao longo do ano, o período de restrição ao uso do fogo poderá ser prorrogado ou antecipado pelo órgão estadual competente. A norma estabelece ainda que a proibição ao uso do fogo não se aplica às queimas excepcionais realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais. O decreto institui também a Sala de Situação Central (SSC) que irá atuar como órgão consultivo e deliberativo para a fase de respostas durante a temporada de incêndios, que vai de 1º de julho a 30 de novembro. Entre as atribuições da Sala estão o fortalecimento das ações de monitorização, deliberação técnica, otimização de recursos e resposta rápida às queimadas ilegais e aos incêndios florestais, de forma integrada com os diversos níveis de governo.  A coordenação da Sala de Situação Central ficará a cargo do Corpo de Bombeiros Militar, por meio de sua Diretoria Operacional. Confira o decreto aqui. *Texto: Clenia Goreth    SEMA-MT Publicado: Quarta, 29 de Abril de 2026, 17h24 | Última atualização em Quarta, 29 de Abril de 2026, 17h24
Participe das lives sobre o SINISA 2026
A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades promove, entre os dias 4 e 8 de maio de 2026, uma série de transmissões ao vivo com orientações práticas para o preenchimento do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). Os encontros serão realizados sempre às 10h (horário de Brasília), no canal oficial do Ministério das Cidades no YouTube, e contarão com a participação das equipes técnicas responsáveis pelo sistema. Embora voltadas especialmente a gestores e prestadores de serviços, as lives são abertas a todos os interessados no setor de saneamento básico — uma excelente oportunidade para ampliar conhecimentos e esclarecer dúvidas. Confira a programação: 🔹 04/05 – Abastecimento de Água🔹 05/05 – Esgotamento Sanitário🔹 06/05 – Gestão Municipal🔹 07/05 – Resíduos Sólidos Urbanos🔹 08/05 – Drenagem e Manejo de Águas Pluviais  ⏱️ Cada transmissão terá duração aproximada de duas horas. 🔗 Acompanhe, participe e fortaleça a gestão do saneamento no Brasil!   Fonte: https://meioambiente.mg.gov.br/w/participe-das-lives-sobre-o-sinisa-2026 Qui, 30 abr 2026
Publicada a 23ª Edição da Revista Velhas, publicação semestral do CBH Rio das Velhas
A Revista Velhas nº23, mais nova edição da publicação semestral do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), já está disponível em sua versão digital! A palavra de ordem da vez é ‘preservação’. Em um tempo em que os sinais da crise climática se tornam cada vez mais evidentes, preservar deixou de ser apenas um ideal e passou a ser uma urgência. Mas preservar também é construir. É planejar, investir, transformar realidades e, sobretudo, imaginar futuros possíveis para o nosso rio Veja os destaques: A bacia do Rio das Velhas entra em uma nova fase. Com a aprovação do Enquadramento dos corpos hídricos, abre-se um horizonte que exige mais do que diagnóstico: exige ação coordenada, compromisso e continuidade. O que está em jogo não é apenas a qualidade da água, mas a capacidade de traduzir planejamento em transformação concreta nos territórios. Se o planejamento aponta caminhos, o cuidado cotidiano mostra que eles já começam a ser trilhados — muitas vezes onde menos se espera. Entre quintais, ruas e fragmentos de vegetação, as nascentes urbanas resistem e revelam algo poderoso: a água ainda encontra espaço para brotar, desde que haja atenção, vínculo e responsabilidade. Ao mesmo tempo, novas iniciativas ampliam esse olhar, integrando a proteção dessas fontes à segurança hídrica das cidades. Jornalismo ambiental e turismo responsável Mas para que essas histórias existam — e, sobretudo, para que ganhem força — é preciso que sejam contadas. Em um país marcado por conflitos ambientais e disputas de narrativa, o jornalismo socioambiental se afirma como ferramenta essencial de defesa da vida, dos territórios e dos bens comuns. Informar, aqui, é também proteger. Há também caminhos concretos que mostram como conservação e desenvolvimento podem caminhar juntos. É o caso da TransCabral, travessia de longo curso que percorre a região da Serra do Cabral, no Baixo Velhas, articulando turismo de natureza, proteção ambiental e geração de renda para comunidades locais. Ao longo de seu trajeto, a iniciativa revela o potencial de um modelo de desenvolvimento que reconhece a paisagem como patrimônio e o rio como eixo estruturador de oportunidades. Embarque com a gente nesse rio! Clique aqui e confira a versão digital na íntegra!   COP 30 e as mudanças climáticas na bacia Nesta edição, cruzamos o país ao lado de Sergio Myssior e Thiago Metzker, que decidiram transformar o deslocamento até a COP-30 em uma jornada de escuta pelos territórios brasileiros. Ao percorrer milhares de quilômetros por diferentes biomas, reuniram relatos, impressões e evidências de um tempo em que os impactos da crise climática já são visíveis — mas também em que respostas locais emergem com criatividade e resiliência. Porque, se o futuro está em disputa, ele também já começou. E os dados não deixam dúvidas: em apenas 25 anos, Belo Horizonte registrou um aumento significativo em sua temperatura média. A emergência climática não é mais projeção — é presença, e se impõe sobre o cotidiano das cidades e dos territórios. Novos tempos e paisagens históricas Nesse contexto, decisões estruturais ganham ainda mais peso. A privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) inaugura um novo capítulo para os municípios da bacia, trazendo incertezas, desafios e escolhas que terão impacto direto sobre tarifas, investimentos e, sobretudo, sobre a garantia do acesso à água e ao saneamento nas próximas décadas. Seguimos também pelo território da UTE Poderoso Vermelho, onde história e natureza correm lado a lado, revelando como a preservação pode ser, ao mesmo tempo, memória e projeto de futuro. Em paisagens marcadas por patrimônio cultural e riqueza ambiental, vemos que proteger é também reconhecer identidades e fortalecer vínculos. Há poesia na preservação Na editoria Olhares, a poesia encontra o rio — lembrando que, antes de recurso, a água é símbolo, linguagem e imaginação. Entre dados e histórias, desafios e esperanças, esta edição reafirma um ponto essencial: preservar não é resistir ao futuro — é torná-lo possível. Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Comitês presididos pelo MIDR aprovam R$ 32,5 milhões para ampliar Programa Produtor de Água no Rio Grande
Os Comitês Gestores dos Programas de Revitalização dos Recursos Hídricos, presididos pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), aprovaram R$ 32,5 milhões para a ampliação e o fortalecimento do Programa Produtor de Água na bacia do Rio Grande. O projeto foi elaborado e apresentado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que teve atuação central na estruturação técnica da proposta, a partir de demandas encaminhadas pelos projetos que são apoiados pelo Programa. No total, o pacote de investimentos aprovado somou R$ 1,04 bilhão, destinado à revitalização de bacias hidrográficas estratégicas e ao fortalecimento da segurança hídrica em diferentes regiões do país, como parte do Eixo Revitalização de Bacias Hidrográficas do Programa Novo PAC do Governo Federal.  Os recursos das contas de revitalização são provenientes de aportes anuais da Eletrobras, que destinam R$ 350 milhões por ano ao CPR São Francisco e Parnaíba e R$ 230 milhões ao CPR Furnas, pelo período de dez anos. Após a aprovação, a execução dos recursos será realizada pela empresa AXIA (antiga Eletrobras), com apoio técnico da Agência, que continuará acompanhando a implementação das ações previstas. Expansão de política hídrica No CPR Furnas, onde o volume aprovado alcança R$ 634,6 milhões, a ANA foi a responsável por apresentar o projeto de ampliação e o fortalecimento do Programa Produtor de Água na bacia do Rio Grande e a avaliação integrada dos impactos e alternativas de mitigação da poluição hídrica na bacia do Alto Tietê. A participação da instituição reforça a integração entre conservação ambiental, gestão de recursos hídricos e desenvolvimento regional, além de consolidar seu papel como referência técnica na estruturação de projetos voltados à segurança hídrica no país. O Programa Produtor de Água  Desde 2001, o Programa Produtor de Água busca contribuir com a segurança hídrica por meio do apoio a projetos locais que induzam a adoção de práticas de conservação de água e solo no meio rural, tendo a microbacia hidrográfica como unidade de planejamento e gestão. O Programa é implementado a partir do apoio institucional, técnico e financeiro da ANA a projetos locais, os quais são desenvolvidos por um conjunto de parceiros interessados em resolver as questões que colocam em risco a segurança hídrica de uma determinada microbacia. Sua metodologia incentiva a formação de estruturas locais de governança compostas por instituições que atuam no território – associação de produtores rurais, poder público municipal e estadual, comitês de bacias hidrográficas (CBHs), organizações não governamentais (ONGs), companhias de abastecimento, outros usuários de água e demais interessados. O Programa ainda incentiva a adoção do Pagamento pelos Serviços Ambientais, onde os produtores rurais são remunerados pelos seus serviços ambientais produzidos pelas práticas conservacionistas.  A ANA apoia projetos do Produtor de Água por todo o Brasil, que atendem habitantes das regiões metropolitanas de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Palmas (TO), Rio Branco (AC), entre outras regiões. Esses projetos contam com apoio de diversos parceiros, como prefeituras, comitês de bacias hidrográficas, universidades, organizações não governamentais (ONGs), empresas privadas e instituições públicas.  Com informações Ascom/MIDR Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.www.gov.br/ana | Facebook | Instagram | Twitter | YouTube | LinkedIn | TikTok
CBH Rio das Velhas promove I Encontro de Gestores Municipais para discutir desafios do enquadramento das águas
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) realiza, no próximo dia 13 de maio (quarta-feira), o I Encontro de Gestores Municipais da Bacia do Rio das Velhas: Caminhos e desafios do Enquadramento das águas. O evento acontecerá das 8h30 às 13h, no Auditório da Associação Mineira de Municípios (AMM), em Belo Horizonte. A iniciativa é voltada a gestores públicos municipais inseridos na bacia e tem como objetivo central alinhar estratégias e fortalecer a atuação dos municípios frente aos desafios para o cumprimento das metas do enquadramento dos corpos d’água e da Meta 2034, com foco na melhoria da qualidade e da quantidade das águas. A ação é realizada pelo CBH Rio das Velhas, por meio do Programa de Mobilização Social e Educação Ambiental, executado pela empresa TantoExpresso, e conta com a parceria da AMM, que sediará o encontro. Integração e compromisso institucional O encontro também marcará a assinatura da Carta de Belo Horizonte pelos gestores municipais da bacia, consolidando um compromisso político-institucional com o fortalecimento da governança interfederativa e a ampliação do protagonismo dos municípios na agenda hídrica. A iniciativa busca apoiar o cumprimento das metas do enquadramento, promover ações estruturantes nas áreas de saneamento, conservação e gestão territorial, além de ampliar o acesso a financiamentos e parcerias institucionais. Desafios para a gestão das águas A programação do evento abordará os principais desafios enfrentados pelos municípios da bacia, como o déficit de saneamento urbano e rural, a insuficiência de infraestrutura para tratamento de esgoto e o lançamento de cargas poluidoras nos corpos d’água. Também estarão em pauta as pressões decorrentes da expansão urbana desordenada, das atividades industriais e agropecuárias e da degradação de nascentes e áreas de recarga. Outro ponto de destaque será a necessidade de maior articulação entre municípios e instâncias da bacia, além da integração entre planejamento urbano e gestão hídrica, considerada essencial para o avanço das metas estabelecidas. A programação inclui momentos de debate técnico, apresentação de metas e troca de experiências entre gestores municipais. Programação 8h30 às 9h – Recepção, coffee e credenciamento 9h – Abertura 9h30 – Desafio: Novo enquadramento do Rio das Velhas 10h – Apresentação da Meta 2034 10h15 – Estratégia: Possibilidades de parceria para saneamento municipal 11h20 – “Velhas eu faço parte”: roda de conversa com os gestores municipais 12h – Aprovação da Carta de Belo Horizonte 12h30 – Encerramento O evento contará com a participação de representantes de instituições como Funasa, Codevasf, Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), CAOMA, Copasa e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD). Serviço: I Encontro de Gestores Municipais da Bacia do Rio das Velhas: Caminhos e desafios do Enquadramento das águasData: 13 de maio de 2026 (quarta-feira)Horário: 8h30 às 13hLocal: Auditório AMM – Av. Raja Gabaglia, 385, Cidade Jardim, Belo Horizonte/MGPúblico-alvo: Gestores públicos municipais da Bacia do Rio das Velhas Mais informações: Karen Castelli (15) 99115-3014 – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Podcast Travessia #219 destaca integração dos comitês no VII Encontro de Afluentes do São Francisco
O novo episódio do podcast Travessia, produzido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), já está no ar. A edição #219 traz como tema central o VII Encontro de Comitês Afluentes do Rio São Francisco, realizado no início de abril, em Belo Horizonte (MG). Com o tema “Juntos pelo PIRH-SF”, o encontro reuniu representantes de diferentes regiões da bacia, órgãos gestores, especialistas e instituições parceiras para fortalecer a atuação integrada e ampliar a participação na construção do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia do São Francisco. No episódio, o ouvinte acompanha reflexões e contribuições de representantes de comitês afluentes, que destacam a importância da cooperação entre os territórios para enfrentar desafios comuns, como a segurança hídrica, os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de um planejamento mais conectado entre as regiões. O Travessia #219 evidencia ainda o papel estratégico dos comitês afluentes na gestão descentralizada das águas, trazendo diferentes olhares sobre a realidade da bacia e reforçando a importância da escuta, do diálogo e da construção coletiva.    Ouça agora o episódio 219 do podcast Travessia e acompanhe esse importante debate sobre o futuro do Velho Chico. O podcast está disponível nas principais plataformas digitais e também no site do CBHSF. Assessoria de Comunicação do CBHSF:TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Período de defeso da Piracema será entre 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027 em MT
Publicado: Sexta, 24 de Abril de 2026, 15h43 | Última atualização em Sexta, 24 de Abril de 2026, 15h47   O defeso da Piracema em Mato Grosso continuará no mesmo período dos últimos anos, entre os dias 1º de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027, segundo decisão do Conselho Estadual de Pesca (Cepesca). A determinação ocorreu, nesta quinta-feira (23.4), durante a 2ª Reunião Ordinária do ano, transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Sema. A resolução será publicada no Diário Oficial nos próximos dias. Nesse período, será permitida a pesca de subsistência desembarcada nos rios das bacias hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins. A medida reforça que a pesca de subsistência é a praticada artesanalmente por ribeirinhos ou comunidades tradicionais e garante apenas a alimentação familiar, sem fins comerciais. As demais modalidades estarão proibidas. O Cepesca decidiu manter o período baseado nos estudos de monitoramento reprodutivo dos peixes de interesse pesqueiro no Estado. Os dados técnicos foram apresentados pela pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e conselheira do Cepesca, Lucia Mateus. Em sua apresentação, a pesquisadora mostrou dados que indicam que o pico reprodutivo ocorre entre outubro e janeiro. Nestes meses, a probabilidade de encontrar peixes em atividade reprodutiva chega a 80%. “A definição do período de proibição deve buscar o equilíbrio entre a máxima proteção dos estoques com o mínimo prejuízo aos usuários do recurso. Neste período, os rios ainda estão com volume relativamente baixo de água e os peixes estão reunidos em cardumes para a migração, fator que aumenta o adensamento dos peixes e a vulnerabilidade”, explicou Lúcia. O Monitoramento da Reprodução de Peixes de Interesse Pesqueiro no Estado de Mato Grosso tem 10 anos de análise. Desde 2015, o Cepesca, em atendimento à Notificação Recomendatória do Ministério Público, iniciou estudos e compilou dados técnicos científicos já existentes sobre o período reprodutivo dos peixes de interesse comercial nos principais rios do estado. A análise permitiu integrar dados que incluem informações mensais sobre a reprodução de várias espécies desde 2004. Os resultados desta análise vêm sendo atualizados anualmente. “Mato Grosso é o único Estado do país que reúne o seu Conselho de Pesca para definir o período de defeso, pois temos acesso a este trabalho que é feito pelas universidades. São informações completas, de muito tempo, com dedicação de muitos profissionais. Os dados mostram que mais de 80% do período reprodutivo acontecem nestes três meses, então é uma decisão bem técnica que o Conselho coloca aqui do que é melhor para a reprodução dos peixes”, destacou o secretário executivo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e presidente do Cepesca, Alex Marega.   Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato GrossoTexto: Renata PrataFoto: Mayke Toscano Secom-MT
Adasa realiza Audiência Pública sobre reajuste tarifário dos serviços de água e esgoto
A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realizou, nesta terça-feira (7/4), a Audiência Pública n° 004/2026 para discutir o reajuste tarifário anual dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário prestados pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), referente ao ano de 2026. A mesa foi presidida pelo diretor da Adasa, Vinicius Benevides, e contou com a participação do Ouvidor Fernando Martins, do Secretário-geral Rodrigo Sábato, do Assessor Ciro José de Freitas e do Superintendente de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira, Cássio Cossenzo. O encontro teve como objetivo receber contribuições da sociedade sobre os cálculos apresentados pela agência, que consideram os custos, investimentos e demais componentes necessários à prestação eficiente dos serviços. A metodologia do reajuste está prevista no contrato de Prestação de Serviços n° 001/2006, firmado entre Adasa e Caesb. O diretor da Adasa, Vinicius Benevides, destacou a importância do processo participativo: “Gostaria de enfatizar a importância desta audiência, especialmente no que diz respeito à participação da sociedade e à transparência da concessionária em apresentar suas posições.” Já a Coordenadora de Regulação Econômica da área de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira (SEF), Cristina de Saboya Gouveia Santos, responsável pela apresentação, explicou os fundamentos do reajuste: “A tarifa é definida, a cada 4 anos,  por meio da revisão da estrutura de custos, incluindo investimentos e demais despesas necessárias, resultando em uma tarifa média. Anualmente, essa tarifa é atualizada para recompor as perdas inflacionárias, com o objetivo de preservar o equilíbrio econômico-financeiro da prestação, conforme previsto em contrato.” Na sequência, a analista da Caesb, Lieda Medeiros Mendes, apresentou as contribuições elaboradas pela companhia no âmbito do processo. Com base nos cálculos apresentados, a proposta inicial de reajuste foi de 2,51%. No entanto, após atualizações metodológicas, incluindo a publicação da Resolução nº 69/2026, que trata do incentivo à economia de energia, o percentual preliminar passou a ser de 2,97%. O índice final ainda será definido após a análise das contribuições recebidas, tanto da Caesb quanto dos usuários, e posteriormente submetido à deliberação da diretoria colegiada da Adasa. Os documentos e memória de cálculo do reajuste e a gravação da AP estão no site da Agência e podem ser consultados pelo link https://www.adasa.df.gov.br/audiencias-publicas/audiencias-em-andamento/audiencias-publicas/audiencias-em-andamento/3025-audiencia-publica-n-004-2026 A data para envio de contribuições é até as 18h do dia 08/04/2026, quarta-feira, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.           Assessoria de Comunicação Institucional (ACI) (61) 3961-4972 | (61) 3966-7514 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.